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Dragões vencem no Algarve; James revoluciona o jogo do FC Porto; Vítor Pereira lançou o esquerdino aos 36m e o colombiano, com um golo e uma assistência, foi crucial na reviravolta dos azuis e brancos

Olhanense 2-3 FC Porto (Abdi 14´ e Targino 86´; James 43´, Jackson Martínez 49´e Hulk 72´)

Os dragões foram até ao Estádio Algarve derrotar o Olhanense por 3-2, numa partida difícil para os comandados de Vítor Pereira. A entrada de James Rodríguez em campo, aos 36 minutos, mudou o rumo dos acontecimentos a favor do FC Porto, que até aí tinham mostrado grande apatia e intranquilidade.

O FC Porto entrou dominador e Lucho ficou perto do 0-1, num remate em plena grande área (defesa de Ricardo). Os algarvios não conseguiam lançar o contra-ataque, contudo, quando o fizeram com qualidade, marcaram golo. Luis Filipe desequilibrou na direita e Abdi finalizou dentro da área. O golo intranquilizou os portistas, que permitiram mais jogadas de ataque do Olhanense. Apesar disso, o FC Porto poderia ter chegado ao empate em duas situações (cabeceamento de Jackson Martínez e “bomba” de Hulk perto da trave). Aos 36 minutos, Vítor Pereira coloca James Rodríguez em campo (saiu o apagado Atsu) e o futebol dos azuis e brancos foi outro. João Moutinho (remate fraco, quando seguia isolado) e Hulk (bem servido por Moutinho) ficaram perto do golo, que seria marcado por James Rodríguez. O colombiano aproveitou uma má saída de Ricardo e fez um chapéu a toda a defensiva algarvia.

Os dragões entraram para o segundo tempo, como acabaram na primeira, ou seja, com mais um golo (e uma bola ao poste, logo no 1º minuto). Desta vez, grande mérito para a dupla colombiana. James assistiu Jackson Martínez, que isolado, fintou Ricardo e marcou o 2º golo do FC Porto. A equipa de Vítor Pereira foi dona do encontro até à última substituição (entrada de Castro e saída de Defour), chegou ao 1-3 com uma “bomba” de Hulk (incrível facilidade de remate), mas acabou por sofrer até final. Os algarvios chegaram ao 2-3 após golo de Targino e fizeram os dragões recuar no terreno nos últimos minutos.

Destaques:


FC Porto – Mesmo sem Fernando, e apesar dos dois golos do Olhanense, os dragões tiveram bons momentos de futebol no Algarve. A lentidão de processos no início de jogo já é um hábito no FC Porto de Vítor Pereira e, por isso, a entrada de James Rodríguez veio mostrar outra equipa. Destaque positivo para as muitas oportunidades de golo criadas e negativo para as facilidades da defensiva nos dois golos sofridos.

Olhanense – Sérgio Conceição jogou com as armas que tinha ao dispor e quase surpreendia os azuis e brancos. Abdi voltou a mostrar que pode ser uma das revelações da liga, Rui Duarte, apesar de já ter feito bem melhor, ainda fez uma assistência para golo, Maurício continua a ser o patrão na defensiva e Targino entrou muito bem na partida.

James Rodríguez – Tal como na temporada passada, o colombiano parece desequilibrar mais o jogo quando salta do banco de suplentes. Entrou cedo na partida, e teve grande impacto. Um excelente golo para igualar o marcador, uma assistência para o golo fácil de Jackson Martínez e maior qualidade de passe e de posse de bola no meio campo do FC Porto.

Hulk – Quando o brasileiro joga bem é imparável, quando mostra estar abaixo do que pode fazer, continua a criar muitos desequilíbrios. A partida não estava fácil para o “Incrível”, com muitas escorregadelas, perdas de bola e lances inconsequentes. Contudo, Hulk consegue inventar lances do nada e transformar em oportunidades de golo. Na primeira parte, disparou um “míssil” perto da trave (era um golaço) e na segunda, com mais eficácia, disparou certeiro para a baliza de Ricardo, que não teve tempo de reacção.

Jackson Martínez – O colombiano esteve bastante activo na frente de ataque dos dragões, mas não foi eficaz. Apesar disso, Martínez teve influência no 1º golo do FC Porto (a fraca intervenção de Ricardo foi sob pressão do colombiano) e marcou o 2º, após excelente desmarcação. Podia ter marcado mais cedo, através de dois cabeceamentos, mas num mostrou fraca pontaria (ao lado) e no outro pontaria a mais (ao poste).

João Moutinho/Defour – O português começou a partida com algumas falhas a nível de passe e perdas de bola, mas foi crescendo à medida que o tempo passava. Ainda antes do intervalo podia ter marcado (remate fraco) e dado a marcar (grande passe para Hulk). Já o belga, substituiu Fernando na posição mais defensiva do meio campo e cumpriu (curiosamente, depois da sua saída, o Olhanense cresceu em termos ofensivos).

Alex Sandro/Danilo – O defesa esquerdo realizou uma boa partida, com muitas infiltrações no ataque azul e branco (numa delas surgiu o golo de Hulk), enquanto Danilo esteve mais discreto e ainda comprometeu em termos defensivos.

Maicon – O central brasileiro realizou algumas boas intervenções, mas acabou por ficar ligado aos dois golos do Olhanense. No primeiro, foi batido por Luis Filipe (terá escorregado), e no segundo deixou Targino escapar para o 2-3.

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