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Na montra para a elite

13-championshipComo liga cada vez mais internacional e menos britânica como é o Championship em 2016, também a paragem internacional para jogos de selecções afecta a competição. O Newcastle, por exemplo, conta no seu plantel 11 jogadores que já contabilizaram pelo menos uma internacionalização pelo seu país (Wigan, Barnsley e Blackburn Rovers são os clubes com menos jogadores internacionais – um). Naturalmente o Newcastle lidera a liga no que a isso diz respeito, numa competição que a nível global conta com 86 jogadores internacionais pelos seus países.

Chegada então a paragem internacional de Novembro, surge um período de excelência para a reflexão do que tem sido a temporada 2016/17. No que aos melhores jogadores diz respeito, esta é uma compilação referente aos homens que mais se têm destacado esta época e que se vêm colocando na montra para a elite do futebol inglês. Assim, alguns destes jogadores poderão mesmo ser alvo de cobiça dos clubes primodivisionários de Inglaterra já neste mercado de Inverno.

CONOR HOURIHANE (BARNSLEY)
Se o Barnsley tem sido uma das grandes revelações neste inicio de temporada no Championship muito se deve à forma em que Conor Hourihane se apresentou em 2016/17. A formação mais jovem da liga (ninguém tem mais de 28 anos e apenas dois jogadores ultrapassam os 26 anos) tem potencial para se cimentar no Championship mas, para isso, terá de saber convencer jogadores como Hourihane a manterem-se por Oakwell. Será isso possível? Dificilmente. O irlandês de 25 anos mão só está a jogar o seu melhor futebol e, na verdade, tem sido o melhor jogador da competição até ao momento, como termina contrato com o Barnsley no final da temporada. Com três golos e quatro assistências já no bolso, Hourihane tem sido o motor e cérebro do futebol dos Tykes. Hourihane é um médio centro completo. Forte com e sem bola, concentrado e com um QI futebolístico muito acima da média. Poucos jogadores passam a bola tão bem quanto Hourihane, seja em jogo corrido, seja em situações de bola parada. Elegante, calmo, líder, Hourihane domina o centro do terrno a seu bel-prazer.

LEWIS DUNK (BRIGHTON & HOVE ALBION)
O facto de Lewis Dunk, aos 24 anos e já com algumas épocas ao mais alto nível, ainda andar pelo Championship é um dos exemplos de que o futebol nem sempre faz sentido. Desde 2014 que Dunk tem sido constantemente um dos( senão “o”) melhores defesas centrais da competição (e já em 2012 havia estado nomeado para o jovem jogador do ano da Football League) mas, pelo menos este Verão, já se viu algum interesse da Premier League nos seus serviços. O Palace teve, alegadamente, uma proposta de 5M£ rejeitada e, ao que parece, será preciso o dobro para tirar Dunk do Championship. Isso, ou os Seagulls finalmente ganharem promoção à Premier League no final desta época. Alto e poderoso fisicamente, Dunk é uma torre defensiva. Fortíssimo no plano físico do jogo, Dunk mostra ainda grande concentração e é muito forte na dividida aérea, nas intercepções e nos bloqueios. Com Shane Duffy protagoniza a melhor parelha de defesas centrais da competição e é sem surpresa que o Albion é a defesa menos batida da competição.

ANTHONY KNOCKAERT (BRIGHTON & HOVE ALBION)
Se a nível pessoal e familiar a época não tem sido fácil para Anthony Knockaert (o pai faleceu há poucos dias), a nível desportivo o extremo do Brighton & Hove Albion tem sido uma das figuras da competição. Como, aliás, já havia sido o ano passado. Estranho? Nada. Estranho só mesmo o facto de em 2015 o extremo ter rumado ao Standard de Liége por uma época, num Verão em que sai do Leicester City a custo zero. Por acaso os Foxes até se tornariam campeões ingleses sem o francês mas, essa, é uma decisão que ainda hoje faz pouco sentido. Os Seagulls, esses, pouco se importam. Knockaert chega ao Amex em Janeiro de 2016 e facilmente se estabelece como uma das figuras da competição (mais uma vez) e de um Brighton que fica às portas da Premier League no final da temporada. Dificilmente há jogador tão forte tecnicamente quanto Knockaert no Championship e, já esta época, em quinze presenças pelos Seagulls, fez seis golos.

