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Um ensaio sobre futebolistas com borbulhas

Prospeção. O que há séculos significava, literalmente, chafurdar em busca de ouro pelos lodaçais mais inóspitos, no futebol, faz-se cada vez mais pela procura incessante por jovens promessas.

No caso dos clubes, esse desígnio pretende, por norma, uma de duas coisas: assegurar um plantel com muita longevidade ou comprar, valorizar o máximo possível e vender ao tubarão que se segue na cadeia alimentar.

Os agentes deleitam-se com um brilhozinho de cifrões no olhar, pelo que não espanta que jogadores cada vez mais novos tenham representante no mundo da bola, muitas vezes da própria família, com tudo de positivo e negativo que isso acarreta.

Também os adeptos, sedentos de wonderkids que se transfigurem dos videojogos para a vida real, lambem os beiços perante as aparições de adolescentes na equipa principal, seja oriundos dos próprios escalões de formação ou de outros quaisquer.

Cientes desta sede de sangue jovem junto do respetivo público-alvo, os média digitam furiosamente notícia atrás de notícia, rumor atrás de rumor, diamante em bruto atrás de diamante em bruto. “O novo Messi”, “o novo Ronaldo”, … até coisas como “O novo Haaland” puderam ler-se nos anos mais recentes, numa altura em que o citado predecessor tem apenas… 23.

Todo o cenário aqui pintado tem levado a que, de forma gradual desde a última década (não só, mas sobretudo), a aposta em futebolistas adolescentes nas equipas principais aconteça mais e mais, e cada vez mais precocemente. Ora, no meu humilde entender enquanto simples amante da modalidade, este fenómeno está a tornar-se algo descontrolado e afeta negativamente os próprios atletas de várias formas, as quais passo a enunciar.

Primeiro, e um dos que mais tem sido trazido à praça pública recentemente, é a saúde mental. A falta de capacidade dos adolescentes em lidar com as expetativas que carregam nos ombros numa idade em que ainda deveriam carregar a mochila. Adaptando o ditado, de “novos Messi” estão as distritais cheias…

Os exemplos são inúmeros, mas veja-se o caso de Bojan, cuja pressão de ter tido tão cedo o mundo a seus pés o colocou aos pés de plateias desiludidas, com os efeitos psicológicos nefastos dos quais ele e outros “ex-miúdos-maravilha” têm vindo a confessar padecer.

De mãos dadas com o defraudar de expetativas anda o deslumbramento. Muitas vezes ouvimos/lemos, perante um plantel recheado de jovens estrelas, que o clube X “tem equipa para dez anos”. Nos videojogos, seguramente. Na realidade, não é impossível, mas improvável, pois há um fator que se intromete: os estímulos competitivos.

Um jovem que, nos primeiros anos de carreira (por vezes ainda menor de idade), já tenha jogado nos maiores palcos futebolísticos terá dificuldades para manter a fome competitiva necessária para trilhar um percurso permanentemente no topo.

Nem todos têm a ética de trabalho de um Cristiano Ronaldo, e há que considerar também que a geração jovem atual, geralmente e em comparação com as anteriores, não é movida de forma tão incandescente pelo sonho de ser futebolista.

O terceiro argumento relacionado com a componente mental tem que ver com o q.i. futebolístico. O futebol é, mais do que os pés, jogado com a cabeça. Salvo muito raras exceções no que concerne a funções dentro do campo, só depois o físico e a técnica entram em equação.

Ora, essa inteligência, para além da influência das características próprias do indivíduo, vai-se adquirindo no futebol ao longo do tempo, com experiência (aprender com os erros) e bons conselhos.

É trazido à baila regularmente o incontável número de futebolistas que brilharam exclusivamente na formação, sobretudo devido ao físico. Para dar um exemplo menos comum, recordo Tiago Targino, velocista que acumulou estatísticas assombrosas até começar a jogar entre graúdos.

Por oposição, Ricardo Carvalho, com quem os caça-talentos de então não perderiam muito tempo, ganhou calo em clubes de menor nomeada até, com bons conselhos de um dos maiores de sempre (entre outros, evidentemente), se tornar num dos centrais mais elegantes e inteligentes deste milénio.

