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Guia do Euro’2020: Uma geração recheada que procura não voltar a desiludir

Outrora uma potência europeia (4.º lugar no Mundial 1934 e 3.º no Mundial 1954), a Áustria atravessou uma longa travessia no deserto e não sabe o que é participar numa campeonato do Mundo desde 1998. Após essa prestação modesta, os austríacos apuraram-se para dois campeonatos da Europa (um deles co-organizado com a Suíça) – 2008 e 2016 – onde ficaram bastante aquém do exigido (2 empates e 4 derrotas). Em 2020, as ambições são outras, tal como a qualidade do plantel. O alemão Franco Foda tem à sua disposição um leque de jogadores com mais qualidade e experiência que há quatro anos. Dos 26 convocados, 21 jogam na Bundesliga, um dos campeonatos mais entusiasmantes da atualidade. Ainda assim, os austríacos têm apresentado grande irregularidade de resultados e ainda recentemente foram goleados em casa pela Dinamarca (4-0). Inseridos no grupo C, juntamente com Países Baixos, Ucrânia e Macedónia do Norte, qualquer resultado que não seja a passagem aos oitavos-de-final, será uma desilusão.

Estrela: David Alaba (Def/Med, 28 anos, Bayern) – O polivante tem nova oportunidade de brilhar numa grande competição, depois da desilusão que foi em 2016. Na seleção joga preferencialmente a médio, posição que lhe permite demonstrar toda a sua qualidade com bola e apoio ao ataque.
Jogadores em destaque: Aleksandar Dragovic (Defesa, 30 anos, Bayer Leverkusen) – Apesar de não ser habitual titular no Bayer, o experiente defesa central já conta com passagens por Basileia e Kiev, bem como com 89 internacionalizações pela Áustria e quase 100 jogos nas competições europeias. Marcel Sabitzer (Med/Ava, 27 anos, RB Leipzig) – O médio ofensivo/extremo leva 5 temporadas de grande qualidade na Bundesliga e, tem no Euro’2020, uma grande oportunidade de elevar a sua cotação. Marko Arnautovic (Avançado, 32 anos, Shanghai Port) – Apesar de disputar a liga chinesa, o possante avançado continua a ser chamado com regularidade à selecção. E não tem desiludido, como atestam os 13 golos, nas últimas 27 internacionalizações.
XI Base: A. Schlager, Lainer, Dragovic, Hinteregger, Ulmer, Ilsanker, X. Schlager, Alaba, Baumgartner, Sabitzer e Arnautovic
Jovem a seguir – Christoph Baumgartner (Médio, 21 anos, Hoffenheim) – Estreou-se recentemente pela sua selecção (2020), e Franco Foda já não consegue escalar um 11 sem o jovem do Hoffenheim nos eleitos. Acrescenta grande qualidade técnica, capacidade ofensiva e promete ser uma das revelações do Europeu.
Principal Ausência: Heinz Lindner (GR, 30 anos, Basileia) – O experiente guarda-redes era aquele que somava mais internacionalizações entre os quatros eleitos, mas ficou de fora da convocatória final.
Convocatória: Guarda-redes: Daniel Bachmann (Watford), Pavao Pervan (Wolfsburg), Alexander Schlager (LASK). Defesas: David Alaba (Bayern), Aleksandar Dragovic (Leverkusen), Marco Friedl (Werder Bremen) Martin Hinteregger (Frankfurt), Stefan Lainer (Monchengladbach), Philipp Lienhart (Freiburg), Stefan Posch (Hoffenheim), Christopher Trimmel (Union Berlin), Andreas Ulmer (Salzburg) Médios: Julian Baumgartlinger (Leverkusen), Christoph Baumgartner (Hoffenheim), Florian Grillitsch (Hoffenheim), Stefan Ilsanker (Frankfurt), Konrad Laimer (Leipzig), Valentino Lazaro (Monchengladbach), Marcel Sabitzer (Leipzig), Louis Schaub (Luzern), Xaver Schlager (Wolfsburg), Alessandro Schopf (Schalke) Avançados: Marko Arnautovic (Shanghai Port), Michael Gregoritsch (Augsburg), Sasa Kalajdzic (Stuttgart), Karim Onisiwo (Mainz)
Selecionador: Franco Foda

Prognóstico Visão de Mercado: Fase de Grupos

10 Comentários

  • Amigos e bola
    Posted Maio 25, 2021 at 11:15 am

    O nome do selecionador continua a ser de rir ahahah

    Seja como for, têm uma boa seleção, sem dúvida. Daquelas que não são fracas mas também não são das melhores.

