
Todos os adeptos de futebol reconhecem a posição de Guarda-Redes como a mais ingrata do desporto. Encontram-se familiarizados com a lenga-lenga do costume: se um avançado falhar vários golos cantados, mas marcar um, mesmo que não seja o golo da vitória, a bola no fundo das redes é rapidamente elogiada ao passo que os falhanços caem no esquecimento; se um guardião passar os noventa minutos da partida a defender “tudo e mais alguma coisa”, mas sofrer um único golo onde falha de alguma maneira, mesmo que com culpas partilhadas, leva com críticas avassaladoras em cima e o resto da equipa é ignorado.
Um debate sempre complicado: será o guardião prejudicado pela equipa e/ou a equipa prejudicada pelo guardião?
Esta jornada traz um excelente exercício para discussão – recordo que não há aqui especialistas nem opiniões mais válidas que outras, é um tópico bastante subjetivo, pelo que é natural haver perspetivas distintas. Há relativamente poucos artigos atrás, mencionei o facto deste campeonato possuir muitos mais golos que na época anterior – se a diferença até à jornada em questão era de quase 100 golos, agora já deve ser bem superior. 1-4, 1-3, 5-0, 1-4 e 8-0: tudo somado dá X golos em apenas Y jogos, o que inevitavelmente levanta a questão: a quem se deve apontar o dedo? Aos guarda-redes? Aos jogadores de campo? A algo externo às quatro linhas? Ou a todos? Pessoalmente, considero que existe um pouco de tudo.
Um exemplo dessa mistura total é o Boavista. João Gonçalves fez uma excelente primeira metade da época, passou uma fase de inconsistência e, atualmente, passa um momento horrível. Tal e qual como o resto da equipa que em pouco ou nada o ajuda. Contra o Portimonense, o guardião pode fazer muito melhor em, pelo menos, dois dos quatro golos sofridos, mas a facilidade com que os companheiros deixam o guardião praticamente sozinho com os adversários não pode ser ignorada – a postura geral no último golo é de ‘escolinha’. Basta olhar para o comportamento displicente e de “não quero saber” da maior parte dos jogadores – devido aos tais fatores externos que não desejo abordar – para perceber que há, de facto, algo mais a incomodar um plantel de qualidade comprovada que iniciou a época de forma soberba e que agora é uma mera sombra desses tempos.
O Casa Pia, equipa que com Filipe Martins deu várias lições de consistência defensiva nas últimas épocas, sofreu oito golos numa só partida. Ricardo Batista é, sem dúvidas, um ou até *o* elemento ‘menos’ da equipa, sendo que a sua idade avançada coloca-o numa posição extremamente frágil onde já nem se consegue atirar para um dos lados sem aterrar de costas, como se tivesse caído para trás. Dito isto, no encontro desta jornada, é o que menos partilha culpas do resultado humilhante de uma equipa irreconhecível, outrora conhecida por ser uma das defesas mais difíceis de ultrapassar na liga. Se calhar, mesmo o guardião estando a dar as últimas, o problema não se encontra apenas na baliza…
Arouca ‘espetou’ cinco em Vizela. Tanto Arruabarrena e Buntic têm qualidade suficiente para as ambições das respetivas equipas, mas ambas as épocas tem sido marcadas pela inconsistência exibicional… tal como as próprias equipas que alternam entre fases de resultados bons e maus. Da mesma maneira que o uruguaio não voltou ao seu estatuto anterior pela sua equipa ter conseguido resultados positivos recentes, o croata também não passou a ser inútil pelo facto dos colegas não conseguirem melhor trabalho na frente. Parecem genuinamente ser casos de ligação profunda às equipas, isto é, a forma dos guardiões coincide quase sempre com a forma da equipa, o que provoca esta irregularidade geral complicada de se avaliar. Neste momento, Arouca encontra-se melhor que o Vizela e tal é notável pela forma atual dos seus guarda-redes. Mas… o tempo muda.
E é mesmo essa a mensagem que deixo. O tempo muda, as fases dos jogadores também. Não acredito que um jogador é “bom” ou “mau”, ponto final. Acredito que podem ser “bons” ou “maus” em mais jogos do que noutros. É a consistência exibicional que separa os melhores dos restantes, não o talento imensurável – tantos que passaram no nosso campeonato com um potencial enorme e se perderam… No futebol, temos muito o hábito dos comentários e avaliações absolutas. “O jogador não presta”. “O jogador não vale nada”. “O jogador é incrível”. “O jogador merece outra liga”. Tudo isto são frases proferidas ao longo de todas as épocas e a ironia encontra-se no facto de, frequentemente, serem associadas ao mesmo jogador. O adepto de futebol é muito ferveroso e, mesmo que adore um jogador em concreto, é capaz de dizer este tipo de frases absolutas negativas quando tem um par de maus jogos – algo acentuado quando se trata do ‘homem da baliza’.
