
O Leverkusen até tinha conseguido um bom empate na Rússia, e o Fenerbahçe foi a São Petersburgo na frente da eliminatória, mas…
Com a vitória do Zenit frente ao Fenerbahçe (3-1) e empate do Krasnodar na Alemanha diante do Leverkusen (1-1) os russos não só somaram mais pontos que a liga portuguesa, como continuam com duas equipas nas competições europeias. A Rússia está agora com 50.382 pontos, sendo que Portugal, que ocupa o 7.º lugar do Ranking da UEFA, tem apenas 46.632 pontos, uma distância já considerável. Na liderança do Ranking segue a Espanha, com uns impressionantes 99.998 pontos, seguida da Inglaterra, Itália, Alemanha e França.


36 Comentários
Kafka
99.998 contra 73.583, mas calma que desde Julho que tentam vender a ideia em Portugal que a Serie A é muito melhor que a La Liga??… Para este ranking meter piada, a La Liga até devia propor à Uefa que para a La Liga passava a contar só os últimos 4 anos e para os restantes continuava a contar os últimos 5 anos e pasme-se mesmo assim a “medíocre” La Liga seria líder isolada
Antonio Clismo
A La Liga tem essa pontuação fantástica devido às sucessivas finais entre equipas espanholas na Taça Florentino.
A Liga Sevilha também tem dado muitos pontos às equipas espanholas.
Kakarino
Engraçado o senhor Kafka gostar deste rank. Se existe esta diferença de ponto muito se deve as recentes champions do real, que segundo a sua opiniao foram conquistadas de maneira injusta.. Logo se as conquistas foram injustas este rank tbm e injusto
Kafka
Errado, a La Liga mesmo sem os pontos do Real Madrid seria na mesma líder do ranking
J Silver
Até hoje vi literalmente zero comentários a reivindicar essa superioridade da Serie A. Se calhar estive desatento. No entanto não é preciso muita atenção para encontrar um comentário teu a falar sobre isto, post atrás de post. Acho que isso revela qualquer coisa.
Kostadinov
Nada de novo. Quem acompanha este blog há pelo menos um par de anos já tem a perfeita noção que este user (ou bot) resume-se a uma mão-cheia de chavões conspirativos e chorrilhos mentirosos. Anseio pelo dia em que o VM permita o bloqueio de certos users para não ter de levar com os disparates dele sempre que leio as caixas de comentários (é difícil não ver porque em tudo o que é notícias sobre Porto, Ronaldo, Real, Serie A etc ele está lá batidinho a cuspir o ódio frustrado habitual e a dizer exactamente as mesmas coisas, palavra por palavra, qual bot bem programado).
El Barto
O problema é que as pessoas parecem não perceber que ele se alimenta desta atenção negativa. Enquanto lhe derem atenção, não vai deixar de ser incendiário. Custa a crer que quando comecei a vir ao VM há uns 6 anos, até era dos “melhores” users do blog. Algum(s) evento(s) mudaram isso drasticamente. E tendo em conta que os alvos constantes da sua azia são o Porto e o Ronaldo, é fácil perceber o quê.
Khal Drogo
De acordo, Kostadinov. Confesso que até já me custa abrir certas notícias, porque já sei que lá vai estar o comentário da praxe e não conseguirei evitar irritar-me.
E irrito-me porque, considerando-me uma pessoa educada que tenta ao máximo ser imparcial, custa-me muito ver quem não se rege por esta norma.
pedro10
O mal de Portugal continua a ser a pouca competitividade das equipas que não sejam os top4. E mesmo o Braga, este ano, acabou sendo eliminado pelo Zorya na pré-eliminatória. Comparando com as equipas russas vemos que eles tem o Zenit, o Krasnodar e as 3 equipas de Moscovo ( CSKA, Lokomotiv e Spartak), qualquer uma dessas facilmente se vê nas fases a eliminar, sobretudo na Liga Europa. Depois ainda tem equipas como o Rubin de Kazan ou o Rostov que de volta e meia ainda conseguem chegar a essas fases.
