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E o abismo ali tão perto!

Noruega 1-0 Portugal (Huseklepp 21´)

Mais uma jornada histórica para Portugal (depois da estreia a empatar frente ao Chipre), que cedeu a primeira derrota frente a Noruega, esperando-se agora que os responsáveis federativos resolvam alguma coisa, pois o “piloto automático” tem um raciocínio bastante lento (coloca Liedson em campo 62 minutos depois do golo norueguês) e o futebol praticado tem fugachos que vão desde o genial ao horrível.

Portugal entrou bem na partida, com mais controlo de bola e domínio territorial. Os noruegueses não pressionavam no meio campo de Portugal, onde Tiago teve mais tempo para pensar o jogo nacional, no entanto, apenas por uma vez conseguiu servir o ataque na perfeição, ao isolar Raul Meireles. O jogador do Liverpool, frente a Knudsen e com todo o tempo do mundo, rematou de primeira para fora! Foram 20 minutos, com a Noruega na expectativa, à espera do erro nacional, o que aconteceu nesse mesmo momento. Eduardo recebeu um atraso e demorou uma eternidade para aliviar a bola, tempo suficiente para Carew o atrapalhar e permitir a Huseklepp marcar o 1-0 de baliza aberta. Até ao intervalo, Portugal não foi mais o mesmo dos primeiros 20 minutos, com muitos passes falhados e pouca inspiração individual. A Noruega, com a vantagem no marcador, fez o seu jogo habitual de contenção e bastantes cuidados defensivos.

Na segunda parte, quando se esperava alguma reacção do banco de suplentes, foi a Noruega a criar duas grandes oportunidades para fazer o 2-0, valendo a fraca pontaria de Huseklepp e Abdellaoue. Portugal tinha o controlo da bola, devido às características desta Noruega e ia criando algumas situações de perigo, no entanto, Knudsen não se intimidava perante os disparos portugueses. Manuel Fernandes e Nani estiveram bastante rematadores, enquanto que Quaresma esteve muito entretido nos seus inconsequentes malabarismos. Hugo Almeida continuava desamparado entre Hangeland e Demidov, à espera de ajuda vinda do banco. O primeiro a entrar foi Danny, aos 72 minutos, mas o jogo de Portugal continuou com bastantes fugachos, sem nunca colocar em sentido a defensiva adversaria. Até final, Portugal tentou um ultimo pressing, mas a jogar com 2 avançados em apenas 8 minutos de jogo, de nada serviu para bater a forte defensiva norueguesa.

Destaques: Nani – O extremo do Manchester United conseguiu criar bastantes desequilíbrios na defensiva norueguesa, no entanto, de pouco valeu, já que os cruzamentos tiveram sempre pela frente a oposição de Hangeland e Demidov. Sempre muito veloz com a bola, tentou por vezes os remates, mas nem aí teve eficácia.

Sílvio e Miguel Veloso – Os dois laterais da selecção não comprometeram na defensiva e apoiaram quanto possível o ataque. Destaque para a estreia do jogador dos bracarenses, que promete agarrar o lugar.

Hugo Almeida – Esteve sempre bastante desamparado na frente, nunca virando a cara à luta, no entanto, faltou o apoio de outro jogador, que seria Liedson. Pena que o “piloto automático” não reconheça a palavra arriscar.

Ricardo Quaresma – Exibição positiva, no entanto, esperava mais do “Harry Potter”. Às vezes complicou o que parecia fácil, contudo consegue sempre arranjar espaço para um cruzamento ou remate, mesmo em situações difíceis.

Eduardo – Mais uma noite para esquecer! Erro incrível a dar a vitoria à Noruega, sem que o ataque escandinavo fizesse para tal.

Ricardo Carvalho/Bruno Alves – A dupla esteve melhor hoje que na sexta-feira passada, no entanto, ainda houve resquícios de desconcentração evidentes.

Raul Meireles/Tiago/Manuel Fernandes – O médio do Liverpool fez uma péssima exibição, tendo mesmo falhado escandalosamente o 1-0 para Portugal, o jogador do Atletico mostrou alguns bons pormenores, mas falta sempre qualquer coisa e o médio do Valência esteve bastante parado e jogou em demasia para trás, tendo como ponto positivo a facilidade na hora de rematar.

Agostinho Oliveira – O “piloto automático” já deu o que tinha a dar, ou seja, nada! Depois das péssimas opções frente ao Chipre, desta vez, talvez com o medo de voltar a errar, decidiu fazer apenas duas substituições aos 72 e 83 minutos, cerca de 50 e 60 minutos depois do golo do adversário…

PS – A Dinamarca derrotou a Islândia por 1-0, no ultimo minuto, resultado que prejudica ainda mais as contas da selecção nacional.

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