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Pogačar conquista Tour pela 3.ª vez com mais uma etapa e faz o que ninguém conseguia desde 1998; Almeida conseguiu um fantástico 4.º lugar

Imagem: Tour

Vai superar Merckx como melhor ciclista de sempre? Em termos de currículo será complicado (o belga venceu 5 Tour’s, 5 Giro’s, uma Vuelta, 4 Mundiais e 19 Monumentos), mas o esloveno tem tudo para ser o maior vencedor na história da Volta a França, o seu estilo também vai marcar para sempre a modalidade, e aos 25 anos ainda pode ter uma década pela frente ao mais alto nível. Ainda por cima com a maneira como ganhou esta Volta, juntando seis etapas, pode ter criado um efeito de ‘medo’ nos rivais. Neste sentido, será curioso ver a resposta de Vingegaard na próxima época, onde deve ter ‘melhores pernas’ e mais equipa. Esta Grande Boucle fica ainda marcada pelo incrível 4.º lugar de João Almeida (começa a aproximar-se de Joaquim Agostinho como melhor ciclista português de todos os tempos). Derek Gee, que já vinha dando boas indicações nos últimos 2 anos, também impressionou pelo 7.º lugar, Cavendish fez história (vamos ver quanto tempo é que Pogi vai demorar a bater o seu recorde), enquanto Girmay surpreendeu ao vencer nos pontos. Já Carapaz arrecadou a montanha, vestiu a amarela e ainda venceu uma etapa. Carlos Rodríguez, por sua vez, apesar do Top 10, desiludiu (nem se viu e ficou a mais de 20 segundos do 1.º); Enric Mas fez uma prova fraca, numa perspetiva de geral individual; Bernal confirmou igualmente que já não pertence à elite. Já Van Aert e Mathieu van der Poel vieram à competição fora de forma e praticamente não contaram, acabando por ser Jasper Phillipsen (três etapas) a  limpar a imagem da Alpecin. A nível coletivo, além da INEOS e Movistar, destaque para o péssimo Tour da Groupama – FDJ, que tinha vários elementos interessantes, como Gaudu, Grégoire, Küng, Martinez, Madouas ou Pacher, e foi inexistente.

Tadej Pogačar venceu a 21.ª e última etapa do Tour, no contra-relógio do Mónaco, num dia que serve de coroação para o terceiro triunfo na geral individual da Grande Boucle. O esloveno tirou 1’03” a Vingegard e 1’14” a Remco Evenepoel, aumentando ainda mais a vantagem na classificação geral, ao passo que João Almeida foi 5.º na etapa, a 2’18”, atrás de Matteo Jorgenson. Recorde-se que Pogačar já tinha vencido o Giro, também com seis vitórias em etapas, além da Strade Bianche e a Liège-Bastogne-Liège, sendo que é o primeiro ciclista desde Marco Pantani, em 1998, a vencer as Voltas a Itália e França no mesmo ano. De resto, trata-se de um feito que apenas foi alcançado também por Fausto Coppi, Jacques Anquetil, Bernard Hinault, Eddy Merckx, Stephen Roche e Miguel Indurain. Por outro lado, a UAE foi também a melhor equipa, com o português João Almeida a finalizar em 4.º e Adam Yates em 6.º, ao passo que Buitrago subiu a 10.º no último dia por troca com Ciccone.

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23 Comentários

  • DNowitzki
    Posted Julho 21, 2024 at 5:40 pm

    Errei completamente acerca do Remko, pois sempre achei que ele iria rebentar quando chegassem àquelas subidas longas e sempre a empinar.
    Espero que, no próximo ano, todos cheguem em forma ao Tour.
    Esmagar o melhor tempo de uma subida em mais de 4 minutos… Enfim, espero que sim.

  • DD28
    Posted Julho 21, 2024 at 6:04 pm

    Que façam todos os testes pff.
    A diferença é tão grande, e tendo em conta o histórico deste belo desporto, é normal a dúvida… que façam já os testes, mostrem que está limpo, porque o ciclismo aguenta um novo escândalo deste género.

