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Reviravolta do Man City em Madrid; Equipa de Guardiola ofereceu um golo mas fez valer a sua superioridade (mais remates e oportunidades); Entrada de Sterling foi decisiva; Kevin de Bruyne também fez a diferença; Sergio Ramos viu vermelho nos minutos finais

Grande resultado para os Citizens, que vencem pela 1.ª vez na sua história o Real e levam de Madrid uma vantagem (e dois golos fora) que pode ser importante. O conjunto de Guardiola criou mais oportunidades, teve mais remates e mais bola, mas curiosamente só fez a diferença no marcador no último quarto de hora. A entrada de Sterling foi decisiva para dar outra velocidade e contundência ao ataque (Bernardo passou ao lado do jogo), sendo que coincidiu com a fixação de Gabriel Jesus no corredor central e consequente reviravolta no resultado. Apesar de duas soberanas ocasiões desperdiçadas, o brasileiro fez a cabeça em água à defensiva merengue e ainda tirou Sérgio Ramos da 2.ª mão. Por outro lado, Kevin de Bruyne fez mais uma exibição de mão cheia, assinalada com um golo e uma assistência, ao passo que Rodri e Otamendi ficam ligados ao golo sofrido. Quanto ao Real, Zidane prescindiu de Kroos e foi-se dando bem com uma equipa apostada em aproveitar o erro do adversário, mas os 15 minutos finais foram de débacle e obrigam o Real a procurar a remontada em Manchester. Nota para Isco, que, a espaços, espalhou o seu perfume e para Vinícius, que assistiu e conseguiu criar alguns desequilíbrios. Já Carvajal deu sequência à época fraca que vem rubricando.

Real Madrid 1-2 Man City (Isco 60′; Gabriel 78′, Kevin de Bruyne 83′ g.p.)

Na 1.ª mão dos oitavos-de-final da Champions, o Manchester City foi a Madrid vencer por 2-1. Num jogo recheado de incidências, foram os Citizens a ameaçar primeiro o golo, mas Courtois travou as intenções de Gabriel Jesus. Do outro lado foi Ederson a negar o golo a Benzema, após um belo cruzamento de F. Mendy, acabando Vinícius por não conseguir finalizar na recarga. No 2.º tempo os Citizens voltaram a entrar melhor, mas Courtois foi impedindo o golo até que, num erro entre Rodri e Otamendi na saída de bola, Vinícius aproveitou e assistiu Isco para o 1-0. O Real procurou o 2.º e quase o conseguiu, por intermédio de Sérgio Ramos. Contudo, a grande resposta do City estava guardada para o quarto de hora final. Guardiola lançou Sterling, mas foi da cartola de De Bruyne que saiu o empate, numa assistência perfeita para Gabriel Jesus, que minutos depois desperdiçou o 2.º a passe de Mahrez. Não marcou o brasileiro, marcou Kevin de Bruyne, que fez o 1-2 num pénalti, após Sterling ser derrubado por Carvajal. Até final, Sterling ainda desperdiçou o 3.º dos Citizens, enquanto F. Mendy não conseguiu o empate no último lance do jogo.

XI Real Madrid: Courtois; Carvajal, Ramos, Varane, F. Mendy; Casemiro, Valverde, Modrić; Vinicius Jr, Isco, Benzema.
XI Man City: Ederson; Walker, Otamendi, Laporte, B. Mendy; Rodrigo, De Bruyne, Gundogan; Mahrez, Bernardo, Gabriel Jesus.

50 Comentários

  • Joao X
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 9:56 pm

    Soberbo de Bryune, não me canso de dizer isto. Impressionante.
    Nota para o golo de Jesus, onde não existe falta e por isso bem validado. Fosse por cá…

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:41 pm

      Vem-me sempre à cabeça o golo anulado ao Slimani contra o Nacional neste tipo de lances.

    • Mexicano
      Posted Fevereiro 26, 2020 at 11:13 pm

      Não há falta? O empurrão do Gabriel impede claramente o Ramos de chegar à bola.

      Aliás, até acho que estou num universo alternativo onde acho que, hoje, o Ramos teve a infelicidade do seu lado. Tanto o golo como a expulsão são lanches muito dúbios. E digo mais, se marca falta por aquilo para expulsar o Ramos, então o lance do golo deveria ser falta também. Houve falta de coerência, a meu ver.

