Está entregue a Vuelta? Amanhã é para sprinters e no sábado nem há contagens de 1.ª categoria, sendo que a postura de Jonas também vinca que não pretende roubar a camisola vermelha a Kuss, pelo menos de maneira direta.
Remco Evenepoel fez hat-trick na Volta a Espanha ao vencer a etapa 18. O belga integrou a fuga do dia e não deu hipóteses à concorrência. A etapa no entanto ficou marcada pela postura de Vingegaard, que esteve sempre a rebocar Kuss, quando os rivais atacaram, e no final inclusive perdeu 9 segundos para o norte-americano. Já João Almeida teve um dia menos feliz e perdeu quase 1 minuto para os favoritos.


27 Comentários
Francisco Ramos
Estou ansioso para ver o comentário do Paulo Ricardo hoje. Mais curioso para perceber depois do dia de hoje, que Roglic não quis atacar e que Vingegaard foi gregário de Kuss, qual será a nova teoria da conspiração!
Paulo Roberto Falcao
Queridinho,
É muito simples numa equipa cumprem-se ordens, e a equipa decidiu que o Kuss iria ganhar. Acho que o fez contra a vontade dos dois líderes.
Até ontem não isto que se passava. Alguém tomou decisões, é simples.
Os parvinhos como tu ofendem os outros, e não percebem nada de ciclismo, debitam umas tretas. Zero capacidade de análise à corrida
Francisco Ramos
Porra, agora até fiquei ofendido.
Eu é que não percebo de ciclismo e debito umas tretas? A sério? Basta ver a minha análise e a tua nos últimos 3 dias.
Mas pronto, hoje o director acordou para a vida e tomou decisões. Sorte do Kuss que no planeamento nem estava previsto vir à Vuelta e deve acabar por a ganhar.
porra33
Também estava com curiosidade. Primeiro era que os ciclistas eram todos uns narcisistas anti-desportivos que vendiam a própria mãe por uma camisola da montanha. Depois era que as equipas definiam a estratégia para todas as voltas no princípio da época e era independente da circunstância de corrida. ‘O líder é Roglic e acabou, é independente ele cair ou furar que a equipa vai sempre trabalhar para ele não interessa que tenha perdido 20 minutos e o segundo homem de montanha da equipa esteja a 1:30 minutos”. Também aqui há muitas masterclasses para rir a bom rir como diz o Tio.
Kafka
Tal como me parecia, o Vingegaard acima de tudo não queria q o Roglic ganhasse, daí o ataque de há 2 dias atrás para assegurar que passava para a frente do Roglic
Ainda assim o dinamarquês tem o meu respeito, porque abdicar de ganhar 1 Grand Volta apesar de ser a menos importante das 3 não deixa de ser uma decisão bastante difícil de tomar
Miguel Caçote
Exacto e ontem o Vingegaard se quisesse arrasava no Angliru, mas limitou-se a seguir na roda do Roglic que vergonhosamente decidiu ir embora, com o Kuss a quebrar, quando estavam os três sozinhos e não havia qualquer perigo, mesmo que o Landa recolasse, até porque este, se não é o pior ciclista do pelotão a sprintar, está lá próximo.
Boneco21
Lamento, mas ontem quem esteve mal foi o Jonas… Entre ele e o Roglic, só ele punha em causa a liderança do Kuss na etapa de ontem. Na minha opinião, devia ter deixado o Roglic ir para ele assegurar a etapa (quando o Kuss quebra, eles não sabem quem ainda pode vir de trás e recolar, por isso seria arriscado ficarem os 3 para trás), e ficava ele com o Kuss para o ajudar a manter a vermelha. Foi assim que eu vi… Essa do Vingegaard não ter feito nada, quando ele sabia muito bem que ele era o único que podia tirar a vermelha ao Kuss, parece-me ingenuidade.
Miguel Caçote
Se o objectivo fosse tirar a vermelha ao Kuss tinha feito isso mesmo e com uma facilidade tremenda. Não se limitaria a seguir na roda do Roglic.
porra33
Disse aqui ontem que hoje é que se veria o carácter de Vingegaard e hoje viu-se que é um homem com valores. Vingegaard terminará com X Tours, e X-1 Vueltas. Nesta ele era o homem mais forte, mas respeitou o trabalho de Kuss que recebe aqui um prémio merecido porque apesar de não ser o mais forte era mais forte que a oposição das outras equipas. Um prémio justo e que reflete desportivismo sobre um colega altruísta que deu tudo para ver os seus colegas e a equipa ganharem títulos. Acho que Vingegaard voltará à Vuelta para vir mostrar a sua força que é maior do que demonstrou e certamente terminará com alguma no palmarés.
Hoje Kuss esteve ao nível da concorrência, Landa e Ayuso não fizeram diferenças, Ayuso hoje bem melhor. E uma subida final onde os Boras e o João conseguiram minimizar perdas e a classificação parece definida até ao décimo lugar.
