Este Verão passam 20 anos desde os Jogos Olímpicos de Barcelona, local onde o principal destaque foi a equipa de basquetebol dos EUA. Os profissionais norte-americanos da NBA foram finalmente aceites na competição e os responsáveis pela selecção escolheram para o evento, nada mais, nada menos, que os melhores entre os melhores. David Robinson, Pat Ewing, Larry Bird, Scottie Pippen, Michael Jordan, Clyde Drexler, Karl Malone, John Stockton, Chris Mullin, Charles Barkley, Magic Johnson e o universitário Christian Laettner. Estávamos na presença de 11 futuros “Hall of Famers” e de jogadores que conquistaram 23 títulos da NBA, 15 MVP´s da temporada regular e 11 MVP´s das finais da NBA.
A “Dream Team” era o centro das atenções em Barcelona, com muitos seguranças privados a vigiarem todos os seus passos e muitas pessoas à porta do hotel só para ver os “astros”. O entusiasmo era grande mesmo entre os atletas de outras modalidades, que não hesitavam em pedir autógrafos e fotografias com as super-estrelas da NBA. A “Dream Team” era um evento dentro do próprio evento, pelos que os Jogos de Barcelona foram também os Jogos onde o Mundo assistiu ao domínio da equipa mais forte da história (em qualquer desporto). Actualmente, é possível reunir a nata dos norte-americanos da NBA numa equipa, contudo, dificilmente teria a mesma qualidade e carisma daquela geração. Michael Jordan, Larry Bird e Magic Johnson foram lendários, inspiraram milhares de jogadores e tiveram duelos que marcaram o jogo. Karl Malone e John Stockton formaram uma das melhores duplas da história e só não conquistaram a NBA porque estavam na mesma era de Michael Jordan. David Robinson e Pat Ewing dominavam o jogo interior da NBA como nenhum outro o domina na actualidade. Charles Barkley tinha uma personalidade forte, dentro e fora do campo, e era um lutador nato. Chris Mullin, Clyde Drexler e Scottie Pippen trouxeram qualidade de tiro, rigor e versatilidade à “Dream Team”. Chuck Daly, bicampeão pelos Detroit Pistons, foi o treinador escolhido para liderar os astros da NBA, à qual faltava Isiah Thomas, o base da equipa de Detroit (Michael Jordan e outros elementos do grupo não queriam o jogador dos “Bad Boys”, devido ao comportamento anti-desportivo do base, especialmente depois dos Bulls terem eliminado os Pistons em 1991 e os titulares de Detroit terem saído para os balneários antes do jogo terminar e sem cumprimentar os seus adversários).
O primeiro jogo da “Dream Team” foi a 28 de Junho de 1992, no torneio de qualificação das “Américas”. Cuba foi o adversário, que não resistiu à classe dos norte-americanos. O resultado final foi de 136-57. As restantes 5 partidas do torneio foram marcadas novamente pelo desnível do resultado. 105-61 frente ao Canadá, 112-52 frente ao Panamá, 128-87 frente à Argentina, 119-81 frente a Porto Rico e 127-80 na final frente à Venezuela. Menos de um mês depois, a “Dream Team” deslocou-se para o Palau Municipal d´Esports de Badalona, onde dominou todos os seus adversários. A maior vitória foi contra a selecção de Angola, logo na abertura da competição (116-48). Seguiu-se a Croácia (103-70), Alemanha (111-68), Brasil (127-83) e Espanha (122-81). Nos quartos-de-final, Porto Rico não fez melhor que as anteriores equipas (115-77), a Lituânia foi derrotada por 127-76 nas meias finais e, finalmente, a Croácia cedeu na final por 117-85 (resultado menos desnivelado dos 14 jogos oficiais da “Dream Team”), num duelo interessante entre Michael Jordan e Drazen Petrovic (não fosse a sua morte prematura e tinha tudo para deixar a sua marca na NBA). Curiosamente, a única derrota da “Dream Team” surgiu num particular frente a uma equipa Universitária, composta por elementos como Grant Hill, Chris Webber e Penny Hardaway.
Melhor equipa da história? Actualmente, que jogadores poderão formar uma “Dream Team” pelos EUA?