O nosso campeonato tem muitos “bons” guardiões. Uns encontram-se em excelente forma. Outros andam à procura do potencial e regularidade que já demonstraram no passado. Alguns aguardam a melhoria da equipa para melhorarem também. E outros teimam em deixar o mau momento para trás. Quem hoje é elogiado e merece uma menção positiva, para a semana pode estar a ser criticado e a receber uma menção negativa. É o futebol. Para o bem e para o mal.
Defesas Neuer da Jornada:
– Hugo Souza (Chaves): naquela que foi provavelmente a sua melhor exibição da época, as boas defesas à queima-roupa aos 21’ e 71’ impedem dois “golos cantados” ao adversário – de deixar qualquer adepto caseiro frustradíssimo.
– Ricardo Velho (Farense): remate potente aos 54’ impedido com uma estirada bonita e, acima de tudo, demonstrativa de reflexos eficientes.
– Bruno Brígido (E. Amadora): fantástica estirada aos 10’ ao defender um livre direto quase em cima da linha de golo.
Falhas Kralj da Jornada:
– João Gonçalves (Boavista): jogo para esquecer com três golos a entrarem pelo ‘seu lado’ – apesar do termo ‘culpa’ variar entre os lances – mas o primeiro aos 17’ sobressai claramente pela facilidade com que o guardião podia ter defendido.
– Marcelo Carné (Estoril): deixa escapar aos 55’ o típico remate que bate mesmo à frente do guardião – nunca fácil – permitindo uma recarga simples para golo.
– Trubin (Benfica): mostra que, afinal, é humano aos 27’ com alguma lentidão na recuperação da posição após uma intervenção onde também pode fazer bem melhor.
Visão do Leitor: AdeptoImparcial


17 Comentários
Valentes Transmontanos
Esqueci-me de elogiar o Hugo Souza no post do jogo. De longe a melhor exibição da época, fez-lhe bem comer banco durante uns jogos. Já contra o Sporting tinha estado bem, mas ontem deu pontos. Que continue assim.
AdeptoImparcial
Verdade. Desde que voltou à titularide, o Chaves empatou com Rio Ave, Famalicão e Braga, perdendo apenas para o Sporting. E tem estado bem, sem culpas nos golos e até a proporcionar boas defesas. Se continuar assim, poderá vir a salvar a equipa da descida e a mudar por completo a imagem deixada na primeira volta.
AdeptoImparcial
Esqueci-me de fazer as contas e deixei o X e o Y no texto, mas vocês com certeza percebem o ponto haha.
Bruno Cunha
Até posso estar enganado e estava à espera desta rubrica por isso mesmo. Não vi aqui no final do jogo (só se falhou de falhanço), nem nesta rubrica, uma menção à defesa de Trubin que dava o 2-0 ao Estrela.
Não tenho 100% de certezas, mas o jogador falha porque o Trubin toca na bola com as pontas do dedo e esta foge lhe fazendo o jogador falhar.
Quando vi achei uma defesa fantástica mas para não estar aqui é porque o adeptoImparcial também deve ter achado que ele acaba por não tocar na bola.
Fica aberta a discussão para me tirar as dúvidas.
AdeptoImparcial
Não estás enganado hehe. O Trubin, de facto, toca na bola e é uma excelente defesa. Mas costumo limitar as menções em cada secção a três defesas/falhas, normal ficarem algumas de fora – principalmente quando a jornada tem imensas por onde escolher. Talvez mude isto no futuro, se continuar a fazer esta rubrica na próxima época, mas realmente, já tive de justificar isto mais do que uma vez, logo sou eu que estou a fazer alguma coisa mal de certeza haha.
