No dia 30 de Abril de 2019, ou seja, no dia após o FC Porto ter vencido a Youth League 2018/2019, com uma vitória por 3-1 sobre o Chelsea, o presidente Pinto da Costa fez as seguintes declarações, na Câmara Municipal do Porto, acerca dos jovens vencedores: “Vão ter um futuro brilhante à vossa frente. Tenho uma grande fé e até uma certeza, sobretudo depois da conversa que tive ontem com o nosso treinador Sérgio Conceição, de que a breve prazo alguns de vocês e depois outros mais vão fazer parte dos quadros do FC Porto”. Após estas declarações, houve um grande entusiasmo e expetativa por parte dos adeptos portistas de que poderiam ter um futuro recheado de sucessos e com um grande contributo do Olival, como já aconteceu no passado. No entanto, nem tudo correu como era previsto…
Vamos a factos. Os jogadores convocados para a final da Youth League contra o Chelsea foram os seguintes: 11 titular: Diogo Costa; Tomás Esteves, Diogo Queirós, Diogo Leite, Tiago Lopes; Fábio Vieira, Mor Ndiaye, Romário Baró; Ángel Torres, João Mário, Fábio Silva. Suplentes: Francisco Meixedo, Tiago Matos, Pedro Justiniano, Afonso Sousa, Vítor Ferreira, Gonçalo Borges, Taddeus Nkeng.
Quais destes jogadores estão, de facto, a ser aproveitados pelo FC Porto?
Diogo Costa – Tornou-se na alternativa a Marchesín nas duas épocas seguintes, mas já mostrou tanto no clube como na seleção sub-21 que está preparado para ser titular. No entanto, o FC Porto não parece disposto a abdicar do argentino. Será que é preciso sair para poder jogar regularmente?
Tomás Esteves – Três jogos pela equipa principal do FC Porto em 19/20, tendo sido emprestado ao Reading em 20/21, onde realizou 30 jogos. De volta ao plantel, parece não estar nos planos para a nova época, tendo sido encaminhado para a porta de saída.
Diogo Queirós – Emprestado ao Mouscron da Bélgica na época 19/20, onde realizou 21 jogos. Regressou e foi vendido ao Famalicão em 20/21. São apontadas algumas fragilidades, mas já mostrou ser um bom jogador tanto nas camadas jovens do clube, como no percurso que realizou ao nível das seleções nacionais. Para além disso, é reconhecida uma capacidade de liderança fora do normal, já que ainda hoje é capitão da seleção sub-21. Não teve quaisquer oportunidades no FC Porto (e esperemos que possa continuar a sua evolução ao lado de Bruno Alves, na próxima época).
Diogo Leite – Ficou na equipa principal, tendo realizado 18 jogos em 19/20 e 27 jogos em 20/21. Aquando das lesões de Pepe e Mbemba, mostrou que com continuidade, está preparadíssimo para se assumir como titular no FC Porto, tendo realizado exibições de grande qualidade, inclusive na Champions League. Para a nova época, com a contratação de Fábio Cardoso e com os nomes que têm sido apontados, parece contar pouco.
Tiago Lopes – Dois jogos pela equipa B do Porto em 19/20, tendo saído para o Leganés a custo zero na época seguinte.
Fábio Vieira – Um dos poucos que tem sido uma aposta mais frequente de Sérgio Conceição. Mostrou-se na equipa B durante a época 19/20, tendo oportunidade de subir à equipa principal no final dessa mesma época, onde também se destacou. Em 20/21, realizou 29 jogos na equipa principal (a maioria como suplente utilizado) com 1 golo marcado. Deverá ficar no plantel.
Mor Ndiaye – Realizou duas épocas na equipa B do FC Porto, com 22 e 28 jogos, respetivamente. O que virá a seguir?
Romário Baró – Começou a época 19/20 como titular da equipa principal do FC Porto, tendo realizado até um excelente jogo contra o SL Benfica. Contraiu uma lesão e, a partir daí, raramente voltou a ser aposta. Em 20/21, ainda realizou 16 jogos, praticamente todos como suplente utilizado.
Ángel Torres – Realizou 18 jogos na equipa B do Porto em 19/20 e 4 jogos na época seguinte. Saiu para o Alverca em janeiro.
