Depois de quase 1 mês de competição, o mítico Estádio Azteca, lotado com mais de 100 mil mexicanos, assistiu à vitória da sua selecção na final frente ao Uruguai por 2-0. No jogo decisivo, a equipa da casa, com o apoio do seu público e com a estrelinha de campeão (2 bolas nos ferros) acabou por levar de vencida a prova. Foi a segunda conquista da história do México neste escalão, depois do triunfo no Peru em 2005 (que lançou, entre outros, Giovani dos Santos, Carlos Vela, Hector Moreno e Efraín Juárez.
Na teoria, não era esperado que Brasil e Alemanha caíssem nas meias-finais. No entanto, a eficácia uruguaia e a garra mexicana contrariaram as expectativas, eliminando duas das principais potências mundiais e proporcionando uma final inédita. Na generalidade do torneio, os jogos foram bem disputados, emocionantes e com muito público. Os jogadores destacados pela FIFA foram:
Melhor jogador – 1º Júlio Gómez, 2º Cesar Espericueta, 3º Carlos Fierro (México)
Melhor guarda-redes: Jonathan Cubero (Uru)
Melhor marcador: Souleymane Coulibaly (CdM)
Destaques (Visão de Mercado):
11 ideal (433): GR Jonathan Cubero (Uru), LD Alejandro Furia (Uru), DC Antonio Briseño (Mex), DC Gastón Silva (Uru), LE Jorge Caballero (Mex), MDef Emre Can (Ale), MC Julio Gómez (Mex), MO Elbio Álvarez (Uru), EE Adryan (Bra), PL Carlos Fierro (Mex), PL Samed Yesil (Ale)
Melhor jogador: O avançado mexicano Carlos Fierro merecia o prémio, na nossa opinião. A atribuição a Júlio Gómez deve-se em grande parte ao facto de ter apontado um fantástico golo de bicicleta após ter partido a cabeça. Sem querer tirar mérito ao médio, é algo injusto, tendo em conta os golos e as várias assistências do ponta-de-lança. 1º Carlos Fierro, 2º Samed Yesil, 3º Adryan
Melhor jogo: Esta prova teve vários jogos de excelente qualidade, mas destacamos o Alemanha-Brasil do 3/4º lugar em termos de espectáculo, e o México-Alemanha das meias-finais pela emoção que teve nos minutos finais.
Melhor golo: Julio Gómez frente à Alemanha (aqui)
“Olheiro Visão de Mercado” – Jogadores que pelo potencial que demonstraram podem no futuro (o ideal seria no imediato para antecipar) representar os “grandes” de Portugal:
Wallace/Marlon Bica (Bra) – O primeiro é lateral-direito, fotocópia autêntica de Maicon, tem uma tremenda facilidade em subir pelo flanco. O segundo é box-to-box, demonstrou uma grande capacidade física, técnica acima da média e transporte de bola.
Souleymane Coulibaly/Victorien Angben (CdM) – O avançado do Siena passou do anonimato para o estrelato nesta competição. Já associado ao Real Madrid, o marfinense é um autêntico poço de força, bastante móvel e com um remate portentoso. Não conquistou todos os prémios individuais da competição devido ao facto da Costa do Marfim ter sido eliminada nos oitavos. Já o médio ofensivo, é muito semelhante a Yaya Touré, embora jogue em posições mais adiantadas. Muita qualidade de passe, transporte e protecção de bola.
Lucas Ocampos (Arg) – Na frágil selecção argentina, o talento do extremo veio ao de cima. Criativo e irreverente, o jogador do River Plate tem uma incrível capacidade para desequilibrar no 1×1.
Yassine Benzia/Abdallah Yaisien/Soualiho Meite (Fra) – A selecção gaulesa exibiu-se com grande qualidade nesta competição. O principal destaque terá sido Yassine Benzia, que joga descaído sobre a esquerda embora procure muitas vezes o espaço central para finalizar (apontou 5 golos). No meio campo ofensivo, a qualidade do rapidíssimo Yaisien (já referenciado pelo VM no Euro Sub-17) também foi um quebra-cabeças para os adversários. Mais recuado, Meite foi o patrão da zona intermediária, fazendo-se valer de uma enorme pujança física e de uma boa capacidade de passe.
Raheem Sterling/Hallam Hope (Ing) – A selecção inglesa demonstrou pouca qualidade de jogo, mas o extremo do Liverpool deixou boas impressões. Rápido, sem medo de arriscar no 1×1, é semelhante a Walcott, Lennon… Na frente de ataque, o ponta de lança do Everton provou ser forte fisicamente e colocou em grandes dificuldades os adversários. Segura bem a bola e finaliza com qualidade.
Dylan Tombides (Aus) – O avançado do West Ham é para não perder de vista. Não se dá à marcação dos centrais, recua para vir buscar jogo e depois aparece com instinto na área para finalizar.
Abbosbek Makhstaliev (Uzb) – Talvez um dos jogadores mais evoluídos da competição. No meio campo do Uzbequistão, o médio assumiu-se como o patrão da equipa. Muito inteligente tacticamente, aparece com facilidade em zonas de finalização.
Hideki Ishige/Naomichi Ueda (Jap) – O médio ofensivo foi o principal destaque da selecção nipónica. Muito rápido, demonstrou facilidade em desequilibrar no 1×1, embora seja algo frágil fisicamente. No eixo defensivo, o central foi muito competente em todas as suas acções, quer nos desarmes em antecipação, quer no jogo aéreo. Para seguir.
Jose Cevallos (Equ) – O médio ofensivo do LDU Quito é claramente um jogador acima da média. Excelente visão de jogo e exímia qualidade de passe, embora seja algo lento.
Giovani Casillas (Mex) – Começou a maior parte dos jogos no banco de suplentes, entrando quase como “talismã”. Sobre o flanco esquerdo, agitou as partidas e causou muito desequilíbrios através da sua capacidade técnica.
PS – Tentámos fugir aos nomes citados anteriormente, daí que não entrem craques como Adryan, Yesil, Piazón (que não esteve muito bem), entre outros, já inacessíveis aos clubes portugueses.