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Normalmente, tento evitar escolher defesas do mesmo estilo e apresentar uma boa variedade, isto é, por exemplo, se houverem várias manchas fabulosas, não vou encher a secção dessas manchas – a não ser que não hajam mais nenhumas defesas de louvar na jornada inteira, o que é raro. Simplesmente escolho a minha preferida e tento varias as outras duas menções. Com certeza, se o Bruno assistir às defesas que mencionei, não vai dizer que são “más defesas”, logo têm tanto direito a menção como outras. Depois, depende da preferência de cada um :)
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SL
AdeptoImparcial
Ah, convém adicionar que as menções das defesas são exclusivamente a minha preferência da defesa em si, *independentemente* do impacto no resultado final! Sei que é difícil de analisar assim desta forma isolada, mas sempre achei estranho estar a mencionar, por exemplo, um penalty defendido sem grande aparato só porque foi ao último minuto do jogo – até porque a acontecer isso, normalmente o GR já merece destaque no artigo em si.
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SL
Manel Ferreira
Em relação ao parágrafo do Boavista, além de o plantel não ser de “qualidade comprovada” (nem pouco mais ou menos), faltam dois jogadores que são Chidozie e Bruno O. e que mantinham muita dessa segurança defensiva. Passar de Bruno para Filipe Ferreira é um downgrade brutal, apesar do esforço e profissionalismo do Filipe. O Malheiro também não é claramente o mesmo do início da época (as lesões fazem isso). O Boavista fez aquele início de época quando o melhor 11 estava todo em forma. Mas o normal seria sempre isto. Não temos alternativas nenhumas.
O João Gonçalves não fez um excelente início de época. Foi sempre inconsistente. Sempre! Percebo porque é que gostas tanto dele, jovem e tuga não há muitos a titular e as pessoas tendem a valorizar isso. Mas ele é titular porque não temos mesmo mais ninguém. O velhinho Bracalli dava mais garantias, é chato mas é assim.
Parece-me injusto colocar a culpa toda nas condições do clubes (que tem o seu peso, claro) e nos colegas.
AdeptoImparcial
Recomendo reler, caro Manel Ferreira, pois eu digo exatamente o mesmo… tirando a discordância na qualidade geral do João Gonçalves, se bem que a discordância nem é assim tanta. E eu não gosto dele “por ser tuga e jovem”. O Max do Sporting também era “tuga e jovem” e não o podia ver à frente. Vejo qualidade nele, ele já a mostrou mais que uma vez, mas está num mau momento agora e não é fácil lidar com a inconsistência de uma equipa toda também. Lá está: tanto a equipa é beneficiada/prejudicada pelo GR como vice-versa. Mas isto, obviamente, é a opinião de um só jogador, é normal discordarmos, é futebol :b
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O problema principal está na conclusão do Manel Ferreira ao dizer que eu coloco a “culpa toda nas condições do clube e nos colegas” para defender o que quer que seja do João Gonçalves quando o ponto desse parágrafo inteiro é precisamente o oposto. Já reli mais do que uma vez e não entendo como pode ter concluido algo tão diferente daquilo que está escrito. Tudo tem o seu peso, todos têm impacto no insucesso do clube. O maior e mais importante ponto do artigo – que tem a pergunta principal a negrito e tudo – é que a culpa do insucesso de um clube raramente é devida a apenas e só um jogador, seja de que posição for. O artigo, no geral, é de alguma forma a defender *todos* os GR – que normalmente são o elemento mais fácil de se apontar o dedo, não vá a origem desta série de artigos ser precisamente para lutar contra esse paradigma – não dos erros que cometem, mas de levarem com as culpas, essas sim injustas, de *todo* o falhanço do clube.
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E é aqui que o Manel Ferreira diz que eu desvio a culpa só para alguns e retiro a mesma de outros? Se há algo que fica claro nesse parágrafo é que a culpa pertence tanto ao JG, como aos colegas, como às condições do clube. Bolas, o próprio Manel diz isto no seu comentário, onde confirma a baixa de forma gritante do Boavista, seja pela qualidade dos jogadores atuais ou falta de soluções, e que as condições externas às quatro linhas têm o seu peso. No fundo, está a confirmar precisamente aquilo que refiro no parágrafo.
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SL
coach407
Claro que o Manel, como adepto do Boavista, sabe perfeitamente o óbvio: achar que o João Gonçalves na 1ª volta foi um grande destaque positivo e mostrou atualmente ser de uma qualidade superior ao Boavista… é de bradar aos céus.