João Mário – A par de Fábio Vieira, é um dos poucos jogadores que tem tido mais minutos com Sérgio Conceição. Evoluiu na equipa B do FC Porto em 19/20, tendo realizado 21 jogos na equipa principal em 20/21. Não se conseguiu impor a extremo, mas terminou muito bem a época a lateral direito e espera-se que fique no plantel, como alternativa para essa posição.
Fábio Silva – Realizou 21 jogos na equipa principal do FC Porto em 19/20, com 3 golos marcados. Ainda muito novo, foi vendido ao Wolves por cerca de 40 milhões. Apesar do tremendo potencial, tem de se considerar que foi uma venda fantástica para os cofres do FC Porto, uma vez que seria muito difícil rejeitar estes valores.
Francisco Meixedo – Tornou-se no quarto guarda-redes da equipa principal, na época 20/21. Titular nos juniores em 19/20, zero jogos oficiais em 20/21.
Tiago Matos – 25 jogos na equipa B do Porto em 20/21. Com a quantidade de defesas centrais na equipa principal e nomes apontados, o mais acertado seria um empréstimo a uma equipa de primeira liga.
Pedro Justiniano – 20 jogos na equipa B do Porto em 20/21. Tal como Tiago Matos, será difícil impor-se na equipa principal num futuro próximo, por isso, o mais acertado seria um empréstimo a uma equipa de primeira liga, com vista à continuação da sua evolução.
Afonso Sousa – Bom jogador, com grande qualidade técnica. Evoluiu na equipa B em 19/20, tendo saído para a B SAD, onde realizou 35 jogos em 20/21, tendo mostrado que apesar de ainda ter algumas falhas normais da idade, é jogador para patamares superiores.
Vítor Ferreira – Provavelmente, o melhor jogador desta geração. Dotado de uma qualidade técnica brutal, tendo também já demonstrado o seu potencial ao nível da seleção de sub-21… Realizou 12 jogos pela equipa principal do FC Porto em 19/20, tendo quase sempre impacto vindo do banco. Foi emprestado ao Wolves em 20/21, onde fez 22 jogos. O Wolves não acionou a opção de compra de 20M e ele regressou ao plantel do Porto para a nova época. Veremos se é desta que será aproveitado.
Gonçalo Borges – Na época 19/20, esteve nos juniores do Porto, tendo depois, na época 20/21, estado na equipa B, com 32 jogos realizados. Evolução normal.
Taddeus Nkeng – Realizou 12 jogos em 19/20 pela equipa B do FC Porto, tendo sido vendido ao Olimpik Donetsk na época seguinte, onde marcou 2 golos em 10 jogos.
Com este texto, conclui-se então que dos jogadores presentes nessa final da Youth League, apenas Fábio Vieira e João Mário têm sido apostas mais regulares por parte de Sérgio Conceição, com Diogo Costa, Diogo Leite e Romário Baró a aparecerem num patamar mais abaixo. Obviamente que nem todos teriam qualidade para jogar pela equipa principal do FC Porto, mas será que estes jovens não poderiam ter sido melhor aproveitados até agora? Será que um Tomás Esteves faria pior do que um Nanú? Será que um Diogo Queirós faria pior do que um Malang Sarr? Tendo em conta o contexto vivido pelo FC Porto nos últimos anos, com todas as restrições impostas pelo Fair Play financeiro, não teria sido uma estratégia mais inteligente a aposta nestes “miúdos” do Olival, com provas dadas no seu patamar competitivo? E, para além disso, será que esta não aposta na formação não poderá prejudicar o FC Porto no futuro, com uma saída cada vez mais precoce dos melhores elementos das camadas jovens?
Visão do Leitor: Hugo Matos


14 Comentários
ktc
O Diogo Queirós teve muitos minutos na Equipa A. Acho que nem eu nem ninguém acredita, como diz no texto, que ele estará preparadíssimo para assumir como titular na posição de central no FCP. É um jogador que tem qualidades interessantes mas tem muitas falhas de concentração. Comete muitos erros nos jogos. Não tenho dúvidas que tem qualidade para vir a ser titular do clube mas neste momento não me parece preparado. Tanto faz um bom jogo como depois enterra em 3.
Kacal
Eu sou defensor da formação e do jovem português, o que mais ambiciono é ver estes jovens jogar e ser aposta no meu clube mas a aposta na formação não pode ser feito só porque sim. O jovem tem que dar mais garantias que o titular e apresentar provas para agarrar o lugar.