Remco acaba a Vuelta com uma prestação honrosa apesar da Quickstep se poder queixar do azar no Giro, poderia ter tido uma Grande Volta esta época, de todas as da Jumbo foi a mais tremida.
Paulo Roberto Falcao
E portanto viva a Vuelta, onde o ciclista mais forte não venceu, mas o mais porreiro e bom moço.
Sinceramente ganha quem ganha. Mas o Vingegaard teve a sua vitória, fica à frente do Roglic, e mostra quem é o mais forte. Sinceramente hoje tenho a sensação que no final quis deixar mais margem para que não houvesse qualquer dúvida na decisão da sua equipa.
DNowitzki
Ganha a Vuelta quem se colocou na posição para tal. E esse foi Kuss, que ainda assim foi sistematicamente atacado por dois colegas de equipa. A Jumbo tem vivido dias com a casa a arder e só ontem à noite finalmente alguém pôs ordem na casa, perante um Roglic convencido à base do berro.
Paulo Roberto Falcao
Meteu-se um gregário INCRIVEL e EXTRAORDINÁRIO, nem um pelinho nisso, na guerra de dois líderes, e acaba por vencer porque se aguentou à rasca por oito segundinhos.
As coisas não são assim, é ciclismo. Para o ano as coisas arranjam-se. Toda a gente tem que perceber o seu lugar, e Roglic percebeu o seu. Terá mesmo que ir ao Tour. Simples.
DNowitzki
Um gregário que se viu na posição de líder da equipa e de óbvio principal candidato à vitória. Em qualquer equipa, seria assim, exceto numa casa a arder e sem comando chamada Jumbo.
O Roglic não percebeu nada disso; alguém, depois das críticas que a equipa sofreu pelo que aconteceu há dois, finalmente ganhou testículos e pôs ordem na casa.
porra33
De acordo. Kuss ganhou tempo e aguentou-se, e quando é assim a equipa só tem que apoiar o atleta e não perder-se em ataque internos que não dignificam ninguém
charles eclair
Sem me querer meter muito nesta discussão engraçada. Mas essa narrativa que o Roglic tem de ir ao Tour porque a equipa manda não faz sentido nenhum.
O Roglic quer ir ao Tour, mas quer ir com a liderança partilhada, o que é complicado neste momento.
Agora se o Roglic não quiser ir ao Tour para ser gregário não vai. A Jumbo não o vai obrigar a ir contrariado, até porque têm todo o interesse em mantê-lo feliz na equipa. O esloveno não tem falta de equipas interessadas na sua contratação e atualmente a Jumbo não tem mais ninguém da qualidade do Roglic para as grandes voltas e provas de uma semana (o Vingegaard não pode fazer todas as corridas). Relembrar que o Roglic este ano tem 14 vitórias (esta é a primeira competição que não vai ganhar) e a seguir ao Vingegaard é quem mais contribui para que a Jumbo assalte o primeiro lugar da UAE no Ranking UCI e seja a equipa com mais vitórias.
Se a INEOS falhar a contratação do Remco, pode muito bem virar-se para Roglic que só tem mais um ano de contrato.
O Roglic não está ao nível do Vingegaard mas não é descartável para a Jumbo para ser usado como um mero gregário no Tour, para isso há lá outros, Kuss, Kruijswijk, Kelderman, Jorgenson, Oomen, Valter
AndreChaves9
Kuss a ganhar a Vuelta é porque o Vingegaard e a Jumbo deixaram. Não foi por ser o mais forte.
porra33
Exacto, perdeu Vingegaard mas ganhou uma equipa e o desporto em geral.
Quanto à demonstração de força de Vingegaard a Roglic estou de acordo bem como Vingegaard ter ficado para trás de propósito.
DNowitzki
Finalmente, a Jumbo fez o que tinha de ser feito. O objetivo é vencer, independentemente de quem seja o indivíduo. Kuss tinha 4 minutos de avanço para o primeiro não Jumbo. Só há uma coisa lógica e aceitável a fazer: defender o líder.
O que aconteceu ontem foi surreal. Não existe em lado nenhum. Três colegas de equipa, um claramente a atacar o líder e o outro a seguir na roda.
Mais: se não fosse o Bahrein, Vinge estaria hoje de vermelha vestida. Foi ele quem puxou pelo estadunidense quando ficou para trás. Portanto, não há aqui grandes heróis, apenas um render às evidências.
Roglic, que sempre foi um egoísta, só tem uma coisa a fazer: abandonar a Jumbo.
Paulo Roberto Falcao
O Roglic para o ano tem contrato e está na Jumbo. Veremos onde corre, mas ao Tour irá. Para beijar o anel do Rei Jonas, de modo a que ele não lhe volte a estragar nenhuma prova, como o fez nesta Vuelta.
DNowitzki
Sim, tem contrato, mas isso não significa que fique forçosamente. O Roglic foi instrumental na primeira vitória do Vinge. Além disso, não estragou nada: o Kuss ganhou vantagem e foi-a defendendo, incluindo no CR. A tua idolatria pelo homem cega-te. O Rog não tem de beijar anel nenhum; não gosto da atitude dele e nunca gostei, mas um vencedor como ele jamais terá de se rebaixar a isso.
porra33
De acordo. Acho que se sair tem INEOS escrito na testa, equipa com um super orçamento que necessita desesperadamente de um homem que dê garantias em grandes voltas.