      Burro foi o Gabriel que preferiu mergulhar para expulsar o Ramos com 5 minutos a faltar no jogo em vez de fazer o 3-1 fora que acabava a eliminatória.

      • Pactum Santorum
        Posted Fevereiro 26, 2020 at 11:23 pm

        Discordo completamente, é muito melhor não ter o campeão das expulsões em campo, no jogo da 2ª mão, e em casa. Ramos manipula tudo em campo.

        • Mexicano
          Posted Fevereiro 27, 2020 at 9:55 am

          Como é que não é melhor ir jogar a casa com uma vantagem de 2 golos (3 golos fora!!) do que não ir jogar o Ramos, quando o Real tem outros centrais de grande valia?

          Se alguém desse a escolher ao City entre uma vantagem de dois golos (3 golos fora) ou uma vantagem de um golo (2 golos fora) e jogar o Sérgio Ramos, qual é que achas que eles escolhiam?

          Não só isso como acho que não existe falta. Há mão no ombro e o Jesus cai como se tivesse levado no joelho com um pé de cabra de um mafioso por causa de uma dívida de jogo. Arriscar mergulhar ou marcar um golo, foi uma decisão ridícula e de certeza que o Guardiola concorda.

          • Pactum Santorum
            Posted Fevereiro 27, 2020 at 11:19 am

            Duvido muito que o Guardiola concorde. Tem-se assistido a reviravoltas na 2a mão com 3 e 4 golos de vantagem, pelo que é muito melhor fazer com jogadores influentes fiquem fora do jogo decisivo.

      • Oldasity
        Posted Fevereiro 27, 2020 at 8:37 am

        Dizer que um jogador é burro quando saca aquele vermelho e que não vai permitir o SR jogar na 2ª mão é ridículo.

        E não vejo empurrão nenhum. Ele encosta as mãos sim, mas não vejo empurrão nem vejo caso para falta.

        • Mexicano
          Posted Fevereiro 27, 2020 at 9:52 am

          Não percebo a necessidade de manipular o que eu disse.

          Claramente disse que era muito melhor o City ir jogar em casa com uma vitória 3-1 do que o Real ir sem o Sérgio Ramos. E dizer o contrário é de uma ilusão tremenda. O Real tem outros centrais de grande valia.

          Há claramente um empurrão. Tanto há que o golo foi ao VAR. Mas também não espero imparcialidade de um adepto ferrenho do Barcelona..

          • Oldasity
            Posted Fevereiro 27, 2020 at 10:04 am

            Por acaso se há coisa que sou é imparcial.

            O Jesus saca o vermelho não apenas por um puxão, pareceu-me levar um pequeno toque na perna e acabou por ficar desequilibrado (até posso estar errado). Claro que o 3-1 era sempre melhor, mas não acho que o Jesus tenha estado mal. Foi puxado e ou tocado, desequilibrou-se e caiu.

            Há mais pessoas a dizerem o mesmo nos comentários acima. Que Jesus mete as mãos no Sérgio Ramos? Certo. Mas ele empurra o espanhol? Não me parece. Não me parece ser suficiente para ser considerado uma falta, mas se fosse marcada a falta eu aceitava porque lá está, o brasileiro realmente põe as mãos no Sérgio Ramos.

            E só para que conste, é-me indiferente quem passa esta eliminatória. Eu gosto mais do futebol do City, mas nem estava a puxar pelos ingleses e até dei o favoritismo ao Real Madrid.

          • Berardo
            Posted Fevereiro 27, 2020 at 12:49 pm

            O lance da expulsão percebo que tenha várias interpretações, agora o lance do golo de Jesus?!? Se aquilo é falta mais vale acabarem já com o futebol, porque o jogo iria estar parado de 10 em 10 segundos se aquele tipo de toques (aquilo é um encosto de mãos apenas) fossem assinalados.
            É tão surreal dizer-se que aquilo é um empurrão, que basta ires rever o golo e ver que se o Ramos tivesse mesmo sido empurrado, jamais cairia para trás como aconteceu.
            Ele estava ligeiramente mal posicionado e como estava a recuar e o cruzamento é bem puxado, não conseguiu ter a impulsão necessária para chegar à bola. O encosto das mãos do Gabriel têm zero influência neste golo, aliás a arbitragem deste jogo é de um limpeza como há muito não via num jogo de futebol.