Considerando apenas aqueles mais cotados como Diogo Costa, Diogo Queirós, Diogo Leite, Tomás Esteves, Romário Baró, Vitinha, Fábio Vieira, João Mário e Fábio Silva. Os outros seja por estarem “verdes” ainda para ser aposta séria ou não terem nível para tal não considero.
Destes nomes só vejo 2 que a meu ver deveriam ser titulares e têm nível para ser aposta séria que são Diogo Costa e Vitinha mas mesmo nestes o Diogo tem Marchesín à sua frente que não é propriamente mau GR e portanto só faz sentido apostar no Diogo caso o argentino baixe o nível ou seja vendido por um bom valor, não vamos mandá-lo embora agora por tostões só para fazer a aposta até porque o Diogo estando preparado a meu ver ainda não é um fenómeno nem sei se virá a ser. Mas tem potencial e parece-me pronto para agarrar a sua oportunidade quando a tiver. O Vitinha sim por mim seria já aposta este ano e tem nível para tal. De resto Fábio Vieira está quase a chegar lá mas todos os outros uns já saíram do clube e não via futuro imediato cá para eles (Diogo Queirós e Fábio Silva) e os outros podem vir a ser aposta mas precisam mais algum tempo (Tomás Esteves, João Mário e Baró) mas não vamos dizer que todos deviam ser já titulares indiscutíveis e aposta séria porque não é a realidade, discordo.
Agora quem aposta em Manafá e Nanu pode apostar em Tomás Esteves e João Mário. Se o argumento de SC é que os dois primeiros dão mais em atitude competitiva então até percebo que não aposte já no Tomás, mas o João Mário tem essa atitude competitiva, tem mais qualidade e é jovem da formação, espero que seja já aposta caso não venha outro lateral direito, gostei imenso de o ver nessa posição e como extremo não lhe vejo grande futuro.
Amigos e bola
O Porto tem imensa qualidade e talento na sua formação, mas tem sido um clube medíocre a tirar proveito dela.
O Porto foi um clube que há 15, 10 atrás preferiu deixar para trás o mercado nacional e o jogador da formação para se virar para a América Latina.
Durante uns anos isso resultou, e as seleções desses países agradeceram imenso. O problema é que foi uma abordagem que contribuiu para a insustentabilidade financeira do Porto. Não é sustentável um clube português gastar 7,8,9 milhões num jogador durante tantos anos. Não há essa força financeira.
E do que podemos verificar hoje, o mercado sul-americano perdeu muita qualidade, e o Porto ficou sem alternativas para manter o nível competitivo do plantel.
Recorreram a alguns jogadores da formação, mas tudo muito escasso, e sem critério.
Para esta época, nada mais do que apostar nos talentos da formação. A qualidade está lá. Ou se aposta nela, ou isto já é cair na gestão danosa.
ThomasBrolin
Nanú fez 19 jogos e 1060 minutos. Tomás Esteves fez 30 jogos e 1310 minutos num contexto muito mais competitivo e numa realidade diferente.
Diogo Queirós fez 22J + 1639 minutos. Diogo Leite fez 18J + 1835 minutos. Sarr fez 27J + 2017 minutos.
Diogo Queirós, Tomás Esteves, Vitinha precisavam de sair. Enquanto profissionais de futebol no início de carreira, precisam de jogar e não estagnar e evoluíram.
Enquanto portista, dói quando um profissional não consegue conjugar o sonho com a carreira. No FCPorto tens que ser extraordinário fora, para teres a mínima oportunidade para voltar. Sérgio Oliveira, Bruno Costa, Bruno Alves, Ricardo Carvalho, André André, Gonçalo Paciência.
Estes exemplos, pelos resultados distintos, demonstram que não há cultura de cultivo de talento.
Pelas decisões que tomaram enquanto profissionais, prefiro Bruno Costa a Baró. Prefiro Diogo Queirós a Diogo Leite. Porque tiveram a coragem de sair da zona de conforto e denotam personalidade por isso.
O Porto nunca teve política própria. Sempre permitiu aos seus treinadores implementar as suas ideias, mesmo que contra alguns princípios do clube. Conjugar cultura com treinador é difícil e requer estruturas novas, atualizadas e capazes de evoluir. Facto que o FCPorto, e que me dói dizer, não tem há muitos muitos anos.
