Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

FC Porto vence a Supertaça pela 4ª vez consecutiva; Jackson Martínez no último minuto derrota a Académica e oferece o 1º título da época aos azuis e brancos

FC Porto 1-0 Académica (Jackson Martínez 90′)

Um golo de Jackson Martínez no último minuto de jogo, quando parecia que os 90 minutos iam chegar com a igualdade no marcador, permitiu ao FC Porto conquistar a Supertaça pela 4ª vez consecutiva. Em 34 edições da competição, os azuis e brancos já somam 19 conquistas.

Encontro pobre, com o Porto a demonstrar pouca criatividade/capacidade para desequilibrar em termos ofensivos (continua uma clara dependência de Hulk) e a Académica praticamente só apostada em defender, baixar as linhas e não se desequilibrar. Na 1ª parte os azuis e brancos aparecem fruto das iniciativas de Miguel Lopes (numa James perdoou) e principalmente nos lances de bola parada (Mangala, Otamendi e Atsu desperdiçaram boas oportunidades), já a Briosa só fez um remate (igualmente na sequência de um livre. Helder Cabral rematou ligeiramente ao lado). No 2º tempo, a partida continuou com a mesma dinâmica, sem grandes motivos de interesse até às substituições. Moutinho acrescentou mais que Defour, enquanto que Ogu deu outra qualidade ao sector ofensivo da Académica, e os estudantes começaram a criar perigo (principalmente nos últimos 15m). Apesar do maior numero de desequilíbrios, as equipas continuavam sem conseguir ter claras oportunidades de golo e quando nada o fazia prever (em cima do minuto 90) Jackson Martínez correspondeu de cabeça a um cruzamento de Miguel Lopes e apontou o único tento do encontro. Em suma, uma vitória justa dos azuis e brancos devido ao maior domínio e numero de lances ofensivos, mas que penaliza a melhor fase da Académica na partida.

Destaques

FC Porto – Vítor Pereira conquistou o seu 3º título (já é um dos treinadores portugueses em actividade com mais troféus); Jackson Martínez teve uma estreia de sonho (marcar o golo da vitória certamente vai ajudar o colombiano), no entanto nem sempre abordou os lances da melhor maneira (algumas falhas na recepção e movimentação); Defour voltou a demonstrar muito pouco (o belga continua sem justificar os 6 milhões de euros que o Porto investiu na sua contratação, aliás, nesta fase, nem se percebe como teve direito a tantos minutos na pré-época. Castro por exemplo, raramente foi utilizado); James e Atsu acrescentaram pouca capacidade de desequilíbrio e ainda falharam oportunidades claras; Fernando encheu o campo (tem evoluído todas as épocas e nesta fase junta ao rótulo de melhor médio defensivo a jogar em Portugal, a certeza que é um dos 10/15 melhores do Mundo na sua posição); Miguel Lopes protagonizou uma boa 1ª parte, foi perdendo “gás” na 2ª mas teve o mérito de fazer a assistência para o único golo da partida; Lucho foi uma piores unidades dos azuis e brancos (muito escondido do jogo, ofereceu pouca criatividade a nível ofensivo e com o passar dos minutos desapareceu por completo).

AcadémicaMakelele foi a melhor unidade em campo. O médio juntou à qualidade defensiva uma saída de bola interessante; Rodrigo Galo tentou sempre esticar o jogo no seu corredor (nem sempre os médios respeitaram as acções dos laterais); Salim Cissé fez um “trabalho sujo” na frente (jogou “numa ilha”, mas tentou sempre incomodar os centrais portistas, segurar a bola e esperar pelos apoios. Nos últimos minutos com a presença de Ogu teve algumas movimentações interessantes); Helder Cabral, João Real e Flávio Ferreira foram competentes defensivamente; os estreantes Cleyton e Afonso demonstraram muito pouco (talvez “presos” pela estratégia conservadora de Pedro Emanuel).

Deixa um comentário