AARON MOOY (HUDDERSFIELD TOWN)
Depois de em 2015/16 Philip Billing ter deixado tão boas sensações, esperava-se que 2016/17 fosse o ano de explosão do talentoso dinamarquês que até já tem clubes como o Tottenham ou o WBA à espreita. Contudo, problemas físicos atrasaram a entrada de Billing a 100% na nova época. Problema? Nenhum. Se Billing floresceu com David Wagner no centro do terreno dos Terriers, Aaron Mooy, emprestado pelo Manchester City ao padrinho de Jürgen Klopp, agarrou da melhor maneira o espaço deixado em aberto pelo dinamarquês. O internacional australiano tem sido o guitarra-ritmo do futebol heavy-metal de Huddersfield e já contribuiu com um golo e uma assistência para o brilhante inicio de temporada dos Terriers. Mas, melhor que isso, Mooy é um dos jogadores da equipa de David Wagner com maior percentagem de acerto no passe. Joga, faz jogar e praticamente todo o futebol do Huddersfield Town passa pelos seus pés. Kachunga e Wells agradecem e Mooy até já foi comparado quer a Kenny Dalglish, quer a Zinedine Zidane.

PONTUS JANSSON (LEEDS UNITED)
Inglaterra e Turim parecem ter, aos dias de hoje, uma estranha e improvável conexão futebolística. Se a transferência de Joe Hart para o Toro surgiu surpreendentemente do nada, a passagem de Jansson para Leeds, também por empréstimo, faz bem mais sentido. Porquê? Porque em Elland Road, Jansson, reencontrou-se com Pep Clotet antigo adjunto de Roland Nilsson em Malmö, o seu antigo clube. E, depois de vários meses como eterno suplente nos Granata, Jansson pegou de estaca no clube de Gary Monk e tem sido, muito provavelmente, o melhor central a nível individual da competição, numa equipa que surpreendentemente (ou não, dada a valia de Monk como treinador) vai lutando por um lugar nos play-off (o Leeds não estava nesta posição desde 2013). Jansson até já conquistou três prémios internos para melhor homem do jogo e em poucas semanas tornou-se um herói de culto em Elland Road. Por fim, depois do falhanço que foi a sua passagem por Itália (onde a concorrência, diga-se, sempre foi forte), Jansson vai confirmando o potencial que sempre lhe fora antevisto e o levou a internacional sueco ainda a jogar na Allsvenskan.

SCOTT HOGAN (BRENTFORD)
Scott Hogan é um daqueles nomes que podia muito bem já nunca mais ser referido neste tipo de compilações. Na verdade, Hogan podia muito bem até já nem ser futebolista profissional. É por isso que, em 2016, Hogan ser referido neste tipo de listas de melhores de alguma coisa, é uma das histórias de superação física e mental mais apaixonantes do futebol mundial recente. Antigo companheiro de Jamie Vardy em Halifax, Hogan chega ao Brentford como jovem promissor e goleador nas lower leagues inglesas depois de 17 golos em 33 presenças pelo Rochdale em 2013/2014. Contudo, na estreia pelos Bees, Hogan sofre uma rutura de ligamentos que o afasta dos relvados até Abril de 2015. E não parou por aí. Durante um exercicio de recuperação dessa mesma lesão, já numa fase terminal da recuperação, Hogan tem uma segunda rutura de ligamentos que obriga mesmo à reconstrução do ligamento. A sua carreira podia ter ficado por ali, mas Hogan não desistiu. Regressou finalmente aos relvados no final da temporada 15/16, dois anos depois de ter chegado a Londres, e de que forma o fez. Marca sete golos nos últimos quatro jogos da época e vence o prémio de jogador do mês de Abril, altura em que tem uma média de um golo a cada 24 minutos. Em 2016/17 Hogan não abrandou. Pegou de onde deixou, e leva já oito golos em 16 partidas que o deixam na quinta posição dos melhores marcadores da liga. No coração da área, há poucos matadores tão frios e cruéis quanto Scott Hogan. Que as lesões o deixem em paz.

