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Borussia Dortmund: O renascer do gigante!

Após estar arredado durante 9 anos dos títulos, o Borussia de Dortmund, a 2ª equipa do mundo com maior média de espectadores nos jogos em casa, apenas atrás do Barça, está muito perto de conquistar a Bundesliga. Vencedor da Liga dos Campeões em 97 na altura com Paulo Sousa no meio campo, este histórico alemão poderá voltar assim à ribalta no contexto do futebol germânico e europeu.
Com 12 pontos de vantagem para o 2º classificado, o surpreendente Hannover 96, muito dificilmente o título escapará ao clube do Vale do Ruhr, que sempre que chegou à primeira metade da temporada na primeira posição, foi campeão nacional.

O 4-2-3-1 da turma comandada por Jürgen Klopp, esquema táctico também utilizado pela Mannschaft, tem demonstrado grande consistência quer a atacar, quer a defender. A experiência de Weidenfeller, o habitual guarda-redes titular, contrasta com a juventude da dupla de centrais constituída por Hummels e Subotic, ambos com 22 anos. A polivalência de Schmelzer, lateral já cobiçado pelo Milan, e a segurança de Piszczek, completam a defesa menos batida do campeonato e uma das menos batidas da Europa, com apenas 11 golos sofridos em 18 partidas. No meio campo, a fantástica qualidade técnica de Nuri Sahin e a irreverência de Kagawa, têm conduzido o Borussia a sucessivas vitórias, levando os seus adeptos a acreditar plenamente no retorno aos grandes feitos da década de 90. No caso do japonês, na primeira época na Europa, tem surpreendido tudo e todos. Adquirido por menos de 1 milhão de euros, o médio ofensivo encanta pelo seu futebol requintado, aliado a uma capacidade de surgir em zonas de finalização que o tornam num dos elementos mais importantes da equipa. Menos vistoso mas igualmente eficaz, Sven Bender, um dos irmãos Bender (o outro actua no Leverkusen), forma a dupla de pivots que actua à frente da defesa, juntamente com Sahin. Mais posicional, o internacional sub-21 pela Alemanha cobre muito bem a sua zona, permitindo que o turco paute o jogo ofensivo da equipa. Pela ala esquerda, surge Mario Götze de apenas 18 anos,que relegou Grosskreutz para o banco de suplentes, tornando-se numa das revelações da Bundesliga. O talentoso médio alemão demonstra uma qualidade acima da média, tendo-se estreado pela selecção num particular frente à Suécia. Do lado contrário, o polaco Kuba pode desempenhar o papel de extremo, incutindo grande velocidade pela direita, ou de médio interior, apoiando defensivamente o lateral. Na frente de ataque, a titularidade pertence a Lucas Barrios, eficaz ponta-de-lança paraguaio. O compatriota de Kuba, Robert Lewandowski, chegado esta época ao futebol alemão, tem demonstrado ser uma boa alternativa ao habitual titular, contando já com alguns golos. O futebol praticado, o melhor da Alemanha actualmente, leva-nos a recuar ao passado, até ao título europeu alcançado em 1997, ou mais recente, a dupla formada pelos checos Rosicky e Koller no ataque do Borussia. A juventude e grande qualidade das promessas (que são cada vez mais certezas do futebol mundial) da equipa, garantiriam que o Dortmund pudesse ombrear com os melhores da Europa durante os próximos 10 anos. Contudo, o principal problema reside na manutenção de jogadores como Kagawa, Götze ou Sahin, cobiçados por clubes como o Manchester United, por exemplo. Caso consiga mantê-los todos no plantel, voltará certamente ao topo da Europa. Os 80 mil adeptos que enchem o Signal Iduna Park todos os jogos, assim o esperam.

Como analisam a temporada 2010/2011 do Borussia de Dortmund? Acreditam que jogadores como Sahin ou Kagawa se manterão no plantel? Tendo em conta a mais que provável presença na Champions League do próximo ano, terá a equipa de Jürgen Klopp capacidade para lutar pelo título? Ou pelo contrário, a pouca experiência dos seus jogadores comprometerá a disputa pela prova?

T. Cunha

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