Naturalmente, há casos e casos e cada futebolista tem origem no seu próprio molde singular. João Moutinho, por exemplo, desde cedo demonstrou inteligência futebolística e emocional para jogar entre os maiores. Sem surpresa, João Neves tem sido frequentemente comparado ao campeão europeu.

Porém, se a cabeça parece estar lá neste caso em particular, há um elemento que será somente confirmado nos próximos anos e que me leva ao meu argumento final: a preservação da capacidade física em atletas que competem ao mais alto nível desde muito cedo.

Confesso que, ao me aventurar neste ponto, afasto-me bastante da minha área de conhecimento.

Ainda assim, arrisco dizer que, excluindo lesões por si só mais graves e que limitam desde logo o teto do jogador em termos de potencial, cada vez mais jovens lançados precocemente na alta roda futebolística têm vindo a ser assombrados por problemas musculares constantes.

Renato Sanches, Nuno Mendes, a dupla centrocampista espanhola do Barcelona, … todos eles – e muitos outros – têm demonstrado uma tremenda dificuldade em somar jogos consecutivos de forma constante. E a tendência, parece-me, não será melhorar…

Estando, repito, como peixe fora de água nesta área científica, deixo para mentes mais capacitadas do que a minha as sentenças do que é e do que não é em relação a este ponto. Contudo, não me espantaria nada se, nos anos que se seguem, fossem sendo publicados estudos cujos resultados associassem problemas musculares crónicos à sobrecarga física atingida numa idade em que o corpo ainda não se encontra totalmente desenvolvido.

Por tudo isto (que não foi pouco), julgo que os clubes – e o futebol, no geral – teriam a ganhar em estabelecer um equilíbrio entre a contratação de jovens e de adultos completamente formados, física e mentalmente.

Ao contrário do que o Football Manager prega, a evolução de um futebolista não se encerra aos 24 anos, crença que leva os adeptos a catalogarem os jogadores como “velhos” cada vez mais cedo, isto numa fase em que os avanços científicos permitem que se trilhem carreiras na alta roda até cada vez mais tarde.

Idealmente, deveria deixar-se os adolescentes serem adolescentes: criarem amizades novas, terminarem outras, terem desgostos amorosos, verem-se livres das borbulhas… em suma, estarem o mais afastados possível dos focos da fama até atingirem um nível de maturação física e emocional que lhes permita enfrentar com mais armas o possível estrelato.

Dentro de campo, há que dar-lhes a oportunidade de compreenderem o jogo, privando com os melhores tutores e cometendo erros atrás de erros. Aos que mais aprenderem com eles, esperam-lhes carreiras dignas no futebol, seja a que nível competitivo for.

p.s.: a exceção óbvia a toda esta reflexão é Wayne Rooney. O homem desde adolescente que tem corpo e cara de estivador, para além das entradas capilares que traz desde tenra infância.

Visão do Leitor: José Rocha

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

23 Comentários

  • BIGBOSS
    Posted Março 13, 2024 at 2:23 pm

    Concordo a 99% com o texto e é inclusive algo que já comentei aqui no VM em outros tópicos.

    Os clubes de topo estão cada vez mais a apostar em miudos entre os 17 e os 21 anos e a sobrecarga colocada sobre os mesmos é prejudicial a nivel fisico e mental.

    Outra coisa que cada vez mais acontece é o deslocar de miudos a partir de idades tenras como 12 anos dos seus locais de crescimento para as academias dos grandes clubes e muitas vezes rodam entre varios clubes antes de atingirem sequer os 18 anos.
    Isto faz com que esses miudos nao criem raizes e amizades infantis fortes. Isto aliado as novas tecnologias, faz estes futuros adultos cada mais alheados socialmente.

    Nota: percebo o exemplo do Targino, no entanto nem me parece o mais adequado visto que ele até se estava a destacar no Vitoria a nivel senior e tinha inclusive transferencia acertada para o SLB quando teve uma grave lesão no joelho em pleno estadio da luz que infelizmente lhe cortou o potencial de se tornar um avançado de referencia e a partir desse momento foi sempre a descer.

