A irmã de Felipe Anderson mostrou esta semana publicamente o seu desagrado por o extremo não estar a jogar, e Conceição foi questionado sobre isso no lançamento do jogo com o Portimonense.
Obviamente o treinador não tem que colocar nenhum jogador a jogar só porque a irmã ou outro familiar quer. Nem tem que colocar a jogar jogadores que estejam sem compromisso. No entanto, o SC tem um problema grave que é uma enorme incapacidade em motivar, apostar e potenciar elementos que não entrem no seu núcleo de jogadores importantes ou que ele engrace com perfil físico e empenho. Sempre teve. Jorge, Bazoer, Óliver, Paulinho (ex-Portimonense), Nakajima e agora Felipe Anderson são exemplos disso.
Prof. Neca
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Novembro 7, 2020 at
3:13 pm
Até “compromisso” concordo na totalidade com o seu comentário, depois discordo um pouco. Motivar, apostar e potenciar ativos do plantel (não entendo o que significa núcleo de jogadores importantes porque todos os elementos que compõem um plantel o são) constituem virtudes do SC. Concorde-se mais ou menos com a forma como coloca as suas equipas a jogar, o que ele mais tem feito é potenciado e apostado em jogadores que poucos davam alguma coisa por eles.
O Jorge veio por empréstimo do Mónaco para servir de alternativa ao Alex, acabando afastado da equipa principal, provavelmente, porque não aceitou esse papel secundário. O Bazoer também foi preterido, desta feita em detrimento de questões disciplinares. O Óliver não tem sentido estar nesta “lista” na medida em que foi um jogador importante a partir do momento em que se adaptou às dinâmicas do treinador. Aliás, o espanhol acabou por tecer elogios a SC mais tarde. O Paulinho não tinha qualidade para o FCP, tão simples quanto isto. O Nakajima demonstrava uma falta de compromisso gritante, prova disso foi o seu comportamento no recomeço do campeonato da época passada. Nos últimos jogos, mostrou-se um jogador completamente diferente, que alia qualidade técnica e capacidade de trabalho. O Felipe Anderson está a fazer frete cá em Portugal, pensava que chegava e jogava, que eram favas contadas, mas até ao momento tem acumulado exibições paupérrimas. Entrou desastrado nos dois jogos que realizou, nem demonstrou vontade de jogar. Em suma, todos os jogadores que enumerou, com excepção do Óliver, demonstraram falta de qualidade, pouco profissionalismo e pouco comprometimento com a equipa. Nestes casos, e bem, acabaram relegados para segundas e terceiras escolhas ou tiveram guia de marcha para outro clube.
Kacal
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Novembro 7, 2020 at
8:24 pm
Penso que foi óbvio o que disse. Sendo curto e directo por jogadores importantes refiro-me a “fetiches” que SC tem alguns e de resto refiro-me a ter incapacidade de motivar, apoiar e potenciar elementos que não tenham o perfil físico que pretende ou sejam diferentes dos seus “fetiches”. Ele pode perfeitamente encaixar elementos menos físicos e técnicos na sua ideia de jogo adaptando-se, mas ele só sabe jogar daquela forma e potenciar elementos desse perfil. De resto só casos pontuais consegue fazê-lo (Corona, por exemplo).
Depois vocês diz que todos esses casos foi por culpa dos jogadores, é um pouco estranho a culpa estar sempre do mesmo lado, não? E o Taremi também é mau profissional? No Rio Ave nunca tive essa ideia e ainda há dias o SC disse que o problema não era do iraniano, logo qual é o problema então?
Sobre Paulinho não ter qualidade para o FCP, mostrou bastante no Portimonense e cá nem oportunidades de jeito teve nem continuidade, não consigo tirar essa conclusão sem o jogador jogar, sinceramente. O Felipe Anderson ainda nem contou, corta-se logo o jogador no inicio, é?
E o Óliver faz todo o sentido porque apesar de ter tido utilização foi preterido muitas vezes. Basta ver o rendimento dele com Lopetegui e com SC. Podia ter dado mais ao clube do que deu. E o Jorge é complicado aceitar um papel onde NUNCA joga, o Telles era utilizado até “rebentar”…
Mas pronto se o treinador não aposta, para quê continuar a trazer emprestados? Aí já é problema da direcção realmente.
Prof. Neca
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Novembro 7, 2020 at
10:07 pm
Como lhe disse anteriormente, jogadores importantes são todos os elementos que constituem o plantel, e não apenas o onze inicial. Se por “fetiches” entende jogadores que o treinador considera mais aptos para a sua ideia de jogo ou que ao longo da semana lhe deram indicações de que podem acrescentar mais do que outros, qual é a dúvida? Ou é “fetiche” porque o adepto comum não considera o titular capaz? Se calhar muitos dos “fetiches” mereciam outra consideração.
Na minha opinião, é falacioso que SC não encaixe elementos criativos no onze. Há o exemplo Corona, mas tem também o exemplo Brahimi ou o próprio Otávio que não sei se se recorda, mas quando chegou era essencialmente um jogador tecnicista. O Óliver não jogava tão regularmente porque num meio-campo a dois era impossível ter um elemento que praticamente não ajudava no plano defensivo. Quando melhorou essa vertente acumulou muitos mais minutos e chegou a fazer belos jogos. O SC já demonstrou variadíssimas vezes que não basta o jogador ser apenas forte com bola, até porque o futebol está cada vez mais completo, mas físico, é importante ser forte em todos os momentos de jogo.
“Ele só sabe jogar dessa forma” até me parece injusto para com aquilo que tem sido o trabalho de SC porque tem feito um percurso interessantíssimo. Depois é obvio que procure jogadores com um determinado perfil para o seu modelo de jogo, isso aí é mais do que normal.