Nós temos os 3 grandes, 2 na LC que se correr bem vão aos 8’s e ou ficam por aí ou se correr muito bem vão aos quartos, e não fazem assim tantos pontos, depois se descerem para a LE, juntamente com o outro estão nas eliminatórias e aí conseguem de facto somar muitos pontos. Depois temos o Braga que tanto pode passar a fase de grupos da LE com ficar pela pré-eliminatória ou play-off. Depois as outras equipas que vão é muito raro passarem à fase de grupos. Nos últimos anos que me lembre aconteceu 1x com o Vitória SC. De resto tudo o que lá vai vão perder.
Posto isto, era importante equipas como o Vitória SC(muitos adeptos), Rio Ave(Boa estrutura) terem sempre épocas regulares para começarem a ir mais vezes seguidas às competições europeias e ganharem cada vez mais experiência e conseguirem chegar à fase de grupos. Depois à equipas que com um bom projeto também se podiam juntar a estas duas, como é o caso do Maritimo e do Boavista. Depois ainda há o Portimonense que parece ter uma boa organização e uma boa filosofia, alguns adeptos e uma boa cidade, mas apenas voltaram à 1ª liga na época passada.
BrunoAlves16
Creio que há uns anos o Rio Ave esteve na fase de grupos depois de passar pelas eliminatórias. Académica e Paços também estiveram mas de forma directa. De qualquer modo são casos pontuais e não somaram muitos pontos.
masterDC
A Briosa ganhou a taça ao Sporting em 2012, entrou directamente na fase de grupos da Liga Europa e fez uma boa campanha dentro do que era possível com 1 vitória em casa frente ao Atlético de Madrid e os 2 empates caseiros 1-1 frente às outras 2 equipas do grupo, Hapoel Tel-Aviv e Plzen. Mesmo com as 3 derrotas fora conseguiu marcar 1 golo em 2 dos 3 jogos o que foi bastante positivo.
O normal das equipas portuguesas que se qualificam para a Liga Europa tirando os 3 grandes que geralmente são os que conseguem mais pontos, é não fazerem muitos pontos devido à grande diferença para as outras equipas e à inexperiência europeia.
RodolfoTrindade
Para ajudar à festa os russos tiveram um sorteio bem aceitável…
Daniel Alves
Ambos calharam com equipas espanholas e isso na Europa tem ditado eliminação para quase todos. Acredito que o Zenit tenha mais hipóteses contra o Villarreal que o Krasnodar contra o Valência, especialmente por o Villarreal estar mais concentrado na Liga. Ainda assim acho que vão ser eliminados os 2.
Xyeh
Portugal também teve, Gala, Villarreal e Roma foram mais que acessíveis aos 3 grandes portugueses, vamos ver aqui para a frente.
Estivela
Para quando alterações na nossa liga para criar mais competitividade?
Óbvio que isto não interessa aos que ganham sempre. Mas preferem ser um peixe grande num lago pequeno do que um peixe grande num lago grande. Mentalidades…
TheGolden
Que alterações sugerias? Para além da mais que óbvia partilha de direitos televisivos.
R1906
As restantes seriam reformulações profundas que além dos obstáculos dos 3, existiriam clubes médios que iriam estar contra:
Redução das equipas dos campeonatos profissionais.
Estivela
Como costume, nestas alturas, costumo partilhar a entrevista de Sir Dave Richards. Antigo Presidente da Premier League. Se o blog me permitir aqui vai:
Liderou a liga durante o período de maior transformação, que colocou o futebol inglês no topo do mundo, e em 2006 foi condecorado pela rainha com o título de sir pelos serviços prestados ao futebol.
Qual é o segredo para transformar a Premier League inglesa na melhor do mundo?
Não há um único segredo. Quer dizer, não há segredos para criar uma liga fantástica, com jogadores fantásticos e estádios fantásticos. Tem tudo a ver com, isso sim, criar condições para o desenvolvimento dos clubes. É bom não esquecer que o futebol inglês, com clubes e competição, existe há 150 anos. Portanto tem tudo a ver com respeitar a herança, e respeitar o jogo que nós próprios criámos e levámos ao mundo.
