Roland Garros – Com o calor e altas temperaturas também chega a batalha pela hegemonia no pó-de-tijolo. O lendário torneio de Roland Garros começou hoje e, este ano, apresenta uma das edições onde o vencedor, principalmente no quadro feminino é mais difícil de prever. No lado do ATP, é possível destacar Rafael Nadal como o grande favorito à vitória, muito por causa da grande forma que demonstrou em Roma, na semana passada, onde ganhou o título. O número 2 do Mundo acaba por ter um quadro sem grandes problemas até ao possível confronto com o canadiano Milos Raonic ou o argentino Juan Monaco na quarta ronda. Ainda assim, no Phillipe Chatrier, Nadal não deverá ter grandes problemas visto serem encontros disputados à maior de cinco sets. Na verdade, até aos quartos-de-final a tarefa é algo fácil espanhol, que calhou no mesmo lado que Janko Tipsarevic e Nicolas Almagro (não mostra frieza para aguentar uma batalha mental com Nadal). O número 1 do mundo, Novak Djokovic, depois de uma primeira ronda de passeio frente ao italiano Potito Starace, vai enfrentar o outrora temível Lleyton Hewitt, que, ainda assim, pode vir a dar algum trabalho ao Djokovic devido à sua experiência. Mas o primeiro grande teste será na quarta ronda, onde possivelmente vai encontrar o espanhol Fernando Verdasco, que parece renascido e decidido a fazer lembrar o Verdasco que levou Nadal a 5 sets nas meias-finais do Australian Open em 2009. Nos quartos-de-final, os possíveis adversários são Jo-Wilfried Tsonga, Gilles Simon e Stanislas Wawrinka. Quanto a Roger Federer, é o jogador com o quadro mais complicado entre os quatro primeiros do ranking mundial. O argentino David Nalbandian é sempre perigoso nos grandes torneios e pode encontrar Federer na segunda ronda, enquanto Feliciano Lopez é, pela ordem da lógica, o adversário da oitavos-de-final. O obstáculo que Roger poderá ter de ultrapassar nos quartos-de-final é que é, literalmente, gigante – o checo Tomas Berdych ou o argentino Juan Martin Del Potro deverão enfrentar-se na quarta ronda para, depois, o vencedor discutir um lugar nas meias-finais frente a Roger Federer. Por fim, Andy Murray tem Bernard Tomic e Alexandr Dolgopolov para o enfrentar nas rondas iniciais, com John Isner e David Ferrer como possíveis oponentes nos quartos-de-final. De referir ainda que Murray e Nadal estão na mesma parte do quadro, enquanto Federer e Djokovic estão na outra. Quanto aos portugueses, Rui Machado vai enfrentar hoje Kevin Anderson, número 34 do mundo, e, caso vença, terá pela frente o francês Eric Prodon ou o argentino Horacio Zeballos. A tarefa impossível chega numa eventual terceira ronda frente a Berdych. O vimaranense João Sousa também tem possibilidades de eventualmente atingir uma terceira ronda caso consiga surpreender Marcel Granollers. Se isso acontecer, enfrenta Malek Jaziri ou Philipp Petzschner para depois o enfrentar o gigante John Isner. Nadal é o principal favorito à vitória? Recordamos que em caso de vitória irá conquistar o seu 7º RG, o que será um recorde. Dos quatro primeiros do ranking, qual é o que tem mais probabilidades de ser eliminado numa ronda inicial? Quem vai ser a revelação do torneio parisiense? O que esperar de João Sousa e Rui Machado? Quanto ao lado do WTA, a incerteza é total. De facto, não existe nenhuma candidata claramente acima da concorrência, embora a número 1 do mundo, Victoria Azarenka, esteja a ter um ano fantástico. Na parte superior do quadro, Azarenka tem, até aos quartos-de-final, possíveis encontros com Samantha Stosur ou Sabine Lisicki, embora Dominika Cibulkova seja um teste complicado para uma fase mais inicia da competição. A segunda secção da parte superior do quadro está recheada com jogadores desde Agnieszka Radwanska (perspectiva de um duro teste com Venus Williams na segunda ronda) a Ana Ivanovic, Angelique Kerber e Marion Bartoli. Na primeira metade da parte inferior do quadro, destaque para Petra Kvitova, que terá como potenciais adversárias Jelena Jankovic, Francesca Schiavone, Na Li, Vera Zvonareva e ainda algumas outsiders como Christina McHale ou Mona Barthel. Mas não há dúvida de que é no último quarto da competição feminina que se concentraram as jogadoras mais fortes. Todos antecipam um jogo dos quartos-de-final entre Serena Williams e Maria Sharapova mas Caroline Wozniacki, Julia Goerges, Anastasia Pavlyuchenkova e Maria Kirilenko tudo farão para o impedir, embora seja complicado. Num ano tão imprevisível, qual é a jogadora que parte na linha da frente para a conquista do torneio? Li Na vai reconquistar o título? Será este o 1º grande troféu de Wozniacki? Serena Williams vai ser dominadora como no passado e vencer mais um torneio do Grand Slam? Goerges, Kerber podem surpreender? Sharapova vai dar continuidade ao que fez em Roma? Ou Azarenka vai escrever mais uma grande página na sua época?
P. Pinto
Giro’2012 – Ryder Hesjedal conquistou a 95.ª Volta a Itália. O ciclista da Garmim como esperado recuperou a desvantagem no contrarrelógio de Milão e relegou Joaquin Rodriguez (Katusha), para 2ª posição da geral. Thomas De Gendt que completou o crono (vencido por Pinotti) em 5º, completou o pódio final. Destaques – Positiva: Hesjedal é o 1º ciclista do Canadá a vencer uma grande Volta (já tinha demonstrado qualidade na Vuelta como tal nem surpreendeu), e de maneira justa pelo que protagonizou ao longo da corrida (não venceu nenhuma etapa, mas foi consistente na Montanha e inclusive liderou o Giro por 3 ocasiões); Rodriguez foi um dos principais animadores da Volta, conquistou etapas, liderou, venceu a camisola dos pontos (tão ambicionada por Cavendish) e apenas as suas limitações no crono (melhorou muito) o impediram de vencer o Giro; Thomas De Gendt venceu a etapa rainha, e deixou a dúvida se não podia ter mesmo conquistado o Giro caso se tivesse empenhado noutras etapas de montanha (o belga devia ter explorado mais o cansaço dos adversários); Uran e Henao os 2 jovens colombianos da Sky demonstraram que podem ser figuras no pelotão internacional (o 1º não surpreendeu, mas o seu companheiro de equipa foi a revelação da prova); Farnese Vini acabou por ser a grande sensação. Uma equipa Continental, mas que se bateu com as melhores e teve o mérito de potenciar 2 jovens: Rabottini (vencedor da camisola da Montanha) e Guardini (apesar dos seus 22 anos bateu Cavendish ao Sprint, algo raro nos dias de hoje); Negativa: Scarponi (sem Contador devia ter dominado, assim apenas provou que a sua vitória em 2011 na secretaria acaba por não traduzir o seu valor), Basso (não correspondeu ao bom trabalho da Liquigás), Radioshack (uma nulidade); Gadret (depois do 3º lugar no ano passado, em 2012 não foi além do 11º lugar). Destaques? Conseguirá Hesjedal um lugar no pódio do Tour nos próximos anos? Terá sido esta a última oportunidade de Rodriguez em conquistar uma grande Volta?




