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A Obsessão da posse

Confesso que nunca fui um seguidor do denominado futebol de posse. Confesso igualmente que o acho aborrecido, e que nunca tive qualquer identificação com essa escola. Ontem no Dragão, defrontaram-se dois ilustres praticantes dessa doutrina. O seu criador, Josep Guardiola, reconhecido unanimemente como um dos melhores treinadores do mundo, e um dos seus discípulos, Julen Lopetegui, que após esta campanha muito conseguida do FC Porto, começa a ganhar cartel pela Europa do futebol.
Em ambos os casos, a sua bandeira é o futebol de posse que qual chave mestra, desbloqueia todas as portas. Contudo o discípulo, resolveu pregar uma partida ao seu mestre, e num jogo que se previa uma enfadonha troca de bolas para trás e para os lados, ganhou novos contornos, e um conjunto azul e branco intenso, agressivo e a jogar em progressão em todo o campo, superou em toda a linha uns alemães de escola latina. Derrota para Guardiola e a sua filosofia? Não é preciso ser assim tão dramático. O treinador catalão teve, tem e terá méritos, que nunca lhe poderão ser retirados, goste-se ou não do modelo. O tiki-taka, agora rebaptizado para poder agradar a outras correntes, foi uma inovação sem paralelo e um conceito vencedor.
A metodologia de treino de Josep Guardiola foi, é e será inovadora e um verdadeiro case-study no mundo do futebol e dos treinadores em particular. E como é raro existir uma voz discordante nesse universo. Discordar do modelo do catalão e ignorar a escola do Barcelona, dá direito a uma valente reprimenda e ao rótulo de arrogante, com pouca percepção e entendimento do jogo.
Curiosamente, numa recente conversa com um treinador de futebol, também ele um admirador dessa escola, foi-me dito que o futebol é um jogo mais simples do que aparenta, e em que o treinador que tem a fortuna de ter à sua disposição melhores jogadores que os outros, ganhará também muito mais vezes que os outros. E isto eu não pude rebater, porque efectivamente é verdade. O que é um facto, é que na carreira do catalão, ele trabalhou sempre com o melhor lote de jogadores possível. A super equipa do Barcelona tinha nos seus quadros, dois executantes de primeira linha em Xavi e Iniesta no seu auge, como pensadores, e um dos maiores génios que o mundo da bola já teve a oportunidade (e felizmente ainda tem) de contemplar, em Lionel Messi. O modelo fez o resto. E tanto assim foi como outros super craques da actualidade como Yaya Touré e Zlatan Ibrahimovic se sentiam deslocados e foram completos peixes fora de água. E eis que o exemplo máximo do futebol de posse como potenciador da criatividade artística dos atletas, secava tudo à sua volta e deixava artistas com outras valências quase que condenados à banalidade.
Em Munique o projecto era porventura mais desafiante. Reformular o Bayern que dominou o mundo do futebol, o Bayern das transições vertiginosas de Heynckes, que dava espetáculo e que massacrava os adversários, seria com certeza estimulante. E este Bayern joga agora à imagem do seu treinador. Se no plano interno nada mudou, muito por causa da tal verdade simples (os bávaros têm de longe o melhor elenco, e ainda se dão ao luxo de minar as potenciais ameaças, como o Borussia pode muito bem confirmar com Gotze e Lewandowski), no plano externo, este Bayern não foi capaz de parar o Real Madrid de Ancelotti, também ele uma equipa cujas transições eram demolidoras, como ontem não foi capaz de parar um Porto super intenso. Curiosamente, a obsessão pela posse de Lopetegui na Liga Portuguesa, provavelmente custar-lhes-á a conquista do campeonato.
Essa obsessão pela posse e pelo futebol de toque curto, não é uma realidade apenas para Guardiola. Outros, cujos pressupostos eram exactamente os mesmos, já falharam na mesma medida, sendo talvez o melhor exemplo disso, a mítica Selecção Brasileira de 82, de Zico, Sócrates, Falcão e Cerezzo que sucumbiu às mãos da tenacidade e objectividade da Itália de Paolo Rossi e Gentile. Recuando um pouco no tempo, a primeira equipa que me apaixonou e que porventura foi até hoje a equipa que melhor aplicava o contra-ataque era a vibrante Selecção romena de Hagi, Popescu, Dumitrescu e Munteanu que encantou o mundo em 94. Nas épocas seguintes em Portugal, tivemos um excitante Salgueiros de Mário Reis e de Carlos Manuel, que contava nas suas fileiras com o craque Edmilson, o longilíneo ponta de lança Vinha e o pequeno génio e maestro Abílio. Os já referidos Bayern de Heynckes, o Real Madrid da “décima”, o Chelsea da primeira passagem de Mourinho, ou até o Benfica da primeira época de Jesus, deram espetáculo sendo a antítese do Barcelona.
O conceito do futebol de posse não acabou, nem acabará tão cedo e em várias latitudes diferentes continuará a obter resultados, mas eu irei sempre preferir a indisciplina de um modelo em que os executantes sejam livres para criar a sua arte, do que a arte de um modelo quase perfeito que os escraviza.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Flávio Trindade

0 Comentários

  • Unknown
    Posted Abril 17, 2015 at 1:54 pm

    É tão bom ouvir falar do Salgueiros!!!
    Que orgulho e que saudades tenho dessas equipas da grande alma salgueirista.

  • Andre Capitao
    Posted Abril 16, 2015 at 10:48 pm

    Para mim, sou fã do Real de Mourinho 2010/2011, transicões absolutamente demolidoras, tudo feito ao primeiro toque e com o menor número de passes possível. A filosofia de Guardiola aborrece-me, porquê fazer em 30 passes, o que se pode fazer em 10? Na minha opinião, não é o número de passes ou percentagem de posse que conta, o que realmente conta, é o número de penetracões na área contrária e número de oportunidades de golo criadas e convertidas. Golos ganham jogos, percentagem de posse nem por isso!

    https://www.youtube.com/watch?v=Uf0tVCs2xFQ

    Contra-ataque? Bateu todos os recordes das propaladas equipas de ataque, isto é que é futebol com classe, para o lado e para trás parece mal.

  • S. B.
    Posted Abril 16, 2015 at 9:40 pm

    Parabéns pelo texto. Mas diga-me, não é estranho, uma vez que o "sistema escraviza os jogadores" que o (provavelmente) maior artista de sempre do jogo tenho tido o seu ponto mais alto enquanto parte desse sistema?
    E se por um lado o Porto não está em primeiro por ter teimosamente apostado neste sistema, não acha que o Benfica não se consegue impor na champions devido ao meio campo suicida que privilegia as transições?
    Oxalá existissem fórmulas, mas parece-me que a resposta não será assim tão linear…

  • Pedritxo
    Posted Abril 16, 2015 at 8:21 pm

    texto a roçar a perfeiçao

  • Anónimo
    Posted Abril 16, 2015 at 8:10 pm

    Ter os melhores jogadores ajuda, sem dúvida, o artigo de resto, na minha opinião, confunde algumas coisas e menospreza o que pep e este modelo trouxeram ao futebol, faço referência por exemplo às oportunidades que agora sao dadas a talentos que ha uma tempo atrás tinham a denominaçao de " bons jogadores mas frageis" , ou como diz kross que o fez melhor jogador (aprendizagem vs rendimento). Tb é incoerente continuar a afirmar que Pep tem sempre os melhores, o Real de Ronaldo, benzema, bale, alonso, pepe, ramos, modric, kedira,etc…era uma equipa que nao tinha os "melhores". Futebol apoiado torna.se chato, principalmente quando ha 2 ou 3 autocarros para enfrentar, mas claro que isso é grande trabalho na org.defensiva. Todos os estilos sao discutiveis … e ha uns mais fáceis de trabalhar que outros … o de pep(e outros) tem muito que se lhe diga. O Porto construi um modelo de jogo, que da os seus frutos, dizer que a custa disso pode perder o campeonato é não dar significado nenhum ao processo, que de uma forma ou de outra continua a ser a razão de haver treinadores e treinos.