CHRISTOPHER SCHINDLER (HUDDERSFIELD TOWN)
Com passado internacional ao nível de Sub-21 pela Alemanha, Schindler tem um pedigree que não pode ser ignorado. David Wagner, por exemplo, não o fez e se há bom exemplo de que os Terriers têm um projecto bem definido e acreditam totalmente no seu treinador (e ainda há bem pouco tempo os Terriers eram um clube muito mais vendedor que comprador), Schindler é esse mesmo exemplo. Depois de dez anos ao serviço dos leões de Munique, Schindler chegou a Huddersfield esta temporada tornando-se na contratação mais cara do clube. E, sem sentir qualquer peso em função dessa responsabilidade, Schindler tem sido um verdadeiro esteio na equipa de David Wagner. Schindler impressiona especialmente pela concentração e sobriedade que sempre demonstra, sendo um verdadeiro monstro ao nível das intercepções. É um defesa que simplesmente não complica e as quase sete “clearances” que faz por jogo demonstram o quão prático é o seu futebol.

JIRI SKALAK (BRIGHTON & HOVE ALBION)
Nenhuma equipa vence, ou luta para vencer, uma competição só com base no espírito de equipa que tem. Naturalmente, são precisos jogadores talentoso. Mas, quando uma equipa junta um espírito de equipa e de camaradagem tão forte como o do Brighton & Hove Albion, um dos melhores treinadores da liga e um conjunto de jogadores especialmente talentosos, essa equipa certamente irá lutar por algo. Este é o Brighton & Hove Albion em 2016/17 e em Knockaert e Skalak, os Seagulls têm a melhor dupla de extremos da liga. Sim, melhor que Gouffran/Ritchie, por exemplo. O internacional checo tem sido uma das figuras dos Seagulls desde que em Fevereiro chegou a Brighton vindo de Mladá Boleslav, e depois de 16 presenças em 2015/16 onde contribuiu com seis golos, Skalak é neste momento o jogador com mais assistências na liga, três delas na impressionante demolição dos Seagulls aos Norwich City.

TOM CAIRNEY (FULHAM)
Se a nível de defesas centrais não se percebe como Lewis Dunk ainda está pelo Championship, o mesmo pode ser dito em relação a Tom Cairney. Cairney que já vinha sendo uma das figuras da competição em Blackburn, atingiu, na temporada passada, nível de melhor jogador da Liga. Mesmo numa temporada nada famosa para os Cottagers, Cairney esteve a alto nível, comandou o futebol dos londrinos e terminou 15/16 com oito golos e seis assistências. Poucos, ou nenhuns, jogadores acrescentam tanto critério com bola quanto Cairney, um verdadeiro exemplo ao nível da visão de jogo e qualidade de passe. Em 16/17, Cairney não baixou o nível, leva já quatro golos e duas assistências e até já é capitão do clube de Craven Cottage. Cairney que é, ainda, um ídolo dos adeptos pela sua simpatia e disponibilidade e um dos bons exemplos do falhanço que tem sido a passagem de Strachan pelo comando técnico escocês. Afinal, um jogador como Cairney ainda não ter qualquer internacionalização sénior pela Escócia (é internacional jovem mesmo tendo nascido em Nottingham) parece não fazer qualquer sentido.