  • Mike
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 9:59 pm

    Acho que o Guardiola desenhou a estratégia para o jogo a pensar como ia atacar e não como ia defender. Digo isto porque o surgimento de De Bruyne e Bernardo numa primeira linha não teve especial impacto em termos de condicionamento da construção do Real Madrid ou seja, se aquele condicionamento tivesse sido feito por dois avançados (Jesus e Aguero) o efeito teria sido similar.

    O grande propósito desta novidade foi mesmo criar problemas nos momentos ofensivos em que a bola entrava em zonas de criação. Bernardo e De Bruyne surgiam baixos para receber e depois lançar bolas no espaço para Gabriel Jesus e Mahrez. Ou seja, Guardiola queria explorar os espaços existentes nas costas da defesa merengue.

    Isto resultou em algumas ocasiões porque o posicionamento de De Bruyne e Bernardo demorou a ser entendido pelo Real Madrid – tanto os centrais como Casemiro não sabiam bem quem deviam marcar.

    MVP: De Bruyne – pela sua influência na reviravolta (golo e assistência) mas a sua exibição (em termos globais) nem me encheu as medidas hoje. Por exemplo, fiquei muito mais agradado pela performance do Vinicius Junior que foi o elemento mais agitador do Real tendo também contribuido defensivamente para conter as investidas do Kyle Walker e do Mahrez. A partir do momento em que saiu, os merengues nunca mais criaram perigo e até parece que Kyle Walker soltou-se mais.

    Momento do Jogo: Substituição do Bernardo pelo Sterling regressando assim a um figurino mais habitual – a partir deste momento o City passou a criar muito mais problemas ao Real que também quebrou muito fisicamente (a pressão alta exercida na primeira parte pagou-se cara).

  • DNowitzki
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:01 pm

    10 minutos de total anarquia e descontrole do Real.

  • Rev7
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:02 pm

    Foi um belo jogo de futebol! Muita qualidade no tratamento da bola, nunca se sabia bem o que iria acontecer.

  • Af2711
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:03 pm

    A partir do 1-0 pensei que o Real teria aquela estrelinha das três Champions seguidas. O City começou a tremer, errando saídas de bola que não vinha errando e permitindo o Real avançando no terreno.

    MVP se chama Kevin De Bruyne. Se o City ganhou hoje, deve-se a ele.
    O que se fartou de jogar, atuação digna de uma nota 10. Sempre assertivo nos contra-ataques, passes fantásticos abrindo a defesa do Real, movimentação constante tanto pelo meio quanto pelos flancos e acha um espaço que só ele viu no 1-1. Fabuloso jogo do belga.
    Gabriel Jesus também fez provavelmente o jogo de sua carreira até o momento, pela importância desta partida. Foi importantíssimo no capítulo defensivo, fechando o corredor esquerdo de defesa junto de Mendy (demasiado trapalhão), tendo maturidade e fazendo grandes movimentações. Massacrou Sergio Ramos e Varane na segunda parte. Hoje sim ele teve uma atuação digna de um verdadeiro 9. Justificou totalmente a titularidade e tem evoluído largamente.

    No Real, só valeu por Courtois que foi importante com 3-4 defesas importantes, e em alguns momentos Vinicius tentou agitar mas algo hesitante nas tomadas de decisão.
    Só não entendi o que Zidane pretendia colocando Bale depois do 1-0. Animicamente zero, desmotivado, quase um corpo estranho no relvado.

  • Pulga
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:10 pm

    Jogo horrivel.

    O Guardiola está com umas inconsistências táticas fora do normal, os principios do Espanhol estão lá todas mas à algo que não flui.

    Jogar com o Mendy e Sterling a Zinhchenkos e Silvas é sair daquilo que o diferenciava, é priveligear o fisico à inteligência, é priveligiar o mais fácil.

    Aquele 4.4.2 em org. def. também é atroz, dá a sensação que não lhe apetecia treinar esse momento e optou pelo mais facil de assimilar, à Fernando Santos.