  • Pedro Barata
    Posted Abril 16, 2015 at 8:07 pm

    Caro Flávio Trindade, respeitando profundamente a tua opinião, aliás, dou-te os parabéns pelo texto, o qual está bem escrito, discordo, basicamente de quase tudo o que dizes. Vamos por partes:

    Começas logo o texto por qualificador Guardiola como "criador" do futebol de posse. Nada mais errado, muito antes das equipas de Pep, já conjuntos como a Holanda de 74, o Brasil de 82, o Ajax de Rinus Michels, ou, indo às raízes, a Aústria de Hugo Meisl dos anos 30 já praticavam um futebol cuja ideia se centrava na posse de bola e na sua circulação.

    Contrastas depois o futebol defendido por Pep a um outro que qualificas de "intenso" e "agressivo". Pois, lamento mas não podias estar mais enganado. A primeira premissa para o jogar de Guardiola é, precisamente, a pressão, a agressividade após a perda, uma intensidade constante. Eu nunca vi uma equipa pressionar como o seu Barça, fazendo-o tão à frente, tão incessantemente e com tamanho afã. Precisamente pelo facto da obsessão ser a posse, isto leva não só a querer conservar a bola quando a mesma está em poder, como recuperá-la o mais rapidamente possível após a sua perda.

    Dizes depois algo que, obviamente, é verdade: quem tem os melhores jogadores ganha mais. Então porque é que Pep ganha mais que todos os outros treinadores de topo? Porque é que um grupo de jogadores que tinha ficado atrás do Villareal e a quase 20 pontos dum fraco Real ganhou tudo com Pep? Ah, já agora, Yaya não foi um caso de inadaptação, o Catalão bem o queria na equipa, mas este estava tapado por Xavi e Iniesta para jogar a interior (todos os médios do Mundo estariam) e não queria jogar nem a pivôt (onde era alternativa a Busi) nem muito menos a central, posto no qual Pep muito o apreciava.

    Depois, não me venhas falar do Brasil de 82. Uma equipa que ainda hoje é recordada, que é um exemplo de beleza e estética, não pode ser dada como fracasso. Fracasso é jogar mal. Fracasso é perder e não ficar na memória de ninguém.

    Depois concluis dizendo que este modelo "escraviza" os jogadores??? Gostava que me explicasses esta parte

    • Flávio Trindade
      Posted Abril 17, 2015 at 2:17 pm

      Meu caro Pedro Coelho,
      Certissimo quando afirmas que qualquer equipa sem os seus melhores jogadores se torna vulnerável.
      Gaitan não é Ola John, Schurrle não era Hazard e Pedro não era Messi.
      Ter sempre os melhores disponíveis é aumentar as hipóteses de vencer como é obvio.
      Mas (e aqui peço as minhas desculpas pelas comparações acima serem talvez um pouco exageradas e infelizes…) o Benfica também venceu com Ola John em campo e sem Gaitan. Diminuiu foi a qualidade do seu jogo. E venceu independentemente do decréscimo de qualidade, porque o papel que cada um desempenhou era semelhante. Não houve uma adaptação forçada para o sistema não mudar, nem existiu mudança de papéis.
      No caso do Bayern, além da não presença dos seus "melhores" jogadores, houve uma alteração do modelo. Sem Ribery, nem principalmente Robben, o que não existiu foi verticalidade e capacidade para esticar o jogo. Messi no Barcelona fazia o mesmo com a vantagem de ser um sobredotado e jogar bem em qualquer lado. E sem capacidade de explosão, não há futebol de posse que valha. O Bayern foi obrigado a centralizar o seu jogo e por isso mesmo ficou vulnerável. O futebol de posse continuou a ser jogado, mas sem efeitos práticos.

    • Rodrigo
      Posted Abril 17, 2015 at 12:06 pm

      Subscrevo, Pedro.

    • Pedro Coelho
      Posted Abril 17, 2015 at 10:18 am

      Caro Flávio Trindade,

      Qualquer equipa do mundo sem os melhores jogadores torna-se vulnerável. O que acontecia quando Barça jogava sem Messi, Xavi ou Iniesta? O que acontecia quando o Benfica ficou sem Gaitán? O que acontecia se Mourinho não tivesse Hazard e Fabregas? Os melhores são sempre melhores que os segundos melhores, é perfeitamente normal o Bayern ficar mais vulnerável sem 3 dos melhores jogadores.
      Quanto à inadaptação, há quem aceite e quem não aceite que há melhores jogadores do que eles próprios. Busquets todos os dias mostra em todos os treinos desde há vários anos, sob a orientação de vários treinadores, quem é o jogador que tem de ser titular no fim de semana. Saiu o Zlatan e o Messi pode ocupar o espaço central que tanto adora e fez os números que talvez ninguém conseguirá bater em assistências, golos e criação de jogadas.
      Para quem tem dúvidas, que compare o que jogou o Messi e o Barcelona em ambos os jogos com o City, onde procurou sempre o espaço central e vejam o que conseguiu criar o Real Madrid quando o Busquets entrou a meio da segunda parte.

    • Awesome_Mark
      Posted Abril 17, 2015 at 2:52 am

      Ao Lahm e ao Mascherano, acrescento o Alaba, que também é teoricamente o melhor defesa esquerdo. Guardiola gosta de adaptar os jogadores à sua ideia tática, mas às vezes, como em casos como este tão flagrantes, deveria fazer exatamente o contrário.

