
O objectivo do britânico é claro e a actual conjuntura pode ajudá-lo. No entanto, o fosso para o sérvio ainda é considerável.
Andy Murray tem tudo, ou quase tudo: campeão da Taça Davis, títulos do Grand Slam, títulos ATP, medalhas olímpicas e o “estatuto” inerente a quem faz parte do tão aclamado “Big 4”. Mas o britânico sabe que lhe falta a cereja no topo do bolo, que é como quem diz, chegar ao lugar mais alto da hierarquia mundial. “Penso, obviamente, alcançar o posto de número 1 mundial. Nunca lá estive, pelo que é algo que gostaria de experimentar, pelo menos uma vez, e por isso talvez seja mais uma motivação para mim do que para alguns dos tenistas que já por lá passaram”, reconheceu o actual segundo melhor jogador do Mundo, em declarações ao site da ATP.
Na verdade, os tempos parecem favoráveis a Andy Murray, numa altura em Novak Djokovic não está no topo da sua forma. É que para além de estar a recuperar de uma lesão no cotovelo direito, o sérvio deu conta que precisa de fazer uma espécie de “reset”. “Quero reencontrar o prazer de treinar e jogar. Não quero pensar em ser número 1 e ganhar torneios, isso não são prioridades neste momento. O ténis não é tudo na vida”, afirmou Djokovic, em conferência de imprensa, na semana passada.
A distância entre Murray e Djokovic é de 4.695 pontos, mas um eventual título do britânico, esta semana, em Pequim, contribuiria para uma redução da distância pontual. O britânico vai discutir o acesso às meias-finais da prova frente ao seu jovem compatriota Kyle Edmund (54.º). “Esta é a minha melhor temporada até à data, e vou procurar terminá-la da melhor forma que puder”, admitiu o pupilo de Ivan Lendl e Jamie Delgado.
João Correia


2 Comentários
Gunnerz
Não sou grande fã do Murray e acho que a sua qualidade não chega perto de Djoko nem Fed. O britânico tem ganho alguns titulos é verdade, mas a maior parte das vezes acaba derrotado nos momentos cruciais. Com as devidas diferenças (muita diferença mesmo) mas faz lembrar o Ferrer quando era top-5. Esteve lá montes de tempo mas na verdade não passava daquilo. O Murray é igual no sentido em que mesmo que chegasse a numero 1 ninguém o considerava o melhor assim como a maioria não considerava o Ferrer o 5º melhor.
Kafka
Concordo contigo.
Sempre achei exagerado incluirem o Murray no mesmo saco do Nadal/Fedex/Djoko, para mim nunca ouve um big 4, mas sim inicialmente um big 2 (Nadal/Fedex) e depois um big 3 (Fedex/Nadal/Djoko)
O Escocês é bom, não ponho isso em causa, mas principalmente do ponto de vista mental é muito mais fraco que o Djoko, Nadal e Fedex, e isso faz toda a diferença