PSG 1-1 Benfica (Bodmer 35´ ; Gaitán 27´)
No que diz respeito ao encontro, duas partes distintas, com claro sinal mais do PSG na 1ª, que a jogar num ritmo muito alto, soube aproveitar os espaços nas costas da defensiva encarnada e criou algum perigo, no entanto, seria Gaitán num contra-ataque a fazer o 1-0. Praticamente no lance seguinte, Roberto salva o empate a remate de Erding. Contudo, passado alguns minutos, Bodmer num remate de belo efeito fez mesmo o 1-1. No 2º tempo tudo foi diferente, o Benfica criou 3 oportunidades por Saviola, Cardozo e Luisão nos primeiros minutos, Nenê perdeu o gás e desapareceu, e o conjunto de Jorge Jesus foi sempre a equipa mais perigosa. A turma de Paris no entanto, acabaria por falhar as duas melhores ocasiões do encontro, primeiro por Erding que rematou por cima a poucos metros da baliza e depois por Hoarau que na sequência de alguma confusão na área permitiu a Roberto uma defesa que parecia impossível. Em suma, um resultado justo pelo que os dois conjuntos fizeram, mas que se poderia perfeitamente ter sorrido à equipa portuguesa.
Destaques
Roberto – Algumas defesas de grande qualidade e em momentos decisivos no encontro, fazem dele o grande destaque da partida. Curiosamente, as suas duas melhores intervenções acabariam por ser feitas com os pés.
Coentrão – Uma excelente exibição do esquerdino, não só no plano defensivo como na profundidade que deu ao jogo dos encarnados. Acabou o jogo a médio interior e igualmente em bom plano.
Luisão/Sidnei – O 1º foi o melhor elemento do Benfica na 2ª parte, contudo, foi batido no golo do PSG. Já o mais jovem rubricou uma exibição muito segura e acabou por ser um dos melhores em campo.
Maxi/Javi – O lateral teve muitas dificuldades na 1ª parte em travar Nenê, e os ataques do PSG foram quase todos do seu flanco. O espanhol por sua vez, pareceu incomodado com a proximidade de Aimar e na 1ª parte não conseguiu encher o meio campo defensivo como é seu hábito.
Saviola/Aimar – As duas exibições mais discretas dos encarnados. O avançado apesar de ter tido influência no golo de Gaitán falhou muitos passes e teve muitas perdas de bola. O médio por sua vez, jogou demasiado atrás e em terrenos que claramente não são os seus, denotanto algumas limitações.
Gaitán – Um golo e na 1ª parte o único elemento ofensivo dos encarnados com sinal mais.
Benfica – Como tem sido seu apanágio nas últimas partidas, voltou a ter uma 1ª parte pouco positiva, com a equipa muito partida e desequilibrada defensivamente, e uma 2ª parte a todo o gás, com uma velocidade e presença ofensiva impressionante.
PSG – Tal como o Visão de Mercado tinha referido na antevisão a esta eliminatória, o clube francês é Nenê e vive do que o brasileiro faz. Enquanto o esquerdino teve frescura física o clube de Paris foi sempre melhor na partida, contudo, quando o extremo foi desaparecendo o futebol dos franceses apagou-se. Uma equipa claramente inferior ao Benfica e às 4 mais fortes de Portugal.


