Quem levará a melhor? Os bósnios, que chegam a esta fase com alguma surpresa (Gales tem melhor elenco e mais dinâmica coletiva), terão o fator casa e o relvado não costuma ser ‘famoso’ para equipas fortes tecnicamente. Também Dzeko, que volta a ser herói, terá a missão de levar a sua seleção pela 2.ª vez ao Mundial. Por outro lado, a Itália, que não encantou esta noite (1.º tempo paupérrimo frente à seleção mais fraca deste playoff, com muito futebol direto), tentará evitar o 3.º não apuramento seguido para Campeonatos do Mundo. Nota para a boa exibição de Tonali, que marcou e assistiu Moise Kean, outro dos melhores em campo.
A Itália venceu a Irlanda do Norte por 2-0 e avançou para a final do playoff, onde medirá forças com a Bósnia. Sandro Tonali e Moise Kean fizeram os golos na 2.ª parte. Por outro lado, a Bósnia eliminou o País de Gales nos penáltis (1-1; 2-4 g.p). Daniel James abriu o ativo para a turma de Craig Bellamy, mas Dzeko empatou na sequência de um canto. No prolongamento, o empate não se alterou, sendo que, embora Demirovic tenha começado por falhar nos penaltis; Brennan Johnson e Neco Williams, dois dos mais cotados dos galeses, desperdiçaram as suas grandes penalidades e o jovem de 18 anos, Alajbegovic, sentenciou o apuramento da Bósnia para a final.
Tonali e Moise Kean marcaram na vitória italiana em Bérgamo 🇮🇹#sporttvportugal #QUALIFIERSnaSPORTTV #UEFAEuropeanQualifiers #Itália #IrlandadoNorte pic.twitter.com/1UUdk7WJHu
— sport tv (@sporttvportugal) March 26, 2026


2 Comentários
Paulo Roberto Falcao
Fui toda a vida, um fã do futebol italiano, quer de clubes, quer de seleções. O futebol italiano era nos anos 80 e 90 o pináculo da inteligência coletiva de jogo e do racionalismo no futebol, e quem gostava de futebol só podia adorar o facto de em Itália jogarem então os melhores jogadores do mundo e o calcio ter aqueles constantes empates a zero e vitórias pela margem mínima. Tempos em que os craques estavam todos lá, Platini e Boniek na Juve, Paolo Rossi no Milan, Maradona e Careca no Napoli, a Roma com Falcão, a Lazio com Laudrup, Zico na Udinese e Sócrates na Fiorentina. O outro lado da moeda eram os tremendos defesas que Itália tinha, e que eram a sua imagem de marca: Scirea, Cabrini, Maldini, Baresi, Vierchowood, Bergomi, defesas brutais a que acresciam os estrangeiros de luxo como Brigel no Verona, Passarela na Fiorentina e claro o novo Kaiser Kholer, que reinou na Juventus no inicio dos anos 90. Tudo no futebol italiano era então um luxo, imaginem um cenário de terem a Liga espanhola e inglesa juntas.
Olho para os rapazes que ontem envergaram a azzurra e não reconheço nada, ontem fiquei absolutamente desencantado com o que vi. Faz a Itália falta ao Mundial? Eu pensava que sim, mas vendo o jogo fico com a sensação que não, que vai ser indiferente que vá ou não, porque a Itália de que eu gostava morreu. Morreu como morreu a seleção húngara do inicio dos anos 50, a era em que atropelaram toda a gente, ou seja a Itália de hoje é cada vez mais uma sombra do passado, cada vez mais distante. Joga um futebol triste e enfadonho, no qual não se reconhecem nem a classe nem a organização do passado, e sim são tetra campeões mundiais, mas quem olhar para o jogo de ontem até se esquece disso.
Knox_oTal
A Squadra Azurra é reconhecida pelos seus defesas implacáveis e GR intransponíveis, mas sempre teve avançados com muita qualidade e perfil variado. De Piola a Luigi Riva, de Paolo Rossi a Altobelli, de Toto Schillaci a Vialli, de Pippo Inzaghi a Vieri, de Luca Toni a Ciro Immobile… passando por outros nomes como Gilardino, Ravanelli, Di Natale ou Bettega, enfim muita qualidade e muito golo!
E agora a dupla de ataque é constituída por um jogador que actua na Liga Saudita e uma promessa adiada eternamente. O presente, e sobretudo o futuro, tem que passar por Esposito… o miúdo tem potencial e deveria ser já o titular numa hipotética classificação para o Mundial!
Apesar de estar longe do nível do passado, a presença da Itália numa Copa do Mundo dá sempre aquela sensação “agora sim, temos a competição completa”! Vamos ver se concretizam e se o eterno Dzeko não faz “asneiras”.
Saudações desportivas