O Sporting sagrou-se bicampeão nacional de futsal, depois de derrotar pela 3ª vez o Benfica, desta feita em Loures por 5-4, após prolongamento. Os leões conquistaram o 3º troféu da temporada (Supertaça, Taça e Campeonato), a que se junta a honrosa participação na Uefa Futsal Cup, no culminar da melhor época de sempre da equipa verde e branca na modalidade. Do lado dos encarnados, depois de se terem sagrado campeões europeus no ano transacto, assistiu-se a um ano muito negativo, sem qualquer título.
A partida foi mais uma vez muito disputada dentro e fora de campo, com jogadores e adeptos a envolverem-se em bastantes picardias. O Benfica entrou muito pressionante e cedo chegou à vantagem, num golo do inevitável Joel Queirós. A meio do primeiro tempo, Divanei (que estava em jogo) e Bebé (suplente) são expulsos, deixando os leões com menos um elemento, situação que foi bem aproveitada pelos comandados de Paulo Fernandes, que se colocaram a vencer por 0-2. Praticamente de seguida, um contra-ataque rápido finalizado por César Paulo permitiu aos encarnados chegar ao 0-3, já com uma vantagem bastante confortável. Contudo, na resposta, Marcelinho faz o golo para o Sporting e reduz para 1-3, resultado com que se chegaria ao intervalo. No segundo tempo, grande entrada dos leões, determinados em recuperar no marcador, acabando por consegui-lo por intermédio de Marcelinho e Alex. Até ao final do tempo regulamentar, as duas equipas geriram da melhor forma a partida, de modo a não sofrerem nenhum golo que pudesse desequilibrar a partida. No prolongamento, os verde e brancos fizeram o 4-3 por Leitão, com muitos protestos do lado do Benfica. Os encarnados sofreram o 5º golo utilizando o guarda-redes avançado (situação claramente nada bem trabalhada), e um auto-golo de João Matos fecharia o marcador. Em suma, o Sporting foi uma equipa mais forte em termos emocionais, que decidiu melhor nos momentos chave dos encontros, perante uma equipa encarnada que cometeu vários erros infantis e inadmissíveis numa final. A equipa de Orlando Duarte foi também superior defensivamente (os grandes ataques ganham jogos, as grandes defesas vencem campeonatos) e colectivamente, ultrapassando a perda de Cardinal e hoje de Divanei, demonstrando processos muito consolidados. O Benfica necessita de renovar o seu plantel para a próxima temporada, pois não encontrou um substituto à altura de Ricardinho, e os nomes fortes como Arnaldo ou Pedro Costa estão já na fase descendente da carreira. O maior destaque individual desta final foi João Benedito (apesar da grande influência de Leitão, Marcelinho e Caio Japa), pois o capitão leonino permitiu a vitória nas duas partidas na Luz, o que acabou por ser decisivo na resolução desta final.