O Taremi? O treinador já explicou múltiplas vezes o caso do Taremi, não sei por onde quer pegar. Não há problema nenhum, respondendo à sua questão. Simplesmente veio de um contexto diferente e continua a assimilar os processos da equipa.
O Paulinho tem tanta qualidade que está neste momento a jogar na China. Entenda que é diferente jogar no Portimonense do que no FCP, não tem nada a ver. O treinador entendeu que não contava com ele e dispensou-o, acho naturalíssimo.
Não é cortar o Felipe Anderson, mas é preciso que o jogador se mostre comprometido com a equipa. Daquilo que viu pareceu-lhe que o jogador entrou com vontade de honrar a camisola do FCP? É que daquilo que vi, observei um jogador completamente indiferente à equipa, a perder os duelos todos, a falhar passes, etc. A maioria destes “craques” vem para Portugal com a mentalidade errada, de que é chegar e jogar, mas não é assim, é preciso trabalhar.
Regressando ao Óliver não faz sentido essa comparação. Lopetegui e SC têm modelos e dinâmicas de jogo completamente diferentes. Era como eu agora chegar aqui e dizer “viu o rendimento do Marega com José Peseiro e agora com o SC?”. Determinados jogadores, rendem em determinados modelos, é normal.
É complicado porquê? Chegou a um clube que já tinha um indiscutível na posição, tinha de ter paciência e trabalhar como qualquer outro profissional. Olhe o caso de Mbemba, nunca disse o que quer que fosse sobre o tempo de jogo, aguardou a sua vez, trabalhou e hoje em dia é titular.
Kacal
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Novembro 7, 2020 at
10:55 pm
É “fetiche” quando JOGA SEMPRE mesmo quando não rende em campo, simples. Enquanto outros não rendem ao primeiro momento e são logo descartados, não é notório esses dois pesos e duas medidas? Eu não vejo os treinos, mas vejo os jogos e há certos jogadores que “enterrem” ou mostrem menos compromisso simplesmente jogam sempre, outros à primeira falha são encostados e crucificados.
Nunca disse que não potenciou nenhum elemento tecnicista, mas para mim são mais casos de insucesso que sucesso. Jogadores como Corona e Brahimi têm um talento acima da média, era mais dificil falhar que potenciar, embora tenha muito mérito em fazê-lo claro. O grande mérito aí é mesmo o Otávio, esse sim o seu grande mérito. Mas e depois quantos nomes falharam?
E não acho nada injusto, tenho a minha opinião sobre o percurso do SC no Porto, a 1ª época foi muito boa e teve muito mérito. De resto já não achei tão bom assim e tem vindo a cair, a meu ver. E sim, só sabe jogar de uma forma, quando o adversário consegue anular essa forma de jogar, não consegue contrariar e basta ver o que já nos aconteceu esta época contra Marítimo e Paços. Defendo que deve haver capacidade física nos jogadores hoje em dia minimamente, mas apenas prefiro outra forma de jogar no meu clube e outro tipo de jogadores a serem aposta, daí que não seja fã da política actual do clube no geral.
O Taremi continua a assimilar processos, já outros vieram no mesmo mercado e já jogam regularmente. Esperemos que seja assim e ele comece a ter mais minutos, mas por mais que esteja a adaptar-se quando um jogador é bom, considero o iraniano muito bom do que vi dele, não demora tanto assim a perceber a ideia do treinador e a entrar na equipa. É sem minutos que vai adaptar-se mais rápido? É que ele não está a ser adaptado a uma nova posição propriamente, mas sim às ideias do treinador, é preciso tanto tempo? E sem tempo de jogo vai ser mais rápida a adaptação? Ele já fez mais no pouco que jogou que o Toni Martínez que já mereceu mais oportunidades.
E jogar na China prova mesmo o quê? É preciso enumerar que jogadores jogaram lá e continuam a jogar? Neste momento anda lá Hulk, El Shaarawy, Bakambu, Oscar e afins. Isso nada prova. Além disso não disse que o Paulinho tinha potencial para ser de classe mundial, mas acho que cá internamente poderia ser uma mais-valia, foi no Portimonense e quantos jogadores foram mais-valias vindo do mercado interno com SC? A questão é que o Paulinho NÃO TEVE oportunidades sequer, foi logo descartado. Ninguém prova nada sem oportunidades e continuidade, não faltam exemplos de jogadores que rendem em diferentes contextos e quando são aposta.
Volto a insistir, Óliver faz todo o sentido sim porque demonstra a incapacidade do Sérgio Conceição potenciar esse tipo de elementos, simples. Essa é a minha crítica e o espanhol comprova-o. Por vezes basta mudar certas dinâmicas, mudar o sistema, meter jogadores a fazer o “trabalho sujo” retirando alguma exigência defensiva a x jogador e este já rende mais. Um duplo-pivot a trabalhar nas costas de Óliver deixando-o assumir jogo e ele teria logo rendido mais. Mas lá está, SC só tem um tipo de dinâmica e modelo, sendo incapaz de potenciar elementos de certo perfil.
É complicado porquê o treinador demonstra desde logo que não conta com o jogador e o Telles jogava SEMPRE, mesmo quando era notório que estava “rebentado”, isto mostra ao concorrente que não terá qualquer hipotese. Juntando a isto a aversão de SC por emprestados (continuo sem perceber como a direcção continua a trazer elementos emprestados quando SC não aprecia) o jogador viu logo que nem ia cheirar e claro que isso é desmotivante. O Mbemba é um caso diferente. Por norma a dupla de centrais roda menos, Mbemba chegou e o Porto já tinha uma dupla consolidada e o Mbemba até se lesionou mal chegou, mas o SC foi dando mostras de que contava com ele utilizando-o a sair do banco inclusive como lateral direito num ou outro momento. O Jorge simplesmente não contou.