    É a melhor geração do século XXI.
    Não só nos voltistas, mas também nos especialistas das clássicas. Nunca tive interesse nos monumentos, até aparecerem WVA e MVP. Aos que ainda se juntam Pogi e Remco.

    Pogi avassalador, 30 mins para o 10° é absurdo. No lugar dele exigia ir à Vuelta. Tem a oportunidade de fazer algo que dificilmente alguém poderá repetir nas próximas décadas. Sim pode ter impacto na carreira, mas na luta pelo melhor de sempre seria um argumento muito forte.

    Remco a provar que consegue ser competitivo na alta montanha.

    O próximo ano promete, assumindo que o top4 consegue chegar no pico e sem sustos na preparação.

    Por fim, o Joao a mostrar-se como um dos melhores fora top4. Com as circunstâncias certas pode vir a ganhar uma Vuelta ou um Giro.

    • Citizen_Erased
      Posted Julho 21, 2024 at 6:54 pm

      O Vinge ainda o ano passado meteu 7.30 no Pogacar e 26 no décimo. Se é para desconfiar, desconfie-se de todos.
      Para mim estão todos (ou grande parte, vá), a diferença é a eficácia no uso de cada um em específico. Mas não deixo de ver por causa disso..

    • ktc
      Posted Julho 21, 2024 at 9:32 pm

      Queres apanha-los com doping ? Então faz os testes antes da partida, por certo 90% fica de fora. Não é só o que ganhou que está dopado por certo, mas não é com testes em fim de provas que os apanhas.
      As pessoas não podem querer que os.homens.andem 3 semanas, a este ritmo, de forma natural. A exigência do espectador também contribui para que haja doping no desporto

    • RuiL
      Posted Julho 24, 2024 at 9:33 am

      “According to Law In Sport, in 2021, all 184 participating riders were subject to a pre-competition blood test ahead of the start. During the race, 60 percent of the riders were tested, and 393 blood and 162 urine samples were collected. The GC leader and stage winners were tested after each stage”

      https://www.bicycling.com/tour-de-france/a61187702/how-is-doping-controlled-and-regulated-at-tour-de-france/

  • Art Vandelay
    Posted Julho 21, 2024 at 6:04 pm

    Em termos de grandes voltas não acho assim tão difícil chegar às 10 do Eddie Merckx…tendo em conta que o Pogacar tem 25 anos e actualmente os ciclistas conseguem estender o seu prime até aos 32/33 anos (o Froome venceu o último Tour com 32 anos e o último Giro com 33)….assim sendo restam mais 8 anos no topo ao Pogacar….ora em 8 anos irão haver 24 grandes voltas onde no máximo ele irá participar em 16 (2 Grandes voltas por ano)….nessas 16 voltas tem de ganhar 7 para igualar o Merckx…. é sem dúvida muito difícil mas não é um cenário impossível

  • Paulo Roberto Falcao
    Posted Julho 21, 2024 at 6:05 pm

    Primeiro ciclista desde Gino Bartali a vencer as últimas três etapas do Tour. Sem espinhas e sem qualquer espécie de contestação, venceu o melhor. De longe.

  • Paulo Roberto Falcao
    Posted Julho 21, 2024 at 6:20 pm

    Extraordinário Girmay, o primeiro africano a vencer a vitória de uma classificação do Tour. Fabuloso, um percursor, ainda me lembro de quando os colombianos Lucho Herrera e Fábio Parra apareceram no Tour, e foram os primeiros não europeus a vencerem nas montanhas e encantarem na Europa ou quando Greg Lemond se torna no primeiro americano a vencer o Tour. A globalização do ciclismo faz-se assim.

