Desde a surpreendente conquista em 2004 que o gregos são olhados com desconfiança por parte das outras selecções nacionais. Otto Rehhagel transformou uma equipa banal, numa armada guerreira e bem posicionada no terreno que, juntamente com uma postura bastante defensiva e uma eficácia tremenda no ataque, fizeram elevar a Grécia ao Olimpo. No entanto, ficaram-se por aí. Em 2005, apenas alcançaram 1 ponto na Taça das Confederações (0 golos marcados), em 2006 falharam o apuramento para o Mundial, em 2008 somaram três derrotas no Europeu e agora esperam vencer a 1ª partida numa grande competição internacional desde 2004. Os helénicos regressam a um Campeonato do Mundo 16 anos depois do desastre norte-americano, onde somaram 3 derrotas, 10 golos sofridos e saíram de prova sem qualquer golo marcado (0-4 Argentina, 0-4 Bulgária e 0-2 Nigéria). O apuramento foi tudo menos fácil, num grupo composto pela Suiça, Israel, Letónia, Luxemburgo e Moldávia. Os gregos ficaram no 2º posto com 6 vitórias, 2 empates (Israel e Moldávia) e 2 derrotas (Suiça), tendo que defrontar a Ucrânia no playoff. Na 1ª mão, o resultado foi de 0-0, no entanto, os gregos foram à Ucrânia vencer por 1-0, com um golo de Salpigidis. A Grécia faz parte do Grupo B, juntamente com a Argentina, Nigéria (duas das “bestas negras” de 1994) e Coreia do Sul e vai lutar com estes últimos dois pelo 2º lugar.
Lista de convocados: GR – Michalis Sifakis (Aris), Alexandros Tzorvas (Panathinaikos) e Kostas Chalkias (PAOK); DEF – Giorgos Seitaridis (Panathinaikos), Loukas Vintra (Panathinaikos), Evangelos Moras (Bolonha/ITA), Socrates Papastathopoulos (Génova/ITA), Sotiris Kyrgiakos (Liverpool/ING), Avraam Papadopoulos (Olympiakos), Vasilis Torosidis (Olympiakos), Nikos Spiropoulos (Panathinaikos) e Stelios Malezas (PAOK); MED – Kostas Katsouranis (Panathinaikos), Alexandros Tziolis (Siena/ITA), Giorgos Karagounis (Panathinaikos), Sotiris Ninis (Panathinaikos), Christos Patsatzoglou (Omonia/CYP) e Sakis Prittas (Aris);
Estrelas – Karagounis é o mais internacional dos 23 gregos, sendo uma peça chave na manobra ofensiva dos helénicos. Kyrgiakos, jogador do Liverpool, é um dos pilares da forte defensiva grega e igualmente um dos jogadores mais perigosos nos lances de bola parada ofensivos. Charisteas foi o herói grego em 2004 e funciona como um autêntico talismã, mesmo não sendo um titular indiscutível, costuma ter a estrelinha nos momentos certos.
Objectivo – Ultrapassar a 1ª fase
Previsão – Eliminados na 1ª fase