    Quanto ao Real, é a miséria que sempre foi com Zidane. Têm momentos em que entram 4 bolas em 3 oportunidades e ainda arbitragens muito favoráveis. Hoje não aconteceu e perderam com naturalidade.

    • Dca
      Posted Fevereiro 27, 2020 at 12:03 pm

      Guardiola colocou o Gabriel Jesus a proteger o Carvajal e o 4-4-2 é talvez das melhores táticas a nível de organização defensiva, não deixa um AV sozinho a pressionar os DC’s e condiciona bastante a linha defensiva adversária. Não se expôs tanto como em outros anos e fê-lo bem porque quando se expunha, merecia sempre passar (Bayern vs Atlético e City vs Tottenham são o expoente disso) mas os erros defensivos custavam sempre caro.
      Sobre o físico, é o futebol atual, ou o clube tem uma filosofia (Ajax e Barcelona) ou então é difícil.

  • Mitroglou
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:15 pm

    Jogo muito entretido. De Bruyne é muito underrated, que craque.
    P.S. Quem é o comentador que
    estava a comentar com o Alexandre Afonso que disse “vai entrar o Fernando ex F.C Porto ” quando entrou o Fernandinho ?

  • dabide23
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:17 pm

    Ouvir os “comentadores” da Eleven Sport a referirem-se a Real Madrid e Manchester City como “2 gigantes do Futebol a nível Global” devia dar direito a subscrição gratuita durante 3 anos…

    Na ânsia de estarem sempre a debitar teorias dizem tanta porcaria e tanto lixo!

    Enfim…

    • Kafka
      Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:25 pm

      E o Real e o City não são 2 gigantes queres ver?

      Como é evidente os comentadores estavam e bem a referir-se ao presente e não a toda a história do futebol e como tal no presente o City é um dos gigantes do futebol Mundial…quanto ao Real dispensa qualquer tipo de argumentação

      • dabide23
        Posted Fevereiro 26, 2020 at 11:15 pm

        Mesmo no presente falta algo ao Manchester City que, na minha opinião, é vital para se ser Gigante… Mística, algo que o City (ainda) não tem!

        Portanto, para mim, na minha opinião, o City está longe de ser um Gigante…

        Aliás, outro sinal disso é gozo em Inglaterra com o número de espectadores dos jogo de CL em casa, quando os adeptos nem enchem o Estádio!

    • Diogo Moura
      Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:40 pm

      E não são? Actualmente há um conjunto de equipas que estão a milhas das restantes – plantel, treinadores, naming, etc. – o Real e o Barça são cabeças de cartaz, Bayern, Juve e Liverpool, e mais recentemente City, PSG e Chelsea (o Chelsea coloquei pela quantidade de títulos obtidos na última década, LC, LE, BPL, etc.)
      Portanto, sim, actualmente o Real e o City são dois gigantes do futebol.

      • dabide23
        Posted Fevereiro 26, 2020 at 11:16 pm

        Digo-te o mesmo que disse ao Kafka… Para mim, um Gigante tem que ter Mística!

        City, PSG e Chelsea não a têm, na minha opinião!

        • Diogo Moura
          Posted Fevereiro 27, 2020 at 11:19 am

          Então por essa ordem de ideias tens só existem 5 equipas, Real, Barça, Bayern, Liverpool e Juve.
          Ou também se considera o Milan, o Arsenal e o Man Utd?

          • Primo do Mendes
            Posted Fevereiro 27, 2020 at 1:21 pm

            Nos últimos 2 anos já vi 3 jogos no estádio do Chelsea e posso dizer que é um clube sem qualquer mistica, os adeptos são pura e simplesmente amorfos. É um clube unicamente para turista ver..