    • Flávio Trindade
      Posted Abril 16, 2015 at 10:19 pm

      No segundo ponto, e em sequência disto, vem o óbvio.
      É evidente que uma equipa que joga em posse, quer ter a bola e recupera-la o mais rapidamente possível na falta dela. E aí reside uma das grandes virtudes de Guardiola. A pressão alta e intensa no meio campo adversário não era devido à existência de jogadores com características para o efeito, mas sim uma pressão colectiva. E esse foi o core do modelo do Barcelona. A pressão era feita com recurso a uma exemplar ocupação de espaços, harmonicamente, e isso só foi conseguido devido ao trabalho nos treinos e ao aperfeiçoamento do modelo (e nisso o mérito é totalmente dele, porque nenhum dos jogadores do Barça do meio campo para frente tem essas características)
      Terceiro ponto, e também na sequência dos anteriores, para que esse modelo de futebol de posse idealizado por Guardiola funcionasse, sempre foi preciso alguém que esticasse o jogo. Ou seja, o claro contraponto com toda a filosofia. Em Barcelona, nos jogos mais atados, e quando a coisa não ia lá de mais maneira nenhuma, eis que o génio de Messi resolvia em progressão. Isso não aconteceu uma vez. Acontecia muitas vezes. A máquina do Barcelona não era só futebol a dois toques, e tabelinhas à entrada da área. Quando isso não resultava, surgia Messi. Em Munique, quando não há Robben para esticar, aparece Ribery, quando nenhum dos dois está e campo, surge Alaba vindo de trás, e quando nenhum está acontece o que aconteceu ontem. Sem ninguém para esticar o jogo, o tiki taka torna-se vulnerável.
      Quarto e último, respondo-te à tua pergunta com a tua própria explicação, quando dizes que Touré não foi um caso de inadaptação, mas sim ele é que não queria jogar nem a médio defensivo (alternativa a Busquets, eu também era capaz de ficar chateado), nem como central para poder encaixar no modelo preconizado.
      Se isso não é inadaptação ao modelo não sei o que é! Porque raio de motivo havia de querer, quando poderia elevar o seu jogo como o fez desde que chegou ao City? Porque raio de motivo havia Zlatan de ser pivot ofensivo, quando poderia jogar com liberdade para criar como o faz em Paris? Porque raio de motivo Mascherano há de ser um bom central, quando pode ser o melhor médio defensivo do mundo como o provou no mundial? Porque raio de motivo Fabregas haveria de jogar como falso ponta de lança quando todo o seu jogo se transcende no meio campo? Ou porque raio de motivo o melhor lateral do mundo há de jogar no meio campo onde devido à sua superior cultura táctica é apenas bom?
      Lahm e Mascherano aceitaram o sacrifício em prol da equipa, Fabregas, Zlatan e Toure não quiseram ser escravos do sistema.
      Mas também como eu já disse, este modelo de futebol de posse é eficaz, é dominador, dá títulos, e a espaços dá espectáculo, eu é que não gosto dele. São apenas opiniões.

    • Flávio Trindade
      Posted Abril 16, 2015 at 10:18 pm

      Pedro Barata,
      Respondo-te acima de tudo porque despertaste algumas das questões mais pertinentes.
      Primeiro, o texto servia apenas para passar uma opinião pessoal que poderá ser partilhada por alguns, mas que na generalidade é veementemente contestada pela grande maioria, como aliás referi,principalmente por uma grande parte das pessoas ligadas ao futebol.
      Em segundo lugar, não concordar com um modelo ou um conceito de jogo, não significa desprezar a pessoa que o idealiza. Guardiola tem méritos que são incontestáveis, e é de facto um dos melhores treinadores do mundo. Curiosamente a parte mais perfeccionista e mais visionária de Pep é aquela que nós não vemos, ou seja os seus métodos de treino.
      Posto isto, e relativamente aos pontos que referenciaste:
      De facto Guardiola não criou o futebol de posse, mas deu-lhe um cunho muito pessoal.
      Também tens razão quando dizes que a Holanda de 74 e o Brasil de 82 (estes que me dizem mais devido às minhas raízes), foram exemplares perfeitos de qualidade futebolística, mas que em comum tinham duas coisas, nenhuma delas ganhou o Campeonato do Mundo, e o jogo em posse era parte de um futebol de grande caudal ofensivo, que queria dar espectáculo. O jogo em posse de Guardiola tem as suas raízes no exacto oposto, ou seja na segurança defensiva. Se tens a bola, o adversário não cria perigo. Tudo aquilo que qualquer treinador procura fazer quando está a ganhar por 1-0 no final do jogo. Manter a bola, troca-la e de preferência no meio campo adversário. Ao contrário do que possa indicar o jogo de Pep é mais defensivo do que a maior parte dos entendidos quer fazer querer. Ao contrário das tais Holanda e Brasil cuja posse servia para partir para cima do adversário.

    • Yeah!
      Posted Abril 16, 2015 at 10:04 pm

      Nem mais.

      Com todo o respeito, mas também discordo completamente do texto. Mas até mesmo dos exemplos de outros estilos, ainda mais quando foram dados exemplos de equipas de 70; 80 e 90, o que revela uma excelente memória.

      A verdade é que por vezes pode ser enfadonho e o ano passado demonstrou-se muito ineficaz, mas é mais um modelo e aí cada um tem os seus gostos. Não há um totalmente superior aos outros.

    • Cesar Torres
      Posted Abril 16, 2015 at 10:02 pm

      Brilhante comentário Pedro Barata. Acho que deverias também fazer um texto sobre a posse de bola

    • Pedro, o Polvo
      Posted Abril 16, 2015 at 8:23 pm

      Concordo em quase tudo e realço a parte da intensidade e pressão após a perda de bola .. Tão importante como passar bem para jogar um futebol de posse..

  • Rúben Gomes
    Posted Abril 16, 2015 at 8:03 pm

    Não tou a perceber… Mas houve algo mais perfeito que a Era Guardiola no Barcelona ?

    Agora, confesso, não gosto nem um pouco do Tiki Taka no Bayern. É contra natura. Eles são camioes de guerra não são um bentley cheio de glamour e elegancia.

  • Pedro, o Polvo
    Posted Abril 16, 2015 at 7:59 pm

    Não concordo muito com o texto .. Ainda para mais estão a reduzir o estilo de jogo do Guardiola a fazer passes, o que é muito, muito redutor .. O Barcelona de Guardiola foi a melhor equipa que vi jogar, porque durante um tempo fazia em campo, quase tudo bem – transição defensiva, defesa posicional, transição ofensiva e ataque posicional. Faltava-lhe um pouco de mais intensidade no contra-ataque e poder nas bolas paradas, mas de resto, e essencialmente em ataque posicional e recuperação de bola era esplêndido.

    Para os que jogam ou já jogaram futebol, devem perceber um pouco melhor acerca disto .. O futebol praticado pelas equipas do Guardiola não se limita a ganhar, ele ganha e abalada a confiança dos seus adversários. Não há nada mais terrível do que sofrer um golo e depois passar 70% do tempo a correr atrás da bola, cansa fisica e mentalmente qualquer atleta. Cria uma sensação de impotência tal, que mesmo recuperando a bola, ficamos sem saber bem o que fazer com ela..

    Por muitos bons estrategas que existam, o futebol joga-se é com a bola nos pés e enquanto a tiveres, o adversário não pode marcar golo, isto é certo. O problema é que algumas pessoas plantaram a ideia de que quem joga em posse não pode fazer contra-ataques e marcar num lance com 4-5 passes .. Isto é a maior das mentiras! Uma equipa para jogar bem em posse tem de saber contra-atacar muito bem. Se não, torna-se fácil defende-la. O objectivo do futebol de posse é ter a bola mais tempo que o adversário, o que, por um lado dá confiança a quem a tem e, por outro, dá défices de confiança a quem a não tem.

    Esta equipa do Bayern não tem as qualidades inerentes para um tipo de futebol de posse, nem sequer a Alemanha é um país que seja propício a isto (pelo clima). No entanto, é esta a forma que o Guardiola faz as suas equipas funcionarem melhor e foi isso que a direcção escolheu quando o comprou – escolheu uma visão. Obviamente que as equipas já estão fartas de ouvir falar deste estilo de jogo e os treinadores desdobram-se em esforços para contrariar isso, mas está longe de ser verdade que este tipo de futebol esteja a morrer (basta encontrar o treinador certo, com a equipa certa, no sítio e altura certos).