JACOB MURPHY (NORWICH CITY)
Vários anos a viver um pouco à sombra do irmão gémeo Josh e, especialmente, de Nathan Redmond, parecem ter feito muito bem a Jacob Murphy. O extremo pode ainda ser um jogador extremamente inconsistente, tal como o irmão, mas em dia sim há poucos extremos tão excitantes e decisivos quanto Murphy. Na verdade, todo este parágrafo podia ser escrito sobre os irmãos Murphy cujo futebol é tão similar quanto as suas parecenças físicas, cuja própria mãe tem dificuldades em distinguir (Chris Hughton, por exemplo, quando era treinador do Norwich chegou a obrigar os Murphy a jogar com botas de cores diferentes para os conseguir distinguir). Depois de um empréstimo ao Coventry City por uma época em 15/16, Murphy aproveitou da melhor maneira a saída de Nathan Redmond para Southampton e agarrou um lugar que até se previa que fosse para o irmão. Jacob tem sentado Josh no banco e em 14 presenças e 998 minutos pelos Canaries já correspondeu com cinco golos, sendo mesmo um dos jogadores mais utilizados por Alex Neil.

ELIAS KACHUNGA (HUDDERSFIELD TOWN)
Depois de se tornar o recordista de transferências do Ingolstadt 04 em 2015, Kachunga não foi além de 10 miseras presenças pelos Schanzer em 2015/16. Para recuperar da desilusão e, quem sabe, do investimento, o clube alemão enviou Kachunga para o West Yorkshire por um ano e em boa hora o fez. Com David Wagner, Kachunga tem estado on-fire, seja a partir das alas, seja a jogar no centro do terreno, e já contribuiu com cinco golos e duas assistências neste inicio de temporada. A jogar assim, é provável que o Ingolstadt já se tenha arrependido do empréstimo.

OLAMIDE SHODIPO (QPR)
Falar de QPR e de formação é tão antagónico como falar de QPR e boa gestão. Se há clube que não é conhecido pela sua formação, esse, é o de Loftus Road mas tal pode estar para mudar. O QPR é pelos dias que correm um clube diferente do que conhecíamos (ou era, já que despedir Jimmy Floyd Hasselbaink para reinstituir Ian Holloway como treinador não parece a decisão mais sensata) e Olamide Shodipo é provavelmente o rosto dessa mudança. Finalmente o QPR tem um jogador oriundo da sua formação a dar cartas, já depois de o clube de Loftus Road ter demonstrado uma abordagem ao mercado de transferências totalmente diferente do que vinha sendo habitual. Nascido em Dublin há 19 anos, Shodipo é um extremo ainda bastante “raw” mas com a imprevisibilidade típica de um jovem nigeriano acabado de chegar de Lagos. Destemido, parte sem problemas para cima do adversário. É um jogador visceral e os adeptos do QPR já vêem em Shodipo uma referência. Apesar de apenas ter assinado o seu primeiro contrato profissional esta época, Shodipo até já chegou aos Sub-21 Irlandeses e estabeleceu-se como membro regular da equipa do QPR onde até já fez uma assistência.

MATT PALMER (BURTON ALBION)
É, muito provavelmente, o jogador mais desconhecido e com menos estatuto de toda a lista. Se o merece? Nem de perto. Se há razão pela qual o Burton Albion, equipa mais idosa do Championship e, ainda assim, menos experiente nestas andanças (e provavelmente o plantel mais débil da competição), vai fazendo um inicio de temporada tão tranquilo, sólido e cujos resultados nem sempre acompanham as boas exibições, essa razão é Matt Palmer. São 21 anos de muita maturidade, concentração e simplicidade, aliados a um sentido posicional de excelência que já o levaram a ser comparado à lenda John McGovern e que o poderá tornar na maior pechincha de qualquer clube que esteja interessado nos seus serviços. Palmer é um jogador que espelha na perfeição o clube Burton Albion, já depois de ter sido peça chave do Oldham Athletic em 15/16. Um clube com os pés na terra, inteligente, sóbrio, que vai ascendendo na hierarquia do futebol inglês à conta de muito trabalho e profissionalismo.”