    • José Rocha
      Posted Março 14, 2024 at 11:16 am

      Obrigado pela informação relativamente ao Targino. Lembro-me que foi falado para o Benfica e que depois se lesionou, mas não sabia acerca da gravidade da lesão. Ainda assim, embora nunca possamos tirar as teimas acerca do que poderia teria acontecido, parece-me que dificilmente seria uma estrela. Para mim, quando muito, poderia ter tido uma carreira semelhante a um Ivan Cavaleiro, o que já não seria nada mau, evidentemente.

  • Veridis Quo
    Posted Março 13, 2024 at 3:51 pm

    O Rooney é um caso absolutamente singular na história do futebol, creio. Não me recordo de ninguém totalmente preparado fisicamente com 16 anos para jogar e ter o impacto que teve numa das ligas mais difíceis e físicas do mundo. Mesmo que miúdos sejam craques cedo, como é Yamal, em 99% dos casos continua a notar-se que não deixam de ser miúdos num mundo de adultos. O Rooney parecia que pertencia ali aos 16 anos e não estava nada fora de lugar. Não tenho memória de nada assim, nem antes, nem depois. E diga-se que o talento e o que fez também foi ficando um pouquinho esquecido, especialmente depois do recuo no terreno, a queda de forma e os anos pós Ferguson, mas ainda foi uma década incrível que teve.

    • Jeco Baleiro
      Posted Março 13, 2024 at 5:58 pm

      Convido-te a ler o que o Eriksson diz acerca do Rooney no seu livro (se é que já não o fizeste claro). Isso mesmo, a questão física, deixou todos de boca aberta quando aparece aos 16 no Everton. Aos 17 o Eriksson chama-o à selecção e todos ficaram impressionados, não só com essa componente, mas com a forma como assumiu no imediato, a personalidade. Ele diz que nunca viu nada assim e ainda por cima num miúdo de 17 anos. E estamos a falar dum treinador que teve craques de primeira água nas suas equipas, de várias gerações.
      O Rooney foi um jogador brutal e nem sempre reconhecido.

      • Neville Longbottom
        Posted Março 14, 2024 at 8:16 am

        O Rooney é, ainda hoje creio eu, o melhor marcador da história do United. Para mim um dos melhores que vi também. Mas havia quem lhe fatia jus: o Winning Eleven da Konami e mais tarde o Pro Evolution Soccer, em 3 ou 4 seguidos era o melhor jogador.

    • José Rocha
      Posted Março 14, 2024 at 11:13 am

      Disse-o em tom cómico no final para acabar o texto de forma um pouco mais leve, mas é completamente verdade. Apesar de não ter sido dos melhores do mundo em nenhuma caraterística física em particular, era extremamente completo e fiável nessa componente. Para além da mentalidade incrível ao jogar perante adultos numa liga como a Premier, aqui um pouco à semelhança de Gerrard. Tinham um “descaramento” difícil de replicar.

  • Valentes Transmontanos
    Posted Março 13, 2024 at 3:59 pm

    Outros casos de jogadores que começaram muito cedo mas também acabaram muito cedo para o futebol de alto nível: Futre, Chalana, van Basten, Ronaldo Nazário, o próprio Maradona…
    _
    Ainda assim, o futebol mudou muito e hoje em dia também temos os Messis, os Modrics, os Ronaldos, os Ibrahimovics (nos anos 80 seria impensável um jogador voltar ao alto nível depois de partir a perna aos 36 anos, mesmo o Manuel Bento voltou a jogar depois de partir a perna aos 39 mas fez tipo 1 ou 2 jogos por época) ou, numa escala mais baixa mas ainda assim a um nível alto, os Moutinhos e os Pepes. O João Neves, se mantiver estes atributos físicos, vai estar quase 20 anos a alto nível. É um monstro físico e de qualidade futebolística. Espero mesmo que não seja assolado por lesões e desejo que o Schmidt e os próximos treinadores que ele tiver o vão poupando, como aconteceu no último jogo.

