Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

França e Inglaterra empatam na abertura do Grupo D, num encontro onde os gauleses foram tremendamente superiores

França 1-1 Inglaterra (Nasri 39′ e Lescott 30′)

Apesar do domínio que evidenciou durante os 90′, a França não conseguiu bater uma Inglaterra (que sai satisfeita com o empate) com pouco futebol e que terá grandes dificuldades para seguir em frente.

Na primeira parte o conjunto orientado por Laurent Blanc foi claramente superior, embora tenha sido a Inglaterra a adiantar-se no marcador. À passagem da meia hora, Lescott correspondeu a um livre da direita de Gerrard e colocou a turma de Hodgson em vantagem, na primeira vez que chegou à área adversária. A resposta surgiu de imediato, com Nasri, em destaque nesta fase, a empatar num remate colocado de fora da área (já depois de Hart ter negado o golo a Diarra).
No início do segundo tempo, os britânicos melhoraram ligeiramente, devido à maior participação em jogo de Glen Johnson, mas rapidamente os franceses voltaram ao comando das operações. Com o passar dos minutos, os lances de perigo sucederam-se (essencialmente em remates de fora da área), o golo não surgiu e a Inglaterra praticamente abdicou de atacar. Um resultado injusto, tendo em conta o que se passou em campo e a superioridade evidente da equipa gaulesa.
Destaques:

Inglaterra – Enquanto os treinadores ingleses não evoluírem em termos tácticos (o sistema utilizado está completamente ultrapassado), o futebol desta selecção nunca passará daquilo que é actualmente. Como vem sendo hábito nas últimas grandes competições, faltou um jogador que acrescentasse criatividade na zona central (a ausência de Rooney é bastante penalizadora nesse aspecto). Os laterais não estiveram muito ofensivos (Glen Johnson ainda deu alguma profundidade no início da segunda parte), Milner não é um jogador vertical e Oxlade-Chamberlain, apesar de boas iniciativas, tem ainda pouca maturidade. Young, numa posição que não é a sua, pouco conseguiu fazer (a bola também não chegou lá) e Welbeck esteve muito sozinho na frente (ganhou alguns lances a Rami).
França – Demonstrou que é uma equipa que pode chegar longe, com um ataque muito móvel e grandes jogadores a nível individual. Alguma indefinição no meio campo ofensivo, com muitos elementos a pisar esses terrenos (Cabaye, Nasri, Ribéry e Benzema) e a afunilarem o jogo da equipa. Faltou largura e uma referência na área que aproveitasse as subidas de Débuchy (muitos cruzamentos para ninguém, visto que o avançado do Real Madrid se esqueceu que era o único avançado da equipa e praticamente nunca apareceu em boa posição para finalizar).
Hart – O melhor elemento da Inglaterra. Nesta posição, finalmente os britânicos estão bem servidos. Várias defesas de bom nível a evitarem a derrota.
Meio campo França – Com a ausência de M’Vila, Diarra actuou sozinho à frente da defesa e cumpriu, recuperando inúmeras bolas e servindo de suporte aos homens mais adiantados. Nasri foi o melhor em campo. Inicialmente na ala direita, deixou corredor aberto para Débuchy e espalhou magia no centro do terreno, onde o seu futebol atinge outra dimensão. Ribéry também esteve bem, embora tenha faltado mais objectividade. Cabaye foi quem mais apoiou Diarra nas tarefas defensivas, tentando por diversas vezes alvejar a baliza de Hart. Malouda tem nesta fase mais estatuto que qualidade e provavelmente sairá da equipa no próximo jogo. Podemos também aqui incluir Benzema, que hoje esteve sempre muito recuado e deixou a equipa órfã de um jogador referência na área.
Gerrard/Parker – Cumpriram o seu papel em termos defensivos, mas jogaram muito encostados aos centrais e deixaram um fosso enorme para os 2 avançados. Este sistema exige muita disponibilidade física dos 2 médios, que se desgastam muito e depois não têm a frescura necessária para definir com qualidade. Destaque para a assistência do médio do Liverpool no primeiro golo.
Débuchy/Rami – O lateral fez uma boa exibição, criando bons lances e conseguindo diversas vezes chegar à linha final. Já o central, foi dos piores da sua equipa, muito intranquilo e com dificuldades perante o poderio físico de Welbeck.

Deixa um comentário