João-Pedro Cordeiro

VM
Author: VM

18 Comentários

  • António Hess
    Posted Novembro 14, 2016 at 11:47 pm

    Artigos destes engrandecem claramente o VM… impressionante o conhecimento acerca de uma prova mais internacional que nunca mas obviamente pouco seguida no nosso país. Parabéns ao João-Pedro Cordeiro por mais um texto excelente.

  • Kafka
    Posted Novembro 14, 2016 at 11:50 pm

    Resta-me dizer MUITOOOOOOO obrigado João Cordeiro

  • Luís Lima
    Posted Novembro 15, 2016 at 12:16 am

    Will Hughes???

    • Andre Marques
      Posted Novembro 15, 2016 at 12:25 am

      Derby Count. Vi o jogo q fez na pré-epoca com o Benfica, mas nao tenho conseguido acompanhar mais

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Novembro 15, 2016 at 2:35 pm

      O Will Hughes é provavelmente o meu jogador preferido do Championship, não está na lista só mesmo porque não tem estado a jogar ao seu nível. Ainda, porque só neste último jogo com o Wolves voltou a estar no seu melhor e já contra a Itália em Sub-21 deu seguimento. Com Pearson/Powell, Hughes começou a época a jogar fora de posição, muitas vezes como pivot defensivo o que apesar de garantir qualidade na primeira fase de construção da equipa impossibilita que seja realmente decisivo no último terço. Com McClaren tem tudo para voltar a estar ao seu melhor nível e eventualmente num artigo de balanço de final de época figurar entre os melhores jogadores da competição. Mas definitivamente que o Will Hughes é um dos jogadores mais perto de dar o salto para a Premier League em toda a liga.

  • Andre Marques
    Posted Novembro 15, 2016 at 12:19 am

    Boas. Excelente artigo. Alguem aqui tem acompanhado o Will Hughes? Descobriu no FM13, tenho seguido mas ultimamente nao tenho tido tempo para segui-lo. Obrigado

  • Fabio Teixeira
    Posted Novembro 15, 2016 at 12:52 am

    Grande artigo!

    Destes todos, o que conheço melhor é o Cairney, que já acompanho desde o Blackburn. E curiosamente foi o único ponto que não li do artigo, para não me sentir tentado a copiar. É um tipo com uma qualidade de passe e visão de jogo impressionantes, pena é que muitas vezes tenha de ser arrastado para uma ala, onde apesar de até ter capacidade de drible, perde a sua enorme capacidade de jogar a 360º.

  • Kacal
    Posted Novembro 15, 2016 at 1:18 am

    Que artigo! Realmente com João-Pedro Cordeiro não há nada abaixo de excepcional, assim ficamos mal habituados mas já é o costume. Muito Obrigado!

    Desta lista os que conheço são o Elias Kachunga e o Knockaert, vi um ou outro jogo e pouco mais, ambos têm bastante qualidade. Além disso o primeiro foi rumorado para o Sporting há uns tempos e o segundo também conheci através do FM, lá ele tem uns valores impressionantes, fiz um save no Championship e ele era o meu “carrasco”, marcou em todos os jogos contra mim e num deles fez um bis ou hat-trick, não podia com ele, do que vi dele e com o acréscimo do FM é um jogador rápido, móvel e muito bom tecnicamente, espero vê-lo na Premier League em breve e tem qualidade para tal.

  • Pedro Marques
    Posted Novembro 15, 2016 at 3:55 am

    Parabéns. Artigo brutal de alguém que é profundo conhecedor daquilo que escreve.
    Já agora que tal esta o Wolves e como estão os tugas nele representados?