    Que tenham uma prestação simpática

  • BrunoAlves16
    Posted Maio 25, 2021 at 11:28 am

    Muito longe das grandes selecções austríacas dos anos 30 a 50 (ainda se reergueu depois da anexação nazi) e até mesmo da competitiva Áustria dos anos 80, ainda assim não passam a fase de grupos de uma grande competição desde o Mundial 1982 creio. Será esse o repto para este Europeu, arrisco na passagem dos austríacos aos oitavos, mas têm de ser bem mais competentes que nos ultimos torneios em que participaram, são superiores à Macedónia do Norte e inferiores à Holanda, discutirão em teoria a posição com a Ucrânia, pelo que ao poderem passar três, podem almejar a fase a eliminar.

    Individualmente, creio que Kalajdzic do Estugarda pode ter uma palavra a dizer no ataque austríaco, fez uma temporada muito boa. O próprio Gregoritsch, do Augsburg, é uma opção válida, embora não tendo tanta qualidade na minha opinião. Confesso que desconheço a forma em que está o teoricamente indiscutível Arnautovic.

  • André Pires
    Posted Maio 25, 2021 at 11:40 am

    Vai ser engraçado ouvir os comentadores portugueses a dizer o nome do seleccionador, eheh

  • w0bbly
    Posted Maio 25, 2021 at 11:41 am

    Se a equipa personificar o treinador. Vai ser F*** ganhar-lhes!

  • BAFANA BAFANA
    Posted Maio 25, 2021 at 11:56 am

    Para mim uma das maiores desilusões do Euro 2016!
    Não sendo uma seleção que me apaixone, penso que se quer ter oportunidade de passar os grupos é esta.
    Estão naquele que para mim é o grupo mais fraco do Euro (se é que se possa assim dizer.. Sendo uma competição tão breve, muito se deve à forma em que as seleções se encontrem na altura) e pontuando frente à Macedónia do Norte e talvez pontuar frente à Ucrânia conseguem seguir em frente (estou já a supor uma derrota frente aos Países Baixos, mas como disse, depende tudo da forma à chegada do Euro. Podem muito bem ganhar).
    O meu prognóstico este ano é mais otimista – Oitavos de final

  • Tiago Silva
    Posted Maio 25, 2021 at 12:31 pm

    Tem uns nomes interessantes, mas é uma equipa com bons médios e poucos avançados que possam fazer a diferença e com pouco talento ofensivo no último terço. Ainda assim acho que a melhor forma de jogar desta equipa seria com Schlager, Dragovic, Grillitsch, Hinteregger, Lainer, Laimer, Alaba, Ulmer, Sabitzer, Arnautovic e Kaladzic e apostar nos cruzamentos e numa boa organização defensiva.

  • TOPPOGIGGIO
    Posted Maio 25, 2021 at 1:51 pm

    O Alaba faz lembrar o Nesta, Torres ou Michael Owen na medida em que habituamo-nos a vê-los desde os 17 anos em clubes de topo e desde muitíssimo novos nas respectivas selecções que, passada uma década, ainda têm/tinham apenas 27/28 anos. Há outros jogadores, com o próprio Messi e CR7 incluídos que se estrearam cedo mas os que referi por alguma razão são os que me vêm primeiro a memória relativamente a jogadores precoces. Há outros que devido ao facto de jogarem em selecções mais fracas acabaram por ser convocados muito cedo mas sem ter tanta relevância. O próprio Alaba essa memória que tenho dele é mais devido ao Bayern, obviamente…

  • Daniel Alves
    Posted Maio 25, 2021 at 2:11 pm

    Os dois Schlagers são relacionados?

  • Richrad
    Posted Maio 25, 2021 at 5:04 pm

    Com a entrada da Red Bull no futebol europeu e sempre com a projeção de jovens talentos, pensava que a seleção austríaca pudesse ter dado um salto qualitativo mas até ao momento o impacto é relativo ( embora praticamente 80% dos jogadores austríacos joguem na Bundesliga).

    Com este novo formato vindo do Euro 2016, a Austria tem todas as condições para passar à fase seguinte… tendo obrigatoriamente que resolver essas contas na primeira jornada frente à Macedónia do Norte, que contudo não será tarefa fácil ( conseguiram no passado recente, a proeza de vencer a Alemanha e contam ainda com o “jovem” Pandev, Elmas, Alioski ou Bardhi).

    Saudações Desportivas

  • Knox_oTal
    Posted Maio 25, 2021 at 6:17 pm

    Já não é, há muito, uma selecção competitiva como era nas Eras de craques do passado, como Sindelar (O Homem de Papel), Ocwirk, Prohaska, Herzog ou o homem golo Hans Krankl… com especial enfoque para a Wunderteam (precursora, em termos de estilo e influência, do Futebol Total, que depois marcou mais tarde a Laranja Mecânica), mas tem alguns jogadores de qualidade.

    Por exemplo, sou imensamente admirador das qualidades de Alaba, jogador de topo há quase uma década, e de Sabitzer… ainda assim não os vejo a passar a fase de grupos, mas podem surpreender! Espanta-me a ausência de dois jovens; Hannes Wolf, um dos com maior potencial, e Max Wober.

    Saudações Desportivas

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