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Ex-Sporting e mais 8 jogadores despedidos por rejeitarem proposta de emprego parcial

A crise que vai resultar desta pandemia é incalculável mas os direitos dos jogadores também têm de ser protegidos.

O Sion despediu nove jogadores com efeito imediato, por estes recusarem a proposta de emprego parcial imposta pelo clube helvético, face à pandemia de Covid-19. De acordo com a agência de notícias ATS, Pajtim Kasami, Alex Song, Ermir Lenjani, Xavier Kouassi, Mickaël Facchinetti, Christian Zock, Birama Ndoye, Johan Djourou e o ex-Sporting Seydou Doumbia são os futebolistas que não concordaram com medida do clube, treinado pelo português Ricardo Dionísio, enquanto o campeonato suíço está suspenso, tendo sido despedidos. A Suíça já registou 3994 casos de coronavírus.

7 Comentários

  • Miguel Lopes
    Posted Março 20, 2020 at 8:40 am

    Estão em 3º a contar do fim, ou seja, época a correr mal. 4/5 jogadores com mais de 30, a ganhar muito e com pouco mercado.
    Percebo a razão de querem se desfazer de grande parte destes jogadores, por não terem acedido às pretensões do clube.

  • Gunnerz
    Posted Março 19, 2020 at 11:05 pm

    Opa eu se o meu empregador me quiser reduzir o salário também não aceito. Mas tbm não sei que condições forem aqui dadas. Certo é que o sion perde aqui 9 activos e isso já é uma perda significativa.

    • Adel Kebab Taraabt
      Posted Março 20, 2020 at 7:16 am

      Acho que te consigo explicar melhor o que se passou visto que resido na Suíça e na região de Sion.

      O que o presidente do Sion fez foi aproveitar o regime de “desemprego técnico” (chômage technique) que existe na Suíça.

      É um regime muito utilizado pelas empresas de construção, principalmente nos meses de inverno que devido às condições climatéricas não podem colocar os seus empregados a trabalhar.

      Este regime de desemprego é usado quando por motivos alheios à empresa não é possível exercer o trabalho, estando neste regime o empregado recebe 80% do seu salário.

      Resumindo, os jogadores do Sion recusaram ficar a receber apenas 80% do seu salário.

      Esta medida tomada pelo presidente Constantin, que também não é das pessoas mais honestas do mundo, foi tomada quando foi adiada a liga Suíça de modo a proteger as finanças do clube.

      • Gunnerz
        Posted Março 20, 2020 at 10:18 am

        Bom nesse caso é parecido com França, no entanto na França a segurança social fica a pagar o resto. Para jogadores não sei como é isso possível tendo em conta o valor dos salários de jogadores. Seja como for para um jogador descer de 100 para 80 de certeza que não lhes condiciona a vida nesta fase q temos de ser solidários.

    • Francisco Parrinha Guerreiro
      Posted Março 20, 2020 at 12:54 am

      Não sei se estas situações estão previstas na legislação laboral, seja em Portugal ou na Suiça, mas também não considero justo que uma empresa seja obrigada a pagar um salário completo aos trabalhadores durante um período em que é forçada a suspender a actividade. Como é que se pode pedir uma empresa que pague salários se está impedida de realizar facturação? A legislação tem que ser clara nesse aspecto e proteger tanto os trabalhadores como os empregadores.
      Por isso mesmo eu digo que as pessoas, na sua generalidade, não estão a ser muito racionais com os pedidos de estados de emergências e quarentenas por períodos indeterminados. As vidas dos possíveis infectados com este vírus são valiosas e merecem ser salvas, mas as vidas de todos os outros, os afectados pelas consequências económicas e sociais, têm o mesmo valor e também não podem ser sacrificadas.

      • Joga_Bonito
        Posted Março 20, 2020 at 1:39 pm

        Também concordo que uma quarentena indefinida é impossível de manter e estará a provocar muitas baixas no futuro. Quando os preços começarem a disparar nos bens essenciais e com o corte de salários, quantos irão morrer de fome com isto? Quantos idosos vão morrer porque têm receio de sair de casa e nem comerão direito?Se a comida começar a escassear e a fome ou a carência proliferaram, quantos morrerão de coisas relacionadas com isso? Quantas doenças se irão gerar pela carestia de comida, sobretudo em crianças, onde na fase de crescimento é crucial comer bem e em abundância?
        Eu situo-me numa postura de equilíbrio nesta questão. Nem concordo com os que acham que isto não requer medidas fortes e até vão para a praia fazer figuras tristes, mas também não concordo com os que defendem quarentenas e estados de emergência indefinidos por conta de uma doença que não é um ébola nem a peste negra.
        Nem no tempo da peste negra na época medieval existiu uma quarentena total e indefinida, as pessoas têm de viver. E muitas mortes nessa era não foram tanto da peste mas sim da fome que ela provocou, quando a peste ao ceifar muita gente na agricultura destruiu a capacidade de produção de comida, fazendo a fome disparar. Isto é algo a ter em conta para quem acha que se pode viver meses a fios enfiado em casa sem produzir nada, isso é impossível e um suicídio.
        O ideal seria repensarmos certas medidas que fomos adoptando nos últimos anos. Mais controlo fronteiriço em pessoas e bens evitaria a propagação de mais vírus. Mais higiene no local de trabalho e nas ruas seriam medidas lógicas. Mais apoio aos idosos, sobretudo os mais isolados diminuiria a taxa de mortalidade neles.
        Melhor articulação de informação entre países quando surgem surtos de doença, alertando logo para esse surgimento e controlando nos aeroportos, portos a entrada de pessoas provenientes dessa área infectada.

      • Gunnerz
        Posted Março 20, 2020 at 10:24 am

        É uma situação bastante complicada daí já se chamar ou comparar este vírus a uma guerra. Neste caso acredito que estes 20% não fazem assim tanta falta a 1 jogador como me faria a mim.

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