Spartak Moscovo 2-1 Benfica (Rafael Carioca 3′, Jardel 43′ p.b.; Lima 32′)
Destaques:
Spartak – Foi sempre mais rápido com e sem bola, soube aproveitar o espaço entre linhas dos encarnados e criou várias situações de perigo (ao intervalo o resultado até pecava por escasso). A astúcia de Emery e a maneira como o técnico espanhol explorou as debilidades do Benfica foi crucial. Mas o destaque vai todo para as exibições de Rafael Carioca (melhor jogador em campo, juntou ao golo uma presença notável no meio campo: controlou o jogo todo do Spartak e ainda foi importante nas recuperações de bola e equilíbrio da equipa), Ari (criou muitos problemas à defensiva encarnada, podia ter marcado por duas vezes e demonstrou uma capacidade de luta incrível), Ananidze e Jurado (espalharam técnica e criatividade).
Benfica – Exibição pobre (o discurso de antevisão ao jogo de Jesus também já não tinha sido positivo), e resultado que compromete as aspirações dos encarnados. As águias são claramente mais fortes que Celtic e Spartak, mas ficaram sem margem de erro, e terão mesmo de vencer os 2 opositores na Luz. Hoje, além da apatia, displicência defensiva e pouca dinâmica, surpreendeu a presença de 2 avançados na frente (Jesus frente ao Barça e Celtic tinha optado só por 1 atacante), e pela 1ª vez foi evidente a falta da dupla Javi-Witsel no meio campo (este sector foi uma autêntica passadeira para os russos). Por último, definitivamente o Benfica tem de esclarecer a situação de Gaitán (que como sabem, na opinião do VM é o melhor jogador das águias). É que continuar a deixar o seu talento no banco ou bancada, faz pouco sentido.
Maxi Pereira – Pior jogador em campo, aliás foi uma exibição à imagem do que tem protagonizado em 2012-13: pobre, muito pobre. Foi facilmente batido por inúmeras ocasiões, cometeu muitos erros defensivos e ofensivamente não ofereceu nada.
Melgarejo – Por incrível que pareça, e já não é a 1ª vez que acontece esta época, voltou a ser o melhor defesa do Benfica. Competente a defender (aliás o Spartak cedo percebeu isso e começou a explorar preferencialmente as debilidades de Maxi), ainda foi um dos elementos que mais tentou remar contra a maré (mostrou-se sempre e apesar da apatia geral, tentou sempre dar profundidade ao seu corredor).
Bruno César/Rodrigo – Não acrescentaram nada ofensivamente. Estranho, foi terem saído tão tarde.
Artur/Lima – O guarda-redes, com várias defesas de qualidade, foi o melhor jogador do Benfica; já o brasileiro apesar do golo não foi particularmente feliz (decidiu mal em várias situações em que a defesa do Spartak estava desequilibrada).
Matic/Enzo – Um erro do sérvio proporcionou o 1º golo do Spartak, enquanto que o argentino (apesar da atitude e garra evidenciada nos últimos 25m) foi igualmente infeliz. Aliás, a derrota do Benfica, passou pela falta de capacidade da dupla em recuperar a bola, equilibrar a equipa encarnada e parar as transições do Spartak.