    • coach407
      Posted Novembro 15, 2016 at 11:00 am

      O Wolves está em 19º a 3 pontos dos lugares de descida. A nível individual é complicado porque estão sempre a rodar muito o 11. João Teixeira, Ivan Cavaleiro e Hélder Costa têm jogado com muita regularidade, mas o único verdadeiramente indiscutível é o Hélder Costa. Sílvio é suplente (fez 2 jogos). O Ola John não sei se esteve lesionado mas não tem jogado. Aliás, vi agora no zerozero que só foi convocado para 3 jogos (jogou nos 3 como suplente utilizado).

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Novembro 15, 2016 at 2:46 pm

      O início de época do Wolves é francamente medíocre mas não é algo que me deixe surpreendido. Desde logo a saída de Kenny Jackett foi um erro colossal e a subsituição por Walter Zenga tinha tudo para correr mal. Como correu. Estou curioso em ver o Wolves com Lambert já que apesar dos falhanços recentes não deixa de ser um treinador com uma promoção no CV. A equipa continua a ter imenso potencial para ser explorado e jogadores realmente talentosos. Em relação aos portugueses, o coach407 já disse praticamente tudo. O Hélder Costa é quem se tem destacado mais.

  • Acácio Norberto
    Posted Novembro 15, 2016 at 7:42 am

    João-Pedro Cordeiro com mais um post ao seu nível. Quando vi que era sempre o Championship imediatamente deduzi que seria obra de JPC que fez aquilo a que ja nos habituou com mais um post soberbo. Acrescentaria a esta lista três nomes: Nakhi Wells que estava a ser fundamental no excelente arranque do Huddersfield, Tammy Abraham que já foi por ti elogiado num outro post e o Lewis McLeod do Brentford embora este último tenha perdido algum fulgor nos últimos jogos.

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Novembro 15, 2016 at 2:41 pm

      Boas sugestões. O Nakhi Wells até já está em grande desde a temporada passada onde finalmente confirmou o potencial que deixara em Bradford. É provavelmente o jogador que mais cresceu e melhor se adaptou ao estilo de David Wagner no Huddersffield.

      Do Tammy Abraham realmente não havia muito mais a dizer e em relação ao Lewis MacLeod, mais uma vez a época fica estragada com uma lesão muito grave. O início foi realmente prometedor, várias assistências, ele que há muito que é tido como um dos melhores jovens escoceses dos últimos anos, mas as lesões simplesmente não o deixam em paz. São 22 anos e já imensas lesões graves incluído esta que vai obrigar à reconstrução do ligamento. Temo pela sua carreira, o que é pena, podia ser um craque.

  • RodolfoTrindade
    Posted Novembro 15, 2016 at 9:42 am

    Excelente artigo! Obrigado João.

    De todos, os que tenho acompanhado mais, são os jogadores do Brighton e o Pontus Jansson.

  • Luis F
    Posted Novembro 15, 2016 at 3:25 pm

    Realmente nota-se uma grande diferença entre pesquisar um par de semanas para se escrever sobre um assunto ou ter um conhecimento profundo do mesmo. Parabéns pelo excelente artigo.

  • Tiago Silva
    Posted Novembro 15, 2016 at 4:26 pm

    Obrigado João Pedro Cordeiro por mais um excelente texto a lembrar sobre os melhores valores britânicos. O Newcastle tem sido a melhor equipa da competição mas também não tem nomes desconhecidos para a maioria dos adeptos de futebol e apresenta muita qualidade com Shelvey, Colback, Goufran, Ritchie, Ayoze, Mitrovic, Gayle… mas penso que deveria fazer uma referência ao Lascelles que na minha opinião tem sido o melhor jogador do Championship.

    Há ainda o Will Hughes que não está na lista mas que vai renascer com o McClaren. Há muitos que eu não conheço mas a maioria já conhecia e tem muita qualidade e estão a mostrá-la.

    Queria mandar também uma menção honrosa a Tammy Abraham que tem feito uma época espetacular e o Ryan Sessegnon que já foi titular no Fulham com 17 anos e já está a ser seguido pelos melhores clubes da Premier League.

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