Prof. Neca
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Novembro 8, 2020 at
12:25 am
Bom, penso que a esse tipo de jogador se dá o nome de “indiscutível”. Por norma, são elementos que pela sua importância no jogo da equipa, raramente são descartados, mesmo em momentos que não rendem como o esperado. Por exemplo, presumo que um desses “fetiches” seja, na sua opinião, Marega. Antes de tudo, concordo parcialmente com as opiniões que tenho lido aqui no Blog. É de facto um jogador que pode ser frustrante para o adepto portista. No entanto, é um elemento imprescindível na manobra de jogo do FCP, não apenas naquilo que são as suas ações diretas, mas sobretudo por aquilo que provoca nos adversários. É um jogador com bastantes limitações técnicas, mas é igualmente verdade que oferece o que nenhum avançado nos consegue oferecer. Repare, o maliano é exímio nos movimentos de ruptura e na profundidade que dá ao jogo do FCP. Essas suas características têm um enorme impacto nas defesas adversárias, que não raras vezes, são obrigadas a adaptar-se constantemente, concedendo espaço a outros jogadores. Eu sei que não referiu Marega, mas julgo ser um dos jogadores a que entra na sua definição de “jogador fetiche”.
Não concordo. A segunda época foi “quase” de sonho, é certo que perdemos por culpa própria, mas penso que na sua generalidade foi uma época muito bem conseguida, chegando aos quartos da Champions, final das taças e perdendo a corrida do campeonato no fim para o SLB. A terceira época também não há muito a dizer, cumpriu os objetivos principais. A meu ver, jogar apenas de uma forma não tem problema nenhum, até porque muito poucas vezes foi contrariado. Aliás, todos os treinadores jogam “apenas” de uma forma porque é aí que reside a identidade de uma equipa. As dinâmicas de jogo são sempre iguais, pode é haver variações no sistema de jogo, mas de resto a identidade mantém-se. Não querendo entrar em comparações, mas alguma vez viu Guardiola abdicar do tiki-taka ou Klopp abdicar do gegenpressing? Não porque foi assim que eles trabalharam as suas equipas. Claro que pode preferir outro tipo de jogo e/ou outras filosofias, cada um entende o futebol à sua maneira. No entanto, é factual que o futebol de SC é eficaz, ponto. Não há equipa em Portugal tão forte como o FCP no ataque a zonas de finalização, com a qualidade de exploração do jogo exterior ou com a mesma qualidade nas bolas paradas, e isso é tudo trabalho de SC.
O Toni Martínez, como SC explicou, esteve 15(!) dias a trabalhar no Olival, enquanto Taremi estava na seleção, ou seja, tem um conhecimento muito maior do jogo da equipa ou não? Há que ter paciência porque a oportunidade irá surgir, não tenho dúvidas. Se o Taremi veio é porque o treinador conta com ele e sentiu que a sua qualidade faria a diferença na equipa, aliás até já o elogiou publicamente, algo que nem é normal no SC.
Prova que é um campeonato periférico onde se pratica um futebol inferior ao jogado na Europa. Os jogadores que enumerou, com exceção do Hulk (embora a sua qualidade fosse sobejamente conhecida), transferiram-se de grandes campeonatos para lá com o objetivo de enriquecerem, e não porque não tinham interessados das principais ligas europeias como foi o caso do Paulinho. Sim, foi mais-valia no Portimonense, mas no clube algarvio não tinha 11 jogadores da equipa adversária a jogar atrás da linha da bola, não tinha a pressão de jogar num candidato ao título, entre outros fatores. São imensos os casos de jogadores que não se conseguem adaptar ao salto competitivo.
Bem pelo contrário, o trabalho de SC com Óliver foi bastante notório. Dentro daquilo que eram as características do espanhol, o treinador moldou-o à sua forma de jogar. Esse exemplo até é bastante demonstrativo de como o treinador procurou potenciar um jogador, que na opinião do Kacal, não contava para ele.
Isso são suposições que está a fazer. Não concorda que se calhar Jorge não jogou porque mesmo o Alex estando com dificuldades, o Jorge não dava garantias de poder substituí-lo? Provavelmente o Jorge não contou porque não deu uma resposta positiva nos treinos. Repare, essa aversão a emprestados não existe. O treinador é pago para ganhar, não lhe cabe a ele gerir o clube, por isso é-lhe indiferente se é emprestado ou não, ele coloca aqueles que considera os melhores em jogo.
Kacal
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Novembro 8, 2020 at
4:40 pm
Se você defende que um jogador deve jogar sempre mesmo quando não rende, é a sua opinião e respeito. Mas no futebol importa ganhar e ainda esta época já perdemos dois jogos no campeonato, há jogos que o jogo pede outro tipo de características nos avançados e se o treinador não vê isso e aposta no “fetiche” só porque encaixa na sua maneira de jogar mesmo quando o jogo pede algo diferente, então só demonstra a sua limitação em adaptar-se quando o jogo pede algo diferente. Além disso o Marega não é propriamente um Messi ou CR7 para ser indiscutível. Quando um jogador como o maliano é visto como indiscutível diz muito do mal que há no clube actualmente, com todo o respeito.