FCPenta
O contexto do Reading no Championship é mais competitivo que o contexto do FC Porto? A realidade é diferente? Estamos a falar do mesmo Porto?
ThomasBrolin
É mais competitivo jogar 20 jogos de Championship numa equipa de meio de tabela do que 20 jogos onde a maioria são contra adversários de menor fulgor ofensivo na Taça de Portugal, Taça da Liga e alguns jogos do campeonato.
20 jogos no Championship no contexto do Reading envolve mais trabalho defensivo do que iria ter nas oportunidades do Porto.
O empréstimo foi bem pensado e bem aproveitado. Cabe agora à equipa técnica perceber se as características defensivas evoluíram o suficiente para integrar o plantel.
Emanuel85
Infelizmente o SC não é capaz de aproveitar, menos ainda de potenciar estes miúdos. O caso do Tomás Estes é paradigmático da forma como se olha para a formação! Temos no plantel nada mais nada menos que Nanú, Carraça e até deu para chamar o R.Conceição mas não temos espaço para o Tomás!! Já nem falo sobre o lateral titular… esse que fosse há uns anos nem para a B servia.
Decisões difíceis de perceber! Pior é ouvir o presidente falar, quando a 1 coisa que pretende é vender e meter uns milhões ao bolso!! Depois compramos Nanú ou F.Andrades etc.
Tiago Silva
Excelente post a resumir tudo. Destes todos, vou apenas falar daqueles que ainda estão no Porto e o destino que acho que deveriam ter.
Diogo Costa – Nesta fase necessita de ser titular e ir acumulando experiência. Tem imenso potencial e sinceramente se fosse já aposta, penso que poderia corresponder. Mas estando Marchesín no plantel dificilmente seria titular, eu tentaria vender o argentino, até porque ganhou algum mercado com as boas prestações na Champions e apostava forte no Diogo.
Tomás Esteves – Um pouco como o Diogo Costa, tem um potencial brutal e neste momento precisa de jogar. Na minha opinião seria outro que estaria pronto para a equipa principal e que deveria ser titular, era também aproveitar a valorização do Manafá e apostar nele, está muito mais maduro e evoluiu imenso em termos físicos em Inglaterra.
Diogo Leite – Com a chegada do Fábio Cardoso e a manutenção de Pepe e Mbemba na equipa, penso que o melhor seria sair por empréstimo. O Diogo Leite tem um potencial incrível e seria bom estar a jogar todos os fins-de-semana, acumular erros e aprender com eles, até porque em termos de características não há muitos com o seu potencial. Mais uma época como 4ª opção poderia estagnar ainda mais, um empréstimo ao Boavista seria o ideal a meu ver.
Fábio Vieira – Um pé esquerdo de predestinado, deverá continuar no plantel e continuar a evoluir, ainda tem algumas falhas em termos de posicionamento e onde deve receber a bola, e tem que contribuir mais em termos defensivos, mas poderá crescer bem com o SC, é daqueles que acho que poderá dar o salto com ele, evoluindo em termos de intensidade e de foco. Deverá rodar com o Otávio, Pepê e Luis Diaz para a posição de extremo, podendo possivelmente jogar num meio-campo a 3 ou mesmo como segundo avançado.
Mor Ndiaye – Tem algum potencial, mas tem estagnado na equipa B, uma saída com partilha de passe ao Moreirense por exemplo poderia ser um bom negócio para ambas as partes.
Baró – É daqueles que precisa de continuidade, no plantel do Porto está muito tapado, mas um empréstimo poderia ser muito bom para ele. A equipa B já é curta para ele, portanto um empréstimo ao Famalicão poderia ser a solução, até porque acho que iria render muito bem no 4-3-3 do Ivo Vieira.
João Mário – Não é um craque, mas é muito polivalente e certinho, é uma boa opção para continuar no plantel, a jogar como lateral direito é onde acho que poderá ter mais futuro, seria uma boa alternativa ao Tomás Esteves.
Francisco Meixedo – Tem alguma qualidade, mas esteve sempre tapado pelo Diogo Costa ao longo da sua formação. Penso que está na hora de assumir a baliza da equipa B, servindo como 3ª opção na equipa principal se necessário.
