O selecionador dos sub-21 considera que é fundamental aumentar os empréstimos em Portugal. Luís Freire recorreu até aos números para vincar esta necessidade: “21% dos jogadores que chegaram à Seleção A de 2016 a 2026 passaram por empréstimos nacionais, mas estas cedências não têm acontecido ultimamente”.
21% dos jogadores que chegaram à Seleção A de 2016 a 2026 passaram por empréstimos nacionais. Para Luís Freire, “é fundamental aumentar essa possibilidade através dos regulamentos.”#Canal11 #FutebolPortuguês pic.twitter.com/PTyZIDqLKJ
— Canal 11 (@Canal_11Oficial) May 7, 2026


3 Comentários
Art Vandelay
O que tem de aumentar é a percentagem obrigatória de jogadores formados localmente e formados no clube para constituir um plantel da 1ª liga
Bisc8
Mais que aumentar os emprestimos ( por mim não contavam para o numero de emprestimos os jogadores até 23 anos – penso que a idade atual é 21) é aumentar a cedencia com partilha de passes ou opção de recompra. Um exemplo clarissimo desta falta de gestão é o Henrique Araujo. Ja se viu que nao conta para o Benfica entao o que ainda anda lá a fazer? secalhar sair a custo zero para outro clube faria lhe bem para evoluir.
manel-ferreira
Não, não é fundamental coisíssima nenhuma.
O limite dos empréstimos foi das melhores coisas que aconteceram no futebol português nos últimos anos. E foi até um aspeto em que o futebol português se adiantou à FIFA (cujas regras de limites só saíram 3 anos mais tarde).
O limite de empréstimos obrigou os clubes a dependerem mais de si em vez de estar à espera que as “boas relações” façam tudo, obrigou-os a olharem mais para a prospecção e a verem-se cada vez mais como “players” no mercado, o que resulta em cada vez melhores vendas (nem os Clismos podem negar isto) e mais saúde financeira.
O que, por sua vez, aumentou a independência dos clubes pequenos/médios em relação aos grandes, que já não podem pagar compras com 2/3 empréstimos como acontecia há dez anos. Uma das melhores vendas de sempre do Moreirense foi a do Chiquinho, que não teria sido possível sem o limite de empréstimos.
Ter menos um jogador emprestado no plantel é ter mais um jogador que se pode vender, tão simples quanto isto. E nem acho que isto tenha sido mau para o jovem jogador português, já que os empréstimos foram bem substituídos pela partilha de passes, que tem sido positiva para todas as partes.
Aliás, eu diria que o limite de empréstimos também defende os grandes (deles próprios), já que não podem comprar tudo o que mexe só para emprestar depois. Têm também de ser mais inteligentes nas contratações (não que aconteça sempre, mas pronto) e acabam por lançar jovens na equipa A com mais frequência em vez de estarem apenas à espera que seja o empréstimo a dar-lhe essa experiência, ou de andarem a emprestar 15 jogadores a ver o que cola.
Eu não tenho muitas saudades de voltar aos tempos em que perguntavam ao presidente do V. Setúbal se ele estava a preparar o plantel e ele respondia: “estamos à espera das dispensas dos grandes,”. Correu-lhes muito bem.
Portanto, não vamos aqui baralhar as coisas. Pode-se querer mais aposta na formação e no jogador português, sem querer voltar a regras de tempos em que 600 mil euros era considerada uma venda fabulosa para um clube pequeno/médio. Felizmente, as coisas já não são assim.