    Ah e só mais uma coisa, dizer que o Bayern de Jupp era melhor que este é o mesmo que dizer que o FCP do Jesualdo era melhor que este actual. Como vejo tantos leitores indignados quando justificam que o Ronaldo é melhor que X porque tem mais golos, também deviam ficar indignados quando dizem que o Bayern de Jupp é melhor porque ele ganhou a Champions. É óbvio que é um facto muito importante mas não é essencial .. Aliás já a comparação entre duas equipas que nunca na vida se poderiam enfrentar é sempre muito dúbio e eu cá nem sequer quero tomar partido de um lado ou de outro..só quero salientar que é injusto comparar equipas em épocas diferentes, em circunstancias completamente diferentes.

    Se querem comparar algo, comparem os dois treinadores enquanto coexistiram – e nem preciso de referir na abada que o Guardiola dava no Jupp, nem sequer são do mesmo campeonato, era o mesmo que hoje comparar o Mourinho com o Ancelotti, ambos bons claro, mas de patamares diferentes.

    • Simmons
      Posted Abril 16, 2015 at 9:04 pm

      Kafka,

      Quem ler os teus comentários fica com a ideia que o Heynckes esteve um ano no Bayern, ganhou tudo e saiu, creio que sabes que não é esse o caso….

      Na primeira época perdeu campeonato e taça (perdeu 5-2 na final!!!) para o Dortmund e Liga dos Campeões em casa contra, e de longe, a pior equipa que ganhou a prova.

      Se a segunda época foi fantástica a primeira foi péssima….

      Ora na minha opinião para se avaliar, pelo tempo para passarem as suas ideias etc, deve-se comparar a 1º época de Guardiola com a de Heynckess e a segunda com a segunda.

      A primeira creio que só podes concordar que Guardiola deu uma abada, a segunda ainda não acabou, Guardiola pode perfeitamente fazer o mesmo que fez Heynckes…

      Ou seja quando acabar este ano podes comparar os 2 treinadores….

    • Pedro, o Polvo
      Posted Abril 16, 2015 at 8:50 pm

      Incomparavelmente melhor? Não concordo nada. O Bayern de Guardiola cilindrou domesticamente. Já o de Jupp não. Aliás não foi só não cilindrar, foi perder uma prova de regularidade para o Dortmund. Ganhar uma vez, pouco me convence .. Então perder um campeonato sendo claramente a melhor equipa .. Na europa as coisas caem para o lado de Jupp, claramente, mas toda a gente sabe que lá entra muito mais o factor sorte do que no campeonato.

      Era muito mais fácil o Atlético do ano passado ter vencido a Champions do que o campeonato. O que em nada retiro o mérito. Vencer a Champions é o melhor que se pode almejar, o Guardiola já venceu as dele, por este andar, não vencerá esta época no Bayern mas terá o seu tempo e vai voltar a ganhar com certeza..

      Podemos estar aqui com argumentos para um lado e para o outro mas não vamos chegar a sítio nenhum (ex: o Dortmund antes era melhor; ou o Dortmund de agora é pior por causa do Guardiola etc etc). O que quis discutir foi o texto e as suas afirmações acerca do futebol de posse.

      Cumprimentos

    • Kafka I
      Posted Abril 16, 2015 at 8:35 pm

      Não podíamos estar mais em desacordo, e não tem que se comparar o Heynckes com o Guardiola, tem sim de se comparar as 2 equipas, e a diferença é tão que nem faz sentido comparar

      O Bayern de Heynckes era um rolo compressor, jogava a 200 à hora, era fortíssima em transição e esmagava literalmente qualquer adversário, já o Bayern de Guardiola limita-se a ter a posse de bola, nada mais do que isso, na Alemanha acaba por ganhar porque tem uma equipa 15 vezes melhor que a concorrências, ainda assim, sempre que apanha algo melhor e jogue em transicção, lá vem as dificuldades habituais, na Europa então, contra o Real Madrid foi o que se viu, e este ano caso passem e voltem a jogar com o Real Madrid, levam outra coça com as transições do Real Madrid, porque este Bayern é banal do ponto de vista da transicção defensiva, ao contrário do Bayern de Heyenckes

      E portanto o Heynckes no global da carreira não é melhor, que o Guardiola, mas o Bayern de Heyenckes é incomparavelmente melhor que este Bayern de Guardiola, é demasiado evidente a diferença, e só os cegamente seguidistas do Guardiola são incapazes de admitir isto..

      Mas pronto cada um tem a sua opinião, isto (ainda) é uma democracia

  • Cesar Torres
    Posted Abril 16, 2015 at 7:31 pm

    É preciso ter calma e falo isso como adepto do Porto e do Barcelona. Não se ignora um estilo que deu muito ao mundo em tão pouco tempo. Guardiola já ganhou tudo na Bayern e só falta a champions, a segunda mão não vai ser fácil para nós, e acreditem, se ele passar o porto na segunda mão, vai conseguir igualar as champions do Ancelotti. O artigo é bom mas vem em um momento que não favorece o bayern, e se tivessem goleado o Porto? Comentar ou opinar depois de um jogo é sempre mais fácil…Por isso é sempre bom esperar o final da temporada

  • MosqueteiroSLB
    Posted Abril 16, 2015 at 7:18 pm

    nao percebo estas criticas todas…
    o futebol nos grandes tempos do barça de guardiola era lindo de se ver. o barcelona simplesmente era assombroso. e o que se via era todas as equipas que os defrontassem entrarem num anti-jogo pois era a unica maneira de os parar. isso tornava o jogo mais feio, nao o modo da posse de bola.
    e complicado criar perigo quando ha 11 jogadores de uma equipa atras da metade do meio-campo.
    quem nao se lembra do real madrid a jogar assim? era impressionate a qualidade que tinham de jogo, assim como a forma categorica com que destruiam tudo (e tanto sofreu o real, e nao fosse mourinho e teriam sofrido muito mais…).
    o barcelona fazia jogadas assombrosas. era lindo de se ver, este bayern nao apresenta de todo a mesma qualidade e e quase um insulto chamar ao futebol do bayern (ou do actual barça) tiki-taka.
    tiki taka nao era apenas posse de bola, tinha tambem objetividade, algo que se perdeu com a saida do guardiola do barça.

    sim, os jogadores que se tem conta muito, mas nao se pode resumir a isso o guardiola. a maneira como ele mandou embora as vedetas, e com base nos jogadores da formaçao fez um equipao que destruiu a europa do futebol foi impressionante.

    o futebol muitas vezes e previsivel, mas nem sempre quem tem melhores recursos ganha. e guardiola quando estava no barça muitas vezes nao tinha os melhores recursos que os rivais. grandes treinadores destaca-se por isso. nao pelo que ancelloti fez o ano passado.
    mas pelo modo dominador com que guardiola dominou a europa, como o mourinho ganhou 2 champions nao sendo favorito. o proprio fergunson que ganha o seu ultimo campeonato com uma equipa muito inferior a dos rivais.

    heynckes e extremamente valorizado pelo seu ultimo ano (e sempre houve muito odio a guardiola pelo duelo de guardiola-mourinho, algo semelhante como ronaldo-messi). praticou um belo futebol, nao ha duvidas. mas esquecem-se que antes disso tambem nao cheirava.