Tiago Matos – Não o conheço tão bem, diria que continuar na equipa B, sendo uma presença mais ativa na equipa poderia ser positivo para ele.
Pedro Justiniano – Não acho que seja grande espingarda e evoluiu muito pouco ao longo dos anos. Talvez uma saída a título definitivo a um clube da Segunda Liga lhe faça bem. Às vezes estes miúdos só precisam de sair da sua zona de conforto, poderia fazer bem a ele.
Vitinha – Aqui não há dúvidas, é apostar e bem forte nele!
Gonçalo Borges – Tem qualidade e tem sido um pouco prejudicado por não haver muita qualidade nesta nova fornada nos juniores do Porto, mas é claramente o jogador mais lá. Que continue a evoluir na equipa B, realizando uma temporada onde seja mais importante na equipa.
carlos costa
Nem 8, nem 80. Primeiro é preciso ver que tudo o que o Pinto da Costa diz não merece crédito.
Depois é verdade que alguns deviam ter mais oportunidades(Fábio, vitinha, oleg) mas criou-se a ideia que basta sair da formação que já é um fora de série.
Diogo Costa tem que ganhar o lugar ao Marchesin coisa que ainda não conseguiu fazer.
Diogo Queiroz foi pena não ter sido bem vendido, porque qualidade neste momento não tem para o Porto.
Diogo Leite é outro, aproveitar o hype do jogador português e vendê-lo.
Tomás Esteves é verdade que pior que o Nanu não fazia, mas ele devia de ser emprestado para evoluir. Mas como o papa deixou o clube falir o mais certo é entrar na lavandaria do JM.
Romario baro e os centrais também deviam de ser emprestados.
Os outros ou continuam a evoluir na equipa b ou foram bem vendidos ou saíram porque não tinham qualidade.
El Barto
Parece que agora tudo é motivo para criticar o Porto. Eu até acho que nos últimos anos se tem apostado muito mais na formação do que em anos anteriores, onde nem ao banco iam.
Se é verdade que o FCP tem miúdos com um potencial tremendo, também é verdade que não podem ser todos titulares de repente.
Veja-se o Benfica, que houve uma altura em que tudo o que vinha da formação era lançado na equipa principal, e fartaram-se de queimar miúdos que se fossem lançados com calma, hoje até poderiam estar noutro patamar. Se por acaso o Porto agora decidisse despachar meia equipa A e apostar tudo na formação e depois nem à Champions fosse, ia andar aqui tudo a criticar.
Diogo Costa, Esteves, Leite, Queirós, Vitinha, Fábio Vieira, Conceição, João Mário, Baró e mais uns quantos têm potencial para um dia serem titulares ou importantes na equipa principal, sim. Mas neste momento os únicos que realmente poderiam sê-lo são Diogo Costa e Vitinha (e mesmo o Diogo ainda não provou ser já melhor que o Marchesín), os outros ainda têm que evoluir para tirar o lugar aos que lá estão. Até o Manafá, neste momento, dá mais garantias defensivas que o Tomás Esteves.
Vamos lá ter calma, que isto não é FM.
De Carvalho
ISto é tudo muito bonito mas nós queremos ganhar.
Manafá foi muito criticado mas meteu no bolso das moedas muitos extremo top na champions. Tomás Esteves já atingiu um salário que não pode estar no banco e para isso tem de ser vendido.
Leite e Baró tem de ser emprestados e ganhar muitos minutos nas pernas. Porque não uam epoca no santa clara europeu.
Diogo Costa, Vitinha, Fabio Vieira, Xico Conceição são jogadores que podem ser titulares este ano e jogar muito tempo durante a epoca. Existem muitos jogos e estes tem qualidade para assumir.
Vejo joão mário como um mau extremo e pode dar um excelente lateral direito.
joaolmaio
Nos últimos tempos, parece que só o FC Porto é que está obrigado a apostar na formação de forma convicta. Não sei se é por ter vencido a Youth League recentemente. Ou, quiçá, por ter estado em reais dificuldades financeiras.
Uma coisa é certa: ou a bem que se aposta na formação e se tem isso como objectivo primordial, ou então, havendo contratações vindas de fora, os que sobem da formação têm de se impor sobre os que custaram milhões e que, em campo, mostram mais. Sei que nem sempre é linear o custo do jogador+o rendimento que demonstra, mas olhando para o Porto:
Diogo Costa é melhor que Marche? Não.
