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Sporting perde com o Rio Ave e já está a 3 pontos dos rivais; Na primeira derrota de Sá Pinto em Alvalade o clube leonino voltou a demonstrar dificuldades em chegar ao golo e acabou por ser o vilacondense Del Valle a brilhar

Sporting 0-1 Rio Ave (Edimar 39′)

O Sporting como tem sido apanágio nas últimas décadas volta a começar mal o campeonato e no final da 2ª jornada já está a 3 pontos de Braga, Benfica e Porto (por norma tem sido decisivo, pois os leões nunca conseguem contrariar a pressão inerente à desvantagem pontual). Numa noite história, o clube leonino perdeu em casa com o Rio Ave: 1º jogo que Sá Pinto não venceu em Alvalade (tinha 11 vitórias em 11 encontros), 1ª vitória dos vilacondenses no campo dos leões. Continua sem vencer em 2012-13 e a revelar muitas lacunas: os extremos são demasiado inconsequentes (Carrillo tem muito talento mas raramente decide bem, enquanto Capel tem limitações técnicas graves…não tem visão de jogo, não sabe cruzar e em muitas situações trava a transição ofensiva); os médios não aparecem em zonas de finalização (o que contraria o futebol de posse e passe dos leões); e ao nível das bolas paradas (característica fundamental no futebol actual) o Sporting é uma nulidade em termos ofensivos. 
No que diz respeito ao encontro, o Sporting dominou durante os 90m, rematou muito, teve vários lances ofensivos onde podia ter dado outra continuidade (Wolfswinkel nem sempre decidiu bem quando foi servido), mas a verdade é que o clube leonino não conseguiu ter uma verdadeira oportunidade de golo (os leões continuam a denotar muitas dificuldades no último terço). Por sua vez, o Rio Ave que adoptou uma postura defensiva desde o minuto inicial soube explorar da melhor maneira os desequilíbrios do Sporting e fruto de várias transições ofensivas (quase sempre em superioridade numérica) dispôs mesmo das melhores oportunidades do encontro. Edimar fez o 1-0 (numa fase onde parecia que o Sporting estava perto do golo), depois de uma iniciativa individual aos 40m, e na 2ª parte, sempre com Del Valle em evidência os vilacondenses tiveram mesmo oportunidades para ampliar o marcador.

Destaques


Sporting – O elenco é bom, mas está ainda longe da valia dos rivais. Falta qualidade ao nível do poder de decisão (a equipa leonina, principalmente no último sector raramente decide bem). Izmailov (também por essa virtude) que está na situação que se conhece continua a ser o melhor jogador dos leões e dificilmente seria titular no Benfica ou Porto (o que demonstra a diferença entre os 3 “grandes”). Em termos ofensivos (que nesta fase é a principal falha) a questão do avançado acaba por ser falsa, pois o problema é que o clube leonino (à excepção da partida frente ao Horsens) não consegue sequer criar oportunidades de golo, algo que se explica pelas lacunas que referimos na introdução.

Sá Pinto – Os leões tem atitude, vontade, mas os processos ofensivos não estão a resultar (os jogadores não são os indicados para este futebol de posse e passe do Sporting e por outro lado o trio da frente acaba por ter acções demasiado previsíveis para os adversários). Em termos de 11 titular e ao nível das substituições, o técnico leonino hoje não foi feliz. Adrien estava a ser um dos melhores da 1ª parte e não devia ter saído (Martins nada fez). No entanto, também acabou penalizado pela juventude dos leões (fez entrar Labyad, André Martins e Viola, tudo elementos ainda sub-22, que claramente não tiveram capacidade para suportar a pressão do resultado). Por último, ignorando o pormenor do trio de médios, pois, com tantas opções, é fácil depois dos encontros afirmar que deviam ter actuado X, Y e W foi surpreendente a aposta em Insúa (devia ter sido penalizado pela atitude no jogo contra o Horsens), e a ausência de Labyad no 11 leonino (os adeptos leoninos mais esquecidos vão ignorar que no ano passado na 1ª metade da época jogavam Rinaudo, Elias e Schaars que são tão ou mais defensivos que Gelson, Elias e Adrien, os mais “românticos” vão querer sempre Elias, Adrien e Labyad, outros, os que lamentaram a ausência de Rinaudo na época passada vão dizer que o Sporting deve jogar com um trinco: Gelson ou o argentino, e apostar em Elias numa zona mais adiantada pois é dos poucos com capacidade para aparecer em zonas de finalização, sendo que Schaars, André Martins, Pranjic e Izmailov serão igualmente citados por alguns).

Rio Ave – Demonstrou que tem um dos melhores elencos da I Liga (algo que não surpreende, ler aqui). A defesa (Oblak, Lionn, Edimar, Marcelo e Nivaldo) é muito forte, o meio campo apresenta raça e atitude, Filipe Augusto (da escola de Kélvin) é um elemento com uma técnica acima da média, e na frente Del Valle e Esmael são dois avançados potentes, com boa técnica e que incomodam bastante as defensivas adversárias. Hoje Nivaldo esteve intransponível, Edimar (além do golo que marcou depois de uma jogada individual) demonstrou segurança no seu corredor, Wires e Tarantini funcionaram como dois tampões e na frente Del Valle esteve em destaque (fez a assistência, ainda serviu Braga com qualidade já na 2ª parte, demonstrou critério na maneira como segurou a bola e serviu os companheiros, criou muitas dificuldades à defensiva leonina (principalmente a Boulahrouz) e acabou por ser a melhor unidade em campo).

Carrillo/Wolfswinkel – As melhores unidades do Sporting. O peruano foi o que mais remou contra a maré. Rematou, tentou desequilibrar, desceu para “pegar no jogo” e foi sempre o que mais se ofereceu ao encontro (nem sempre decidiu bem); já o holandês (podia ter empatado no último minuto, e falhou ainda duas abordagens onde devia ter dado outra continuidade) fez um jogo incansável na frente. Muitas movimentações de qualidade (raramente os apoios o acompanham, e quando cai nas alas a presença na área é nula), e um desgaste constante sobre a defensiva contrária.

Cédric/Viola – O lateral direito deu profundidade, juntou a 2 remates muitos cruzamentos com qualidade, mas este Sporting não tem nenhum “pinheiro”; já o argentino estreou-se pelo Sporting e no pouco tempo que esteve em campo apresentou a raça e atitude que o caracteriza.

Insúa/Capel – Exibições pouco conseguidas. O argentino continua “pesado” e deu menos qualidade ao seu corredor do que Cédric do lado oposto; enquanto que o espanhol foi uma nulidade. Não deu sequência a nenhuma acção ofensiva e mesmo em situações privilegiadas acabou por cruzar sempre mal. 

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