No primeiro jogo no Dragão, o Porto somou a segunda vitória no campeonato, ao derrotar o Gil Vicente por 3-1. Os azuis e brancos tiveram bastantes dificuldades perante um aguerrido conjunto barcelense, que comprovou as boas indicações deixadas na semana passada.
A partida começou com um penalti a favor dos minhotos (perda de bola de Sapunaru e falta de Otamendi), que seria convertido por João Vilela. Na área contrária, o árbitro considerou que Hulk sofreu uma carga pelas costas, assinalando uma grande penalidade que o brasileiro não desperdiçou. Até final da primeira parte, Sapunaru daria vantagem ao Porto na sequência de um canto, no entanto, o Gil Vicente esteve melhor. A pressão imposta pela turma de Paulo Alves foi de enorme eficiência, obrigando a vários erros por parte dos comandados de Vítor Pereira. Na etapa complementar, o encontro perdeu qualidade, pois os gilistas acusaram algum desgaste e deixaram de criar dificuldades aos azuis e brancos. Quem somou mais um golo à sua conta pessoal foi Hulk, que fuzilou o guarda-redes Adriano na cobrança de um livre. Apesar de não encantarem, os dragões alcançaram o principal objectivo para este jogo, que era a conquista dos 3 pontos.
Destaques
Porto – Não foi uma boa exibição da turma de Vítor Pereira. Vários erros em posse nada habituais na época passada e pouca dinâmica a meio campo. Para já as vitórias vão aparecendo, mas quando o grau de exigência aumentar os dragões terão obrigatoriamente de melhorar o seu nível exibicional. Importante salientar que o emblema azul e branco ainda só marcou de bola parada no campeonato.
Gil Vicente – Após 2 jogos, os barcelenses têm apenas 1 ponto, porém, já defrontaram Porto e Benfica e deram boa réplica a ambos. Uma equipa destemida, organizada, com um meio campo forte e homens rápidos no ataque.
Hulk – O brasileiro não realizou uma grande partida. Contudo, com as suas características (potência de remate e velocidade, principalmente) continuará a decidir vários jogos no campeonato português.
Hugo Vieira/ João Vilela – Dois jovens portugueses que poderiam ser aproveitados por clubes que lutam por outros objectivos. Estiveram em destaque no melhor período do Gil Vicente, nomeadamente Hugo Vieira, que se mostrou sempre disponível para pressionar, recuperando várias bolas e criando desequilíbrios em velocidade.
Moutinho – Partida consistente do internacional português, que recuperou várias bolas na zona intermediária e demonstrou segurança no capítulo do passe.
Sapunaru/Fucile – Apesar do golo marcado, o romeno é um jogador pouco talentoso e inteligente com bola, comprometendo logo no início do encontro. Ambos raramente se integraram no ataque e tiveram dificuldades no primeiro tempo para travar os extremos gilistas.
Otamendi – Esteve bem nos duelos individuais, todavia, cometeu demasiados erros na saída de bola.
Kléber – Uma nulidade. Poucas vezes se viu e não teve uma única oportunidade para finalizar.