            • Joga_Bonito
              Posted Fevereiro 27, 2020 at 6:07 pm

              Independentemente de o Chelsea não ser um clube que especialmente aprecie, a questão é que os estádios ingleses estão cheios sim…mas de turistas e de jet-set. O problema não é pois o Chelsea.
              O futebol está a ser tornado um produto para celebridades e turistas e com os seus adeptos postos fora dos estádios, quer pelos preços, quer pelas regras da treta do futebol “moderno”, onde há gente que se queixa se alguém se levantar para…cantar pela equipa.
              Há muito deslumbramento a avaliar a PL que tem vários problemas, mas olha-se para os estádios e vê-se muita gente, mas não são adeptos ou então são como os turistas do Red Pass, como na Luz, gente que vai para um jogo e passa o tempo todo no tablet, sem olhar para o jogo, a tirar selfies e a assobiar os jogadores.E só se manifestam indignados quando alguém quer cantar.
              Acho que é um fenómeno social complexo, o futebol tornou-se um pouco como o ténis, um desporto que apesar de espectacular e de grande beleza, atrai, por razões ainda por explicar, um “público” que parece só ir para lá para as selfies e para aparecer nas revistas sociais.
              Isso tem que ver com novas gerações mas também com os erros que se fizeram no futebol actual. Tudo bem que se queira combater a violência, mas uma coisa é varrer delinquentes do futebol, outra é querer fazer do futebol algo tipo o teatro ou ópera.
              Matou-se a mística com a obsessão pela segurança, aliada à fama do futebol, que atraiu pessoas ao futebol pelas razões erradas.

  • salo
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:23 pm

    A eliminatória ainda está em aberto. Real costuma fazer bons resultados fora de portas. Diferente do Barça, que nos últimos dez jogos fora de casa nos jogos a eliminar apena ganhou dois, tendo perdido seis e empatado dois, com um saldo negativo de golos (18-4).

  • Flavio Trindade
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:23 pm

    Ao contrário de ontem fui vendo ambos os jogos com particular interesse neste Real vs City.

    Isto porque, perder 90m a ver a Juventus de Sarri a jogar, é um exercício de paciência e a mesma foi-se toda ontem no Napoli vs Barça.

    O jogo valeu a pena por tudo.

    3 equipas de enorme qualidade em campo.

    O City viu-se privado de Laporte bem cedo e nessa altura temi que fosse o suficiente para o Real aproveitar.

    Vinicius e Isco foram verdadeiros quebra-cabeças para a defesa do City, principalmente o brasileiro que se fartou de partir Kyle Walker.

    Do lado inglês, De Bruyne qual Thanos, parecia estalar tudo à sua volta quando pegava na bola, mas a velocidade de raciocínio e de execução do belga nem sempre era acompanhada pelo resto da equipa.

    O futebol era de ataque, parada e resposta, muita intensidade de parte a parte, oportunidades de golo, grandes defesas quer de Ederson quer de Courtois.

    O Real acaba por marcar na sua melhor fase, num lance em que a pressão alta do Real na saída de bola do City deu frutos (não foi caso virgem), grande passe de Vinicius para o golo de Isco.

    O Real cresceu, o Bernabeu também e os blancos dominavam essa fase do encontro de cadeirinha.

    Até que do banco duas substituições alteram o jogo.

    Zidane mata o jogo ofensivo do Real tirando o melhor, Vinicius, pelo golfista mais bem pago do mundo, mas Guardiola acerta na mouche, tirando um desinspirado Bernardo para pôr o agitador Sterling.

    Na fase de maior conforto do Real, De Bruyne encontra Gabriel Jesus na área, num lance que Sérgio Ramos aborda mal e estava feito o 1-1.

    Depois, os últimos 10minutos do City são demolidores.

    Marcou mais um de penalty e podia ter marcado mais.
    10minutos, em que Sterling sacou um penalty e uma expulsão e por consequência uma grande vitória para o City.

    Em jogos com equipas destas é precoce afirmar que está resolvido, mas o City dá um passo gigante quer para a qualificação quer para eliminar um dos favoritos à vitória.

    Uma palavra para o árbitro.
    Quando os árbitros são bons, o VAR é só um acessório.

    Daniele Orsato deu um clinic de arbitragem para quem quis ver, e não precisou de VAR para em pleno Bernabeu marcar um penalty (claro) e expulsar o capitão da equipa da casa.

    Entretanto em Lyon, e apesar de mais uma vez a Juventus ter feito menos que zero e de ter merecido perder, um árbitro espanhol Gil Manzano (outro hipervalorado árbitro espanhol como Mateu Lahoz) não assinalou dois penalties claros a favor da Juventus, mesmo com VAR…

    Outra nota:
    Quem não conhecia Bruno Guimarães e só o viu hoje, já deve ter percebido que o Benfica preferiu o jogador errado…

    • Rodrigo Ferreira
      Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:40 pm

      Uma grande arbitragem, de facto, e o melhor de tudo é que parece que foi com toda a facilidade do mundo.

