Para dar uma medalha a Portugal nos JO? Confirmou o favoritismo que lhe era atribuído nestes Europeus e deixou um aviso à concorrência que terá em Tóquio (há 5 anos, no Rio de Janeiro, ficou em 12.º, mas agora parece mais focada).
Auriol Dongmo sagrou-se campeã europeia de pista coberta no lançamento do peso com uma marca de 19m34. A atleta luso-camaronesa, do Sporting, colocou-se na frente ao segundo ensaio, após um nulo, e foi durante boa parte da prova a única acima dos 19 metros. A sueca Fanny Roos (ficou em 2.º, com recorde nacional) passou para o comando com 19.29m ao 5.º ensaio, mas Dongmo respondeu de imediato com a marca que lhe valeu a vitória. É a primeira vez na história que Portugal conquista uma medalha nesta especialidade.


8 Comentários
Tiago Silva
Muito bem! Mais uma atleta portuguesa a orgulhar a nossa bandeira, parabéns pela medalha!
AndreChaves9
Atleta portuguesa que neste caso deve ser sinônimo de atleta comprada por Portugal para ser representante tal como de um clube se tratasse. Não fui explorar muito mais já esteve noutros mundiais e jogos olímpicos a representar outras nações e veio para o Sporting há dois ou três anos e naturalizou.se. Não concordo nada que se represente mais do que uma nação mas pronto. Ver isto dá-me zero orgulho.
PS: repito que não fui explorar a história para saber se tem descendência portuguesa ou qualquer coisa do gênero
RomeuPaulo
Dou-te um conselho, vê a entrega das medalhas e principalmente quando toca o hino.
Não conheço o historial da atleta, mas aquele momento foi arrepiante, aquela atleta portuguesa, e sim portuguesa apesar de não ter nascido em Portugal, é muito mais portuguesa que muitos que nasceram e sempre viveram em Portugal, é um orgulho ter alguém como ela a representar-nos.
PS: Nada contra ti, mas quando vi a entrega das medalhas comentei como é que pode haver pessoas a defender a existência de portugueses de primeira e portugueses de segunda, chego aqui e vejo o teu comentário.
Miguel Caçote
Não é portugueses de primeira e de segunda. É portugueses de origem e naturalizados portugueses, sendo que, por exemplo, apenas os primeiros se podem candidatar a Presidente da República.
RomeuPaulo
Isso é apenas um outro termo para dizer o mesmo.
Portugueses de primeira/segunda, de bem/de mal, de origem/naturalizados, é tudo a mesma coisa, apenas uns termos são mais chiques que outros.
Não deve haver distinção entre portugueses, tendo todos os mesmos direitos e os mesmos deveres.
Estou a par dessa situação relativamente aos candidatos à Presidência da República, para mim não faz qualquer sentido, até porque pode haver uma pessoa mais competente e que sinta mais o país do que muitos portugueses “de origem”.
Agora se me falares nos critérios para atribuição da nacionalidade e como eles são aplicados, aí muito provavelmente direi que é preciso fazer alterações (há uns tempos falou-se de atribuir a nacionalidade a um grupo de descendentes de pessoas que foram expulsas do país há dezenas de anos e, do que percebi, era bastante duvidosa), agora a partir do momento em que têm a nacionalidade portuguesa não pode haver distinção.
AndreChaves9
Para mim a questão aqui é verem as nações como clubes e andarem atrás das que podem dar melhores condições. Para mim não faz sentido.
RomeuPaulo
São coisas diferentes, representar o teu país é o orgulho máximo que podes ter, a camisola de Portugal (ou de qualquer outro país) pesará sempre mais que a camisola de um Benfica, de um Porto, de um Sporting, de um Real Madrid, de um Bayern Munique ou de qualquer outro clube do mundo, não tem sequer comparação.
Sei que há casos que são exatamente aquilo que disseste, este não me parece, basta ver a forma como a Auriol Dongmo cantava o hino (sim, ela cantou), a forma como chorava ao ouvir A Portuguesa, havia sentimento e orgulho em representar Portugal.
Por isso, voltando ao início não podem haver portugueses de primeira e portugueses de segunda, a partir do momento em que és português tens exatamente os mesmos direitos e deveres que todos os outros, no entanto não se deve banalizar a atribuição da nacionalidade (e, pelo que pesquisei, esta atleta esteve a viver em Portugal vários anos antes de ser portuguesa, foi ela que procurou o país e só conseguiu a nacionalidade há menos de 6 meses).
Antonio Clismo
Aproveitar a pandemia para começar do zero e construir as bases para uma prática desportiva mais frequente e intensa nas crianças dos 6 aos 15 pelo menos. Deveria ser obrigatório pelo menos praticar um desporto paralelamente ao percurso escolar.
Um pouco como a Espanha fez no final dos anos 90 e que causasse um salto qualitativo geracional em variadíssimos desportos anos mais tarde. A selecção de futebol que foi bi-campeã europeia e campeã mundial em 2010 é o exemplo dessa geração fantástica de futebolistas espanhóis, mas não só, ficaram muito mais competivos em todos os desportos, do basquetebol ao hóquei em patins, dos desportos motorizados ao ténis, da natação ao atletismo. Foi apenas o resultado dessa forte política de desporto escolar que a Espanha teve no final dos anos 90