E sobre o rendimento. Perder 7 pontos de avançado para mim nunca pode ser considerado um excelente trabalho, peço desculpa. Isso é incompetência! E na última época vencemos com vários pontos perdidos e exibições menos conseguidas, mas tivemos um dos piores Benficas dos últimos largos anos que permitiu sendo incompetente que recuperassemos vários pontos de vantagem. Nós escorregavamos e o Benfica conseguia fazer ainda pior. A 1ª época foi muito boa, mas para mim SC tinha saído no fim da 2ª quando perdeu, no máximo sairia este Verão depois de ter ganho.
De que adianta falar nesses 15 dias se um jogador que pouco trabalhou com a equipa fez mais que o Toni Martínez no tempo que jogou? O espanhol até podia ter 2 meses a mais de preparação, importa é a qualidade e o rendimento em campo ou devia… o iraniano já mostrou ser mais jogador no pouco tempo que jogou e só tem é que ter oportunidades. Além disso daqui a bocado estamos em 2021 e continua-se a dizer que o Toni Martínez chegou 15 dias mais cedo.
O Paulinho não se adaptou à nova exigência? Houve assim tanta pressão nos treinos? É que o homem poucas oportunidades teve e continuidade, como é que se tira conclusões dessas sem jogar? Gostava de saber como é possível assumir isso quando o jogador nem opção foi praticamente. Mas ok. Deve ter sido como o Gonçalo Paciência que brilhou no Setúbal e foi chamado em Janeiro para ver os outros jogar…
Só me dá mais razão, ele tentou “moldar” o Óliver e conclusão? Tornou-o pior jogador, que grande “moldanço” que ele fez. Um jogador com talento e que já tinha dado provas de muito valor no clube, foi caríssimo para a nossa realidade e o treinador só conseguiu piorá-lo e nem acho que tenha sido por falta de empenho e compromisso do jogador, mas quando se tenta recuar um jogador daquele tipo e retirá-lo da zona onde pode fazer a diferença e obrigá-lo a jogar de uma forma que simplesmente não dá fica complicado. Isso não é potenciar, mas sim desperdiçar um jogador.
Ai eu estou a fazer suposições? E você está a fazer o quê?! O que eu disse é um FACTO, o Jorge não contou e nem oportunidades teve, FACTO! A suposição aqui é sua que diz que o jogador não deu garantias de poder substitui-lo nos treinos, você viu os treinos? É que eu não, logo isso sim são suposições. Que ele não teve oportunidades é sim um facto. E para mim isso dos treinos é uma desculpa, é sempre essa a usada quando embirra com um jogador, mas depois aposta num Manafá que não tem nível para o Porto. É em campo que se mostra valor e talvez ele tivesse demonstrado mais compromisso e mais motivação nos treinos caso visse que teria possibilidade de jogar, coisa que viu logo que não pela gestão do treinador. Mas pronto, continue a assobiar para o lado e defender tudo que o clube e a equipa técnica faz, cada um acredita no que quiser claro.
Prof. Neca
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Novembro 8, 2020 at
5:18 pm
O Marega não é “fetiche” nenhum, é efetivamente um jogador que oferece imenso à equipa, isso é inegável. Um “fetiche” seria um elemento com lugar cativo no onze inicial que em nada acrescenta à equipa, e não me parece que o maliano seja o caso. Não diria limitações em adaptar-se, diria antes alguns erros na leitura de jogo. O SC tanto é bastante assertivo, como por vezes precipita-se nas alterações que faz ou mesmo naquelas que não faz e devia fazer.
Quer dizer, na segunda época perdemos porque foi incompetência nossa, e na terceira época ganhámos porque foi incompetência do rival, ou seja, nunca há mérito do SC em nada. Pelo amor de Deus, que não entenda o jogo da mesma forma do treinador até compreendo, agora estar constantemente a diminuir o seu trabalho é que eu não percebo. Na segunda época, como eu referi anteriormente, tivemos culpa própria, e na terceira fomos melhores que os outros, ponto.
Desculpe, mas não vou alimentar a discussão do Paulinho, do Bazoer, do Jorge, etc. Daqui a bocado está a dizer que o Klopp não presta porque não potenciou o Rafael Camacho. Eu não percebo a insistência no Paulinho, juro que não. O jogador não jogou, nem foi opção porque o treinador não contou com ele, qual é o problema? Acontece em todos os clubes, com todos os treinadores. O jogador foi identificado, foi acompanhado, foi comprado, esteve integrado 6 meses na equipa principal, e ao fim desse tempo o treinador não lhe viu qualidades para ser opção. Era preciso ter feito uma sequência de jogos porquê, se provavelmente o treinador não lhe viu capacidades para entrar no onze após observá-lo durante 6 meses?
Tornou-o pior jogador? Onde é que tornar o jogador mais forte num momento de jogo que ele não o era, o tornou mais fraco? O talento permaneceu intacto, simplesmente o Óliver ficou muito mais forte na reação à perda na bola, no momento defensivo.
Não, não estive nos treinos, mas parece-me uma explicação mais plausível do que achar que o SC tem conflitos com 30% do plantel, isso é irreal.
Desculpe, mas não concordo. Antes de chegar ao campo é no treino que o jogador tem de mostrar que deve ser opção, ou seja, é completamente o inverso do que está a dizer. A época é longuíssima, todos têm oportunidade de se mostrar e de acumular minutos, mas é nos treinos que têm de dar tudo o que têm e mostrar-se aptos para serem aposta no onze inicial. Eu não estou a assobiar para o lado, nem a defender tudo o que o clube ou a equipa técnica fazem, mas também não ando a embirrar com tudo o que são decisões da direção e do treinador.
Critico de Cinema
Posted
Novembro 8, 2020 at
12:41 am
Subscrevo a sua posição, Kacal. Sérgio Conceição tem sem sucida fetiches difíceis de compreender. O futebol “de trolha”, que é seu apanágio, parece estar para ficar.