Talvez Tomás Esteves pudesse ser aposta, e reconheço no miúdo potencial (e neste momento em nada ficará atrás de Manafá ou João Mário), mas não o treino, nem sequer estive atento ao ano de empréstimo, não me alongo nos comentários.
Diogo Queirós é melhor do que qualquer outro central do Porto? Não. Tem potencial para ser? Não. E Diogo Leite? Talvez tenha potencial, mas nunca passará de uma 3.ª opção, seja no Porto ou em qualquer outro clube do Top30 mundial.
Fábio Vieira e Vitinha sim, têm imenso potencial. O Fábio já fez um par de jogos, mas já aqui me pronunciei sobre isso, aquando do Euro sub-21: falta-lhe atitude competitiva para poder estar presente durante todo o jogo e não só a espaços (talvez um empréstimo a um Vitória SC ou a um Famalicão lhe fizesse bem); e Vitinha, para mim, seria aposta no imediato, saindo o Sérgio.
Quanto ao resto: Fábio Silva foi bem vendido, pois não vale, e nunca valerá, aquilo que pagaram por ele; e dos outros aí falados, nenhum tem qualidade para ser aposta na equipa principal do FC Porto.
Saudações.
Deco10
A conversa é sempre a mesma mas com muito pouco conhecimento.
Como dizes e bem, de todos os jovens que temos apenas o Vitinha tem qualidade já para pegar de estaca, o Fábio tem muita qualidade mas falta-lhe qualquer coisa, o Diogo Costa tem muita qualidade mas está tapado por um GR que, ao dia de hoje, é melhor do que ele, e isto numa equipa em que o obejtivo é ganhar é que conta. Tudo o resto são jogadores que podem ser úteis, no futuro até podem evoluir e agarrar um lugar, mas hoje em dia não têm qualidade para serem titulares.
O Leite já mostrou várias vezes que tanto faz 3 cortes incríveis como a seguir dá uma casa e sofremos um golo.
O Queirós já rodou na Bélgica e no Famalicão e em nenhum dos sítios mostrou ser o central que é a jogar com os da idade dele.
O Tomás Esteves rodou na segunda liga inglesa e nunca se conseguiu impor.
O João Mário mostrou qualidade mas vamos ver como aparece esta época, é que é muito diferente entrar no final da época quando já há muito pouco para resolver e entrar desde o início com toda a pressão inerente que é jogar no Porto.
O Baró tem qualidade, mas fisicamente não consegue aguentar o futebol sénior, precisa de crescer.
O Fábio Silva até pode vir a ser o melhor ponta do mundo, mas 40 milhões na altura que foi era irrecusável, porque nem o jogador estava perto de valer isso, e nós precisávamos de dinheiro como de pão para a boca.
Eu, pessoalmente, gosto da gestão que tem sido feita dos miúdos, dando-lhes algum tempo de jogo, ganham experiência e quando rendem têm sempre outra oportunidade. É claro que há uma exceção ou outra que podia ter sido lidada de maneira diferente, mas nada é perfeito.
Hugo
Parece me que há aqui muitos users que não estiveram com atenção às exibições que o Diogo Leite fez aquando das lesões do Pepe e do Mbemba e até mesmo no Europeu sub-21. Ele apenas precisa de jogar e de outra coisa que não existe no FC Porto para os jovens: paciência e continuidade. Já provou ser mesmo muito bom.
Vejam se os casos de Inácio, Nuno Mendes, Matheus Nunes ou TT… Todos com muito menos nome e muito menos expressão do que a maioria dos jovens do FC Porto. Só que há uma diferença: o treinador. Rúben Amorim não teve medo de os lançar e eles corresponderam todos, obviamente que com algumas falhas, mas corresponderam. E já agora, veja-se a valorização de Nuno Mendes! No FC Porto, falta continuidade. Apostar nos jovens não é eles entrarem num jogo, depois estarem três sem jogar e, de seguida, entrarem mais 15 minutos no jogo seguinte com o jogo resolvido. Uma aposta nos jovens requer continuidade. Esta “aposta” que tem sido feito no FC Porto, como se costuma dizer, “é só para inglês ver”.