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Melhor jogador da semana (competições europeias) – Radamel Falcao

A semana europeia foi marcada pelos muitos golos marcados, pelas figuras que daí emergiram, pelos homens elevados a heróis. Edu, do Schalke 04, dizimou as esperanças, do Inter seguir em prova. Salvio deixou os holandeses do PSV a desejar não ter sequer chegado tão longe na prova para não experimentarem o sabor do seu futebol repentino e desembaraçado. Nilmar esteve em grande e, Adebayor, cada vez convence mais os dirigentes madrilenos da sua utilidade. No entanto, a medalha de ouro é colocada ao pescoço de um avançado que os adeptos portugueses – e agora também os forasteiros – tão bem conhecem: Falcao.

Os seus companheiros marcam um plano. Há uma meta a atingir, e só um homem a pode cortar. Só um se mostra capaz disso. A passada quinta-feira foi mais um exemplo deixado por esse colombiano de estilo cambaleante, mas letal. Ocupa o relvado como poucos na nossa liga, e garante um jogo ao Porto que se mostra poder fazer-se quase de olhos fechados. Passe-desmarcação-trocas posicionais. Há uma hierarquia para atingir o objectivo supremo do futebol, o golo, e essa é respeitada por Falcao. No Porto, isso é claro. Encurta a dimensão do campo, permite aproximações progressivas dos seus médios e alas, e é decisivo na hora de deixar o seu cunho pessoal no jogo. É um homem de apoios: afinal, é assim com essa cara que o melhor futebol do mundo, o do Barcelona, com apoios progressivos e nada preocupados com a velocidade com que são executados, se mostra todos os fins-de-semana.

Falcao é mais que uma relação intíma com o golo: é, antes disso, um amante, um homem que mantém uma tórrida paixão com o jogo. A primeira impressão que Falcao causa ao olhar-se para a sua fisionomia e aspecto exótico é a de um avançado que pode fazer carreira numa liga como a MLS, destino de tantos sul-americanos – que não brasileiros – que procuram uma competição que o solte de amarras de maior responsabilidade, como são as de criar jogo para os restantes companheiros. Como Juan Pablo Ángel, seu predecessor, ou Faustino Asprilla, um avançado que apenas ligava o motor e despertava no último terço de terreno adversário. Falcao é mais que isso: quando não joga, o Porto ressente-se dessa ausência, sobretudo fora da área. Recebe, controla, decide, dá profundidade aos flancos e encaminha-se sorrateiramente para o centro das decisões. O golo, a passe de Rodríguez, frente ao Spartak, é um exemplo dessa forma de coordenação colectiva que só ganha vida com o colombiano.

Já aqui referi o Barcelona. Não foi certamente por acaso. Recordam-se da era Ibrahimovic nos blaugrana? Recordam-se da tentativa falhada quando Guardiola tentou usar um nº9 mais fixo? A equipa morria quando a bola chegava ao sueco, precisamente por serem de culturas futebolísticas distintas. Chegou Villa, e os processos do Barcelona voltaram a ganhar vida, pois o espanhol é um garante de mobilidade, apoio constante e finalização após construcção paciente. Falcao faz o mesmo no Porto, tornando-se um avançado com características que hoje tão difíceis são de encontrar. Lara, o seu mentor nos sub-20 colombianos, afirmou que, hoje, Falcao é um dos 5 melhores avançados do mundo. Exagero? Fica à descrição do leitor. Mas a verdade, e são dados estatísticos, é que os números, especialmente na Liga Europa, começam a dar-lhe razão: 10 golos, e o ceptro de melhor marcador numa prova que conta com alguns dos melhores artífices do golo, como Nilmar, Rossi, Saviola, Wellinton, entre outros. 
Qual o melhor jogador da semana? Melhor golo? E melhor 11? Momento marcante desta jornada europeia? No ranking dos melhores acvançados da actualidade em que lugar está Falcao?
 António B.

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