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O João Gonçalves tem o seu estilo, mas é banal e bem inferior ao Bracalli como disseste e muito bem. É inconsistente, é inseguro, de vez em quando dá uns ares da sua graça e quando a equipa estava bem ia passando pelos pingos da chuva, mas é inacreditável a quantidade de golos que sofreu mesmo assim e em muitos podia fazer mais. E se fosse só os golos sofridos… ainda há os que não sofreu por milagre…
Bjorn
Trubin a mostrar jornada atrás de jornada que é melhor que Diogo Costa
Citizen_Erased
Se o Diogo Costa é assim tão superior, porquê as comparações constantes e estas ressalvas?
Os dois clubes estão satisfeitos com os GR, deviamos lá querer saber se um é melhor que o outro…
Neville Longbottom
Engraçado que quando um gajo quer dar tanga até acaba por dizer a verdade, como neste caso.
Balakov
Mais um excelente artigo amigo!
Quero deixar apenas frisar um ponto. Como não mencionar o Andrew, o melhor GR da liga?? Tens ódio pelo homem?
SL
AdeptoImparcial
Este comentário vale ouro para mim porque significa que realmente andas a acompanhar a rubrica com atenção haha :D
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Obrigado pela leitura e participação como sempre :)
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SL
coach407
Não é uma questão de ser o melhor, é uma questão de não ser o pior… e então quando o João Gonçalves (olha ele ali nos destaques no sítio onde deve estar que é nos negativos…) e o suplente do Portimonense são os melhores…
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Claramente o Andrew é melhor que ambos, apesar de neste campeonato estar num nível average. Mas para a idade que tem é incrível estar nesse patamar. Destaque negativo não é de certeza.
coach407
Penso que aos poucos vamos tender a concordar. Já deves ter percebido (assumas ou não) que colocar o Vinicius do Portimonense e o João Gonçalves do Boavista como os guarda-redes “acima do clube” foi realmente um tiro ao lado. Acontece, não tem problema nenhum. Não é por isso que as tuas análises perdem valor, até pelo contrário porque senão eu nem falaria de guarda-redes possivelmente. Essa opinião não corresponde à realidade e nenhum adepto que acompanhe essas duas equipas vai concordar com isso, mas sem dúvida que a maioria das tuas opiniões fazem todo o sentido.
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Também não acho que sejam péssimos. O João Gonçalves ainda não está lá, mas tem boas caraterísticas e pode dar o salto um dia. É ainda muito jovem e acaba por se notar muito nesta posição. Nesta jornada foi ainda mais visível. O Andrew, por exemplo, na 1ª época que fez 11 jogos e ganhou a titularidade era uma tremedeira ainda maior (também era muito mais novo que o João Gonçalves). Na época passada conseguiu ter imensos jogos a titular e aí já mostrou outro tipo de consistência e conseguiu juntar a sua capacidade para fazer defesas impossíveis a um bom controlo de todos os outros momentos do jogo. Nesta 3ª época (e mais novo que o João Gonçalves) já leva 58 jogos na equipa principal do Gil Vicente que para um guarda-redes é extraordinário. O João Gonçalves quando tiver 58 jogos (nem metade tem) vai ser um guarda-redes bem mais fiável e possivelmente preparado para outros voos, algo que só poderia acontecer nesta fase pelo potencial e nunca pelo rendimento.
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Em relação ao Trubin, é um guarda-redes com um perfil super sexy, mas aqueles 2 metros por vezes atrapalham um bocado nas defesas no chão, demora muito a chegar lá, é algo lento e vai acabar por ser batido várias vezes. Mesmo o golo que sofreu no outro dia do seu lado nota-se que lhe faltou explosão, não pode chegar tão tarde. Não querendo bater no ceguinho, mas o Andrew nisso é possivelmente o melhor guarda-redes do campeonato. Fisicamente é super ágil, tem uma mudança de direção fantástica, o tempo de reação dele é muito bom, é um guarda-redes muito rápido entre os postes. O Trubin é mais “molengão”, mas também é difícil ter 2 metros e ser explosivo… faz-me lembrar um pouco o Oblak nesse aspeto. Também tem um pouco esse defeito.
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Em relação ao Hugo Souza, conhecia particularmente bem este guarda-redes e, para que não hajam dúvidas, é o guarda-redes mais capaz de ser monstruoso do campeonato. É um autêntico animal fisicamente, é da altura do Trubin, mas, ao contrário do ucraniano, é rápido, é explosivo, reage rápido. Juntar esta altura e a sua explosão física não é nada comum, por isso é que chegou a ser titular do Flamengo e apontado à seleção brasileira e ao Benfica.
