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Braga derrotado pelo Cluj no Axa! Gverreiros dominaram mas a velocidade dos romenos e Mário Felgueiras decidiram o encontro!

Braga 0 – 2 Cluj (Rafael Bastos 19′ e 34′)

O Braga começa mais uma vez com o pé esquerdo uma fase de grupos da Liga dos Campeões. Com um adversário perfeitamente à altura, a turma de José Peseiro dominou, teve mais bola, mas ataques e remates, no entanto as falhas que começam a ser habituais vieram ao de cima: inconsequência perto da área para aproveitar o grande domínio da posse de bola e as falhas na finalização – que impediram que o Braga marcasse – e falhas defensivas que têm comprometido por algumas vezes os resultados, como foi o caso desta noite.
As duas equipas da competição com mais portugueses no plantel começaram a partida de forma equilibrada. O Braga com mais posse de bola, o Cluj sem se importar muito de não a ter. Depois de os primeiros lances de golo para o Braga terem surgido, embora tímidos, por Mossoró e Alan, surgiu o primeiro balde de água fria no Axa, quando Sougou isola Rafael Bastos, e o ex-jogador minhoto, depois de correr meio campo, bate calmamente Beto, com a defesa minhota estranhamente balanceada no ataque. Com as mesmas características na partida, o Cluj consegue outro contra-ataque venenoso, culminando num remate ao lado do atacante romeno, e logo depois, Rafael Bastos aproveita a pouca agressividade de Nuno André Coelho e um ressalto já dentro da área, para ultrapassar Salino e Custódio e marcar o segundo golo na partida. A segunda parte só se jogou numa metade do campo (exceção de um lance aos 75′ dos romenos novamente em contra-ataque), e o desperdício foi a palavra-chave no ataque dos gverreiros. Éder, Rúben Micael e Zé Luis desperdiçaram na área, enquanto Hugo Viana, Salino, Custódio e Ismaily tentaram de fora desta. A boa organização defensiva do Cluj, a falta de velocidade no final da partida da equipa portuguesa e 3/4 defesas de grande nível do guarda-redes Mário Felgueiras (curiosamente outro jogador ex-Braga com participação activa no jogo) determinaram que não houvessem mais alterações no marcador.
Destaques

Braga – A equipa voltou a demonstrar fragilidades defensivas. É um erro primário a forma como a linha defensiva se posicionou em três lances de contra-ataque adversários na primeira parte. Em dois deles foi Custódio quem surgiu ao portador de bola, e no terceiro lance, a passividade dos homens de trás foi tal que Rafael Bastos conseguiu correr metade do campo, entrar na área e marcar. Ofensivamente, o Braga jogou instalado no meio campo contrário. Posse de bola que chegou em períodos acima dos 72%, mais de 20 remates à baliza contra apenas 3 do Cluj, no entanto, outros problemas surgem. Com um avançado de área como Éder, só Ismaily provou conseguir centrar a bola em condições. Neste capítulo, Alan, Salino e Hélder Barbosa estiveram muito mal. Depois, há a questão da falta de velocidade e improviso à entrada da área, aliado à falta de capacidade de finalização das oportunidades que são criadas pela equipa.

Cluj – Jogo perfeito dos romenos, a fazer lembrar o Braga de Domingos quando chegou a este patamar europeu. Consistentes defensivamente, e mortíferos nas costas da defesa contrária quando a apanharam em contra-pé. Sougou (ex-Académica) é de longe o ponto forte desta equipa, pela sua velocidade (o jogador saiu lesionado ao intervalo e o ataque romeno desapareceu). Quando a defesa não conseguia cortar a bola, Mário Felgueiras apareceu e foi decisivo em mais um jogo (tal como havia sido no playoff). Bons apontamentos também de Cadú, Ivo Pinto e Rafael Bastos – numa condição física que em nada se compara àquela que demonstrou em Braga e o levou a ser dispensado.

Mossoró – Acabou por ser mais uma vez o melhor homem do Braga. Muita velocidade aliada à sua irreverência, apareceu várias vezes pelas alas para causar perigo, e esteve perto do golo em duas ocasiões.

Salino/Ismaily – Os laterais foram dos melhores elementos, incansáveis a atacar e a recuperar para não dar espaços no corredor. Ismaily esteve perto de marcar em mais uma bomba de fora da área.

Éder – Mostrou trabalho, procurou a bola mas a sua luta na área foi inglória, estando a maior parte do jogo sozinho no meio dos centrais adversários. A bola só por uma vez lhe chegou em condições à área, naquela que foi a sua melhor ocasião de golo.


Paulo Vinícius/Nuno André Coelho – Os centrais tiveram pouco trabalho, mas quando foram chamados a intervir… Não estiveram lá. Nuno André Coelho foi batido de forma comprometedora por Rafael Bastos, no lance do golo.

Custódio/Micael/Viana – Exibição discreta do trio português no conjunto, mas com ligeiro destaque para Custódio, o primeiro jogador a aparecer sempre quando algum dos defesas não estava, a preencher o meio-campo e ainda a conseguir rematar por algumas vezes e ir à linha cruzar.

Beto – Acabou a partida sem qualquer defesa.

Alan – A fazer hoje 33 anos, o extremo brasileiro começa sem dúvida a sentir o peso da idade. Esta noite fez uma das exibições mais apagadas ao serviço do Braga, tendo saído ao intervalo.

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