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Empate entre Polónia e Rússia deixa tudo em aberto para a última jornada

Polónia 1-1 Rússia (Kuba 57′ e Dzagoev 37′)

Num jogo animado, essencialmente na segunda parte, a Polónia e a Rússia empataram em Varsóvia e terão encontros decisivos na última jornada (mais para os anfitriões), frente a checos e gregos, respectivamente. À turma orientada por Smuda só a vitória interessa, enquanto que para o conjunto de Dick Advocaat um empate chega.

No primeiro tempo, a Rússia teve clara supremacia em termos de posse de bola, embora tenham sido da Polónia as primeiras oportunidades de golo (a equipa da casa atacou pouco, mas quando o fez criou perigo). A turma de Dick Advocaat estava a ter bastantes dificuldades para penetrar no bloco defensivo montado por Smuda, só que um livre exemplarmente cobrado por Arshavin e concretizado por Dzagoev, que marcou o terceiro golo na prova, viria desbloquear a situação.

Na segunda parte, o espectáculo foi muito mais agradável, com a Polónia a colocar mais homens na frente. O golo do empate (um dos melhores da prova até ao momento) chegaria numa transição rápida, finalizada por um tiraço de pé esquerdo de Kuba. Até final, a equipa da casa esteve por cima, perante um adversário extremamente desgastado, mas o resultado não se alteraria. Destaque ainda para a estreia de Izmailov.

Destaques:

Polónia – Mais uma vez, à semelhança do que sucedeu na primeira jornada, a equipa da casa perde a possibilidade de vencer por falta de ambição do seu treinador. Foi extremamente cauteloso na abordagem ao jogo, entrando com um meio campo com 5 homens e deixando Lewandowski para o ataque. Para o segundo tempo nada alterou, apesar de estar a perder. Já em igualdade, tendo a oportunidade de chegar ao 2-1 (a Rússia estava já muito desgastada e com dificuldades na transição defensiva, e neste caso o empate e a derrota significavam praticamente o mesmo, visto que continua a ser obrigatória vencer a Rep.Checa), demonstrou pouca audácia ao não colocar um homem junto ao avançado do Dortmund, retirando um dos médios.

Rússia – Um jogo menos conseguido do que na primeira jornada, fruto do posicionamento mais recuado do adversário. Ainda assim, uma boa primeira parte em termos de posse de bola, mas algumas dificuldades em criar situações de finalização (Kerzhakov na zona central não está a funcionar, talvez a inclusão de Pavlyuchenko no 11, com a deslocação do jogador do Zenit para uma ala fosse bem pensado). No segundo tempo, a equipa revelou enorme desgaste e poderia inclusive ter perdido o encontro. Tem tudo para passar à fase seguinte.

Kuba/Lewandowski – Dois elementos que se sacrificaram em prol do colectivo. Na primeira parte, o ala esteve mais preocupado com tarefas defensivas, mas na segunda parte conseguiu incutir velocidade e marcou um belo golo. Quanto ao avançado, esteve o jogo todo sozinho na frente, deu muita luta à dupla de centrais russa e mostrou que é a principal figura da equipa.

Kerzhakov/Dzagoev – O primeiro trabalha, desmarca-se pelas alas, dá profundidade à equipa, mas não tem sido feliz na finalização. O segundo esteve pouco em jogo, surgindo para fazer o seu terceiro golo neste europeu, de cabeça imagine-se. Candidato a melhor marcador?

Boenisch/Perquis – Excelente jogo dos defensores polacos. Muito concentrados, ganharam grande parte dos lances e constituíram um obstáculo difícil de ultrapassar.

Denisov – Foi o melhor elemento do meio campo russo. Seguro no capítulo do passe, teve ainda um trabalho importante em termos de recuperação.

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