Kacal
Posted
Novembro 8, 2020 at
4:41 pm
Infelizmente estou totalmente de acordo, mas enfim. Pelo menos não sou o único a pensar assim, Crítico de Cinema. Torcemos por mudanças então!
10 Comentários
Kacal
Obviamente o treinador não tem que colocar nenhum jogador a jogar só porque a irmã ou outro familiar quer. Nem tem que colocar a jogar jogadores que estejam sem compromisso. No entanto, o SC tem um problema grave que é uma enorme incapacidade em motivar, apostar e potenciar elementos que não entrem no seu núcleo de jogadores importantes ou que ele engrace com perfil físico e empenho. Sempre teve. Jorge, Bazoer, Óliver, Paulinho (ex-Portimonense), Nakajima e agora Felipe Anderson são exemplos disso.
Prof. Neca
Até “compromisso” concordo na totalidade com o seu comentário, depois discordo um pouco. Motivar, apostar e potenciar ativos do plantel (não entendo o que significa núcleo de jogadores importantes porque todos os elementos que compõem um plantel o são) constituem virtudes do SC. Concorde-se mais ou menos com a forma como coloca as suas equipas a jogar, o que ele mais tem feito é potenciado e apostado em jogadores que poucos davam alguma coisa por eles.
O Jorge veio por empréstimo do Mónaco para servir de alternativa ao Alex, acabando afastado da equipa principal, provavelmente, porque não aceitou esse papel secundário. O Bazoer também foi preterido, desta feita em detrimento de questões disciplinares. O Óliver não tem sentido estar nesta “lista” na medida em que foi um jogador importante a partir do momento em que se adaptou às dinâmicas do treinador. Aliás, o espanhol acabou por tecer elogios a SC mais tarde. O Paulinho não tinha qualidade para o FCP, tão simples quanto isto. O Nakajima demonstrava uma falta de compromisso gritante, prova disso foi o seu comportamento no recomeço do campeonato da época passada. Nos últimos jogos, mostrou-se um jogador completamente diferente, que alia qualidade técnica e capacidade de trabalho. O Felipe Anderson está a fazer frete cá em Portugal, pensava que chegava e jogava, que eram favas contadas, mas até ao momento tem acumulado exibições paupérrimas. Entrou desastrado nos dois jogos que realizou, nem demonstrou vontade de jogar. Em suma, todos os jogadores que enumerou, com excepção do Óliver, demonstraram falta de qualidade, pouco profissionalismo e pouco comprometimento com a equipa. Nestes casos, e bem, acabaram relegados para segundas e terceiras escolhas ou tiveram guia de marcha para outro clube.
Kacal
Penso que foi óbvio o que disse. Sendo curto e directo por jogadores importantes refiro-me a “fetiches” que SC tem alguns e de resto refiro-me a ter incapacidade de motivar, apoiar e potenciar elementos que não tenham o perfil físico que pretende ou sejam diferentes dos seus “fetiches”. Ele pode perfeitamente encaixar elementos menos físicos e técnicos na sua ideia de jogo adaptando-se, mas ele só sabe jogar daquela forma e potenciar elementos desse perfil. De resto só casos pontuais consegue fazê-lo (Corona, por exemplo).
Depois vocês diz que todos esses casos foi por culpa dos jogadores, é um pouco estranho a culpa estar sempre do mesmo lado, não? E o Taremi também é mau profissional? No Rio Ave nunca tive essa ideia e ainda há dias o SC disse que o problema não era do iraniano, logo qual é o problema então?
Sobre Paulinho não ter qualidade para o FCP, mostrou bastante no Portimonense e cá nem oportunidades de jeito teve nem continuidade, não consigo tirar essa conclusão sem o jogador jogar, sinceramente. O Felipe Anderson ainda nem contou, corta-se logo o jogador no inicio, é?
E o Óliver faz todo o sentido porque apesar de ter tido utilização foi preterido muitas vezes. Basta ver o rendimento dele com Lopetegui e com SC. Podia ter dado mais ao clube do que deu. E o Jorge é complicado aceitar um papel onde NUNCA joga, o Telles era utilizado até “rebentar”…
Mas pronto se o treinador não aposta, para quê continuar a trazer emprestados? Aí já é problema da direcção realmente.
Prof. Neca
Como lhe disse anteriormente, jogadores importantes são todos os elementos que constituem o plantel, e não apenas o onze inicial. Se por “fetiches” entende jogadores que o treinador considera mais aptos para a sua ideia de jogo ou que ao longo da semana lhe deram indicações de que podem acrescentar mais do que outros, qual é a dúvida? Ou é “fetiche” porque o adepto comum não considera o titular capaz? Se calhar muitos dos “fetiches” mereciam outra consideração.
Na minha opinião, é falacioso que SC não encaixe elementos criativos no onze. Há o exemplo Corona, mas tem também o exemplo Brahimi ou o próprio Otávio que não sei se se recorda, mas quando chegou era essencialmente um jogador tecnicista. O Óliver não jogava tão regularmente porque num meio-campo a dois era impossível ter um elemento que praticamente não ajudava no plano defensivo. Quando melhorou essa vertente acumulou muitos mais minutos e chegou a fazer belos jogos. O SC já demonstrou variadíssimas vezes que não basta o jogador ser apenas forte com bola, até porque o futebol está cada vez mais completo, mas físico, é importante ser forte em todos os momentos de jogo.
“Ele só sabe jogar dessa forma” até me parece injusto para com aquilo que tem sido o trabalho de SC porque tem feito um percurso interessantíssimo. Depois é obvio que procure jogadores com um determinado perfil para o seu modelo de jogo, isso aí é mais do que normal.
