Villarreal 3-2 Porto (Cani 17´, Capdevilla 74´ e Rossi 79´g.p. ; Hulk 40´ e Falcao 47´)
O Porto sofreu muito na 1ª parte, deu a volta ao marcador, acabou por perder o encontro, mas a vantagem de 5-1 demonstrou ser mais do que suficiente e como se esperava os azuis e brancos vão marcar presença na final da Liga Europa. Sete anos depois o Porto volta a estar presente numa final europeia, com um histórico Falcao que com o seu 16º golo nas competições europeias esta época bateu o recorde de Klinsmann e é agora o melhor marcador de sempre na Liga Europa/Taça UEFA.
No que diz respeito ao encontro, ao intervalo, apesar do golo precedido de fora de jogo do Villarreal, a verdade é que os espanhóis pelo seu caudal ofensivo tinham feito mais do que o suficiente até por estar a ganhar por alguma margem. O meio campo do Porto não consegue ter bola, e Hulk com um golo fortuito (apesar de no último minuto ter falhado um fácil) deu uma igualdade injusta aos azuis e brancos. No 2º tempo, Falcao fez o 2-1 e “matou” de vez a eliminatória. O Villarreal contudo não desistiu voltou a carregar, Rossi e Nilmar voltaram a desperdiçar, mas a turma espanhola acabou mesmo por dar a volta ao marcador em apenas 5 minutos. Por sua vez, os azuis e brancos iam gerindo o tempo, James ainda falhou uma boa oportunidade, Guarin atirou à barra, mas ao contrário do 1º tempo, os portistas conseguiram ter mais bola e apesar dos falhanços defensivos, o apuramento para a final estava conseguido.
Destaques
Hélton – O melhor jogador do Porto, com várias defesas que evitaram a recuperação no marcador do Villarreal.
Defesa do Porto – Rolando e Otamendi sofreram muito com Rossi, Rúben e Nilmar, cometeram vários erros e denotaram enormes lacunas. Mesmo Sapunaru e A. Pereira não ficam isentos no descalabro que foi o sector mais recuado dos azuis e brancos na partida desta noite.
Guarin – Uma assistência, um tiraço à barra e o melhor médio do Porto nesta 2ª mão.
James – Entrou para o lugar de Cebola (que saiu lesionado) e com isso os azuis e brancos cresceram. Começaram a ter mais bola, a pausar mais o jogo, sendo que o colombiano foi decisivo nessa melhoria.
Hulk/Falcao – A dupla de ataque voltou a fazer estragos, apesar de, principalmente no caso do colombiano, a exibição não ter sido brilhante.
Villarreal – A turma espanhola deu tudo, entrou pressionante e a jogar em cima do Porto, conseguiu criar inúmeras oportunidades de golo, mas ineficácia de Nilmar e Rossi não permitiram ao submarino amarelo sonhar.