Mas lembro que no início da década de 90 o futebol inglês tinha vários problemas: o hooliganismo, os melhores jogadores a sair para Espanha e Itália…
Sim, isso tudo é verdade. Mas aí tivemos que atacar esses problemas com toda a força. O hooliganismo parou através de uma ação concertada entre a liga inglesa, a federação e o governo. Criámos uma força de stewards especialmente treinada para lidar com os hooligans. Instituímos o dia da família: o dia do futebol é o dia da família.
…
Deixe-me só dizer que depois criou-se um movimento que aos poucos foi mudando as mentalidades. Hoje em dia, se um adepto grita um palavrão, há outro logo ao lado que lhe diz «ei, cala-te, estão ali crianças».
Mas foi só isso?
Naturalmente que não. Identificámos os hooligans e foram banidos do futebol. Foi um trabalho muito demorado e custoso, mas hoje o fenómeno do hooliganismo está controlado. As claques continuam a existir, mas se querem violência, que o façam em casa. Hoje esses adeptos estão segregados: separados no estádio para não estarem juntos. E o ambiente é completamente pacífico. Qualquer pai pode levar o filho ao futebol tranquilo.
E que trabalho foi feito dentro do relvado?
Começámos a trazer os melhores jogadores para Inglaterra. Com isso os jogadores ingleses deixaram de querer sair e a qualidade do jogo melhorou muito.
Mas ter essa capacidade de atrair os melhores jogadores não acontece por magia…
Pois não, mas aí tenho de falar do papel da centralização da negociação dos direitos teoevisivos. Fazemos isso há mais de 20 anos e mudou o futebol inglês.
É curioso que fale disso porque em Portugal há uma grande resistência a essa centralização.
A centralização da negociação dos direitos televisivos foi a melhor coisa que aconteceu ao futebol inglês. Antes um grande clube recebia uma grande receita e um clube pequeno uma pequena receita. Agora há um nivelamento. Toda a gente beneficia com isso. A competição torna-se mais fluída e todos jogam num campeonato melhor.
Um campeonato mais justo?
Mais justo, sim.
Mas…
Além disso há outra questão: a centralização da negociação aumentou a receita total de direitos televisivos. Todos juntos recebem mais do que a soma de tudo o que recebiam cada um negociando individualmente.
O que eu ia perguntar é como se convence os grandes clubes a dividir as receitas…?
Eles jogam com os pequenos clubes, não jogam? Sem os clubes pequenos, os clubes grandes não têm com quem jogar. As pessoas são realistas. O Manchester United sabe que tem de jogar com o Leicester City, por isso o Leicester City não pode acabar.
Mas aí o Leicester City vai ficar mais forte.
Sim, vai. Mas isso é bom para a competição e sendo bom para a competição é bom para o Manchester United. Os grandes clubes vão sempre receber mais dinheiro, ter mais publicidade, vender mais bilhetes que os clubes pequenos. Vão sempre ser mais fortes que o Leicester City. Mas se o Leicester for mais forte, o jogo torna-se mais atrativo, a liga torna-se mais atrativa e há mais dinheiro para todos.
Na sua opinião é mau uma grande liga não centralizar a venda dos direitos?
Não sei. Só posso falar do futebol inglês.
Até parece que a mudança é uma coisa simples.
Mas não é e sou obrigado a referir novamente da herança que Inglaterra recebeu. Acho que há um respeito pelo jogo que faz os melhores jogadores querer jogar em Inglaterra: querem respirar o ambiente do futebol inglês.
Uma espécie de respeito pelo espírito do jogo?
Sim, sem dúvida. Não tenha dúvidas que em Inglaterra há um respeito pelo espírito do jogo que não se encontra em mais lado nenhum. Os ingleses são muito leais e positivos. O espírito do jogo significa realmente muito para nós. Por isso há um desportivismo enorme no futebol inglês, que toda a gente faz questão de preservar.
