Braga 0 – 2 Cluj (Rafael Bastos 19′ e 34′)
Braga – A equipa voltou a demonstrar fragilidades defensivas. É um erro primário a forma como a linha defensiva se posicionou em três lances de contra-ataque adversários na primeira parte. Em dois deles foi Custódio quem surgiu ao portador de bola, e no terceiro lance, a passividade dos homens de trás foi tal que Rafael Bastos conseguiu correr metade do campo, entrar na área e marcar. Ofensivamente, o Braga jogou instalado no meio campo contrário. Posse de bola que chegou em períodos acima dos 72%, mais de 20 remates à baliza contra apenas 3 do Cluj, no entanto, outros problemas surgem. Com um avançado de área como Éder, só Ismaily provou conseguir centrar a bola em condições. Neste capítulo, Alan, Salino e Hélder Barbosa estiveram muito mal. Depois, há a questão da falta de velocidade e improviso à entrada da área, aliado à falta de capacidade de finalização das oportunidades que são criadas pela equipa.
Cluj – Jogo perfeito dos romenos, a fazer lembrar o Braga de Domingos quando chegou a este patamar europeu. Consistentes defensivamente, e mortíferos nas costas da defesa contrária quando a apanharam em contra-pé. Sougou (ex-Académica) é de longe o ponto forte desta equipa, pela sua velocidade (o jogador saiu lesionado ao intervalo e o ataque romeno desapareceu). Quando a defesa não conseguia cortar a bola, Mário Felgueiras apareceu e foi decisivo em mais um jogo (tal como havia sido no playoff). Bons apontamentos também de Cadú, Ivo Pinto e Rafael Bastos – numa condição física que em nada se compara àquela que demonstrou em Braga e o levou a ser dispensado.
Mossoró – Acabou por ser mais uma vez o melhor homem do Braga. Muita velocidade aliada à sua irreverência, apareceu várias vezes pelas alas para causar perigo, e esteve perto do golo em duas ocasiões.
Salino/Ismaily – Os laterais foram dos melhores elementos, incansáveis a atacar e a recuperar para não dar espaços no corredor. Ismaily esteve perto de marcar em mais uma bomba de fora da área.
Éder – Mostrou trabalho, procurou a bola mas a sua luta na área foi inglória, estando a maior parte do jogo sozinho no meio dos centrais adversários. A bola só por uma vez lhe chegou em condições à área, naquela que foi a sua melhor ocasião de golo.
Paulo Vinícius/Nuno André Coelho – Os centrais tiveram pouco trabalho, mas quando foram chamados a intervir… Não estiveram lá. Nuno André Coelho foi batido de forma comprometedora por Rafael Bastos, no lance do golo.
Custódio/Micael/Viana – Exibição discreta do trio português no conjunto, mas com ligeiro destaque para Custódio, o primeiro jogador a aparecer sempre quando algum dos defesas não estava, a preencher o meio-campo e ainda a conseguir rematar por algumas vezes e ir à linha cruzar.
Beto – Acabou a partida sem qualquer defesa.
Alan – A fazer hoje 33 anos, o extremo brasileiro começa sem dúvida a sentir o peso da idade. Esta noite fez uma das exibições mais apagadas ao serviço do Braga, tendo saído ao intervalo.


