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Famalicão 2019-20: Um regresso com muito investimento e juventude de qualidade

O Famalicão será um dos regressos à I Liga em 2019/20, após 25 anos de ausência. Trata-se de um clube que atravessou uma crise económica e de resultados a partir da descida de divisão em 1994, mas que teve um crescimento brutal na última década, passando da distrital até ao primeiro escalão do futebol português. No entanto, ao contrário da maioria das equipas que se estreiam na I Liga, o objectivo do Famalicão não parece ser apenas garantir a manutenção. Com uma estrutura bicéfala, dividida entre a presidência do clube, a cargo de Joaquim Silva, e presidência da SAD, que pertence a Miguel Ribeiro, antigo director geral do Rio Ave, que tem relações privilegiadas com Jorge Mendes, e também ele responsável pelo crescimento e estabilização do conjunto vilacondense. No clube da sua terra natal, Miguel Ribeiro implementou um projecto ambicioso, que passa pelo crescimento do Famalicão a todos os níveis, desde o futebol profissional à formação, passando pela relação umbilical com os adeptos e a cidade ou pelo futebol feminino. Os famalicenses estarão ainda presentes na Liga Revelação com a criação de uma equipa sub-23. Nesse sentido, mais do que garantir a manutenção, o objectivo do Famalicão passa por ter um impacto acima da média na I Liga e para isso o clube procurou reforçar-se bastante neste defeso.

Contudo, antes de vislumbrar o actual plantel, importa falar do treinador. Carlos Pinto garantiu a subida na recta final da época passada, após a saída de Sérgio Vieira, mas não continuou e o eleito foi João Pedro Sousa. Uma escolha arrojada de um técnico relativamente desconhecido, na medida em que nunca treinou na I Liga e era há muito tempo um dos adjuntos de Marco Silva. Deste modo, existe alguma dúvida em relação ao que Sousa e a sua equipa podem apresentar, sobretudo porque terá de construir uma equipa de raiz. Até ao momento, são 17 os reforços para a equipa principal, não sendo de descurar que cheguem mais alguns até ao arranque do campeonato. A juventude e o talento são duas características indissociáveis na maioria das contratações, tendo alguns ligação ao futebol português e outros a grandes clubes, com marca em competições de futebol jovem. Entre os nomes mais sonantes encontram-se Fábio Martins ou Diogo Gonçalves, extremos que quase não contaram no SC Braga e Nottingham, respectivamente, na época passada, mas que têm capacidade para fazer a diferença a este nível; os ex Atlético Madrid Schiappacasse, Nehuén Pérez (titular no Mundial sub-20 com a Argentina) ou Gustavo Assunção (filho de Paulo Assunção); o ex Wolves Pedro GonçalvesAlex Centelles, que chega emprestado pelo Valencia ou Josh Tymon que já teve minutos de Premier League e que esteve com o treinador no Hull City. Já Lionn é o reforço mais experiente, juntando-se a elementos como Defendi, Feliz ou Luís Rocha, que permaneceram no clube, ao passo que Walterson e Anderson Oliveira são outros nomes que transitam da época passada e que têm o perfil para desequilibrar na I Liga.

Neste sentido, estamos perante uma formação a seguir com muita atenção esta temporada e que tem armas para causar dissabores aos adversários neste regresso ao convívio dos grandes. Uma luta pela Europa será excessiva para já e um objectivo demasiado ambicioso, sobretudo porque (pela via do campeonato) apenas o top-5 tem acesso às provas europeias e porque há muita inexperiência no plantel, mas é de esperar uma prova tranquila dos famalicenses.