Pedro Salgado
Essa entrevista é boa para ser lida pelos responsáveis dos outros campeonatos. No nosso caso não se adequa, pois, pegando na cartilha de muitos que por aqui comentam, os grandes perdiam receita logo ficavam menos competitivos externamente…Curiosamente é isso que hoje acontece. Mais vale mantermos as coisas como estão, é o mais lógico.
Já agora, diminuir o número de clubes podia ser outra boa medida.
TheGolden
Estou a par desta situação, relembrei-me de algumas partes dessa entrevista.
Claro que tem toda a razão, e parece ter a “receita” certa para que o futebol não se desequilibra de uma vez só.
Mas o futebol inglês tem as suas particularidades que muitos outros países não a têm (exceção da Alemanha quiçá). O amor pelo futebol. Os adeptos fazem tudo pelas suas equipas. Se nasces na zona de Portsmouth, com 90% de certeza que serás do Portsmouth, ou do Hull, ou do Derby, ou do Charlton, ou de qualquer outra equipa desde a mais pequena até à maior. Existe um bairrismo muito grande, e isso em Portugal não se vê. Tudo bem, a Liga muitas vezes não ajuda (preços, horários, etc), mas é inadmissível (pelo menos para mim), num país que é all in no futebol, ter equipas na primeira divisão com médias de assistência de puco mais de 1 milhar, com as grandes empresas/multinacionais a distanciarem-se das equipas em termos de apoio, um Estado que esbanja milhões em particularidades inúteis e não apoiam o desporto e por aqui fora. Há inúmeras razões para que o futebol falhe, e muito, em Portugal. E os problemas estão, de facto, nos corpos dirigentes que comandam o futebol e, mais difícil ainda, o ambiente externo em que o futebol português está inserido. E foi neste ponto que o futebol inglês teve o seu sucesso, e como referiu Sir Dave Richards tiveram o apoio do governo, formações, um total reset. E aqui, isso seria uma calamidade.
Sabendo que me estou a alongar, e este ponto teria muito mais que abordar, na minha mais sincera opinião será muito difícil mudar mentalidades em Portugal. É um país revolucionário como já se viu, mas hoje, mais que nunca, estamos numa geração do “para quê me chatear? Assim também está bem, funciona.”. E enquanto assim for, não saíremos deste cantinho da Europa e Mundo, no qual estamos inseridos.
Pedro Andrade
Sugeria menos equipas. No max 16, mais do que isso é encher a liga de clubes sem adeptos e falidos.
Distribuição de direitos televisivos como dizes.
Melhor calendarização! Desde Janeiro Porto Benfica e Sporting têm uma quantidade estúpida de jogos.
São alguns exemplos.. Percebo que não seja fácil concorrer com dinheiro do gás russo!
Number10
– Primeira liga com 10 equipas (com 4 rondas);
– Duas segundas ligas e com playoff de acesso á primeira com as melhores equipas de cada liga;
– Empates a zero não dar pontos a ninguém;
…
É um bocado exagerado mas gostava de ver algo assim.
Nunop
Empates a zero não dar pontos? Mas isto é o que? As equipas já não podem ser boas a defender? Todos os jogos têm de acabar 4-4 para serem bons? Que exagero.
Number10
O principal do futebol são os golos, se não marcas não recebes pontos. Simples.
Marcio Ricardo
A competitividade não depende da liga. Depende dos clubes.
Littbarski
Não sei se teve efeito directo no ranking da Uefa. Mas é certo que, com o aumento do número de clubes da liga para 18, Portugal voltou a cair no ranking novamente.
Lembro-me de ter surgido um artigo no L’Equipe, quando Portugal alcançou a Itália e ficou por algum tempo no quarto lugar do ranking, acerca do quão positivo foi a diminuição do número de equipas para a competitividade do futebol português.
Depois, com o regresso do Boavista arranjaram a desculpa de que se iria fazer um aumento do número de clubes momentâneo. No entanto, já passaram 5 anos (salvo erro) e continuamos com 18 clubes e com um calendário interno apertado no mês de Janeiro. Com jogos a meio da semana, quando o frio não convidada nada a sair de casa para ir ver a bola.