  • ktc
    Posted Julho 21, 2024 at 6:24 pm

    Ganhou quem se esperava. Realçar também a grande volta de Evenepoel, havia muitas dúvidas quanto a sua capacidade na alta montanha, mas a verdade é que respondeu muito bem. Quanto a Vingegaard, acho que não se podia pedir mais, teve a preparação afetada pelo acidente, é esperar que no próximo ano venham os três na máxima força.

    Grande volta do João, verdade que não teve que trabalhar muito, mas acaba por ficar atrás dos três mais.fortes e há frente de muito chefe de fila.

    Quanto há previsão dos 3 UAE no pódio, de forma convicta, acaba por sair muito furada, como aliás se previa. Que venha a vuelta

  • torq
    Posted Julho 21, 2024 at 7:24 pm

    Corredor com um estilo unico que ja nao se ve ha muitas decadas.
    Vencer grande volta (duas!) e monumentos no mesmo ano é obra.
    Nos ultimos anos habituamo-nos a ver o tipico vencedor de granda volta que planeava a epoca toda para chegar ao tour no topo de forma.
    Pogacar a mudar as regras e já em forma em Março/Abril para as classicas e monumentos.

  • Luke Skywalker
    Posted Julho 21, 2024 at 8:15 pm

    Sinceramente, será muito difícil chegar ao lendário Eddie Merckx, o melhor ciclista de sempre. Duvido muito, mas só saberemos daqui a uns bons anos se o Pogacar estará nesse patamar ou não.

    Em relação ao Vingegaard, acredito plenamente que é melhor ciclista no Tour do que o Pogacar, enquanto que o Pog é um ciclista mais completo e gosta de “ir a todas”. Pode ser “controverso” da minha parte, tendo em conta a maior popularidade de um em relação ao outro, mas até prefiro mais a forma de correr do Vinge.

    Uma nota para o grande João Almeida e para o seu incrível quarto lugar. Tem todas as capacidades para tentar vencer um Giro ou uma Vuelta, nos próximos anos, sem a presença dos 3 “tubarões”.

  • MM84
    Posted Julho 21, 2024 at 10:18 pm

    Fantástico, não há palavras para o Pogacar, um animal competitivo. Rezo para que não se venha a descobrir uso de doping, mas os resultados foram fenomenais.

    Parabéns tb para o JA, deu um salto físico e mental face aos últimos anos. Acredito que possa vencer um tour ou giro se não forem nenhum dos 4 ETs. Um orgulho poder acompanhar um português com estes resultados

  • MasPK
    Posted Julho 22, 2024 at 9:01 am

    Inacreditável a diferença de nível entre Pogacar, Vingegaard e os outros. Mesmo com má preparação ganhariam o tour se o outro não estivesse lá. Nunca acreditei que Vingegaard pode-se nestas circunstancias ficar à frente do Remco e do Roglic. Desejoso de ver um tour com os dois em forma e bem preparados, que seja no próximo ano. Remco optima prestação, mas ainda muito longe do nível dos outros dois, terá de melhorar muito e esperar que os outros parem de melhorar. Almeida, pareceu sempre facil, controlou o 4º Lugar sem se desgastar e o mais importante de tudo, marcou posição dentro da equipe para a volta a Espanha. Desilusão a FDJ, nem Godou nem Lenny, foram uma nulidade.

  • Ricardo10_
    Posted Julho 22, 2024 at 12:12 pm

    Estamos em 2024 e ainda existem fãs de ciclismo que acham que o doping na modalidade é coisa rara e de batoteiros. Nunca vou conseguir entender.