Reforços – Cafu Phete (Vitória SC), Fábio Martins (Sp. Braga), Rúben Lameiras (Plymouth Argyle), Guga (Benfica), Diogo Gonçalves (Benfica), Lionn (Desp. Chaves), Lawrence Ofori (Leixões), Alex Centelles (Valencia), Pedro Gonçalves (Wolves), Gustavo Assunção (Atlético de Madrid), Vítor Caetano (Figueirense), Nehuén Pérez (Atlético Madrid), Josh Tymon (Stoke), Nicolás Schiappacasse (Atlético Madrid), Toni Martínez (West Ham), Riccieli (Mirassol), Patrick William (Ceará).
O craque – Diogo Gonçalves
Melhor XI – Rafael Defendi; Lionn, Riccieli, Nehuén Pérez, Josh Tymon; Guga, Gustavo Assunção, Pedro Gonçalves; Diogo Gonçalves, Fábio Martins, Anderson Oliveira
Jovem a seguir – Nehuén Pérez
Prognóstico VM – 13.º lugar

Rodrigo Ferreira

42 Comentários

  • Estigarribia
    Posted Julho 29, 2019 at 1:05 pm

    Texto muito interessante, Rodrigo. Penso que o Famalicão vai ser uma das equipas para acompanhar bem de perto já esta época e estou muito curioso para ver dois jogadores em acção: o Nehuén Pérez e o Nicolás Schiappacasse (este último penso que esteve no Mundial de Sub-20, em 2017, na Coreia do Sul, salvo erro).

    Apesar de terem muita juventude também têm alguns jogadores mais experientes e rodados no futebol português, como, por exemplo, Lionn, Defendi, Fábio Martins ou Feliz. Ainda assim, uma coisa deverá ser quase certa: os três grandes, Benfica, Sporting e FC Porto, vão ter que suar as estopinhas para passarem em Famalicão, se não quiserem deixar lá pontos. Vou acompanhar alguns jogos desta equipa do Famalicão.

    Saudações Leoninas

  • Kacal
    Posted Julho 29, 2019 at 1:06 pm

    Demasiados empréstimos sem opção de compra, preocupa o que acontecerá é na próxima época. De resto, tendo um novo treinador que tem pouca experiência como técnico principal e estando a construir uma equipa do zero praticamente e com muitos elementos novos e jovens, diria que a equipa só vai “carburar” na 2ª metade da época e na primeira irão pautar pela irregularidade. Mas vejo-os como uns adversários complicados jogando no seu campo contra os três “grandes”.

    Curioso que os três “grandes”, na 1ª volta, todos vão jogar em casa com o Famalicão portanto todos irão defrontar fora na 2ª volta, será interessante!

  • Daniel Alves
    Posted Julho 29, 2019 at 1:18 pm

    Análise a cada clube e prognósticos para a nova época. Já estava à espera disto :-)

  • JFR
    Posted Julho 29, 2019 at 1:18 pm

    Boa tarde, desde logo é bom ver o regresso do Famalicão à Primeira Liga.

    Apenas complementar o texto dizendo que o trabalho na última década de recuperação do clube não se deve exclusivamente ao Presidente Joaquim Jorge Silva.

    Se não estou em erro, a subida dos Distritais à 3. Divisão é feita pela mão de Carlos Carreira ao qual se seguem João Araújo e José Pina Ferreira.

    Estes dois últimos, sim, os grandes obreiros da evolução famalicense pela estabilização financeira, recolha de apoios municipais e importantes patrocínios, envolvência associativa e maior aposta no futebol de formação que se consubstânciou numa subida sustentada até à segunda divisão e criando as bases certas.

    Os últimos 4 anos, sim, com Jorge Silva ao comando do clube e continuando o bom trabalho na linha dos seus antecessores foi capaz de levar o clube à Primeira Divisão e iniciar este novo paradigma com a criação de uma SAD e a intervenção aprofundada de um investidor externo.

    Por fim, com um/ dois anos de estabilização, acredito que os objectivos em 2021/2022 sejam de aposta na Liga Europa.

    • jdias
      Posted Julho 29, 2019 at 2:06 pm

      O Famalicão (clube / cidade) tinha condições para levar o projeto avante sem necessidade desse investidor externo.

      Famalicão pela zona geográfica que ocupa e pela industira do proprio concelho sempre pareceu ser capaz de elevar um clube e sustenta-lo economica e financeiramente. Têm massa humama e projecção para isso.

      A questão do investidor externo é sempre uma incógnita, porque tanto pode resultar ou não (se bem que os rostos dos investidores / gestores / empresários são conhecidos).

      Mesmo tendo uma identidade própria, falta saber como será o tipo de gestão, se presidencial e com decisões sensatas ou se serão apenas corpo presente e o rosto para “servir os outros”, nas já famosas artes de câmbio.