Mas lá está, Portugal também vive de ciclos e quando temos mais equipas nas competições europeias os pontos são a dividir por mais, logo é natural que se façam menos pontos.
Salah
Fala-se muito da quantidade de equipas, mas para mim essa questão sempre foi um mito porque se baseia em dividir X€ por Y clubes, quando não é assim que funcionam as ligas. Dou apenas um exemplo: Championship com 24 clubes. É um número que roça o absurdo, mas isso não os impede de ter a única segunda divisão que é seguida no futebol mundial. Precisamente aquela que deve ser igualmente a maior do mundo. Já a Taça da Liga não existe em grande parte da Europa, é uma competição inútil que que devia acabar.
Pedro Salgado
Parece-me que a nossa classificação corresponde claramente à qualidade das equipas do nosso campeonato. Há um problema de dinheiro e de competitividade que ninguém parece querer resolver.
Estigarribia
E a tendência, infelizmente, é para aumentar. Com a fraca competitividade da 1ª Liga, onde se safam os três grandes e algumas boas equipas (SC Braga, Vitória SC, Chaves, Rio Ave e Portimonense), fica sempre mais complicado e obrigará a qualquer equipa portuguesa, quer na Champions, quer na Liga Europa, a esforços muito grandes das equipas tugas nos seus jogos europeus e que muitas vezes acabam em derrota, mesmo que a equipa tenha mostrado atitude e vontade de vencer.
Saudações Leoninas
Salah
Há mais de uma década que TODAS as pessoas em Portugal com bom senso sabem que centralizar os direitos é vital, e que sem essa decisão tudo o resto que se possa fazer é irrelevante (embora não se faça nada).
É profundamente entediante falar na competitividade da liga portuguesa porque já todos sabem o que tem de ser feito e como fazer. TODOS os clubes portugueses andam há 15 anos a “ver uma luz” e o resultado está à vista de todos…
A sorte de Portugal é que os 3 grandes + Braga têm conseguido esconder a miséria dos restantes 15, e aproveitam-se do facto do futebol turco ser um caos, os holandeses jogarem sem defesas, os russos só saberem queimar petrodólares, etc. etc. É uma espécie de ilusionismo, em que se transforma 4 em 18, que funciona até deixar de funcionar, tal como a liga italiana era a maior… até deixar de ser.
DiogoC
Já aqui foi muito falado.
Para aumentar a competitividade é necessário
1 – Aumentar Receitas
2 – Aumentar o nível de dificuldade semanal das equipas de topo
Isto consegue-se quanto a mim com:
1 – Diminuir radicalmente o número de clubes para 12
Jogariam em duas fazes onde na primeira jogavam todos contra todos e na segunda dividia-se num grupo para apuramento de campeão e outro para manutenção com 6 cada. Dava um total de 32 jornadas (22 1a fase, 10 segunda fase). Não só iria aumentar o nível de competitividade como as receitas (teríamos muito mais jogos geradores de receitas)
2 – Centralização dos direitos televisivos. Só é possível com o ponto anterior. Os grandes nunca aceitariam dividir o atual Bolo de uma forma onde recebam menos. É fundamental aumentar o bolo por via da centralização e do aumento de jogos com audiência. O incremento deveria ser usado de forma a tornar muito mais equitativa a divisão das receitas aproximando os mais pequenos aos valores dos grandes
3 – Defender o espetáculo por diversas vias:
a) Melhores arbitragens a deixar jogar muito mais e penalizar o anti-jogo (se os pontos 1 e 2 forem implementados já nem ha a desculpa da disparidade de recursos)
b) Qualidade de estádios e relvados para se poder jogar na primeira liga
c) penalizar claramente e de forma a doer a continua pressão aos árbitros
d) penalizar de forma dura e a doer os comportamentos dos adeptos. Vejam o que se passa com os 3 grandes: Uns celebram a morte do Eusébio, outros as do very light, outros invadem o centro de estágio dos árbitros. A discussão anda toda à volta de questões processuais (claques legalizadas vs não legalizadas vs se estão todos os membros legalizados) em vez de ser à volta do conteúdo. Não deveria haver nenhuma discordância na condenação e penalização destes comportamentos e de proibir esta gente de entrar nos estádios
