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Paç(ss)os a seguir

Em Paços de Ferreira mora uma das equipas sensação da presente temporada. A equipa pacense é uma das boas surpresas (ou talvez não) do nosso campeonato mas acima de tudo, o que é de salientar é a juventude do seu conjunto. Com uma média de idades a rondar os 24 anos e com vários jovens emprestados pelos grandes (David Simão, N.Oliveira ou Pizzi) na Mata Real joga o actual 10º classificado do nosso campeonato mas com aspirações e qualidades para muito mais.
À mais valia do conjunto pacense alia-se o bom trabalho no banco de suplentes protagonizado por Rui Vitória. Aos 40 anos e na sua primeira experiência no principal escalão do futebol português, o técnico natural de Alverca do Ribatejo está a despontar como um valor seguro na nova vaga de treinadores portugueses. O bom trabalho realizado no Fátima valeu-lhe a oportunidade de substituir Ulisses Morais no comando dos “castores” e até ao momento têm-se revelado uma escolha sólida e acertada. A sua passagem pelos júniores do Benfica terá um peso importante na sua aposta em jovens jogadores. É de louvar a gestão por parte do técnico pacense neste aspecto, dando-lhes oportunidade de se mostrarem e progredirem no desporto-rei. David Simão, Nélson Oliveira, Bura, Javier Cohene, Pizzi ou Caetano partilham entre si a juventude mas também muita qualidade. À excepção do central paraguaio e de Caetano, os restantes são emprestados por FC Porto, Benfica e Sp.Braga. O aproveitamento destes excedentes acaba por tornar o clube da capital do móvel num caso raro em Portugal, para além do mais se tivermos em conta a preferência por jogadores estrangeiros que existe no nosso país. Uma aposta de risco que se tem revelado acertada e com perspectivas bem positivas já que a misturar à juventude, jogadores como Maykon, Manuel José, André Leão ou Filipe Anunciação, conseguem dar a consistência necessária para que o Paços de Ferreira seja uma das equipas que melhor futebol pratica na época corrente.

Sorte, audácia ou apenas por necessidade, a verdade é que estamos perante um conjunto de jogadores com futuro, que têm uma oportunidade única de se mostrar e ganharem o ritmo competitivo necessário para triunfar no futebol nacional a médio prazo. Para que tal aconteça, a equipa liderada por Rui Vitória contribuirá e muito para o futuro destes jovens mas também para o futebol português. Esperemos que a este exemplo, muitos mais lhe sigam as pisadas, oferecendo as condições necessárias e as bases de trabalho para que seja possível desenvolver as capacidades de jovens jogadores portugueses.

Onde poderá chegar este Paços de Ferreira? Porque não temos mais equipas em Portugal a seguir este exemplo? Algum dos jogadores emprestados têm condições para triunfar no clube de origem?

A.Mesquita

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