Itália 1-0 Suécia (Éder 89′)
Itália – Não se pode esperar exibições deslumbrantes dos italianos, mas com esta qualidade defensiva e muita eficácia é preciso contar com eles. Frente a um adversário que não se expôs tanto como a Bélgica, a Squadra Azurra sentiu mais dificuldades para criar ofensivamente, até porque a qualidade individual não é propriamente assombrosa. Os médios estiveram pouco activos na construção (Bonucci destacou-se novamente pela capacidade de passe) e não houve a mesma capacidade de ligação com os homens da frente em comparação com o que aconteceu no jogo anterior. Foi precisamente isso que aconteceu na recta final, com Giaccherini e Parolo mais soltos, com outra chegada ao ataque e a criar superioridades com os alas. O médio do Bolonha foi mesmo um dos melhores em campo, primeiro com missões mais defensivas, depois com a criatividade e qualidade técnica que o distinguem. Éder acabou por ser o homem do jogo, mesmo que tenha estado mais discreto do que na primeira partida. Incansável, dando sempre mobilidade ao ataque. Candreva esteve eficaz, sem ser vistoso, ao passo que Florenzi, a novidade no 11, também cumpriu. A linha defensiva, para não variar, esteve impecável, anulando com relativa facilidade o ataque sueco.
Suécia – Certamente uma das principais desilusões do Euro. Não há princípios de jogo nesta equipa e o facto de ainda não ter rematado à baliza em dois jogos é dramático. A presença de Ibra não tem ajudado e, apesar de se dar muito ao jogo, está longe de fazer a diferença. Hamren lançou Guidetti, mas o avançado, para além de alguma agressividade em comparação com Berg, pouco deu ao jogo. O meio campo funcionou melhor, apesar de tudo, com Ekdal a dar algum critério e a justificar a titularidade. Por outro lado, Kallstrom continua a exagerar nos chutões sem nexo, prejudicando o futebol da equipa. É mais um problema do que uma solução nesta altura. Forsberg tentou agitar, estando bem melhor do que na primeira partida, mas é muito pouco para uma equipa com algumas ambições. Destaque para Lindelof, desta vez a fazer o jogo todo como lateral direito, saindo com nota positiva, embora seja notório que é como central que é muito acima da média.