e) penalizar duramente (ao ponto de os impedir de serem dirigentes das SADs ou em clubes com a maioria em SADs) e a doer o comportamento incitador de violência. Os comportamentos do ponto anterior só existem pois temos um dirigismo desportivo que vive do cultivo do ódio para se manter no poder e dessa forma distrair os adeptos do que andam a fazer
f) uma disciplina que funcione a tempo e horas. No máximo à terça feira deveria ter-se todos os castigos de tudo o que se passou no fim de semana
g) horário dos jogos – a centralização retiraria o poder monopolista de um canal de definir os horários noturnos dos jogos de forma a não colidir com outros conteúdos que tem. Dessa forma teríamos estádios muito mais cheios e mais receitas de bilheteria e game day (merchandising, catering, etc)
Reduzir radicalmente os empréstimos (reais e camuflados) – com os recursos adicionais não se justificariam. É necessário acabar com o controlo de outros clubes (real ou percebido) que os grandes teem de outros clubes. Traria muito mais transparência e acabaria com climas de suspeição
h) Retirar a arbitragem de dentro dos organismos do futebol passando para organismo autónomo sem qualquer relação com FPR ou Liga (como acredito que acontece em Inglaterra). Está mais que provado que FPR e Liga são um antro de jogos de influências e favores.
i) esta é mais polémica. Se queremos ser competitivos a nivel global com menos recursos temos de diminuir a carga fiscal. O futebol é uma indústria altamente exportadora. Seria necessário reduzir IRS e contribuições para a SS e IVA dos bilhetes. A Turquia e a Rússia conseguem pagar muito melhor sem terem mais custos.
Para acabar isto só é possível se o governo intervir. Os clubes não têm a capacidade de se reformar. A fiscalidade pode ser um bom incentivo para que tudo o resto aconteça
Kafka
Concordo com a maioria das propostas Diogo C, especialmente a redução para 12 equipas e centralização
Khal Drogo
Muito bom comentário.
Jota Neves
Concordo no essencial com este post, com excepção da diminuição da carga fiscal.
Já existe um regime especial de contribuições para a segurança social para os jogadores de futebol, onde as taxas não só são mais baixas como incidem somente sobre 20% da remuneração efectiva. Além disso os clubes tem regime fiscais mais favoráveis que a maioria das outras empresas e instituições porque na maioria tem o estatuto de utilidade pública.
A que propósito deve o estado apoiar clubes de futebol que pagam ordenados milionários (e não só aos jogadores) quando cobra taxas de 22+11% sobre a totalidade dos salários dos trabalhadores das entidades de apoio social?
Ninguém iria aceitar porque seria moralmente errado e socialmente injusto.
Além disso existem regimes fiscais bem mais pesados em França, na Alemanha e na Espanha e nem por isso os campeonatos são menos competitivos.
Tenho também algumas reservas em defender regulamentos com limitações à liberdade de expressão, quer seja dos treinadores ou de outros. Concordo com penalizações pesadas para incitamentos à violência, mas não mordaça a críticas razoáveis. Aliás acho que muitas das regras já existentes são claramente inconstitucionais porque violam o direito básico à liberdade de expressão e facilmente seriam impugnáveis em Tribunal.
O futebol não pode pretender ser um Estado dentro do Estado.
Salah
Campeonatos com 14 ou menos clubes:
Ucrânia
Áustria
Dinamarca
Suíça
Croácia
É procurar uma solução para um problema que não existe.
Isto não leva a lado nenhum, Portugal está em 7º, não tem lógica olhar para quem está em 10º ou 15º…
Kafka
Esses países que deste não são exemplo de seja o que for, porque ou não têm população para serem mais do que são hoje os respectivos campeonatos, ou não têm o futebol como modalidade única não estando o futebol em níveis altos de desenvolvimento, logo com 18 clubes seriam igual ao que são hoje com 12 ou 14