    • Dca
      Posted Fevereiro 27, 2020 at 12:06 pm

      A arbitragem foi fantástica. A forma como ele no primeiro golo do City diz ao Ramos “nem vale a pena vires reclamar para aqui, esquece” e o espanhol baixa a bola e nem la vai, fantástico. Em Portugal eram os 22 jogadores à volta do árbitro e um descontrolo.

  • Alvaromoreira
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:31 pm

    Belo jogo do City. Muito mal o real, em casa tinham obrigação de fazer bem mais. Ainda assim penso que isto não está fechado.
    Se o Liverpool passar o atlético acho que esta Champions irá ter pouca história

  • Rodrigo Ferreira
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:32 pm

    Antes de mais, jogo tremendo no Bernabéu. Rico em termos tácticos, na estratégia de ambos os treinadores, na emoção e na imprevisibilidade. Liga dos Campeões é isto no fundo. Nada está decidido.
    Em 2.º lugar, Kevin de Bruyne é hoje em dia o 2.º melhor jogador do mundo. A forma como leva este City para outro patamar com a sua visão, técnica e qualidade em todos os momentos do jogo é brutal. Hoje fez mais uma grande exibição e que bem lhe fica a braçadeira de capitão.
    Em 3.º lugar, City cometeu um erro grave ao não adquirir um central nas duas últimas janelas de mercado. Laporte continua azarado, Stones não é fiável fisicamente e o que resta não dá garantias no eixo. Se a recaída do francês for grave pode colocar em causa a época europeia dos Citizens. Os 70M de Rodri, que tarda em me convencer (não vejo que fizesse falta, pelo menos já esta época e se olharmos para o rendimento que tem tido) teriam sido melhor aplicados num central.
    Em 4.º lugar, um dia irei perceber como B. Mendy chegou a uma equipa treinada por Guardiola.

    Feitas as notas iniciais, vamos ao jogo. É um grande triunfo do City, sendo que, com outra estaleca no elenco, os Citizens até podiam ter saído do Bernabéu com outro resultado. A ideia de puxar Gabriel para a esquerda foi bem pensada por Guardiola (sem Sterling e Sané, o brasileiro é o único com velocidade e potência para explorar as debilidades de Carvajal), mas acaba por ter menos impacto quando o corredor central fica entregue a ninguém. Bernardo é um jogador com um bom pé esquerdo, mas não é um avançado e não tem o impacto dos elementos que referi. É um jogador overrated na minha opinião. Bom suplente numa equipa que quer ganhar a Champions, assim como Mahrez. Aos poucos, Pep foi puxando Bernardo para a esquerda e Gabriel para o meio, mas só com Sterling no relvado é que essa tendência se confirmou em pleno. E que resultado deu. É pena o Gabriel falhar tantos golos, mas é brutal o impacto que tem nas suas acções. Fez miséria, marcou e arrancou uma expulsão a Ramos. Também Sterling teve impacto (e até podia ter marcado também), mas a verdadeira estrela deste conjunto é KdB como já referiu. É muito por ele que passa o actual City e acho que nunca isso se notou tanto como agora. Incrível o rendimento que teve durante todo o jogo.

    Do outro lado, Zidane procurou levar o encontro para a busca do erro alheio, apostando num miolo pressionante e em Vinícius para aproveitar eventuais transições. O City ainda não errou atrás na 1.ª parte, mas quando deu mais espaço ao portador da bola (F. Mendy) surgiu uma oportunidade. No 2.º erro, Zidane voltou a esperar o erro e ele surgiu. Com a qualidade dos jogadores do Real o aproveitamento é quase certo e Isco não perdoou. Contudo, do outro lado havia um Kevin de Bruyne que quer carregar este City para outro patamar. O Real nunca conseguiu lidar com o belga e pagou isso caro. Nada está decidido como referi, mas os Merengues passaram de uma situação de “quase 2-0” para perderem 1-2 e agora terão de dar uma resposta de campeão em Manchester.