      De qualquer forma é um regresso muito esperado pela gente de Famalicão e merecem regressar. Têm um trabalho duro de conseguir fazer uma equipa, já que individualmente possuem valores.

      Têm que subir passo a passo e não querer falar já em Europa num ano de estreia (se bem que é possivel), mas o melhor é não elevar já tanto as expectativas e como referes pensar num projeto a 2/3 anos. Um projeto que seja sustentável.

  • MV
    Posted Julho 29, 2019 at 1:40 pm

    Excelente análise. Contundo acho muito exagerado o prognóstico, acredito muito que o Famalicão fará parte do Top 10 porque tem um plantel com muita qualidade. Cafú, Diogo Gonçalves, Guga, Fábio Martins e Lionn são jogadores que podem facilmente fazer a diferença da nossa liga (para não falar também dos reforços mais jovens como Gustavo Assunção e Neuhén Perez que têm muita qualidade). As dinâmicas vão acabar por se criar no decorrer da temporada.
    Para finalizar, acho que vai ser a equipa revelação da Liga e que vai ser muito complicado ir a Famalicão roubar pontos

    • João Ribeiro
      Posted Julho 29, 2019 at 2:01 pm

      Penso que te equivocaste no Cafú… O Cafú Phete não deve ser titular no Famalicão…

      • MV
        Posted Julho 29, 2019 at 2:39 pm

        Tens razão, my bad!
        Ainda assim, há muita qualidade nesta equipa. Acredito que o top 10 vai estar recheado de equipas do Minho visto que Desportivo das Aves também deve ambicionar a primeira metade da tabela, têm um projecto muito interessante a meu ver

        • João Ribeiro
          Posted Julho 29, 2019 at 3:03 pm

          As equipas de nível médio-baixo da nossa liga todas têm subido um degrau e todas apresentam boas valias e qualidades similares. Aliás, não é à toa que nos últimos anos têm caído equipas que não se esperavam que caíssem (Arouca, Estoril, Paços ou Chaves), pelo que é cada vez mais difícil dar uma previsão sobre quem desce ou quem surpreende e acaba no Top 10 entre essas equipas. Penso mesmo que só 6 equipas se podem dar como garantidas no top 10, sendo elas os grandes, Braga, Vitória e Rio Ave, tudo o resto tem valias muito semelhantes e qualquer uma delas pode preencher os 4 lugares do top 10 ou preencher os 2 últimos da classificação.

          • MV
            Posted Julho 29, 2019 at 4:26 pm

            Concordo contigo em relação à imprevisibilidade mas se tivesse que apostar nas duas que descem e que para mim partem atrás das restantes era Tondela (a escolha do treinador deixou muito a desejar e acho que vai ser desta que descem) e Gil Vicente (por mais que o treinador seja muito bom não pode fazer milagres. Não vejo o plantel com reforços suficientes para garantir a manutenção)

            • João Ribeiro
              Posted Julho 29, 2019 at 4:45 pm

              Se tivesse que fazer previsões neste momento apontava o Gil Vicente e o Vitória FC à descida, Portimonense, Boavista, Marítimo e Moreirense ao top 10. Muito curioso por ver o Moreirense com Vítor Campelos, treinador que aprecio muito e que têm realizado uma belíssima pré-temporada.

  • MM
    Posted Julho 29, 2019 at 2:16 pm

    Saudo o regresso do Famalicao, mas estes emprestimos todos deixam me apreensivo. Parece uma barriga de aluguer de empresarios (mais um..), e nao um projeto a medio prazo. Nao faz sentido. Por mim limitavam se os emprestimos em cada clube a uns 5 ou 6 jogadores, os clubes têm de ter ativos e dimensao propria, isto é so negocio..

  • João Ribeiro
    Posted Julho 29, 2019 at 2:21 pm

    Como já foi dito várias vezes por diversos users, esta época tanto pode correr muito bem ao Famalicão como correr muito mal, o que torna o Famalicão das equipas mais difíceis de dar um prognóstico. Ainda assim, acho muitíssimo difícil, para não dizer impossível (mas isso no futebol não existe), lutar pela Liga Europa já nesta época, isto porque tanto o Vitória como o Rio Ave, têm plantéis muito superiores a este do Famalicão, e em ambos os casos ainda receberão reforços… Comparando com o Vitória, do onze provável dado pelo Rodrigo, apenas vejo Diogo Gonçalves e Anderson a terem possibilidades de lutar por um lugar no onze do Vitória e não, não me esqueci do Fábio Martins, simplesmente não sou fã das suas qualidades por ser demasiado inconstante.

