Como joga o Spartak Moscovo: Sem sofrer transformações bruscas durante a silly season de Inverno, Valery Karpin não poderá gabar-se de contar com jogadores de qualidade extra na sua defesa. Marcos Rojo, que recentemente se estreou pela Argentina, foi uma boa adição, mas continua a demonstrar alguns problemas a adaptar-se a uma fria realidade que é o futebol na Rússia. Usualmente dispostos em 4-2-3-1 ou em 4-4-1-1, o Spartak normalmente apresenta-se com duplo-pivot defensivo, ocupando essas posições o ex-Porto Ibson e Sheshukov (por vezes Carioca ocupa o lugar), sendo que o trio de meio-campo é fechado e completado por Alex. Quando a disposição não é esta, Sheshukov joga como único homem à frente da defesa, apresentando-se à sua frente Alex e Jano (ou Ari), como me foi possível verificar no seu jogo caseiro diante do Basileia. Mas quem merece as menções mais calculitas são os seus extremos: Aiden Mcgeady, faz do drible estonteante e da visão de jogo uma ferramente útil no processo ofensivo da equipa. O irlandês, durante esse processo, não raras vezes descreve uma diagonal nas suas movimentações, aparecendo em zonas interiores do terreno de jogo. Kombarov é menos versátil, que normalmente joga a extremo quando Karpin aposta num clássico 4-4-2. Na frente aparece Wellinton, um n.º 9 falso, que assenta o seu jogo na criação de espaços extra para homens que vem de trás, como Ibson e Alex, que aproveitam muito bem o que Wellinton tem para oferecer. Se o Porto conseguir controlar as habilidades de Alex e Welliton, o Spartak vai, de certeza, passar um mau bocado. Como eu referi anteriormente, o Spartak apresenta as maiores lacunas na defesa, especialmente ao nível dos laterais. Makeev é um defesa-lateral jovem e inexperiente, que até aqui tem sentido enormes dificuldades na liga local. Contra o Porto, essas dificuldades poderão ser colocadas ainda mais a nu.
– McGeady: Internacional irlandês, tomou a brava e difícil decisão de se mudar do seu habitat para o futebol gelado. Sedento de deixar marca no futebol internacional, está na prova ideal para o fazer. Os adeptos do Spartak adoram-no desde o primeiro dia. Como poderia ser de outra forma se rejeitou o Aston Villa para se juntar aos The Meat? Não é o tradicional ala britânico, mas nota-se que disfruta de cada momento com a bola nos pés, não se desfazendo dela com um cruzamento à primeira oportunidade, como manda a cartilha na Grã-Bretanha. É um jogador especial, e os seus companheiros sabem-no.
– Welliton: Artilheiro do último campeonato, o brasileiro é outro dos jogadores pronto a mostrar-se na alda roda, à semelhança de McGeady e Alex. A sua explosão é vertiginosa e, se juntarmos a isso uma capacidade forma do normal de finalizar e uma habilidade para construir jogo como falso número nove, obtemos um jogador de topo. Votado, pelo fãs, o melhor jogador do Spartak em 2010, corre o rumor na Rússia de que será convidado a naturalizar-se.