    • Jeco Baleiro
      Posted Março 13, 2024 at 6:02 pm

      Não sei se colocaria o Maradona nesse lote. Quando é suspenso a primeira vez já vai a caminho dos 31 (na altura poucos passavam dos 34) e depois ainda regressa em Sevilha (a passo é certo) e ainda vai ao mundial dos Estados Unidos a voar quase com 34 (até lhe “cortarem as pernas”). Os outros sim, “acabaram” aos 27/28.

    • Neville Longbottom
      Posted Março 14, 2024 at 10:39 am

      O Ibra nao partiu a perna. Foi pior: rompeu o cruzado anterior.

      (nao sei se era a ele que te referias).

    • José Rocha
      Posted Março 14, 2024 at 11:23 am

      Penso que para o Neves, tendo a mentalidade que parece ter, o fator-chave será mesmo evitar lesões que dão cabo de carreiras e não apanhar um treinador que o queira transformar fisicamente, um pouco como Ferguson fez com o Anderson. O Nuno Mendes e o Sanches também eram vistos como monstros físicos e, por isso, super fiáveis, mas algo aconteceu… Reforço que não sou um entendido na matéria, mas espero que o Neves se foque na resistência, capacidade de equilíbrio e preparação muscular, mas sem escolher o caminho da hipertrofia.

  • Fireball
    Posted Março 13, 2024 at 4:34 pm

    Vi um vídeo outro dia que tentava correlaccionar o fim de carreira precoce das estrelas brasileiras com o facto de começarem a jogar a nível senior muito cedo. Faz algum sentido. Até porque muitas dessas estrelas acabam assoladas por lesões.

  • CABONG
    Posted Março 13, 2024 at 7:33 pm

    Há um argumento que foi também desconsiderado que são os salários.
    Hoje em dia miúdos com 19 20 anos tem contratos de 4, 5 até 10M de EUR.
    É quase a independência financeira antes da vida adulta e isto também é um factor que pesa de a determinada altura deixarem de se esforçar

    • José Rocha
      Posted Março 14, 2024 at 11:08 am

      Exato, insere-se na parte do deslumbramento e poderia tê-lo mencionado. Sem dúvida que é também um fator crucial na falta de fome competitiva em muitos casos.

  • 2DedosDeTesta_
    Posted Março 13, 2024 at 9:16 pm

    Posso concordar ou não com o teor do texto, mas que está deliciosamente bem escrito, lá isso está! Os meus parabéns

  • Zerobola
    Posted Março 14, 2024 at 9:00 am

    Dinheiro . Pra mim o maior inimigo de uma grande carreira . Muitos miúdos no futebol vêm de lares com dificuldades e com 16 anos muitos passam a ser o sustento da família futebol deixa de ser hobby pra ser trabalho e que miudo com 16 anos quer trabalhar aos 18 anos altura da transição muitos tem milhões que motivação tem . Depois alguns assinam por clubes grandes que não tem espaços pra eles segue calvarios de empréstimos em clubes que não apostam mesmo neles porque não lhes pertencem . Claro que existe sempre exceções maior deles protegidos pela lei que não podem sair do país antes dos 18 anos alguns ainda fazem mais 1 ano . Mas no futebol não basta talento tem de haver ambição de ser mais .

    • José Rocha
      Posted Março 14, 2024 at 11:26 am

      Como respondi ao CABONG mais abaixo, poderia ter mencionado o fator dinheiro na parte do deslumbramento. E a parte dos empréstimos também é bem vista. Para os interessados, o Patrick Roberts fala sobre isso na primeira pessoa na última temporada do “Sunderland ‘Til I Die”.