    • Nuno Bela
      Posted Abril 17, 2015 at 11:57 am

      O problema é que existe sempre a necessidade de se desvalorizar o trabalho do Guardiola. Já deram conta que se ele perder tudo vão dizer que o estilo dele expirou mas se ganhar tudo vão dizer que é graças ao trabalho do Heynckes(estilos totalmente diferentes)? Foi assim no barça, começaram a criar a ideia de que o barcelona já era uma equipa já feita e hoje a maior parte das pessoas que não acompanha o futebol pensa que o barcelona ganhava e jogava da mesma forma antes da chegada do Guardiola.

    • Luís M.
      Posted Abril 16, 2015 at 9:56 pm

      É raríssimo concordar com as suas opiniões, MosqueteiroSLB. No entanto, em relação a este assunto, disse exactamente o que penso, sem tirar nem pôr.

      O Barcelona de Guardiola era assombroso, melhor equipa e mais entusiasmante que vi jogar.

      É profundamente injusto menorizar o trabalho de Guardiola nessa equipa, assim como é dizer que o tiki taka era aborrecido, por todas as razões que refere.

      Cumprimentos,
      Luís M.

    • Pedro, o Polvo
      Posted Abril 16, 2015 at 8:33 pm

      Também acho! Não tanto na liga alemã porque não acompanhava muito mas até na liga dos campeões, nunca os achei nada de outro mundo. No ano do Chelsea de Di Matteo, perderam de forma incrível a Champions, mas também tiveram a "sorte" de enfrentar o Chelsea na final (pus entre aspas porque apesar de ser um adversário fácil naquela altura, acabou por os derrotar) .. Nas meias, tinham empatado e ganhado nos penalties ao Real, e antes enfrentado os colossos do Basileia e Marselha.. No ano seguinte quando ganharam a Champions não enfrentaram o Real de Mourinho que era a melhor equipa e esteve inconfundível na eliminatória vs o Dortmund.

      Este ano o Chelsea de Mourinho não vai ser recordado na Champions, no entanto, para mim era do top4 da Europa e caso tivesse passado, seria um sério candidato ao título. Daqui a uns anos, quase de certeza que ninguém vai falar disto, o que até é normal pois passa o tempo e é mais difícil lembrarmo-nos das coisas. No entanto, o que se passa com o Bayern de Jupp é um olhar para trás e para as estatísticas e verificar que estava ali uma equipa monstruosa, quando na realidade estava "só" uma muito boa.

    • E Jorge
      Posted Abril 16, 2015 at 7:55 pm

      Exacto MosqueteiroSLB, eu acompanho bem a bundesliga, desde o tempo em que para muitos era uma liga esquecida(o hype aumentou com a final da champions BayernxDortmund) e vejo que aqui no VM existe uma certa sobrevalorização do Heynckes porque só falam do seu último ano no Bayern.

  • diogoribeiro
    Posted Abril 16, 2015 at 7:17 pm

    Muito bom texto, concordo em praticamente tudo.

    Acho que o modelo de Pep é muito difícil de implementar em equipas que não sejam perfeitas tecnicamente pois expõe os centrais e os interiores e uma perda de bola no meio campo é meio golo para a equipa adversária. nunca se viu Xavi, Iniesta ou busquets perder a bola como o Dante ou o Xabi Alonso fizeram ontem.

  • Maria Carmina
    Posted Abril 16, 2015 at 6:59 pm

    Qualquer modelo no futebol é bem vindo, desde que você tenha os jogadores certos. Dante claramente não nasceu pra sair jogando com os pés.

  • Luis Sa
    Posted Abril 16, 2015 at 6:52 pm

    Começo por avisar que esta entrada daria direito ao cartão vermelho que faltou ontem, não gosto do tiki-taka!

    Não suporto a quantidade absurda de passes que são necessários para entrar com a bola dentro da baliza, não consigo perceber como é que a perder, o tiki-taka raramente se transforma em chuveirinho. Custa-me ver cantos, livres (aqueles que não são próximos o suficiente para um remate) serem marcados à maneira curta. Tal e qual o anti-jogo (com as devidas diferenças) aborrece-me.

    É verdade que quem tem mais e melhor normalmente, é mais fácil e consegue fazer mais e melhor do que os restantes. Sei que o Guardiola caiu numa equipa de estrelas, as quais pode acrescentar outras. No entanto, sei que pela teoria seria fácil fazer aquela equipa Vencedora, mas o desafiou foi fazer dela Dominadora. Guardiola conseguiu, reconheço o mérito, implementou a ideias e fez dos vários jogadores, um só, uma equipa com dois cérebros perfeitamente compatíveis e um predestinado.

    No entanto, tal e qual como tudo o resto na vida, não dura para sempre. Não foi fácil mas apareceu um antídoto, primeiro como anti tudo o que o modelo do tiki-taka representava como o Inter que, evoluiu e cresceu. Deixou de cortar as jogadas, deixou a expectativa e partiu para o seu próprio plano de jogo. Com isto, apareceu o Real e o Bayern, mostraram que a % de posse de bola é menos relevante do que se pensava. O importante, no tempo que se tem a bola, é fazer com que todas as decisões sejam as mais eficazes possíveis.

    Para mim, existem dois antidotos para a posse de bola. Para além do dito Bayern e Real com os seus contra ataques, pela forma como em poucos passes estavam na àrea adversária que, para mim é a maneira mais eficaz/segura de jogar contra este sistema, existe a pressão do Lopetegui. Lembro-me de ver o Porto ontem e pensar que já tinha visto aquele jogo. Lembrei-me das vezes em que pensei que, com uma pressão mais forte (abandonando a defesa estilo andebol), com mais agressividade/pulmão era possível esgotar mentalmente e fisicamente a equipa adversária e aproveitar o desacerto que existe pela constante mudança de posição dos jogadores.

    Tiro o chapéu ao Lopetegui, arriscou mesmo não tendo no meio-campo elementos como Essien, Makelele, Ramires, Vieira, jogadores que correm por eles e pelos outros (excepção ao Herrera, jugo eu). Na minha opinião teve sorte na abordagem, não acho que seja a maneira ideal para se jogar, pelos espaços que pode criar, no entanto teve sucesso mas, deu certo. O 3 1 ninguem lhe o tira.

    Em suma, posse de bola é bom mas exagerar, tanto a menos como a mais é errado. É morte do artista. É aqui que eu acho que o Guardiola perde para os restantes treinadores de topo, nomeadamente o Mourinho. Perde na capacidade de adaptar a equipa ao momento do jogo, há alturas para guardar a bola, há alturas para circular a bola e fazer os outros correr mas há alturas que isso não resulta e é necessário pensar num plano B. Digo isto, ainda com mais convicção, quando vejo a reacção dos jogadores do Bayern a perder 3 1, as declarações todas sobre o autocarro e que automaticamente associei a jogadores do Barcelona, da frustração que se via na cara deles quando o tiki-taka não resultava.