    • Antonio Clismo
      Posted Julho 29, 2019 at 2:48 pm

      Para mim o MVP do Famalicão para esta época será o Gonçalo Rodrigues. O jogo vai passar todo pelos pés dele.

      Se não fossem as lesões seria ele a estar no Bayern de Munique e não o Renato Sanches.

  • Manolas
    Posted Julho 29, 2019 at 2:23 pm

    Só tenho um desejo, que o estádio do Fama esteja sempre cheio com a população a puxar pelo Famalicão, e seja um exemplo para todos os outros clubes que andam por aí. E se isto se verificar, que fiquem por muitos e bons anos na primeira divisão, sem vassalagem a nenhum grande, e com “local support”. A grande força do Famalicão espero que seja essa. E muitos jogos ao domingo à tarde, onde possam ir às famílias inteiras.

    Abraço a todos!

    • jdias
      Posted Julho 29, 2019 at 2:45 pm

      Isso não me parece que aconteça. Os grandes têm muita força e apoio.
      Retirando Guimarães e Braga (às vezes e dependendo da altura da época), geralmente os grandes jogam maioritariamente “em casa” e mais apoiados que o clube local.
      Não se trata de vassalagem é a força dos grandes no nosso país. E só assim é possivel serem grandes e serem o quesão na Europa.

    • Antonio Clismo
      Posted Julho 29, 2019 at 2:47 pm

      O estádio do Famalicão vai ser pequeno para tanta gente. Sempre vão fazer obras no estádio?

      • Manel Ferreira
        Posted Julho 29, 2019 at 4:41 pm

        Duvido muito que eles tenham sempre esse estádio cheio. Ao princípio, sim, vai haver entusiasmo. Depois, vêm os jogos à noite, a classificação talvez não seja tão boa quanto se espera e muita gente vai-se afastar, é sempre assim.
        Lembro-me quando o Chaves subiu, também houve essa conversa de que iam ter grandes assistências e ser “uma lição” para os outros clubes. Mas no geral, as assistências foram pouco melhores que as de um Feirense, assim que acabou o entusiasmo inicial.
        No Famalicão, aposto numa média à volta das 5 mil/6 mil pessoas, o que é bom para PT, sem dúvida, mas não é essa maravilha que se está a fazer crer, ao ponto de dizer que é um estádio demasiado pequeno. Vai haver jogos em que vai parecer grande.

        • Antonio Clismo
          Posted Julho 29, 2019 at 5:24 pm

          Sim, mas pelo que se houve dizer já se venderam 2 mil bilhetes de época e continuam com bastante procura.

          Num estádio com 5 mil pessoas e a contar com os adeptos visitantes, não sei onde vão caber tantas pessoas.

          Daí estar a perguntar se estão previstas obras no Estádio.

        • JoelLobo
          Posted Julho 29, 2019 at 6:31 pm

          Ou seja média à volta de 5/6 mil pessoas para um estádio que nem às 5 mil chega e o estádio não é demasiado pequeno?

          • Manel Ferreira
            Posted Julho 29, 2019 at 7:00 pm

            Tinha a ideia que o estádio do Famalicão tinha capacidade para 8 mil pessoas. E que estavam a planear expandir para 10 mil.
            Se só tem 5 mil, então sim, é bem possível que encha quase sempre.

    • JoaoX
      Posted Julho 29, 2019 at 4:04 pm

      “Sem Vassalagem a nenhum grande”.
      A vassalagem do Famalicão é mais do que evidente.
      Não é a nenhum grande mas ao DDT do futebol português. Não é grande, é gigante.
      Enquanto der jeito a Jorge Mendes o Famalicão terá futuro. Pouco terá a ver com famílias e “local support”.