  • Vegeta
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 10:51 pm

    O que joga De Bruyne é simplesmente soberbo, de longe o melhor medio do mundo, faz tudo bem, super completo e com imensa classe, neste momento, para mim, tirando Messi, é o jogador que me dá mais gosto ver jogar.

    Guardiola porque que só hoje é que o De Bruyne marcou pênaltis?
    Isto prova que até os melhores são teimosos.
    Com tantas dificuldades este ano na marcação dos pênaltis, já devia ter sido o mágico belga a assumir.

    Mais uma grande exibição do primeiro/segundo melhor central do mundo

    Com um árbitro isento e contra o Guardiola é mais difícil Real Madrid, é lidar!

  • RLuz
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 11:03 pm

    As substituições revelaram se decisivas para o desfecho deste encontro.

    Do lado do Real, Zidane optou por tirar Vinicius que juntamente com Isco estavam a ser os elementos “mais” no ataque merengue, para meter Bale que não se percebe o que por lá anda a fazer(foi para dentro de campo fazer “bola”)
    Do outro lado a saída de Bernardo(desaparecido em combate neste jogo) para a entrada de Sterling foi mesmo o que necessitavam( o City passou a ser ainda mais agressivo na frente, inclusivamente “arrancando” o penalti).

    A dupla Rodri/Otamendi ofereceu o golo a Vinicius e Isco enquanto Carvalhal cometeu um penalti de todo o tamanho sobre Sterling, mas a “cereja no topo do bolo” foi o mau passe de Casemiro ter originado a expulsão do Ramos(a sua falta na 2 mão de certo que será sentida)!

    Nada está perdido, mas vai ser complicado para o Real sair “vivo” do Etihad!

  • Knox_oTal
    Posted Fevereiro 26, 2020 at 11:09 pm

    Primeiro que tudo: bom jogo de futebol!!! Muitos craques em campo, futebol de ataque, dois senhores do futebol nos bancos (embora ainda tenha algumas dúvidas quanto à real valia de Zidane no plano táctico e de estratégia, já na liderança é top quanto a mim) e um excelente árbitro! O pior foi mesmo o público madridista, que adeptos voláteis e de caprichos (ridículo o literal abandono da sua equipa a 10 minutos do fim, precisamente quando mais precisavam do apoio dos adeptos)… bem pensado melhor, são o reflexo do clube que escolheram! eheheh

    Quando vi a disposição da equipa do City, pensei que seria uma invenção falhada de Guardiola (por vezes inventa demais, deixasse levar), mas a verdade é que a equipa conseguiu ser competitiva e teve no comando do jogo na maioria dos primeiros 60 minutos. A falta de uma referência declarada na área foi colmatada pela capacidade de KdB e Bernardo aparecerem entre-linhas e criarem, nomeadamente para as entradas em diagonal de Jesus e Mahrez. E este duplo motor criativo dos citizens teve no belga a sua maior fonte de inspiração, que esteve bem mais assertivo e exuberante que o português (ainda assim foi importante na gestão com critério da posse, enfim não sabe jogar mal este menino). Mesmo assim, criaram poucas oportunidades de golo, aliás o Real também não criou muitas e ambos os GR estiveram muito bem, o que me leva a crer que se Pep tem apostado de início no figurino habitual a equipa do City teria sido mais incisiva no último terço.

    O problema foi mesmo a lesão de Laporte, de longe o melhor defesa do City. A saída de bola ficou menos tranquila e a defesa menos compacta, até porque o francês é muito forte nas dobras. E de um erro a meias entre Rodri e Otamendi surgiu o golo de Isco, que galvanizou os merengues!

    Nesta fase, durante 15/20 minutos, o Real esteve claramente por cima e teve em Vinicius Jr e Fede Valverde (que senhor craque temos a crescer no Bernabéu) os seus elementos em maior evidência. O City andou aos papéis e com a defesa a tremer por todo o lado (sem uma dupla de centrais estável e rotinada o City nunca ganhará a Champions, e para mim essa dupla é Stones-Laporte no seu melhor).

