Novak Djokovic deu os parabéns Darren Cahill e Simone Vagnozzi, técnicos de Jannik Sinner, por terem conquistado o prémio de melhores treinadores ATP do ano de 2023, mas mandou igualmente uma boca, por o vencedor não ter sido Ivanisevic, o seu líder. «Goran, acho que precisamos de ganhar todos os quatro Slams para que possas (talvez) ser considerado o treinador do ano. Terminar a época em n.º1 [ranking mundial], vencer três Grand Slams, as ATP World Tour Finals e fazer história neste desporto não é suficiente, meu caro treinador», escreveu o sérvio.



3 Comentários
Prater
Na verdade, o treinador de Djokovic parece ser uma vítima do extraordinário talento do seu pupilo, uma vez que as conquistas, que para a maioria dos tenistas seriam consideradas únicas e extraordinárias, acabam por ser banalizadas pela regularidade do desempenho excepcional do sérvio.
A dinâmica única de treinar um jogador genial, já dotado de aprendizagem e domínio substanciais na modalidade, pode certamente facilitar o trabalho do treinador. Essa vantagem inerente talvez explique por que o prémio não foi atribuído ao treinador do sérvio. Djokovic, sendo um jogador já polido, representa um diamante cujo brilho é esperado e previsível. O treinador, assim, pode ser subestimado, uma vez que o jogador já possui uma base sólida.
Em contraste, o treinador do Sinner enfrenta o desafio mais complexo de moldar um talento em ascensão. Cada conquista de Sinner é uma prova não apenas do talento do jogador, mas também da habilidade do treinador em extrair o máximo potencial de um diamante em bruto. Assim, a singularidade da jornada de Sinner pode ter contribuído para a escolha dos treinadores do italiano para o prémio, destacando a capacidade de desenvolvimento e inovação que muitas vezes pode passar despercebida quando se treina um jogador já consagrado como Djokovic.
Prater
Compreendo e aceito a escolha dos treinadores do Sinner. Darren Cahill e Simone Vagnozzi têm uma influência mais significativa nos resultados do italiano do que Ivanisevic no sérvio. Djokovic não conquistou nada nesta temporada que já não tivesse alcançado no passado. Ele é um jogador maduro, e a evolução no seu jogo não representa um crescimento exponencial. Por outro lado, o Sinner tem mostrado um desenvolvimento notável em vários aspectos, como serviço, jogo de rede, escolha de pancadas, resiliência e força mental. Isso resultou em conquistas significativas, incluindo um título Master 1000, uma final dos Masters e uma Taça Davis, rompendo barreiras ao vencer adversários antes considerados intransponíveis, como o russo Medvedev e o próprio Djokovic. Entendo a frustração do sérvio, mas ela também decorre do fato de que ele já atingiu um nível excepcional, enquanto o trabalho de treinamento do Sinner está moldando um talento em ascensão.
Kafka
É o preço a “pagar” por banalizar a genialidade… 3 Grand Slams num ano seria algo estratosférico para 99,999% de todos os jogadores de ténis na história (com excepção do Federer e Nadal no prime), mas para o Djokovic as pessoas já vêm como um dia no escritório
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Posso isto, pode parecer ridículo, mas não dar o prémio ao Djokovic/treinador dele quando venceu 3 Grand Slams, 1 Atp Tour Finals, 2 Masters 1000 e terminou como número 1, acaba por ser indirectamente um tremendo elogio ao…. Djokovic… É assumir por toda a gente, que ele banalizou por completo a genialidade no Ténis, ao ponto de se achar banal a brutalidade q ele fez e portanto se acham não lhe dão o prémio