Devia ter continuado? Os resultados de Amorim deram razão a Salvador.
Sá Pinto falou sobre o seu despedimento do SC Braga numa entrevista ao ‘Mundo Deportivo’. «É uma decisão que ainda não entendi. Estava muito entusiasmado com o trabalho no Sp. Braga. Na Liga Europa batemos todos os recordes do clube, estivemos dez jogos sem perder e fomos a melhor equipa da fase de grupos. Chegámos às meias-finais da Taça da Liga, que a equipa acabou por vencer, e é verdade que na Liga não estávamos no lugar em que queríamos, porque não é fácil jogar de três em três dias. Acreditava que quando a equipa descansasse, poderia melhorar na Liga. Não pude terminar o trabalho e saí triste porque tinha a ambição e conseguir algo maior», afirmou. Já sobre o futuro, referiu: “Tive uma proposta do mercado europeu e outra do golfo pérsico, mas por causa disto temos de esperar, porque é arriscado tomar decisões. A ideia é continuar nos bancos, porque adoro treinar e tive anos bons. Fui vice-campeão da Liga e campeão da Taça na Bélgica com o Standard Liège, em 2018, e apurámo-nos para a Champions. E na Polónia fui vice-campeão da Liga em 2019, com o Legia Varsóvia. Algum dia chegará o que mereço”, acrescentou


3 Comentários
Joga_Bonito
Não consigo deixar de simpatizar com ele, contudo acho que o caso do Braga terá sido o temor de perder a qualificação europeia, conquanto eu acho que o Braga deveria ter pensado na hipótese de fazer algo fantástico na Europa e que isso compensaria uma má época interna. O crescimento faz-se passo a passo, O Braga não pode ganhar em todas as frentes para já, deveria priorizar. Mas talvez por razões orçamentais fosse crucial ir à Europa, não sei…
Analista Especialista
Sá Pinto é um treinador competente para ligas periféricas. Em portugal tem nível para um Rio Ave, portanto o ideal é andar por ligas como Bélgica, Polónia, Sérvia e Grécia. Grécia parece-me o expoente máximo que poderá almejar. Em termos de selecções acho que faria boa figura, é muito forte em competições a eliminar.
T. Pinto13
Estava a fazer um belo percurso na Europa mas a nível interno como o próprio admite não era suficiente.
Talvez devesse ter tido mais tempo mas o Amorim veio e ganhou o que ganhou pelo que não se pode criticar o Salvador nesse aspeto.