Francisco Ramos
Por acaso acho que a sair combina com a INEOS que está orfã de líderes e Roglic ainda lhes pode dar isso durante um ano ou dois. Porque a ficar, claramente não terá o Tour como pretende (deverá ser para Vingegaard) e não sei se quer o Giro e/ou a Vuelta.
Caso saía, a Jumbo também perde um 2º líder para as grandes voltas visto que Kuss não o é (está em 1º por força das circustâncias) e não vejo ninguém no plantel com essas características (talvez Valter ou Jorgenson lá cheguem), pelo que um ataque ao mercado seria uma possibilidade. Agora nomes com potencial é que vejo poucos, talvez Uijtdebroeks (contrato com a Bora até 2024) ou Arensman (contrato com a INEOS até 2024). De resto, jovens só Skelmose ou Leknessund mas ou têm contrato ou ainda estão um patamar abaixo.
porra33
Concordo com tudo. Kuss não passará a contar como primeira opção para uma grande volta. Uijtdebroeks seria um nome muito interessante pelo que está a demonstrar e na Jumbo teria a hipótese de pelo menos ser líder no Giro e na Vuelta poderia ser um wildcard como segunda opção se Vingegaard quisesse ir. Certamente seria um jovem que não se importaria de ser número dois numa equipa com Vingegaard e poderia dar apoio ou esperar por um infortúnio para liderar. Nesse aspecto a UAE está mais segura pelo menos mais uma época. Pogaçar, J. Almeida e Ayuso têm papéis diferentes. Para o ano teremos Pogaçar e Almeida no Tour, provavelmente Ayuso como líder em Giro e Vuelta talvez com o João num papel de líder de reserva caso Ayuso falhe. Para já vejo a UAE mais definida. Acho que o J. Almeida também é menos egoncêntrico e não se importará de ser número 2 uma época.
Francisco Ramos
Relativamente à UAE, há ainda Adam Yates, que indo João ao Tour, fica com Ayuso para o Tour e o Giro. Depois, a estratégia funciona quando têm uma boa equipa de suporte e é isso que está a tentar construir com a contratação Sivakov, havendo sempre 2 líderes (com um declarado) para cada volta e gregários como Soler, Vine ou Majka.
charles eclair
Concordo e disse praticamente o mesmo noutro comentário, mas só para acrescentar que a importância de Roglic não se resume apenas às grandes voltas.
Para além de possivelmente ser o 3º melhor voltista da atualidade, ao longo da temporada Roglic dá muitas vitórias e pontos para o ranking UCI . Este ano até agora somou 14 vitórias (entre etapas e geral) + 6 pódios (vem outro a caminho). Mais vitórias que ele só o Pogacar e Vingegaard.
Pode parecer algo secundário mas na luta de galos e de egos entre UAE e Jumbo para ver quem é a melhor equipa no fim do ano, estas vitórias e pontos fazem diferença.
A UAE sem qualquer grande volta conquistada (mas com 3 pódios) e com 11 vitórias a menos, por agora ainda está à frente no ranking. A Jumbo com os resultados da Vuelta deve passar para a frente, mas a UAE é a maior candidata a ganhar o Giro da Lombardia, que também dá bastantes pontos, e com isso pode voltar à liderança novamente.
De certeza que a Jumbo não quererá perder o Esloveno sem ter um substituto à altura.
Francisco Ramos
Claro que sim, concordo perfeitamente.
O problema é Roglic aceitar calendários sem Tour mesmo com a garantia que tem várias voltas de 1 e 3 semanas para ganhar como aconteceu esta época. E sem a fuga de Kuss, era Roglic que estava pré-definido para ganhar a Vuelta pela Jumbo.
Outra coisa importante para a Jumbo e que este ano Roglic foi fundamental é que WVA teve um ano menos positivo (devido a ser pai?) e estão a aparecer cada vez mais ciclistas para as clássicas, directa ou indirectamente, como Pogacar, Renco, MVP (ganharam 8 dos últimos 10 monumentos) e outros que têm retirado vitórias à Jumbo.
Paulo Roberto Falcao
Conheces a história do John Toshack quando treinava o Real Madrid? Esta história da Jumbo faz-me lembrar, porque quer dizer falamos da equipa número um da atualidade, que vai ganhar as três grandes voltas com três ciclistas diferentes. Mudar para quê?
Dizia ele quando perdes um jogo no Domingo queres mudar os 11 jogadores. Na segunda acordas e só queres mudar 7. Na quarta queres mudar 5. Na sexta queres mudar 3. E no próximo Domingo, quando chega o novo jogo, tens que jogar com os mesmos 11 cabrões.
https://www.youtube.com/watch?v=-OEBl_YGdvo&ab_channel=RevistaL%C3%ADbero