    • Cesar Torres
      Posted Abril 16, 2015 at 9:54 pm

      Para o Diogoribeiro:
      Mourinho teve tudo para criar a melhor equipa do mundo(dinheiro, jogadores e muito mais) e falhou neste aspecto. Que culpa tem o Guardiola de ter conseguido isso? O Barcelona não era a melhor equipa do mundo antes do Guardiola. De lembrar Barcelona ganhou a champions em 2006 e depois perdeu a supertaça da uefa contra o sevilha(3-0) e o mundial de clubes contra o São Paulo(1-0) e ficou 3 anos a ver pó. Agora queres vir chorar que o Guardiola teve melhor equipa? Epa vamos lá brincar menos e escrever as coisas como elas são, o Guardiola fez do barcelona a melhor equipa do mundo. Mourinho andou a estragar Modric, Di Maria, Coentrão e tantos outros. Que culpa tem o Guardiola? Mourinho andou a minar o plantel desde Ronaldo até Casillas, que culpa tem o Guardiola por saber interagir melhor com os seus jogadores? Enfim…

      Para o Luis Sa:
      Tu não podes falar em adaptar uma equipa a outra sem falar do Guardiola quando tinhas um barcelona de 2008-2012 que em certos jogos ninguém tinha uma posição fixa, o que deixava as outras equipas totalmente baralhadas. Quando é que viste isto nos tempos modernos?

    • E Jorge
      Posted Abril 16, 2015 at 9:34 pm

      Diogoribeiro volto a repetir, tu precisas trabalhar mais nos teus argumentos. Vou expor aqui a tua absurda comparação em 2 partes:

      1- O Real de Mourinho não era inferior ao Barcelona de Guardiola como tu queres dar a entender. Até posso citar-te diversos pontos em que eram muito melhores(muito mesmo). Casillas era e é muito melhor do que Valdez e Pinto juntos. Coentrão e Marcelo eram melhores do que um Abidal que estava sempre lutas contra o cancer. Pepe e Sergio Ramos eram melhores do que o Pique e Puyol(a idade deste último já não ajudava). Híguain e Benzema eram melhores do que Sanchez e Pedro( perdeu muita qualidade depois da lesão). Villa em forma era melhor do que os 2, mas por quanto tempo é que o Guardiola teve o Villa em forma?

      2- O Simeone ganhou uma taça do rei ao Mourinho,deu um baile de 4-1 ao chelsea campeão europeu na supertaça da uefa, eliminou o chelsea de Mourinho da champions no ano passado, ganhou 1 supertaça de espanha ao Ancelotti, ganhou 1 campeonato ao Real Madrid de Ronaldo e ao Barcelona de Messi e está há 8 jogos sem perder contra o Real Madrid, sem esquecer que todos os anos ele perde jogares chave do plantel. Explica-me lá, o Simeone fez isso tudo porque tem melhor equipa?
      O Dortmund de 2012/2013 deu um baile de 5-2 ao Bayern de Heynckes na supertaça, ficou em primeiro no grupo da morte contra o Real Madrid, Man. City e Ajax e depois voltou a dar banho de bola ao Real nas meias finais. Explica-me lá de novo, o Dortmund tinha melhor equipa do que o Real Madrid, Bayern ou Man. City?

      Resumindo meu caro, o problema não está em ter melhor equipa mas sim em fazer essa equipa jogar bom futebol. Não se justifica estares a estacionar o autocarro com o Real Madrid(EQUIPA DE MILHÕES), se achas que isso é normal então não és adepto de futebol…E aí já não posso ajudar-te

      OBS: Pouco me importa se achas que sou hater ou amante do Mourinho. Vou continuar a ter a mesma opinião sobre o futebol dele. E tem mais, é engraçado desvalorizares o histórico entre os 2 treinadores quando és o primeiro a vir defender o futebol pobre do Mourinho com stats…

      Abraços

    • diogoribeiro
      Posted Abril 16, 2015 at 8:27 pm

      Porto, Chelsea (1ª vez), Inter, Madrid e Chelsea (2ª vez) foram das equipas nos últimos anos que mais facilmente alternavam entre o futebol de posse e o futebol de contra ataque. Dizer que as equipas de Mourinho não têm um plano B é ridículo. Basta ver as diferenças entre o jogo com o Stoke e o jogo com o QPR (últimos 2 jogos do chelsea) para se perceber isso. Tanto jogam futebol apoiado em posse, futebol em contra ataque (embora a saída de Schurrle os tem prejudicado) como podem jogar longo para o Drogba. Não só tem um plano B, como tem um plano C (já vimos o 4-4-2 utilizado várias vezes este ano).

      Quanto às comparações entre os frente a frente entre Mourinho e Guardiola, se acham que isso é um indicador de quem é melhor ou pior, não vale a pena discutir-se mais o assunto. O chelsea o ano passado ganhou 2 vezes ao City e 2 vezes ao Liverpool mas não foi melhor equipa que eles.Acho que o Alan Pardew (é possível estar a confundir com outro treinador) tem mais vitórias frente a Mourinho que Mourinho tem frente a Pardew e acho que podemos concordar que o português é o melhor treinador.

      Comparar o recorde de dois treinadores, ainda por cima um com uma equipa superior à do outro, como argumento é ridiculo.

      Enquanto os dois estiveram em Espanha, o Mourinho até teve mais pontos que o Barcelona, e tendo em conta que estamos a falar da melhor equipa dos últimos 20 anos, não seria qualquer um a fazê-lo.

      E Jorge, acho que até tu, mesmo odiando o Mourinho tão fortemente, consegues admitir que o recorde de Mourinho contra Guardiola (para além de não ser tão mau como dizem) não reflete a qualidade dos treinadores.

    • Luis Sa
      Posted Abril 16, 2015 at 8:20 pm

      Por partes:

      Cesar, o Gotze ser o novo Messi para o Guardiola é o que quero mostrar. Dificilmente imitas alguma coisa na perfeição se não tiveres os mesmo elementos, muito menos quando um deles é o Messi. Até mesmo o Robben eu acho que seria complicado.

      Em relação ao plano B, está um bocado confuso. Eu digo com plano B, a capacidade adaptar uma equipa a outra equipa, por exemplo, em vez de jogar em 4 3 3 pelas alas, jogar em 4 4 2 a bombear bolas de todo o lado, neste aspecto Mourinho é mais versátil mas nomes é o menos importante, de certo que te lembras de outros treinadores que, usam constantemente o mesmo sistema e quando tem que o alterar , aquilo dá barraca ou não o fazem porque não o querem. Del Bosque foi um modelo que esgotou, ganhou tudo e agora tem que mudar. Ancelotti, creio que é mais problema de atitude dos jogadores e o Dortmund, pura e simplesmente, jogava à bola nem deu hipóteses.

      Depois a diferença entre Chelsea, Inter, Real vai muito além do Ronaldo. Na minha opinião, essas 3 equipas funcionavam de maneira diferente: Chelsea com uma equipa forte fisicamente, com uma referencia no ataque que ou marcava golos ou ganhava a bola para um dos médios finalizar. Inter, postura defensiva, agressividade e contra ataque e só no Real é que a equipa se baseou no ataque Benzema Higuain e Ronaldo. São três posturas completamente diferentes.

