Não é habitual um presidente criticar o capitão em público, mas De Laurentiis já nos habituou a este tipo de intervenções.
Em declarações à Gazzetta dello Sport, Aurelio De Laurentiis, presidente do Nápoles, abordou vários assuntos da vida do clube, entre eles a situação de Lorenzo Insigne, o capitão de equipa, que leva 3 golos em 7 jogos esta época: “Eu deixo-o viver. De Laurentiis não resolve o problema de Insigne e Raiola. Deve ser resolvido por Insigne em primeiro lugar, que deve entender o que quer fazer. Sempre teve uma atitude de desconforto em Nápoles. Eu entendo, protejo, gosto, gosto muito, mas sempre o senti desconfortável desde algumas épocas atrás. Então, eu quero dizer que ele precisa de se acalmar e de se tornar uma pessoa mais pacífica. Mas é um problema dele. Nem Raiola nem Ancelotti podem resolvê-lo. Ele é um óptimo jogador e pode estar em melhor forma ou não. Se ele estiver menos em forma, na opinião do técnico, que não o usa, Insigne não pode usar piadas ou ter atitudes quase desafiadoras. O treinador é um homem de família, tem 60 anos e não o envia para esse “país” porque ele tem três vezes a sua idade”. Por outro lado, o presidente dos Partenopei afirmou que “Ancelotti pode ficar 10 anos, se quiser”, tecendo rasgados elogios ao técnico: “Tenho um treinador muito bom, existe um relacionamento amigável, de respeito mútuo. Ouvi e li muita coisa, nomeadamente que teria discutido com Ancelotti, mas sempre disse que Ancelotti pode ficar aqui por até dez anos. Eu sou pela continuidade. Também no cinema, com Verdone, tenho o exclusivo há 17 anos. Você quer vender, provocar, mas não é assim, não pode ter tudo imediatamente”. Por fim, De Laurentiis afirmou ainda que está muito satisfeito com a chamada de Di Lorenzo à selecção, revelou a intenção de renovar com Fabián Ruiz, de quem duvidava que pudesse ter tanto impacto (“Ele sempre foi um dos melhores jogadores. Se depois de 15 anos me convenceram a pagar 30 milhões por um estranho… Uma coisa é jogar numa equipa nacional, outra é jogar a cada três dias noutro clube”), Mertens e Callejón e que mais cedo ou mais tarde poderá ter de vender Koulibaly – “Interesse de Real Madrid e Barcelona? Recusei 105 milhões, mas sei que chegará um momento onde serei obrigado a vender certos jogadores“.

