A equipa de Amesterdão, segundo a imprensa holandesa, quer continuar a ajudar monetariamente o jogador, mas ainda não chegou a acordo com a sua família.
O Ajax anunciou que não vai renovar com Abdelhak Nouri, cujo contrato termina em 30 de junho deste ano. O médio, de 22 anos, sofreu uma lesão cerebral num amigável em 2017 e passou os últimos três anos em coma. Também Klaas-Jan Huntelaar, de 36 anos, não terá o seu vínculo renovado.


8 Comentários
Antonio Clismo
O importante agora é recuperar bem e ganhar o máximo de faculdades possíveis.
Joga_Bonito
Faz sentido porque nunca mais jogará, mas creio que o clube deve ajudar de alguma forma o jogador, incluindo-o na estrutura. Também deve ser accionado um seguro neste caso.
Não sei bem como isso funciona mas é caso para pensar nesta questão, este jogador poderia quiçá ser no mínimo daqueles que ganharia à volta de 25 000 euros mês com sorte, se explodisse no mínimo era daqueles que poderia ganhar 100 mil por mês. Acho que a FIFA poderia pressionar no sentido de se regular melhor esta questão para no caso de serem daqueles prodígios que ficam inabilitados serem compensados. Há sempre aquele “nunca se sabe o que dariam se jogassem” mas não é menos verdade que investiram muito tempo no futebol e deveriam obter algo em troca. Consoante a relevância que tiveram no clube, este deveria ter algum tipo de sistema de apoio.
Creio que há casos precedentes de várias formas de apoio. O Mantorras ficou sempre com contrato com o Benfica porque sempre se percebeu que tinha havido erro médico na sua gestão, que lhe terá destruído uma carreira que poderia ter sido brilhante. Foi o mais decente a fazer. O Porto manteve contrato até ao fim com Bruno Moraes apesar de ele ter reincidido várias vezes em lesões, tendo-se percebido cedo que a carreira seria impedida por conta das lesões. Não avançou para uma junta médica e ainda bem, apesar de legalmente ter esse direito, mas moralmente fez o mais humano.
Depois há o caso do Ruben de La Red no Real em que o Real accionou um sistema de pensões e lhe deu um sustento mensal. Não sei se em Portugal existe isto.
Ao invés de chulos como Raiola convencerem os jogadores a chularem os clubes que lhes dão tudo (casos como este mostram que um dia poderão precisar deles) deveríamos pensar num sistema de reformas e pensões de invalidez para os jogadores que ficam inutilizados.
Se calhar isso garantia aos jogadores que teriam apoio na reforma e poderia torná-los menos susceptíveis ao aliciamento de Raiolas e afins, que os iludem a chular os clubes com aquela de que “a carreira é muito curta e amanhã podes precisar deste dinheiro”, enfim, isto poderia colocar-lhes menos pressão e deixá-los jogarem mais sem pensarem tanto no dinheiro. Porque é fácil argumentar que muitos dão a facada nas costas aos clubes onde estão dizendo que eles são jovens e podem perder tudo com uma lesão grave, mas esquecem-se daqueles que ainda não se afirmaram e que aos 18 têm diagnosticado um grave problema médico e não podem jogar. Ou depois, quando se lesionam vêem pedir apoio ao clube donde saíram a mal.
Um sistema de pensões próprio para os jogadores, que também assegurasse parte das pensões por invalidez de jogadores como este poderia ser um bom passo.
Mota
O 2º paragrafo é pura discriminação. Quer dizer se fores prodigio e tiveres uma lesao grave tens o futuro assegurado. O desgraçado que não se destacar, não. Investiram tempo no futebol? E os que investiram e deixaram de jogar aos 18 quando a formação acabou?
Para alem, que estes prodigios, aos 18 anos já estão a ganhar mais que o salario medio nesses paises. Se o clube quiser ajudar optimo, se não paciencia, tem direito ao apoio normal do estado tal como uma pessoa normal teria
Não percebo como é que se defende mais benefícios para uma classe já tão privilegiada.
Muitos falam mal dos agentes, mas há muito jogador interesseiro, talvez fosse altura de deixar de culpar apenas os agentes
Joga_Bonito
Não percebeu o meu comentário, volte a relê-lo.
Eu disse que todos deviam ser apoiados, inclusive defendi que um sistema de pensões próprio dos jogadores poderia tomar conta do que ficasse inválido.
Quanto aos prodígios a questão é outra. São jogadores cuja expectativa de carreira era muito elevada e perderam imenso. Porque há casos de jogadores que nunca se saberá se dariam muito ou não, nesse caso o valor que o clube devia pagar a eles devia variar.
Darei um exemplo. Imaginemos que o Félix com 20 anos descobre que tem uma doença cardíaca e tem de parar de jogar. É um dos jovens mais promissores do mundo, ganha milhões, se tiver de parar vai com isso perder economicamente uma vida à partida que estaria resolvida ainda antes dos 25. Sendo assim seria preciso acautelar num seguro o valor do jogador, o que ele recebia e pensar numa compensação, que nunca chegando aos valores que receberia na carreira, possa ao menos compensá-lo da perda.
Contudo um jogador que aos 20 anos não tivesse à partida um grande potencial e provavelmente nunca passasse de um clube pequeno deveria receber uma pensão de invalidez que lhe garantisse o sustento mas quanto ao seguro por perda da carreira os valores teriam de ser diferentes, porque seriam expectativas de carreira diferentes, acho que isto fica claro.
Os jogadores na sua esmagadora maioria não são privilegiados, vivem na total precariedade, nem recebem muitas vezes, apanham com máfias que controlam os clubes, têm uma profissão que lhes exige a renuncia aos melhores anos da vida e ainda têm de gastar um considerável dinheiro para se alimentarem bem. A maioria dos jogadores se ganhar 1500 euros mês é muito, a esmagadora maioria não são o Messi.
E o que temos
Que comédia. Então um engenheiro que podia fazer carreira na google e etc, tem um acidente grave aos 25 e fica invalido ou tem que parar a sua atividade profissional, também vai ter uma pensao especial da google por isso? Mais noção no que se comenta.
Joga_Bonito
Mais noção tenha você. Leia o comentário e perceba bem o que se diz. Está a dizer que um jogador que jogue no clube aos 25, dê tudo pelo clube e muito rendimento não deva ser apoiado pelo clube? E depois há casos de profissões onde se fazem seguros para prevenir isso, seria uma combinação das duas. O Real paga uma pensão ao Ruben de la Red após o AVC que teve, mais uma vez vem comentar sem pensar e dá nisto.
Claro que aqui se falou de que depende de vários casos, depende do que o jogador deu ao clube, do seu estatuto, em alguns casos pagar-se-á um seguro, em outros uma pensão que frisei deveria ser paga pelo fundo de pensões especialmente criado (que falei em cima), isto porque no caso dos clubes pequenos seria incomportável pagar pensões. O Benfica se não estou em erro continua a apoiar o Fábio Cardoso após o AVC que teve…
CarlosFCP
Nesta situaçao a FIFA devia chegar-se à frente e dar pensão vitalícia ao atleta
T. Pinto13
Ao que consta ele vai receber 5milhoes de euros.