      Existem diferentes tipos de posse de bola, eu faço referencia a eles, controlar o jogo e/ou fazer a outra equipa correr são os mais usuais assim como há autocarros e autocarros como tambem referi, há o autocarro do Inter (destruição) e há o autocarro que pode transformar-se num ferrari num instante. Se me disseres, que contra um Barcelona jogarias de igual para igual, epa eu desejo-te boa sorte mas creio que tens mais hipóteses se jogasses na expectativa, fosse com Real ou o clube do teu bairro ou do meu.

      E Jorge, eu sei. O Real ficou a milhas do Barcelona sem treinador e também acho isso péssimo tendo em conta a equipa do Real, mas eu só usei o exemplo Barcelona vs Real em que como digo, o Mourinho entrou a levar 5 0 sem espinhas e saiu da liga espanhola com o Barcelona controladissimo, aquele 3 1 em Camp nou é exemplo disso

    • E Jorge
      Posted Abril 16, 2015 at 7:47 pm

      A lição de bater o barcelona sem treinador ou melhor, com treinador adjunto(Tito Vilanova estava internado) estava totalmente decorada, claro, e mesmo assim saiu a 15 pontos no campeonato. Porque enquanto o Guardiola esteve lá, o homem não ganhou mais do que 2 classicos…

    • Cesar Torres
      Posted Abril 16, 2015 at 7:42 pm

      A única diferença entre o futebol do Inter, Real e Chelsea de Mourinho é o facto de no Real ter um Cristiano Ronaldo que tornava os contra ataques mais letais. Qual futebol diferente é que o Mourinho aplicou nestas 3 equipas? Epa vamos lá escrever as coisas como elas são…
      O mesmo aplica-se ao Bayern de Guardiola, ele quer a todo custo fazer do Gotze o seu novo Messi mas a verdade é que só existe um Messi. A posse de bola precisa de um craque para finalizar as grandes jogadas da equipa ou sozinho criar uma arrancada de golo quando as linhas de passe estão fechadas e o Guardiola não tem isto no Bayern. Robben poderia ser esse jogador mas com as lesões e a idade não se pode esperar muito.

    • Cesar Torres
      Posted Abril 16, 2015 at 7:23 pm

      Camarada Luis Sa acho que estás totalmente perdido. Qual é o plano B de Mourinho? Nos últimos anos todas as vezes em que jogou contra uma equipa grande, fez o uso do autocarro, até a treinar a equipa mais cara do mundo usou o autocarro e o pior de tudo é que uma das vezes foi contra o DORTMUND,que o plantel não custava mais do que o Coentrão. Qual é o plano B de Ancelotti? Em 8 jogos ainda não conseguiu ganhar o Atlético e continua a bater na mesma tecla. Plano B de Del Bosque? O Brasil conseguiu expor as suas debilidades na Taça das confederações e mesmo assim entrou para o mundial da mesma forma. Por isso neste aspecto, não vejo ninguém melhor do que o Guardiola. Existem diversos tipos de posse de bola e Guardiola domina bem todos eles. Por isso é preciso saber bem do que estamos a escrever…

      Cesar Torres

    • Luis Sa
      Posted Abril 16, 2015 at 7:17 pm

      Na minha opinião perde. O Mourinho mostrou, através das diversas equipas, um tipo de futebol sempre diferente ao contrário de Guardiola que nas duas equipas que treinou, aplicou o mesmo sistema. Não digo que seja errado, não digo que seja péssimo, mas se tu precisares de te adaptar a um certo estilo, mais facilmente se adapta aquele que experimenta vários modelos do que aquele que usa o mesmo (excepção será se alguém descobrir o elixir do futebol).

      Canto curto deu golo, sim. Mas se calhar expliquei-me mal, bolas paradas não entram no modelo do tiki taka a não ser, livres com hipotese de remate.

      E o record entre ambos? Ok, ponto para o Guardiola mas sabes o que eu me lembro é do Mourinho entrar na liga espanhola e perder 5 0 para depois quando a abandona a liga, o jogo com o Barcelona ser apenas mais um, em que a lição de como bater o Barcelona estava mais do que decorada

    • Simmons
      Posted Abril 16, 2015 at 6:58 pm

      Perde para o Mourinho? hahaha

      Vai ver o record de jogos entre as equipas deles.

      O canto curto ontem deu golo.

  • Kafka I
    Posted Abril 16, 2015 at 6:39 pm

    Flávio Trindade

    Subscrevo cada palavra do teu fantástico texto, não tenha nada mais a acrescentar, penso palavra por palavra como tu, sem tirar nem por, PERFEITO

  • Tiago Beça
    Posted Abril 16, 2015 at 6:26 pm

    Concordo com tudo, especialmente a parte de certos jogadores se sentirem "asfixiados" nesse tipo de futebol.

    Prefiro uma equopa com um futebol de transições, que com 2-3 passes chega à área adversária e cria uma oportunidade de golo, que não seja inapta também a criar oportunidades quando tem a bola e o adversário está organizado (uma equipa pelo menos competente ou decente em todos os momentos do jogo).

    Também me parece que seja bem mais fácil de conseguir rotinar uma equipa nesse estilo de transições do que no de Guardiola, até pela complexidade do momento ofensivo, decisões a tomar, etc.

    Mas se formos ver, com Xavi, Iniesta, e Messi, o mais lógico e apropriado era mesmo jogar num sistema de posse, pela inteligência e técnica dos executantes.

    No fundo o treinador traz consigo um modelo (motivo pelo qual é contratado), e esse modelo deve ser o que se adapta melhor às características dos jogadores, dentro do possível.
    Se os dirigentes do Bayern foram buscar o Guardiola, é porque queriam um futebol de posse. Se eu acho que o outro estilo era mais eficiente? Sim, e também menos complicado.

    • Simmons
      Posted Abril 16, 2015 at 6:55 pm

      Exacto, penso que quando contrataram o Pep foi para ele implementar o estilo dele.

      O futebol de transições do Heynekes ganhou tudo num ano, mas no anterior ganhou 0. Muita gente esquece isso. Para além disso qualquer Benfiquista sabe que o Heynekes nunca foi grande espingarda apesar dos títulos ganhos.

      Basta dizer que foi ele que pôs o JVP na lista de dispensas, ou lembrar o que se passou em Vigo.

      Agora não posse concordar que os jogadores se sintam asfixiados, Robben por exemplo é um jogador que não tem nada a ver com o estilo habitual de Guardiola e está a fazer com ele a melhor época da carreira. O único grande jogador que não rendeu foi o Zlatan, mesmo o Tourre fez uma primeira época excelente.

      Os jogadores criativos adoram o Guardiola e este estilo, muita gente parece que se esquece o que jogavam o Xavi e Iniesta antes de ele chegar a treinador da A, não eram metade.

  • JSC
    Posted Abril 16, 2015 at 6:24 pm

    Pela experiência que tenho, o jogo de posse é mais chato até de jogar, mas mais ainda chato é jogar com aquele tipo que tenta sempre a finta e perde a bola 15 em cada 20 e numa faz uma grande jogada e não passa a bola (nível amador). Pessoalmente, em termos de eficácia e pragmatismo penso o jogo de posse é melhor e traz melhores resultados mais vezes. Por outro lado não é bonito de ver.