    Mas Guardiola tinha uma última cartada no banco, de seu nome Sterling! Como já disse em cima, tinha entrado com o 4-3-3 habitual do City, mas também é verdade que esta estratégia de jogar sem referência na área possibilitou guardar Sterling para a 2ª parte. E que impacto ele teve! Com a equipa do Real empolgada mas a quebrar os índices físicos e de concentração, o inglês expôs as fragilidades merengues, com Jesus, já a 9, a ajudar no desgaste da defesa e a criatividade/qualidade superlativa de KdB a fazerem o resto. O jogador menos para mim dos citizens, pelo menos dos mais ofensivos, foi Mahrez. Tem um talento brutal e desconcertante, mas também pode ser desesperante o seu individualismo… exemplo disso foi uma transição já perto do fim em que os citizens tinham vantagem e com KdB aberto na direita, o argelino prefere fazer tudo sozinho e acaba a esbarrar contra um defesa. Espero que esta displicência não custe caro!

    Mais duas notas:
    1) Eu gosto imenso do Bale, sobretudo do jogador que já foi, mas de momento parece um veterano a quem se esqueceram de dizer que já se reformou!

    2) As situações de arbitragem mais polémicas foram quase todas bem decididas, no golo do empate Ramos tenta cavar uma falta quando se apercebe que vai falhar o corte (é verdade que o brasileiro põe as mãos nas costas, mas não empurra) e o penalti é evidente, no entanto no lance da expulsão do capitão madridista tenho muitas dúvidas. É verdade que Ramos meta a mão no ombro e que em corrida um ligeiro toque chega para desequilibrar, mas sinceramente a mim parece-me mais simulação que falta. Aceito o argumento que a imagem em câmara lenta a induzir em erro, mas não vejo movimento ostensivo nenhum em Ramos para causar a queda aparatosa de Gabriel Jesus. Mesmo assim, estaria a mentir se dissesse que fiquei muito chateado pelo Ramos eheheh What goes around, comes around…

    Saudações Desportivas

    • Gil Rodrigues
      Posted Fevereiro 27, 2020 at 7:39 am

      Ver o Real a perder e o Ramos expulso é musica para mim… melhor só se o barça também for derrotado… ;-)

  • Pedro Miguel S.M. Rodrigues
    Posted Fevereiro 27, 2020 at 12:01 am

    Belíssima estratégia táctica de Guardiola. Infelizmente só no final se fez justiça. KDB, autêntico maestro. Sterling desbloqueou no final, se bem que o penalty me pareceu um pouco forçado mas aceito. Quanto à expulsão de Ramos, bem, meteu-se a jeito.

    O Real nem arranhou na primeira parte e marcou na segunda depois de um meltdown defensivo do City. Tirando esse momento, e mais um susto ou outro, o City dominou por completo. Fernandinho a salvar com duas intervenções e o meio-campo a carburar.

    Vantagem preciosa. Não digo decisiva porque nunca se sabe. Este ano o City tem tiro fragilidades defensivas que o Real pode explorar. Ah e alguém viu Benzema…?

  • Litmanen
    Posted Fevereiro 27, 2020 at 12:45 am

    Entrada decisiva do Sterling. O Bernardo é bom jogador mas não mexe nestes jogos, é preciso irreverência e rapidez como o inglês trouxe. Grande jogo de futebol e ganhou a equipa que soube ler melhor os momentos do jogo. ´
    Erro grave de Rodri na perda de bola que origina o golo do Real.

  • Tiago Silva
    Posted Fevereiro 27, 2020 at 9:04 am

    Uma primeira parte a um ritmo muito baixo, uma troca de bola lenta por parte do City e o Real limitou-se a tentar anular o City, com a mesma estratégia que usou contra o Barcelona, com uma marcação a homem que não deixou os jogadores do City virarem-se de frente para o jogo e saírem com qualidade. O Real CO seguiu encostar o City dessa maneira na primeira parte, mas pouco conseguiu criar com bola. Na segunda a equipa de Guardiola conseguiu superiorizar-se, a entrada do Sterling abanou com a equipa e conseguiram dar a volta.

    Individualmente o destaque tem que ir para o De Bruyne que é um craque. O Bernardo passou completamente ao lado do jogo, e o Gabriel Jesus foi dos que mais agitou.

    Não diria que a eliminatória está resolvida, mas está bem encaminhada.

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