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| Imagem: Daily Mail |
Argentina 0-0 (2-4 nas g.p.) Chile
O Chile sagrou-se bicampeão da Copa América ao derrotar a Argentina nas grandes penalidades. Final pouco espectacular, uma espécie de repetição de 2015, com o nulo a perdurar até ao fim, só com uma clara oportunidade de golo (Higuaín perdoou pelo 3.º ano consecutivo) e com Bravo (fez uma das defesas no Ano) e Romero a dizerem presente nas semi-oportunidades, mas que premeia a maior vontade dos chilenos perante o medo de Tata Martino que cedo tirou unidades ao ataque. E um torneio centenário que reforça a força do conjunto de Pizzi (que tem a ambição de vencer o Mundial) mas essencialmente aumenta o pesadelo da Albiceleste, que continua o jejum nesta competição que dura desde 1993, e de Messi, que perdeu a 4.ª final pela sua selecção (3 da Copa e uma no Mundial) e ainda por cima falhou nas grandes penalidades e logo numa fase em que podia colocar a sua equipa em vantagem.
Chile – Faltam palavras para descrever esta geração. A La Roja nunca tinha ganho nada no futebol e agora vence em 2 anos consecutivos. O que não é obra do acaso, já que o trabalho de Bielsa, Sampaoli e agora Pizzi tem sido coerente, montando uma estrutura sólida e com uma ideia clara. Hoje, como em outras tantos jogos, a pressão e trabalho do meio-campo foram incríveis, faltando algo mais de criatividade para criar mais perigo na frente, mas no final as grandes penalidades voltaram a sorrir à La Roja. Individualmente, Bravo fica para sempre ligado a este triunfo, com uma enorme defesa a cabeceamento de Aguero perto dos 120’ e parando o penalti de Biglia, ao passo que no meio-campo Aranguiz esteve muito bem a fechar espaços e na pressão, tal como Vidal, que foi um autêntico monstro.
Argentina – A “maldição” prossegue. O futebol argentino continua sem o título que falta desde 1993 e esta geração perde a 3.ª final em 3 anos, o que é já um marco significativo (e psicologicamente vê-se claramente que este registo já pesa na cabeça dos jogadores). Veremos como este grupo se irá reerguer para o que aí vem (continuação da qualificação para o mundial). O conjunto de Martino ficou aquém do esperado hoje, não conseguindo contrariar a pressão chilena e sempre muito dependente de acções individuais, mas ainda assim dispôs das melhores oportunidades para vencer. Individualmente, Messi tentou imenso remar contra a maré, com imensas acções individuais, mas sempre muito cercado e desacompanhado, acabando por ficar ligado ao desfecho do jogo com um castigo máximo falhado, ao passo que Higuaín, uma vez mais, falhou numa final pela Argentina (teve todo o tempo do mundo perante Bravo e atirou fora) e começa já a engrossar a sua lista de erros em momentos cruciais. Di María jogou claramente inferiorizado fisicamente ao passo que Biglia até começou bem mas depois acumulou muitas perdas e imprecisões com bola., falhando também o penalti. Finalmente, Mascherano fez um jogo enorme, quer como médio quer como central, aparecendo em todo o lado.


