O Benfica foi a Marselha jogar para ganhar e conseguiu os seus intentos ao minuto 90, com um remate de Alan Kardec. Pelo meio ficou mais uma excelente exibição dos encarnados, que vulgarizaram completamente o seu adversário, em especial na 2ª parte.
Na 1ª parte o Benfica foi superior, perante um Marselha na expectativa. O jogo esteve bastante dividido a meio campo, com Di Maria a tentar os seus típicos rasgos pela esquerda, mas os cruzamentos não estavam a sair. Cardozo foi constantemente servido pelos seus colegas e na única vez que conseguiu fugir à defesa francesa, rematou ao poste de Mandanda. Ao intervalo apenas Lucho tinha assustado Julio César e o árbitro já tinha perdoado 2 penaltis ao Marselha, por derrube de Taiwo a Ramires e por uma mão do mesmo jogador nigeriano.
Na 2ª parte, com o Marselha em vantagem na eliminatória, o Benfica teria que fazer mais e assim foi. Inspirados pelas subidas constantes de Maxi e Coentrão, o Benfica impunha o seu jogo no Velódrome, mas faltava o “killer instinct” de outros jogos. Contra a corrente do jogo, o Marselha marcaria o 1-0, numa jogada onde a defesa encarnada ficou a ver jogar. Mérito para Brandão e Niang. O golo francês poderia ter deitado tudo a perder, no entanto, os jogadores do Benfica não foram abaixo psicologicamente e passados 5 minutos, Maxi Pereira, bastante longe da baliza rematou, com a bola a desviar da defensiva francesa e a entrar junto ao poste.
O Benfica podia ter resolvido logo a seguir, no entanto, tanto Di Maria, como Cardozo, falharam o golo quando seguiam frente a Mandanda.
Aos 90 minutos, Aimar bate um livre para a área, a bola é desviada para Kardec por um defensor francês e o brasileiro, de pé direito, rematou colocado. O Benfica vingava-se do golo de Ben Arfa na Luz, também aos 90 minutos.
Vitória justa, da equipa que mais quis vencer no Velódrome. Mesmo com uma arbitragem adversa, os comandados de Jorge Jesus nunca desistiram de lutar, vulgarizando um forte Marselha.
Destaques:
Maxi Pereira – Marcou 2 golos na eliminatória e foi inexcedível no apoio ao ataque. Ganhou vários pontapés de canto e marcou o golo de permitiu o Benfica sonhar.
Fábio Coentrão – Tal como Maxi, o lateral adaptado ajudou bastante o ataque, principalmente na 2ª parte.
Di Maria – Mais uma vez bastante desequilibrador. O argentino esteve em excelente nível, falhando apenas no capítulo da finalização.
Cardozo e Saviola – Não jogaram mal, deram bastante luta, mas talvez tenham sido os elementos mais desinspirados do Benfica. Cardozo teve azar no remate ao poste, mas falhou um golo isolado na 2ª parte.
David Luiz e Luisão – Estiveram mais uma vez insuperáveis na marcação a Niang, falhando apenas no lance do golo.
Mbia – O central camaronês esteve outra vez em bom nível, ganhando muitos lances a Cardozo.
Niang – Esteve pouco em jogo durante os 90 minutos, no entanto, quando foi chamado a intervir, disse presente e marcou o único golo do Marselha.
Alan Kardec – Foi o herói improvável no Velódrome! Fez o papel de Vata, um autêntico desconhecido para os franceses, e deu o golo da passagem do Benfica aos Quartos-de-Final da Liga Europa.
Benfica – Excelente jogo da equipa, mais uma vez a mostrar a força do colectivo, misturado com os fogachos individuais de Di Maria. O meio campo esteve muito bem, com Javi Garcia, Ramires e Carlos Martins em destaque na recuperação de bolas e na construção das jogadas ofensivas.
Marselha – Não sei se foi por culpa do Benfica ou por demérito francês, mas a verdade é que o Marselha da 2ª parte mostrou muitas fraquezas, em especial no seu meio campo, que tinha sido o destaque no Estádio da Luz.


