Naval 2-1 Benfica (Bruno Moraes 22´ e Marinho 83´; Alan Kardec 36´)
Jorge Jesus decidiu poupar os elementos mais importantes do plantel e colocou em campo uma equipa que, como se viu, apresentou um nível bastante inferior ao 15º classificado da Liga ZON-Sagres. A Naval mostrou mais atitude e qualidade, teve o factor sorte do seu lado e ainda respira na Liga.
Os figueirenses, bastante necessitados de pontos, começaram a partida num ritmo bastante elevado, com pressão alta sobre o portador da bola e muita facilidade em criar jogadas de perigo. Foi sem surpresas que Bruno Moraes voltou a facturar, beneficiando de uma falha de Júlio César na saída dos postes. Nos últimos 15 minutos, o Benfica cresceu e começou a criar bastante perigo para Salin. Carlos Martins cabeceou ao poste, enquanto que Alan Kardec não perdoou aos 36 minutos.
A segunda parte foi mais dividida, mas com os encarnados a disporem das melhores oportunidades de golo. Ainda com 1-1, Weldon obrigou Salin a fazer a defesa da noite e pouco depois, o brasileiro e Salvio desperdiçaram nova soberana oportunidade de golo. Na resposta, Marinho aparece em boa posição de remate e desfere o pontapé vitorioso. Até final da partida, destaque para mais três claras oportunidades de golo, com Sidnei e Marinho a rematarem ao poste e Luis Filipe a falhar uma situação de golo incrível aos 94 minutos.
Destaques:
Airton/Carlos Martins – Os dois elementos com sinal positivo do Benfica. O brasileiro recuperou bastantes bolas e preencheu muito bem o meio campo defensivo, enquanto que o português foi o único a conseguir explorar a peculiar forma de defender da Naval.
Júlio César – Uma ou outra boa intervenção, mas fica claramente marcado pelo 1º golo sofrido, numa péssima saída dos postes.
Alan Kardec – Regressou aos golos, mas para além disso, não conseguiu criar mais desequilíbrios, tendo ainda falhado algumas ocasiões de golo.
Carole/Roderick – Os dois jovens do plantel encarnado ainda terão que rodar muito mais antes de se tentarem impôr na Luz. O francês foi muitas vezes ultrapassado por Marinho e companhia e não deu profundidade ao ataque, enquanto que o português teve alguns apontamentos positivos, mas ficou parado a olhar para Marinho no lance do 2º golo da Naval.
Luis Filipe/C. Peixoto/Felipe Menezes – São claramente os três “patinhos feios” do plantel, pois se nem contra uma das piores equipas da Liga conseguem fazer alguma coisa de jeito, contra quem conseguirão?
Naval – Quem os viu e quem os vê! Na 1ª volta os figueirenses “não sabiam” jogar futebol e os resultados eram péssimos, contudo, desde a chegada de Mozer a sorte tem sido outra. Os jogadores da Naval revelaram uma excelente atitude em campo, bastante pressionantes e perigosos no ataque. Michel Simplício e Marinho foram grandes quebra-cabeças para a defensiva encarnada, enquanto que Bruno Moraes foi tremendamente eficaz e Manuel Curto foi “longo” no meio campo. Para completar, falta apenas a referência a Salin, guarda-redes francês de qualidade, que segurou os 3 pontos.