O Taremi? O treinador já explicou múltiplas vezes o caso do Taremi, não sei por onde quer pegar. Não há problema nenhum, respondendo à sua questão. Simplesmente veio de um contexto diferente e continua a assimilar os processos da equipa.
O Paulinho tem tanta qualidade que está neste momento a jogar na China. Entenda que é diferente jogar no Portimonense do que no FCP, não tem nada a ver. O treinador entendeu que não contava com ele e dispensou-o, acho naturalíssimo.
Não é cortar o Felipe Anderson, mas é preciso que o jogador se mostre comprometido com a equipa. Daquilo que viu pareceu-lhe que o jogador entrou com vontade de honrar a camisola do FCP? É que daquilo que vi, observei um jogador completamente indiferente à equipa, a perder os duelos todos, a falhar passes, etc. A maioria destes “craques” vem para Portugal com a mentalidade errada, de que é chegar e jogar, mas não é assim, é preciso trabalhar.
Regressando ao Óliver não faz sentido essa comparação. Lopetegui e SC têm modelos e dinâmicas de jogo completamente diferentes. Era como eu agora chegar aqui e dizer “viu o rendimento do Marega com José Peseiro e agora com o SC?”. Determinados jogadores, rendem em determinados modelos, é normal.
É complicado porquê? Chegou a um clube que já tinha um indiscutível na posição, tinha de ter paciência e trabalhar como qualquer outro profissional. Olhe o caso de Mbemba, nunca disse o que quer que fosse sobre o tempo de jogo, aguardou a sua vez, trabalhou e hoje em dia é titular.
Kacal
É “fetiche” quando JOGA SEMPRE mesmo quando não rende em campo, simples. Enquanto outros não rendem ao primeiro momento e são logo descartados, não é notório esses dois pesos e duas medidas? Eu não vejo os treinos, mas vejo os jogos e há certos jogadores que “enterrem” ou mostrem menos compromisso simplesmente jogam sempre, outros à primeira falha são encostados e crucificados.
Nunca disse que não potenciou nenhum elemento tecnicista, mas para mim são mais casos de insucesso que sucesso. Jogadores como Corona e Brahimi têm um talento acima da média, era mais dificil falhar que potenciar, embora tenha muito mérito em fazê-lo claro. O grande mérito aí é mesmo o Otávio, esse sim o seu grande mérito. Mas e depois quantos nomes falharam?
E não acho nada injusto, tenho a minha opinião sobre o percurso do SC no Porto, a 1ª época foi muito boa e teve muito mérito. De resto já não achei tão bom assim e tem vindo a cair, a meu ver. E sim, só sabe jogar de uma forma, quando o adversário consegue anular essa forma de jogar, não consegue contrariar e basta ver o que já nos aconteceu esta época contra Marítimo e Paços. Defendo que deve haver capacidade física nos jogadores hoje em dia minimamente, mas apenas prefiro outra forma de jogar no meu clube e outro tipo de jogadores a serem aposta, daí que não seja fã da política actual do clube no geral.
O Taremi continua a assimilar processos, já outros vieram no mesmo mercado e já jogam regularmente. Esperemos que seja assim e ele comece a ter mais minutos, mas por mais que esteja a adaptar-se quando um jogador é bom, considero o iraniano muito bom do que vi dele, não demora tanto assim a perceber a ideia do treinador e a entrar na equipa. É sem minutos que vai adaptar-se mais rápido? É que ele não está a ser adaptado a uma nova posição propriamente, mas sim às ideias do treinador, é preciso tanto tempo? E sem tempo de jogo vai ser mais rápida a adaptação? Ele já fez mais no pouco que jogou que o Toni Martínez que já mereceu mais oportunidades.
E jogar na China prova mesmo o quê? É preciso enumerar que jogadores jogaram lá e continuam a jogar? Neste momento anda lá Hulk, El Shaarawy, Bakambu, Oscar e afins. Isso nada prova. Além disso não disse que o Paulinho tinha potencial para ser de classe mundial, mas acho que cá internamente poderia ser uma mais-valia, foi no Portimonense e quantos jogadores foram mais-valias vindo do mercado interno com SC? A questão é que o Paulinho NÃO TEVE oportunidades sequer, foi logo descartado. Ninguém prova nada sem oportunidades e continuidade, não faltam exemplos de jogadores que rendem em diferentes contextos e quando são aposta.
Volto a insistir, Óliver faz todo o sentido sim porque demonstra a incapacidade do Sérgio Conceição potenciar esse tipo de elementos, simples. Essa é a minha crítica e o espanhol comprova-o. Por vezes basta mudar certas dinâmicas, mudar o sistema, meter jogadores a fazer o “trabalho sujo” retirando alguma exigência defensiva a x jogador e este já rende mais. Um duplo-pivot a trabalhar nas costas de Óliver deixando-o assumir jogo e ele teria logo rendido mais. Mas lá está, SC só tem um tipo de dinâmica e modelo, sendo incapaz de potenciar elementos de certo perfil.
É complicado porquê o treinador demonstra desde logo que não conta com o jogador e o Telles jogava SEMPRE, mesmo quando era notório que estava “rebentado”, isto mostra ao concorrente que não terá qualquer hipotese. Juntando a isto a aversão de SC por emprestados (continuo sem perceber como a direcção continua a trazer elementos emprestados quando SC não aprecia) o jogador viu logo que nem ia cheirar e claro que isso é desmotivante. O Mbemba é um caso diferente. Por norma a dupla de centrais roda menos, Mbemba chegou e o Porto já tinha uma dupla consolidada e o Mbemba até se lesionou mal chegou, mas o SC foi dando mostras de que contava com ele utilizando-o a sair do banco inclusive como lateral direito num ou outro momento. O Jorge simplesmente não contou.