      E enquanto o futebol for visto como : “O meu ganhar a qualquer preço” em vez de ser visto como um espetáculo/entretenimento, não vamos sair disto.

      • jdias
        Posted Julho 29, 2019 at 5:29 pm

        Concordo em parte. Se não me engano tentou fazer à uns anos o mesmo com o Ribeirão e acabou por não correr bem.
        Agora é aguardar para ver mas apostou muito mais forte.

      • Manolas
        Posted Julho 29, 2019 at 8:03 pm

        Se estes clubes continuarem a cair a culpa é da Liga. E porque não implementar uma medida onde os fundos para abandonarem o projeto, são obrigados a deixar pelo menos metade do orçamento da época transacta ao clube? Sendo que os fundos, quando avançam para a compra das SADs, já deveriam saber desta medida, e se tivermos a falar de processos de falência, tem de garantir, por exemplo, que os passes dos jogadores transitam automaticamente para os clubes, para eles poderem negociar. Acho que pelo menos davam a oportunidade aos clubes de terem uma possibilidade de reestruturação. Só está nas mãos da Liga de Clube e da Federação. Quanto a fundos a investirem para aumentar a competitividade, são todos bem vindos, se respeitarem a essencia dos clubes. Depois, a Liga só tem de proteger.

        Abraço!

        • Gus Ledes
          Posted Julho 30, 2019 at 7:14 am

          Este clube estava na 3 divisão antes do Mendes pegar nele, se lá voltar depois do Mendes sair, o que não sabemos se vai acontecer, já foi muito bom, ou era melhor ficar para sempre na terceira?

          • JFR
            Posted Julho 30, 2019 at 10:10 am

            O Famalicão estava na segunda divisão antes de Jorge Mendes “pegar nele”.

            O Famalicão sobe à Primeira no ano de conversão a SAD, tendo já estado muito perto da subida em anos anteriores.

  • Antonio Clismo
    Posted Julho 29, 2019 at 2:44 pm

    Dos projectos mais excitantes do futebol português. O clube está a crescer e tem a cidade toda a apoiar. Com bilhetes anuais a 120 euros, penso que o estádio irá estar sempre cheio em todos os jogos.

    Faz apenas falta uma voz de liderança no plantel, o plantel é todo novo e acabado de subir mas poderiam apostar num jogador como imagem do clube. Um pouco como o Ricardo Costa fazia no Tondela. Até podia ser um jogador mais novo, alguém que trouxesse liderança e crescesse juntamente com o clube. O David Carmo do Braga poderia ser uma boa opção para comandar a defesa a médio/longo prazo.

    A equipa sub23 parece-me um bocadinho curta, mas ainda assim parece muito bem trabalhada pelo António Barbosa. Poderiam reforçar-se com mais alguns jogadores de qualidade da região. Por exemplo, poderiam ir buscar jogadores como o José Gata ou o Dyllan que fizeram óptimas épocas no campeonato de júniores do ano passado.

    O clube dispõe de um complexo de treinos interessante e há qualidade nos escalões de formação para fazer boas campanhas e produzir bons jogadores. Resta saber se o acompanhamento e o departamento de análise acompanham.

    Com o clube a competir na Primeira Divisão, acredito que as condições para melhorar vão aumentar.

    Algumas soluções para o Famalicão apostar:

    Técnicos de futuro no âmbito da formação.
    Wilson Ferra (adjunto Braga sub17)
    Pedro Alegre (adjunto Tondela sub19)
    Rui Borges (Leixões – coordenador de formação)
    Ricardo Sousa (treinador GR – Belenenses sub23)

    Jogadores interessantes para o futuro

    Marian Huja (Koge – 2ª divisão Dinamarca)
    Duarte Valente (Estoril)
    Amilcar Silva (Mónaco)
    Timo Ribeiro (Sion)
    Mauro Rodrigues (Sion)
    Vasco Oliveira (Génova)
    Tiago Dias (Milan)
    Ricardo Campos (Valencia)
    Toni Gomes (sem clube)
    Elves Baldé (Sporting)
    Leonardo Lopes (Wigan)
    João Silva (Trapani – série B italiana)
    André Vidigal (APOEL)
    João Queirós (Sporting sub23)
    Dylan Silva (Benfica sub23)

  • MV
    Posted Julho 29, 2019 at 3:15 pm

    OFF TOPIC: Este ano vai haver fantasy da Liga Nos com a malta daqui do blog? Alguém sabe?