  • Mantorras
    Posted Março 14, 2024 at 11:48 am

    Excelente artigo, parabens.
    Vi uma discussao em Espanha sobre as lesoes que falas no meio campo do Barca, e diziam o mesmo. Nao me custa a crer, mas tambem nao posso falar com propriedade, apenas ecoar.
    Dois pontos chave:
    – Os estimulos competitivos, inegavel isto, vejam Hazard, Bale ou ate Neymar, que me parecem jogadores que, muito cedo, perderam o gosto pela competicao. Nao e a toa que Ronaldo e Messi dizem que precisavam um do outro. Sem a cenoura a frente o burro nao anda.
    – O “longe dos holofotes”, nao apenas para resguardar as “criancas”, porque as vezes penso, quando vejo o Lamine em Camp Nou, onde andava eu com 16 anos, e a pressao pode mesmo esmagar os miudos, mas tambem para baixar as expectativas, porque achar que sao antes de serem, por serem bajulados por malta com interesses duvidosos, e comum, e ficam frustrados com alguma demora nas oportunidades, “portam-se mal”, trabalham desmotivados, etc, e nao chegam ao topo, porque entretanto ha mais 2 putos que trabalham mais e melhor e passam sem dar o pisca.

    • José Rocha
      Posted Março 14, 2024 at 4:11 pm

      Obrigado pelo elogio e pelo comentário, sobretudo com a gargalhada com o “sem a cenoura à frente o burro não anda”!
      Faço muitas vezes esse exercício: recordar-me com a idade dos adolescentes que já jogam a alto nível e ganham balúrdios e reconhecer que não teria capacidade de lidar com tudo aquilo naquela altura. Especialmente nessa fase, é fulcral saberem – e terem a sorte – de estarem rodeados pelas pessoas certas.

  • Antonio Clismo
    Posted Março 14, 2024 at 11:13 pm

    Falaste no Targino como poderias ter falado no Hélder Barbosa ou Bruno Gama.. Também no João Pereira que apareceu muito cedo a extremo no Benfica e depois teve que andar a penar uns anos no Gil Vicente na segunda divisão até estabilizar a carreira num Braga (que sempre foi um clube bom para isso, pois o nível de exigência não é assim tão alto e permite aos jogadores mais “ansiosos” terem a calma necessária para desenvolverem a carreira com calma).
    O próprio Vieirinha que era a próxima ”next big thing” e que nunca conseguiu render a extremo, curiosamente foi campeão europeu a lateral direito já depois de ter aprendido a ter uma ética de trabalho e uma seriedade na Alemanha depois de várias épocas a bom nível.
    Também o caso do José Fonte que teve um rendimento muito alto na formação, depois teve uma entrada no futebol sénior desastrosa, andou por clubes pequenos, foi para Inglaterra, desceu à terceira divisão acaba por ter a maior evolução no seu jogo depois dos 28 anos!! Tendo-se estreado pela seleção nacional aos 30 ou 31 ainda a tempo de ser campeão europeu e fazer uma carreira muito boa ao mais alto nível.

    • José Rocha
      Posted Março 15, 2024 at 9:19 am

      Esses exemplos também são extremamente válidos, sem dúvida. No caso do Vieirinha e do João Pereira, tiveram de ser inteligentes ao aceitar que, para serem mais eficazes num nível superior, teriam de mudar de posição para uma que não desse tanto nas vistas nos ‘highlights’ dos jogos. Já o Fonte foi mesmo aprender e crescer a pulso nas sempre duras divisões inferiores inglesas.

      Respondendo ao outro comentário, incluí os pais na alusão aos adeptos. Não há dúvida de que hoje em dia há mais ‘sede’ também dos pais, pressão que pode tirar desde muito cedo o gosto e a vontade em jogar futebol, que, no fim de contas, é sempre o mais importante, sobretudo na infância e adolescência.

  • Antonio Clismo
    Posted Março 14, 2024 at 11:18 pm

    Mas hoje em dia as coisas estão completamente diferentes, os pais muitas vezes são mais doentes do que os filhos e permitem coisas absurdas quando so miúdos nem 10 anos têm feitos…
    .
    Nem todos os clubes têm departamentos com psicólogos para os colocarem em Terra.. E nem sequer estou a falar do cancro óbvio que são os interesses e os agentes que gravitam à volta deles a fazerem-lhes a cabeça com promessas e facilitismos absurdos.
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    Juntamos a isso redes sociais, amigos tóxicos e pouca pré-disposição para o desporto de alta competição e temos todos os ingredientes para o insucesso.

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