Que mudou então de Anfield, para Stanford Bridge? Durante a sua estadia no Liverpool, Torres foi sendo secundado por vários parceiros no ataque mas, o seu futebol foi explanado da melhor forma quando jogava sozinho na frente. Não é segredo que Torres apresentou a melhor das formas quando fez uma parceria de sucesso com Gerrard. Com a influência do capitão do Liverpool e os seus passes precisos, rapidamente começaram a beneficiar um do outro e a ler as movimentações de ambos. Como se tivessem jogado toda a vida juntos. Mas porque não acontece isto agora no Chelsea, se há homens como Lampard atrás? Infortunadamente, Drogba e Torres jogam ambos pelo meio, apesar de terem estilos diferentes. Afunilam-se, e esse é um problema que Ancellotti tarda em resolver. Mas será que desaprendeu? Falta de sorte? Ou o peso de ter custado 58 milhões de euros estará a influenciar negativamente o seu momento diante do golo?
Sete jogos no campeonato e três na Liga dos Campeões depois, os adeptos em geral começam já a perguntar-se se a prolífica veia goleadora de Fernando Torres não esvaziou o seu cacifo no Liverpool. Desde que chegou à Premier League, El Nino facturou por 65 vezes, no entanto desde que aterrou no clube londrino, ainda não se estreou, e já circulam mesmo notícias que poderá ser vendido no final da época.
A verdade é que a história parece destinada a repetir-se e os Blues já viram este filme em 2006 aquando da passagem de Shevchenko por Londres. O ucraniano, máximo goleador do AC Milan, chegou ao Chelsea por um valor recorde, mas nunca conseguiu corresponder aos pergaminhos que tinham feito dele um dos avançados mais temíveis da Europa. Acontecerá o mesmo com Fernando Torres? Estará o clube de Abramovich com algum virús que tira o potencial aos avançados, onde apenas Drogba é imune? Acreditamos que não, e como tal, ainda para mais quando consideramos o Chelsea o principal favorito a vencer a Liga dos Campeões, na nossa opinião, hoje será mesmo o dia de El Niño.
António B.