Prof. Neca
Bom, penso que a esse tipo de jogador se dá o nome de “indiscutível”. Por norma, são elementos que pela sua importância no jogo da equipa, raramente são descartados, mesmo em momentos que não rendem como o esperado. Por exemplo, presumo que um desses “fetiches” seja, na sua opinião, Marega. Antes de tudo, concordo parcialmente com as opiniões que tenho lido aqui no Blog. É de facto um jogador que pode ser frustrante para o adepto portista. No entanto, é um elemento imprescindível na manobra de jogo do FCP, não apenas naquilo que são as suas ações diretas, mas sobretudo por aquilo que provoca nos adversários. É um jogador com bastantes limitações técnicas, mas é igualmente verdade que oferece o que nenhum avançado nos consegue oferecer. Repare, o maliano é exímio nos movimentos de ruptura e na profundidade que dá ao jogo do FCP. Essas suas características têm um enorme impacto nas defesas adversárias, que não raras vezes, são obrigadas a adaptar-se constantemente, concedendo espaço a outros jogadores. Eu sei que não referiu Marega, mas julgo ser um dos jogadores a que entra na sua definição de “jogador fetiche”.
Não concordo. A segunda época foi “quase” de sonho, é certo que perdemos por culpa própria, mas penso que na sua generalidade foi uma época muito bem conseguida, chegando aos quartos da Champions, final das taças e perdendo a corrida do campeonato no fim para o SLB. A terceira época também não há muito a dizer, cumpriu os objetivos principais. A meu ver, jogar apenas de uma forma não tem problema nenhum, até porque muito poucas vezes foi contrariado. Aliás, todos os treinadores jogam “apenas” de uma forma porque é aí que reside a identidade de uma equipa. As dinâmicas de jogo são sempre iguais, pode é haver variações no sistema de jogo, mas de resto a identidade mantém-se. Não querendo entrar em comparações, mas alguma vez viu Guardiola abdicar do tiki-taka ou Klopp abdicar do gegenpressing? Não porque foi assim que eles trabalharam as suas equipas. Claro que pode preferir outro tipo de jogo e/ou outras filosofias, cada um entende o futebol à sua maneira. No entanto, é factual que o futebol de SC é eficaz, ponto. Não há equipa em Portugal tão forte como o FCP no ataque a zonas de finalização, com a qualidade de exploração do jogo exterior ou com a mesma qualidade nas bolas paradas, e isso é tudo trabalho de SC.
O Toni Martínez, como SC explicou, esteve 15(!) dias a trabalhar no Olival, enquanto Taremi estava na seleção, ou seja, tem um conhecimento muito maior do jogo da equipa ou não? Há que ter paciência porque a oportunidade irá surgir, não tenho dúvidas. Se o Taremi veio é porque o treinador conta com ele e sentiu que a sua qualidade faria a diferença na equipa, aliás até já o elogiou publicamente, algo que nem é normal no SC.
Prova que é um campeonato periférico onde se pratica um futebol inferior ao jogado na Europa. Os jogadores que enumerou, com exceção do Hulk (embora a sua qualidade fosse sobejamente conhecida), transferiram-se de grandes campeonatos para lá com o objetivo de enriquecerem, e não porque não tinham interessados das principais ligas europeias como foi o caso do Paulinho. Sim, foi mais-valia no Portimonense, mas no clube algarvio não tinha 11 jogadores da equipa adversária a jogar atrás da linha da bola, não tinha a pressão de jogar num candidato ao título, entre outros fatores. São imensos os casos de jogadores que não se conseguem adaptar ao salto competitivo.
Bem pelo contrário, o trabalho de SC com Óliver foi bastante notório. Dentro daquilo que eram as características do espanhol, o treinador moldou-o à sua forma de jogar. Esse exemplo até é bastante demonstrativo de como o treinador procurou potenciar um jogador, que na opinião do Kacal, não contava para ele.
Isso são suposições que está a fazer. Não concorda que se calhar Jorge não jogou porque mesmo o Alex estando com dificuldades, o Jorge não dava garantias de poder substituí-lo? Provavelmente o Jorge não contou porque não deu uma resposta positiva nos treinos. Repare, essa aversão a emprestados não existe. O treinador é pago para ganhar, não lhe cabe a ele gerir o clube, por isso é-lhe indiferente se é emprestado ou não, ele coloca aqueles que considera os melhores em jogo.
Kacal
Se você defende que um jogador deve jogar sempre mesmo quando não rende, é a sua opinião e respeito. Mas no futebol importa ganhar e ainda esta época já perdemos dois jogos no campeonato, há jogos que o jogo pede outro tipo de características nos avançados e se o treinador não vê isso e aposta no “fetiche” só porque encaixa na sua maneira de jogar mesmo quando o jogo pede algo diferente, então só demonstra a sua limitação em adaptar-se quando o jogo pede algo diferente. Além disso o Marega não é propriamente um Messi ou CR7 para ser indiscutível. Quando um jogador como o maliano é visto como indiscutível diz muito do mal que há no clube actualmente, com todo o respeito.
E sobre o rendimento. Perder 7 pontos de avançado para mim nunca pode ser considerado um excelente trabalho, peço desculpa. Isso é incompetência! E na última época vencemos com vários pontos perdidos e exibições menos conseguidas, mas tivemos um dos piores Benficas dos últimos largos anos que permitiu sendo incompetente que recuperassemos vários pontos de vantagem. Nós escorregavamos e o Benfica conseguia fazer ainda pior. A 1ª época foi muito boa, mas para mim SC tinha saído no fim da 2ª quando perdeu, no máximo sairia este Verão depois de ter ganho.