  • ForsenCD
    Posted Julho 22, 2024 at 1:50 pm

    Fui atacado e enxovalhado aqui neste espaço, humilhado até, quando disse o ano passado que o JA tinha dado um pulo evolutivo no que toca à sua capacidade física.
    Desde a volta à Suíça deste ano , parece que deu subiu ainda outro patamar mas parece que hoje em dia constatar o óbvio baseado em análise de números de performance é o equivalente a ser parolo…
    *
    Fez um quarto lugar dos mais valiosos de sempre tendo em conta a concorrência e repito o que disse o ano passado, pode disputar uma volta à Itália/Espanha desde que os aliens não estejam presentes. Relembro que fui altamente criticado por estas palavras o ano passado, parecendo até que tinha cometido um crime de parolice.
    *
    Quanto ao resto: Girmay histórico; Jonas e Tadej a um nível nunca antes visto, nem o peak Pantani teria chances; Remco foi uma super surpresa agradável para mim, não fossem estes dois aliens e era menino para meter o peak Froome a comer terra e ainda rivalizar com o peak Roglic, Armstrong ou Ulrich. Acho que fica fácil de concluir que Remco confirma-se como um alien de Grand Tours.

  • porra33
    Posted Julho 22, 2024 at 3:26 pm

    Fazendo um balanço do Tour: foi um Tour de acordo com as expectativas. Com emoção, recordes e com várias etapas de interesse.
    Destaques individuais para Pogaçar, Vingegaard, Evanpoel, João Almeida, Girmay, Carapaz e Cavendish.
    Pogaçar deu um festival de ciclismo ofensivo e atacou e atacou levando 6 etapas. Poderia ter sido mais um caso de ataques desnecessários que resultariam em desgaste desnecessário mas desta vez os ataques em etapas que poderiam não o justificar não resultaram em consequências de resultados.
    Vingegaard mesmo depois da queda aparatosa do País Basco e da pouca preparação mostrou que é um ciclista superlativo e conseguiu ser o principal oponente de Pogaçar. Conseguiu o segundo lugar e mostrou que Remco ainda tem muito para crescer.
    Remco mostrou que melhorou muito na alta montanha e mostrou que poderá levar mais algumas grandes voltas mas ainda não está ao nível nem de Pogaçar nem de Vingegaard. A sua valia no contrarrelógio aliado a uma grande melhoria faz com que seja sempre um principal candidato a uma grande volta depois dos dois ETs.
    Girmay foi o sprinter do Tour superando os favoritos Philippsen, Pedersen e Groenwegen.
    João Almeida fez um papel de gregário de luxo de forma extremamente competente. Tinha dito antes do Tour que se o João Almeida se comportasse como gregário de luxo para Pogaçar poderia ganhar muitos pontos internamente numa estrutura extremamente competitiva como é a UAE. Neste momento pode-se dizer que na UAE João Almeida será o número dois e uma escolha segura para ser lider num Giro ou Vuelta. Neste momento passou à frente de Yates, Ayuso e do prodigio Del Toro e isso é excelente. Pode-se dizer que o João superou o objetivo e mostrou que Pogaçar pode contar com ele como escudeiro de luxo para as batalhas que virão com Vingegaard.
    Carapaz foi um animador das montanhas sempre em fuga e animou bastante as etapas. É um ciclista com um perfil batalhador e sem medo das dificuldades com montanhas.
    Por fim os sprinters, Cavendish que conseguiu a vitória que prentendia para atingir o recorde e é um recorde bonito tendo em conta a volta de 2022 salvo erro onde conseguiu várias vitórias sendo um outsider e Girmay que conseguiu aproveitar bem as oportunidades que dispôs e conseguiu um feito notório para o seu continente também.
    .
    No geral foi um Tour animado e emotivo apesar das várias vitórias de Pogaçar, havia sempre a expectativa de poder ressentir-se do super Giro que fez e de Vingegaard e Remco que tiveram uma luta até há última semana. Houve outras lutas interessantes entre o 4º e o 5º e entre a camisola da montanha. Foi pena a desistência de Roglic. Espero ansiosamente pelo próximo Tour para ver de novo luta entre o Pogaçar e Vingegaard. A Vuelta terá um cartaz mais fraco mas será interessante de acompanhar e será certamente uma boa oportunidade para ver o João a tentar lutar por um lugar no pódio.

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