Celtic 0-0 Benfica
Os escoceses entraram bem na partida, com a sua pressão habitual e quase chegaram ao golo, na sequência de um pontapé de canto. Mas à medida que o tempo ia passando, os encarnados iam controlando o jogo a meio campo. A única oportunidade de golo no primeiro tempo, surgiu depois de um lançamento de Enzo Pérez, que Rodrigo não conseguiu finalizar (defesa de Forster). No segundo tempo, Gaitán e Garay estiveram perto do golo, mas um defesa contrário e Forster negaram o 0-1. Depois, o jogo “arrastou-se” até final, sem grandes lances de perigo.
Destaques:
Jorge Jesus – Inovou no 11 titular, ao colocar André Almeida no lugar de Maxi e Aimar no lugar de Cardozo (o paraguaio ficou no banco). Um empate fora na Liga dos Campeões é sempre positivo, mas perante este Celtic os encarnados deviam ter feito muito mais. Fica a dúvida se a falta de intensidade ofensiva do Benfica se deveu às adaptações (e foram pelo menos 4) ou acabou por ser estratégica, para não permitir que o campeão escocês explorasse as transições (fase do jogo em que são mais fortes).
Celtic – Equipa muito limitada em termos técnicos (ainda para mais sem Samaras), com um futebol demasiado previsível (onde apenas Miku e Wanyama se destacam) e claramente sem argumentos para passar esta fase de grupos.
Garay – A melhor unidade do Benfica. Imperial em termos defensivos, espalhou classe e ainda foi decisivo nas dobras aos companheiros.
André Almeida/Melgarejo – Cumpriram em termos defensivos, mas não acrescentaram nada a nível ofensivo. Destaque para a presença do português no 11 encarnado (o único). É para este tipo de ligação (positiva) que servem as equipas B.
Salvio – Pior exibição em 2012-13. Completamente ausente na 1ª parte, ainda apareceu a espaços na 2ª, mas nunca apresentou a qualidade/influência dos últimos jogos.
Jardel/Matic – Exibições seguras e competentes. O adversário também pedia e fez evidenciar a presença física do brasileiro (1m93) e do sérvio (1m95), não sendo, contudo, possível avaliar se (principalmente quando o Benfica defrontar adversários com outra qualidade técnica) são substitutos à altura de Luisão e Javi.
Enzo Pérez – Fez o papel de Witsel e cumpriu. Boa 1ª parte, evidenciou qualidade na saída de bola e mesmo em termos defensivos denotou conhecimentos tácticos para fazer a função.
Gaitán/Rodrigo – O argentino (que na nossa opinião a 100% é o melhor jogador do Benfica) a espaços pareceu querer encarnar a versão LC 2011-12, mas apesar de alguns rasgos individuais nunca deu sequência às jogadas; já o espanhol pareceu sempre algo perdido na função de único avançado.


