Destaques:
C. Ronaldo – No momento decisivo disse presente. Uma super-exibição do português a calar os anti e aqueles que ficam felizes quando falha. 2 golos, duas bolas no poste, duas assistências para golo (Coentrão e Nani permitiram a defesa de Stekelenburg) sempre a desequilibrar em termos ofensivos e a fazer história: Marcou no Euro’2004,Mundial’2006, Euro’2008, Mundial’2010 e agora Euro’2012…só o Jurgen Klinsmann o supera.
Portugal – É injusto destacar um só elemento. Foi (à excepção dos primeiros 10 minutos) uma das melhores exibições da selecção num jogo decisivo numa fase final. Defesa perfeita, meio campo fortíssimo em termos de pressão e saída de bola, e alas a esticar o jogo e a desequilibrar. Não fosse a ineficácia (ou falta se sorte) com alguma naturalidade teríamos goleado a Holanda. Agora temos pela frente a Rep. Checa (é importante não ir agora aos 80…antes ninguém acreditava na selecção, mas agora já são os melhores do Mundo, uma ideia que por norma nos prejudica) mas certamente (como o VM sempre disse) iremos ultrapassar este adversário e marcar presença nas meias-finais.
Holanda – A desilusão do Euro 2012. Finalista do último Mundial, muito poder de fogo (melhor marcador da Premier League e Bundesliga), mas 3 jogos 3 derrotas (consoante o prognóstico do VM). Com esta defesa tão limitada (não surpreende que o seleccionador tenha apostado em 2 médios de contenção nos primeiros jogos), seria complicado fazer melhor (são maus na pressão, desarme e posicionamento). Hoje o ataque também nao funcionou (a defesa de Portugal anulou quase tudo) e à excepção de Van der Vaart (golo e remate ao poste) ninguém se destacou.
João Pereira – Depois de Ronaldo, talvez a melhor unidade de Portugal (curiosamente um dos jogadores mais criticados pelo VM). Assistiu de maneira brilhante para o 1º golo, deu muita profundidade pelo seu corredor (mais do que Coentrão), e não foi batido em nenhum lance em termos defensivos. Certamente já vale mais 2 milhões de euros.
Moutinho/Coentrão – Estiveram praticamente em todo o lado. O médio (à excepção do lance do 1º golo) foi um guerreiro em termos de pressão e ocupação de espaços, enquanto que o lateral esteve perfeito em termos defensivos e ainda podia ter feito o gosto ao pé.
Patrício/Custódio – O guardião deu segurança, já o médio entrou bem na partida e teve um papel importante nos últimos 15m (a sua recuperação de bola e ocupação do espaço permitiu que Portugal tivesse várias transições rápidas).
Bruno Alves/Veloso – Duas das melhores exibições de Portugal. O central nos 3 jogos foi insuperável nos lances individuais até ao momento; Enquanto que o médio foi decisivo na posse de bola (a 1ª fase de construção passa sempre pelos seus pés), qualidade de passe, e nas dobras aos companheiros (uma partida ao nível dos melhores do Mundo nesta posição).
Meireles/Postiga – As duas exibições mais discretas, mas ambos com participações essenciais para os nossos objectivos, principalmente o avançado (injustamente criticado, mas os portugueses gostam de criar um “patinho feio”). Apesar dos 2 golos que falhou, foi decisivo pela pressão (anulou a saída de bola da Holanda e com isso os holandeses desapareceram), e esteve bem em termos de trabalho de avançado (segurar a bola, esperar pelos apoios e ocupar os espaços certos).
Nani – Que exibição. Só faltaram os golos (falhou um escandaloso). Desequilibrou, fez lembrar Figo pela maneira como pisou a bola, enfrentou de frente os adversários e nunca se intimidou nos momentos de decidir (mesmo pressionado), e assumiu nesta fase claramente o papel de jogador mais da selecção (a Ronaldo cabe desequilibrar e finalizar, mas é o jogador do Man Utd que nos momentos complicados assume o jogo, empresta poder de decisão e até alguma maturidade na abordagem dos momentos do jogo).
Pepe – Mais uma exibição extraordinária (não fosse a culpa nos golos da Dinamarca e Alemanha e seria o melhor central neste Euro até ao momento). Liderou a defesa, anulou os avançados da Holanda, e com a sua velocidade foi decisivo nas dobras, desarmes e antecipações.
Alemanha 2-1 Dinamarca (Podolski 19´e Bender 80´; Krohn-Dehli 24´) – A selecção alemã teve grandes dificuldades para bater a Dinamarca, apesar do maior domínio e qualidade de jogo. Podolski marcou o 44º golo pela Mannschaft na sua 100ª internacionalização, mas foi o lateral direito, Lars Bender a confirmar o triunfo alemão bem perto do final. Contas finais – 1º Alemanha com 9 pts, 2º Portugal com 6 pts, 3º Dinamarca com 3 pts e 4º Holanda com 0 pts.