O problema é que ele tem pés horríveis (dos piores que já vi) e não é nada seguro, psicologicamente está longe de ter a frieza necessária.
Ainda assim, também é um guarda-redes muito jovem e, até pelo facto de ainda ser muito instável psicologicamente, a maturidade e experiência podem permitir dar-lhe maior conforto na baliza e com essa estabilidade pode colocar tudo de bom que tem para dar no jogo.
AdeptoImparcial
Coach407,
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Não sei se é de propósito ou não – vou dar o benefício da dúvida e continuar a acreditar que é apenas a maneira do coach407 se expressar e que não é nada contra mim pessoalmente – mas as suas opiniões contêm sempre um ar tremendamente condescendente. Como se a sua opinião fosse sempre a melhor, superior e correta. Como se estivessemos a falar de tópicos objetivos sem azo a opiniões pessoais. Não consigo perceber se a incapacidade de compreender que, antes de tudo, o outro artigo foi uma análise geral de uma volta inteira – o facto de estar constantemente a mencionar o “suplente do Portimonense”, post atrás de post, para além de no outro dia claramente estar a gozar comigo ao chamar-me “especialista” e a fazer passar uma imagem de mim que nunca sequer insinuei, para mim, soa sempre a uma tentativa de enganar outros leitores a ver-me como alguém “falso” (e no primeiro artigo ainda começou a despejar mentiras injustificadas sobre a minha opinião dizendo que eu não sabia coisas que nunca sequer tinha referido) – e, depois, que todos temos opiniões diferentes sobre jogadores individuais, sejam de que posição for. Para mim, considerar João Gonçalves e Vinicius Costa como GR de valor nem foram um “tiro ao lado”, nem um “tiro certo”, foram simplesmente um “tiro”. Tal como a minha opinião sobre qualquer outro GR ou jogador de campo. Uma opinião. Mantenho a minha sobre todos os GRs que analisei durante a I volta. Se o coach407 concorda ou não, é simplesmente natural. Porque é que as opiniões com que não concorda são todas um “tiro ao lado” e “qualquer pessoa que tenha acompanhado as equipas nunca pensará assim”, mas as opiniões com que concorda, já “têm valor e fazem sentido”? É assim tão difícil compreender que alguém pode ter uma opinião diferente da sua?
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Volto a enfatizar um aspeto muitíssimo importante. Eu não julgo nenhum guardião por números e estatísticas. É uma mera opinião totalmente subjetiva sobre a sua qualidade. Ponto final. Nas dezenas de artigos da rubrica, apenas por uma vez fui buscar números e foi para comprovar que este campeonato tem sofrido muito mais golos que no passado. Não há mais nenhum fator ou argumento. Da mesma maneira que não é por o JG fazer um mau jogo que a minha opinião está errada, também não é por ele fazer um bom jogo que vira certa. E outro ponto importante: as opiniões mudam, naturalmente. Quando chegarmos ao fim da época, os GRs podem todos ter trocado de categoria, nunca se sabe o que pode acontecer. Eu e o Veridis Quo, sendo Sportinguistas, debatemos muito sobre o Adán. A nossa opinião vai mudando consoante aquilo que ele oferece, claro. Recordo-me que também debatemos sobre o Trincão e o Veridis achava que ele não tinha mais nada para dar – tal como a maioria dos adeptos Sportinguistas – e do nada, ele finalmente explodiu. As opiniões sobre um jogador, seja de que posição for, não podem ser absolutas. Tal como o coach407 diz e bem, o JG quando tiver mais jogos nos seus ombros, será um GR mais fiável, experiente e confiante. Ou seja, anda neste “ataque” constante à minha opinião desde a outra semana apenas e só por causa de um exercício inofensivo de colocar GRs em categorias inventadas? Cujo objetivo era simplesmente para a comunidade comentar as suas próprias colocações, precisamente porque é natural haver opiniões diferentes? É que o coach407 nem sequer acha o GR mau, apenas não concorda com uma colocação subjetiva numa categoria criada para um post ser mais divertido (o que me arrependo…)
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Agradeço o contributo e feedback, mas gostava que pudesse passar este tópico à frente sinceramente, pois sinto que é algo que anda a tornar-se cada vez mais frustrante e sinto muito esta vibe de “vou aqui tentar enterrar este gajo” em vez de simplesmente partilhar a opinião. Já se discutiu sobre isto, já conhecemos a opinião um do outro relativa a estes GRs em particular… siga para a frente.
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SL