Portugal 2-0 Argentina (Gonçalo Paciência 66′ e Pité 84′)
Quanto à partida, Portugal entrou bem, com Bruno Fernandes a ver um golo ser-lhe anulado por fora-de-jogo logo aos 3’ (a sua posição é bastante duvidosa). Na resposta, José Luis Gomez rematou à malha lateral de Bruno Varela. Aos 18’, a formação de Rui Jorge podia ter aberto o marcador, mas Bruno Fernandes, isolado por Agra, não conseguiu enganar Rulli (pouco depois foi Paciência a rematar de pé esquerdo, já dentro da área, mas por cima). A partir daqui, o domínio foi argentino, com diversas oportunidades de golo, 1.º com Gomez (sempre muito perigoso) a tabelar com Calleri e a ganhar a linha final, conseguindo servir Correa que viu Ié negar-lhe o golo, e depois com Cuesta, na sequência de um canto da direita, a ganhar nas alturas e a cabecear muito perto do poste esquerdo de Bruno Varela, sendo que logo na sequência Gomez voltou a estar muito perto do golo. No entanto, o descanso acabou por chegar com um nulo no marcador. Logo no arranque do 2.º tempo, Calleri aproveita um contra-ataque para se isolar e, perante Bruno Varela, pica a bola mas o esférico bate na barra. Até que aos 66’ Portugal chegou mesmo ao golo: incursão de Bruno Fernandes pela esquerda, com o jogador da Udinese a servir Gonçalo Paciência à entrada da área, com este a receber e rematar de pé esquerdo para o fundo da baliza de Rulli. Instantes depois, a equipa lusa ficou muito perto do 2.º, mas Bruno Fernandes permitiu a defesa de Rulli (também Agra, isolado, não conseguiu bater o guardião da Real Sociedad). A Argentina aumentou depois o ritmo em busca do empate, mas foi mesmo Portugal a chegar ao 2.º: Pité recebe a bola ainda muito longe da área, descaído para a direita, e dispara forte, com Rulli a dar um “frango” monumental. Até final, Portugal esteve perto do 3.º (Bruno Fernandes voltou a não conseguir superar Rulli) e Simeone também esteve quase a reduzir (Ilori cortou em cima da linha), mas a vitória foi mesmo portuguesa e por 2-0.
Portugal – Excelente exibição da equipa portuguesa, que consegue uma vitória frente a uma das candidatas ao ouro, abrindo excelentes perspectivas para passar o grupo no 1.º lugar. Apesar de ser a 1.ª vez que esta equipa jogou junta “a sério”, os comandados de Rui Jorge mostraram um bom funcionamento colectivo, dominando a partida durante a maior parte do tempo, só passando por um período de maior aperto no final da 1.ª parte. Individualmente, Bruno Varela deu uma boa resposta sempre que foi chamado a intervir, ao passo que na defesa os laterais Fernando Fonseca e Ricardo Esgaio (sobretudo este) estiveram algo permeáveis a defender, ao contrário dos centrais, com Ié a destacar-se pela contundência e velocidade na abordagem aos lances. No meio-campo, Tomás Podstawski foi o pêndulo do costume (sempre bem colocado), ao passo que Sérgio Oliveira fez uma bela exibição, sempre com critério com bola e até levando a equipa para a frente (André Martins, por seu lado, alternou entre o apagado e o pouco influente, ao passo que Bruno Fernandes emprestou a sua técnica à equipa mas pecou na finalização, não conseguindo superar Rulli). Na frente, Agra fartou-se de batalhar e de se dar ao jogo e Gonçalo Paciência, que com o seu poder físico foi muito importante para segurar a bola, marcou o golo que “abriu a lata”. Do banco entrou muito bem Pité, que na estreia absoluta nas selecções nacionais fez o golo que carimbou uma excelente vitória de Portugal.
Argentina – Esperava-se mais. A qualidade individual na frente de ataque é muita, o que facilita a criação de oportunidades de golo sem um colectivo forte, mas a verdade é que frente a uma equipa organizada e de qualidade, como Portugal, são precisos outros argumentos, nomeadamente uma circulação com mais qualidade e mais agressiva. Individualmente, Rulli fez várias defesas de nível mas “borrou a pintura” no lance do 2.º golo, sendo que o grande destaque da formação sul-americana foi mesmo Gomez, que sobretudo na 1.ª parte se fartou de desequilibrar. Na frente, as “estrelas” Correa e Calleri poderiam ter marcado (a barra e Ié não ajudaram), mas ainda assim pede-se mais continuidade no jogo, sobretudo ao criativo do Atlético de Madrid.

