A crise que vai resultar desta pandemia é incalculável mas os direitos dos jogadores também têm de ser protegidos.
O Sion despediu nove jogadores com efeito imediato, por estes recusarem a proposta de emprego parcial imposta pelo clube helvético, face à pandemia de Covid-19. De acordo com a agência de notícias ATS, Pajtim Kasami, Alex Song, Ermir Lenjani, Xavier Kouassi, Mickaël Facchinetti, Christian Zock, Birama Ndoye, Johan Djourou e o ex-Sporting Seydou Doumbia são os futebolistas que não concordaram com medida do clube, treinado pelo português Ricardo Dionísio, enquanto o campeonato suíço está suspenso, tendo sido despedidos. A Suíça já registou 3994 casos de coronavírus.


7 Comentários
Gunnerz
Opa eu se o meu empregador me quiser reduzir o salário também não aceito. Mas tbm não sei que condições forem aqui dadas. Certo é que o sion perde aqui 9 activos e isso já é uma perda significativa.
Francisco Parrinha Guerreiro
Não sei se estas situações estão previstas na legislação laboral, seja em Portugal ou na Suiça, mas também não considero justo que uma empresa seja obrigada a pagar um salário completo aos trabalhadores durante um período em que é forçada a suspender a actividade. Como é que se pode pedir uma empresa que pague salários se está impedida de realizar facturação? A legislação tem que ser clara nesse aspecto e proteger tanto os trabalhadores como os empregadores.
Por isso mesmo eu digo que as pessoas, na sua generalidade, não estão a ser muito racionais com os pedidos de estados de emergências e quarentenas por períodos indeterminados. As vidas dos possíveis infectados com este vírus são valiosas e merecem ser salvas, mas as vidas de todos os outros, os afectados pelas consequências económicas e sociais, têm o mesmo valor e também não podem ser sacrificadas.
Gunnerz
É uma situação bastante complicada daí já se chamar ou comparar este vírus a uma guerra. Neste caso acredito que estes 20% não fazem assim tanta falta a 1 jogador como me faria a mim.
Joga_Bonito
Também concordo que uma quarentena indefinida é impossível de manter e estará a provocar muitas baixas no futuro. Quando os preços começarem a disparar nos bens essenciais e com o corte de salários, quantos irão morrer de fome com isto? Quantos idosos vão morrer porque têm receio de sair de casa e nem comerão direito?Se a comida começar a escassear e a fome ou a carência proliferaram, quantos morrerão de coisas relacionadas com isso? Quantas doenças se irão gerar pela carestia de comida, sobretudo em crianças, onde na fase de crescimento é crucial comer bem e em abundância?
Eu situo-me numa postura de equilíbrio nesta questão. Nem concordo com os que acham que isto não requer medidas fortes e até vão para a praia fazer figuras tristes, mas também não concordo com os que defendem quarentenas e estados de emergência indefinidos por conta de uma doença que não é um ébola nem a peste negra.
Nem no tempo da peste negra na época medieval existiu uma quarentena total e indefinida, as pessoas têm de viver. E muitas mortes nessa era não foram tanto da peste mas sim da fome que ela provocou, quando a peste ao ceifar muita gente na agricultura destruiu a capacidade de produção de comida, fazendo a fome disparar. Isto é algo a ter em conta para quem acha que se pode viver meses a fios enfiado em casa sem produzir nada, isso é impossível e um suicídio.
O ideal seria repensarmos certas medidas que fomos adoptando nos últimos anos. Mais controlo fronteiriço em pessoas e bens evitaria a propagação de mais vírus. Mais higiene no local de trabalho e nas ruas seriam medidas lógicas. Mais apoio aos idosos, sobretudo os mais isolados diminuiria a taxa de mortalidade neles.
Melhor articulação de informação entre países quando surgem surtos de doença, alertando logo para esse surgimento e controlando nos aeroportos, portos a entrada de pessoas provenientes dessa área infectada.
Adel Kebab Taraabt
Acho que te consigo explicar melhor o que se passou visto que resido na Suíça e na região de Sion.
O que o presidente do Sion fez foi aproveitar o regime de “desemprego técnico” (chômage technique) que existe na Suíça.
É um regime muito utilizado pelas empresas de construção, principalmente nos meses de inverno que devido às condições climatéricas não podem colocar os seus empregados a trabalhar.
Este regime de desemprego é usado quando por motivos alheios à empresa não é possível exercer o trabalho, estando neste regime o empregado recebe 80% do seu salário.
Resumindo, os jogadores do Sion recusaram ficar a receber apenas 80% do seu salário.
Esta medida tomada pelo presidente Constantin, que também não é das pessoas mais honestas do mundo, foi tomada quando foi adiada a liga Suíça de modo a proteger as finanças do clube.
Gunnerz
Bom nesse caso é parecido com França, no entanto na França a segurança social fica a pagar o resto. Para jogadores não sei como é isso possível tendo em conta o valor dos salários de jogadores. Seja como for para um jogador descer de 100 para 80 de certeza que não lhes condiciona a vida nesta fase q temos de ser solidários.
Miguel Lopes
Estão em 3º a contar do fim, ou seja, época a correr mal. 4/5 jogadores com mais de 30, a ganhar muito e com pouco mercado.
Percebo a razão de querem se desfazer de grande parte destes jogadores, por não terem acedido às pretensões do clube.