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Benfica começa a Liga dos Campeões com um empate; Encarnados (apesar da defesa renovada) demonstraram segurança, mas em termos ofensivos criaram pouco e não aproveitaram as fragilidades técnicas do Celtic

Celtic 0-0 Benfica

O Benfica  começou esta edição da Liga dos Campeões com um empate no Celtic Park (1º na história do clube da Luz), contudo, apesar de ser sempre positivo pontuar fora de casa, considerando as fragilidades do adversário não foi um bom resultado para os encarnados, pois a equipa de Jorge Jesus é claramente superior a este Celtic. Só no final da fase de grupos podemos tirar uma conclusão real sobre este resultado, mas fica a ideia que o clube da Luz perdeu 2 pontos na Escócia. Destaque para a boa exibição do quarteto defensivo (André Almeida, Garay, Jardel e Melgarejo), principalmente do central argentino (de longe a melhor unidade dos encarnados), e para a prestação de Enzo Pérez (substitui bem Witsel e, principalmente na 1ª parte, foi um dos melhores no relvado). Em termos ofensivos, apesar de alguns rasgos de Gaitán, Rodrigo, Aimar e Salvio (péssima 1ª parte), o Benfica foi sempre pouco intenso, colocou poucas unidades na frente e acabou o jogo sem dispor de uma verdadeira oportunidade de golo.

Os escoceses entraram bem na partida, com a sua pressão habitual e quase chegaram ao golo, na sequência de um pontapé de canto. Mas à medida que o tempo ia passando, os encarnados iam controlando o jogo a meio campo. A única oportunidade de golo no primeiro tempo, surgiu depois de um lançamento de Enzo Pérez, que Rodrigo não conseguiu finalizar (defesa de Forster). No segundo tempo, Gaitán e Garay estiveram perto do golo, mas um defesa contrário e Forster negaram o 0-1. Depois, o jogo “arrastou-se” até final, sem grandes lances de perigo.

Destaques:


Jorge Jesus – Inovou no 11 titular, ao colocar André Almeida no lugar de Maxi e Aimar no lugar de Cardozo (o paraguaio ficou no banco). Um empate fora na Liga dos Campeões é sempre positivo, mas perante este Celtic os encarnados deviam ter feito muito mais. Fica a dúvida se a falta de intensidade ofensiva do Benfica se deveu às adaptações (e foram pelo menos 4) ou acabou por ser estratégica, para não permitir que o campeão escocês explorasse as transições (fase do jogo em que são mais fortes).

Celtic – Equipa muito limitada em termos técnicos (ainda para mais sem Samaras), com um futebol demasiado previsível (onde apenas Miku e Wanyama se destacam) e claramente sem argumentos para passar esta fase de grupos.

Garay – A melhor unidade do Benfica. Imperial em termos defensivos, espalhou classe e ainda foi decisivo nas dobras aos companheiros.


André Almeida/Melgarejo – Cumpriram em termos defensivos, mas não acrescentaram nada a nível ofensivo. Destaque para a presença do português no 11 encarnado (o único). É para este tipo de ligação (positiva) que servem as equipas B.

Salvio – Pior exibição em 2012-13. Completamente ausente na 1ª parte, ainda apareceu a espaços na 2ª, mas nunca apresentou a qualidade/influência dos últimos jogos.

Jardel/Matic – Exibições seguras e competentes. O adversário também pedia e fez evidenciar a presença física do brasileiro (1m93) e do sérvio (1m95), não sendo, contudo, possível avaliar se (principalmente quando o Benfica defrontar adversários com outra qualidade técnica) são substitutos à altura de Luisão e Javi.

Enzo Pérez – Fez o papel de Witsel e cumpriu. Boa 1ª parte, evidenciou qualidade na saída de bola e mesmo em termos defensivos denotou conhecimentos tácticos para fazer a função.

Gaitán/Rodrigo – O argentino (que na nossa opinião a 100% é o melhor jogador do Benfica) a espaços pareceu querer encarnar a versão LC 2011-12, mas apesar de alguns rasgos individuais nunca deu sequência às jogadas; já o espanhol pareceu sempre algo perdido na função de único avançado.

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