  • RMCL
    Posted Julho 29, 2019 at 3:31 pm

    Acho uma tremenda falta de Humildade por parte dos responsáveis do Famalicão, clube primo divisionário já a pensar em voos altos?
    ´É preciso criar bases para puder aspirar a voos mais altos, Miguel Ribeiro o CEO recordo-me quando foram campeões dizer que o objectivo passava por terminar no top6 da liga!

  • Kuiper
    Posted Julho 29, 2019 at 3:35 pm

    Mas será que sou só eu a ver este Famalicão como uma coisa má para a nossa liga? É um clube destinado a afundar eventualmente, tendo em conta que serve neste momento de clube satélite do Atlético de Madrid. Idan Ofer é o dono do clube e detem também (através da Quantic Pacific, uma boa percentagem do Atlético. Ou acham que foi tudo bom trabalho? Quantas equipas não trabalham muito bem e andam aí à rasca para chegar onde o Famalicão chegou…
    Prevejo que esta equipa seja uma espécie de Vitesse face ao Chelsea, ou se calhar nem a isso chega.
    E é claro, não nos podemos esquecer do Jorge Mendes, como o Rodrigo referiu na publicação, que é o que já se sabe. Enquanto estiver na conveniência do “Super Agente”, o Famalicão vai passar uma boa fase. Depois logo se vê…

    • Antonio Clismo
      Posted Julho 29, 2019 at 4:08 pm

      Ao Famalicão só faltam 1 ou 2 contratações para estabilizar a defesa, de resto está uma equipa muito bem montada.

    • Kafka
      Posted Julho 29, 2019 at 6:52 pm

      No fundo já estava o Famalicão, agora com este investidor e sendo satélite do Atl Madrid, estão na 1a divisão e vocês dizem que é mau… Deve ser preferível andar pela 3a divisão e distritais

    • Gus Ledes
      Posted Julho 30, 2019 at 7:21 am

      O Vitesse desde que tem o acordo co Chelsea tem dois quintos lugares e um sexto, nao se podem queixar.

  • Pedro Salgado
    Posted Julho 29, 2019 at 3:50 pm

    O Famalicão faz-me lembrar aquele puto que antes do início das aulas diz que vai acabar com média de 15 ou 16….Quando chegam os exames a coisa tem tendência a complicar-se. Muito honestamente não comungo de todo este entusiasmo em torno da equipa, é verdade que pode ter bons valores mas uma equipa leva tempo a construir-se e um plantel com cerca de 20 caras novas tem tudo para dar errado. Para além disso fico com a sensação que este projecto é demasiado frágil e dependente de um “afamado” investidor e director desportivo que pode deixar de o ser a qualquer altura.
    Enquanto vitoriano sofri essa experiência de desbaratar um plantel que tinha ficado em 5º lugar por um totalmente renovado, recheado de “estrelas” que resultou numa inesquecível descida de divisão.
    Apesar das minhas dúvidas espero que o Famalicão faça uma época tranquila até porque é sempre mais um jogo em que a deslocação é curtinha. Se as coisas correrem bem, os vitorianos vão andar este ano on tour. Só num raio de sensivelmente 50 km temos: Porto, Braga, Boavista, Rio Ave, Gil Vicente, Famalicão, Aves, Paços e Moreirense).

  • DiogoC
    Posted Julho 29, 2019 at 4:44 pm

    Devia haver um limite ao número de jogadores emprestados que cada equipa poderia inscrever ( e nestes incluo jogadores com cláusulas de recompra). Os clubes ou teem um projecto e estruturas próprias ou assistimos a situações ridículas de clubes que apenas servem para rodar jogadores de equipas de outros campeonatos. Há que acabar com situações como a do Famalicão pois desvirtua completamente a competição.

    • MM
      Posted Julho 29, 2019 at 11:55 pm

      100% de acordo, como referi no meu comentario abaixo

    • Joga_Bonito
      Posted Julho 30, 2019 at 12:47 am

      Apenas discordo na questão dos jogadores com cláusula de recompra. No resto subscrevo.