De que adianta falar nesses 15 dias se um jogador que pouco trabalhou com a equipa fez mais que o Toni Martínez no tempo que jogou? O espanhol até podia ter 2 meses a mais de preparação, importa é a qualidade e o rendimento em campo ou devia… o iraniano já mostrou ser mais jogador no pouco tempo que jogou e só tem é que ter oportunidades. Além disso daqui a bocado estamos em 2021 e continua-se a dizer que o Toni Martínez chegou 15 dias mais cedo.
O Paulinho não se adaptou à nova exigência? Houve assim tanta pressão nos treinos? É que o homem poucas oportunidades teve e continuidade, como é que se tira conclusões dessas sem jogar? Gostava de saber como é possível assumir isso quando o jogador nem opção foi praticamente. Mas ok. Deve ter sido como o Gonçalo Paciência que brilhou no Setúbal e foi chamado em Janeiro para ver os outros jogar…
Só me dá mais razão, ele tentou “moldar” o Óliver e conclusão? Tornou-o pior jogador, que grande “moldanço” que ele fez. Um jogador com talento e que já tinha dado provas de muito valor no clube, foi caríssimo para a nossa realidade e o treinador só conseguiu piorá-lo e nem acho que tenha sido por falta de empenho e compromisso do jogador, mas quando se tenta recuar um jogador daquele tipo e retirá-lo da zona onde pode fazer a diferença e obrigá-lo a jogar de uma forma que simplesmente não dá fica complicado. Isso não é potenciar, mas sim desperdiçar um jogador.
Ai eu estou a fazer suposições? E você está a fazer o quê?! O que eu disse é um FACTO, o Jorge não contou e nem oportunidades teve, FACTO! A suposição aqui é sua que diz que o jogador não deu garantias de poder substitui-lo nos treinos, você viu os treinos? É que eu não, logo isso sim são suposições. Que ele não teve oportunidades é sim um facto. E para mim isso dos treinos é uma desculpa, é sempre essa a usada quando embirra com um jogador, mas depois aposta num Manafá que não tem nível para o Porto. É em campo que se mostra valor e talvez ele tivesse demonstrado mais compromisso e mais motivação nos treinos caso visse que teria possibilidade de jogar, coisa que viu logo que não pela gestão do treinador. Mas pronto, continue a assobiar para o lado e defender tudo que o clube e a equipa técnica faz, cada um acredita no que quiser claro.
Prof. Neca
O Marega não é “fetiche” nenhum, é efetivamente um jogador que oferece imenso à equipa, isso é inegável. Um “fetiche” seria um elemento com lugar cativo no onze inicial que em nada acrescenta à equipa, e não me parece que o maliano seja o caso. Não diria limitações em adaptar-se, diria antes alguns erros na leitura de jogo. O SC tanto é bastante assertivo, como por vezes precipita-se nas alterações que faz ou mesmo naquelas que não faz e devia fazer.
Quer dizer, na segunda época perdemos porque foi incompetência nossa, e na terceira época ganhámos porque foi incompetência do rival, ou seja, nunca há mérito do SC em nada. Pelo amor de Deus, que não entenda o jogo da mesma forma do treinador até compreendo, agora estar constantemente a diminuir o seu trabalho é que eu não percebo. Na segunda época, como eu referi anteriormente, tivemos culpa própria, e na terceira fomos melhores que os outros, ponto.
Desculpe, mas não vou alimentar a discussão do Paulinho, do Bazoer, do Jorge, etc. Daqui a bocado está a dizer que o Klopp não presta porque não potenciou o Rafael Camacho. Eu não percebo a insistência no Paulinho, juro que não. O jogador não jogou, nem foi opção porque o treinador não contou com ele, qual é o problema? Acontece em todos os clubes, com todos os treinadores. O jogador foi identificado, foi acompanhado, foi comprado, esteve integrado 6 meses na equipa principal, e ao fim desse tempo o treinador não lhe viu qualidades para ser opção. Era preciso ter feito uma sequência de jogos porquê, se provavelmente o treinador não lhe viu capacidades para entrar no onze após observá-lo durante 6 meses?
Tornou-o pior jogador? Onde é que tornar o jogador mais forte num momento de jogo que ele não o era, o tornou mais fraco? O talento permaneceu intacto, simplesmente o Óliver ficou muito mais forte na reação à perda na bola, no momento defensivo.
Não, não estive nos treinos, mas parece-me uma explicação mais plausível do que achar que o SC tem conflitos com 30% do plantel, isso é irreal.
Desculpe, mas não concordo. Antes de chegar ao campo é no treino que o jogador tem de mostrar que deve ser opção, ou seja, é completamente o inverso do que está a dizer. A época é longuíssima, todos têm oportunidade de se mostrar e de acumular minutos, mas é nos treinos que têm de dar tudo o que têm e mostrar-se aptos para serem aposta no onze inicial. Eu não estou a assobiar para o lado, nem a defender tudo o que o clube ou a equipa técnica fazem, mas também não ando a embirrar com tudo o que são decisões da direção e do treinador.
Critico de Cinema
Subscrevo a sua posição, Kacal. Sérgio Conceição tem sem sucida fetiches difíceis de compreender. O futebol “de trolha”, que é seu apanágio, parece estar para ficar.
Kacal
Infelizmente estou totalmente de acordo, mas enfim. Pelo menos não sou o único a pensar assim, Crítico de Cinema. Torcemos por mudanças então!