      Sobre a questão da recompra, é preciso dizer algumas coisas.

      Apenas explicando que o verdadeiro foco das cláusulas de recompra não é emprestar jogadores mas vender a título definitivo, precavendo apenas uma possível explosão do jogador de todo inesperada.

      Para mim, que defendi sempre essa opção, entendo que há 5 tipos de jogadores jovens:

      1) os que não têm sequer qualidade para jogar como profissionais, devendo a sua carreira parar por volta dos 20 ou 21, quando se perceber que não dá para mais.

      2) Os que serão apenas bons jogadores mas que com várias incógnitas (lesões, personalidade) que podem fazer com que tanto seja um jogador bom para equipas pequenas, ou um que aos 25 esteja na III divisão com sorte. É apenas jogador para quando muito equipas pequenas.

      3) Jogador talentoso, daqueles que parece dar um craque, conquanto possa não ter nível de um Bola de Ouro. Consoante a força de caracter, inteligência de gestão de carreira e alguma sorte, jogarão nos grandes clubes, mas podem perder-se se se deslumbrarem.

      4) Aqueles que não enganam e serão craques totais. Casos de Félix, em que apenas um tremendo azar com lesões ou deslumbramento ditarão que não se tornem craques de nível mundial. Darão sempre no mínimo para as grandes equipas e podem até sonhar com o topo mundial.

      5) Foras de série. Falo de um grupo restritíssimo, de jogadores que foram classe mundial antes ainda de terem 21 anos. Casos de Maradona, Messi, são daqueles que a única questão que se colocava desde que surgiram é que lugar teriam na história do futebol.

      Os grupos 3 a 5 é para manter nos clubes, nunca devem ser vendidos. São eles os jogadores que se pretendem detectar na formação, os verdadeiros talentos.

      O grupo 3, é aquele tipo de puto talentoso, que se tiver pouco espaço no plantel e ainda estiver verdinho, deve rodar. Aí apenas deve ser emprestado, a bons clubes, nunca com opção de compra. Apenas deverá ser vendido se se perceber que arma problemas e que nunca mudará ou que nunca terá espaço. Aí põe-se a opção de recompra para se um dia surgir a necessidade dele, ele poderá regressar. Faz-se bom encaixe, não andando naquela treta de pensar que se aos 18 vale 20 milhões, aos 25 valia 60 milhões e depois perdem-se e o clube perde o timing de venda. Jogadores problemáticos ou sem espaço é para encaixar logo, com opção de recompra e 50% do passe.

      Os grupos 1 a 2 devem ser emprestados, conquanto o bom scouting do clube deva logo perceber que não têm nível. Põe-se na mesma a cláusula de recompra e os 50% por uma questão de princípio (não vamos dizer que o tipo é uma m**** pois não?) mas todos sabemos que ela nunca será activada, é algo fictício.

      É no grupo 3 que para mim a cláusula de recompra ganha sentido. Por vezes há erros no scouting, derivado sobretudo de factores como: o miúdo ainda não ter encontrado a sua posição onde pode marcar a diferença; nervosismo( comum em crianças ou adolescentes) que tremem na competição e ainda precisam de ganhar força mental; desadequamento táctico do jogador ao sistema, ou treinador burro que não sabe potenciar o talento.
      Por vezes esses jogadores são colocados no grupo 2, devido a estes erros e são emprestados. Aí quando explodem, os clubes que os formaram querem poder recuperar o jogador ou lucrar com a sua explosão. Se foram eles que os formaram, não vejo qual o mal. É para este tipo de jogadores que se pensa a recompra e os 50% do passe, para precaver estes erros. Não é para casos como os do grupo 3, 4 ou 5, porque esses ficam sempre no plantel.

      Quando tanto se fala de receitas, parece-me uma forma de um clube formador maximizar um seu jogador. Todos ganham.
      Ganha o jogador, ganha o clube que o recebeu, ganham os que o formam.
      Assim, é preciso perceber que em 95% dos casos esta cláusula nunca será accionada, é apenas para prevenir erros de avaliação.
      Assim sendo, um jogador que vai com cláusula de recompra, vai a titulo definitivo, dificilmente voltará.

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