    • JSC
      Posted Abril 16, 2015 at 10:28 pm

      A questão é que tu (como individuo) não tens a bola durante muito tempo.

    • Hugo Ribeiro
      Posted Abril 16, 2015 at 9:42 pm

      É chato ter a bola? Diz antes, não é qualquer um que consegue jogar um futebol de posse.

    • JSC
      Posted Abril 16, 2015 at 9:33 pm

      Exacto, Rúben. A maior parte quer o jogo de correr com a bola, passe e estás na área, mas o mais provável é perder a bola até lá chegar. Depois para vir defender, não se corre com a mesma vontade.

    • Rúben Gomes
      Posted Abril 16, 2015 at 8:56 pm

      É chato porque só arranjas 1/2 em cada 30 que consigam fazer esse tipo de futebol. Não é para quem quer, é para quem pode.

    • Pedro Barata
      Posted Abril 16, 2015 at 8:09 pm

      Mais chato de jogar? Quando te juntas com os amigos preferes ter a bola ou correr atrás dela?

  • Mário Rebelo
    Posted Abril 16, 2015 at 6:20 pm

    "O tiki-taka foi uma invenção sem paralelo". Isto está mal a tantos níveis… Rinus Michels começou o Total Football já nos anos 70 com o Ajax e Holanda. Tendo Cruyff como protagonista no campo, além de Neeskens e Litmaenen, a mostrar que um jogador pode e deve ter mais que uma posição no campo, e que quem deve correr é a bola. Cruyff reformou-se dos relvados, treinou o Barceloan, e mais uma vez o precursor do tiki-taka foi posto em prática.

    Guardiola, com todo o mérito, pegou neste já usado método, aperfeiçou-o, adaptou-o aos tempos modernos, alguém lhe deu o nome "tiki-taka", mas para todos os efeitos ele não criou o futebol de posse/passe.

    Quanto ao resto, excelente artigo.

    • Anónimo
      Posted Abril 16, 2015 at 10:59 pm

      O estilo de jogo do famoso Ajax de 70 pode ser um pré "tiki-taka" mas dizer que o Guardiola não criou um estilo de jogo completamente novo é loucura. Tentem encontrar jogos de Ajax ou até do Barcelona do Cruyff como treinador, que é mais fácil, e vão descobrir diferenças gritantes para o Barcelona de Guardiola. Jogavam em posse, sim. Mas não era, nem de longe, o tipo de posse que fez o Barcelona. O Futebol Total não é um estilo de posse de bola. É um estilo de velocidade, combinações, trocas de posições constantes, sempre a correr. O Ajax acabava os jogos sempre com mais quilômetros corridos que os adversários enquanto que o "tiki-taka" faz o adversário correr mais que a própria equipa. Aí está a diferença: desgastar o adversário fazendo-o correr atrás da bola sem que este a roube. O "tiki-taka" é um jogo de paciência fazendo lembrar o andebol: trocar a bola junto à defesa esperando que uma falha de posicionamento permita a oportunidade.
      Também não entendo essa de Guardiola ter os melhores jogadores. No ano anterior ao esses mesmos jogadores já estavam no Barcelona e este não ganhou. Dizem que foi graças ao Xavi e ao Iniesta mas esses só começaram a mostrar a sua verdadeira qualidade com o Guardiola. Porquê? Porque este soube tirar o melhor partido destes.
      O que o Guardiola criou é único. Revolucionou o futebol e eternizou dois nomes que ficaram conhecidos como o melhor futebol de sempre: Barcelona e tiki-taka.

      Duarte Carvalho

    • Kafka I
      Posted Abril 16, 2015 at 9:54 pm

      André Pinho

      E eu comparei a reação à perda da bola do Ajax com a do Barça? na parte que toca à posse de bola, o Guardiola não inventou nada, porque o Ajax já fazia igual há 40 anos atrás…

      Outro ponto, em momento algum desvalorizei a reacção à perda da bola do Barça de Guardiola, e já o frisei várias vezes isso aqui, mas para mim ele aí também não inventou nada nesse capitulo, o Milan de Sacchi também já fazia essa pressão alta asfixiante aquando da perda da bola, e esse Milan foi para mim a melhor equipa que alguma vez aplicou essa componente do jogo

      O (ENORME) mérito de Guardiola foi ter sabido juntar 2 filosofias (a posse do Ajax e a pressão alta do Milan) numa só equipa de futebol, isso é inegável, agora inventar alguma coisa ele para mim não inventou.

      Fez um upgrade e uma junção falando de forma simples, mas isso é diferente de inventar

    • André Pinho
      Posted Abril 16, 2015 at 9:35 pm

      Kafka,

      Já por várias vezes te vi defender essa opinião, e acho até que já te respondi nesta linha, mas de qualquer forma volto a fazê-lo. Não faz sentido falar em "tiki-taka" nos anos 70, quando os conceito de zonas de pressão e reacção à perda de bola eram tão… Bem, não eram!
      Guardiola criou de facto algo novo no futebol porque fez sucumbir génios de veludo como Messi, Xavi e Iniesta a uma filosofia de empenho (e técnica) defensivo notável.

      Sem querer minimizar ninguém, continuo a reparar que as mesmo aqueles que têm um entendimento de jogo acima da média, falham em analisar a "pedra de toque", a verdadeira superioridade do Tiki-Taka; que quanto a mim reside (residiu) na recuperação vertiginosa da posse de bola, e no desgaste físico e psicológico que isso causa no adversário.

      Quanto ao Post em si, e sobre a teoria dos "melhores jogadores", lembro que Guardiola pegou num Barcelona em farrapos, que havia ficado em terceiro lugar no campeonato, e dispensou 2 jóias da coroa como Ronaldinho e Deco (que nessa mesma época foi talvez o melhor jogador da 1ª volta da Premier League). Bons jogadores fazem os treinadores ganhar, bons treinadores fazem bons jogadores.

    • raviept
      Posted Abril 16, 2015 at 8:30 pm

      Eu não sou desse tempo, mas parece-me que o que estais a dizer é que o Ajax já possuía alguns dos princípios usados no tiki-taka, mas não necessariamente todos. Portanto, o Guardiola soube implementar esses princípios no futebol moderno, com as devidas adaptações e inovações, tendo conseguido obter resultados significativos. Para mim, isto é inovar, a não ser que os princípios sejam exactamente os mesmos, o que duvido dadas as diferenças entre o estilo de futebol. Isto, já para não falar de que soube reintroduzir essas filosofias após terem sido abandonadas. Aceito o vosso comentário do ponto de vista de relembrar essa grande equipa do Ajax, mas não do ponto de vista de diminuir o mérito do Guardiola.

    • Kafka I
      Posted Abril 16, 2015 at 7:16 pm

      Nisso concordo e já por mais de uma vez me debati aqui no blogue com isso, o Guardiola não inventou nada, o Ajax de 70 já jogava assim…é o unico reparo que faço ao post, porque de resto é como frisei no meu comentário, subscrevo palavra por palavra o texto do Flávio

  • Anónimo
    Posted Abril 16, 2015 at 6:15 pm

    Aos olhos de muita gente o futebol do Guardiola é aborrecido, mas a agressividade que apontas ao Porto é, ou foi, uma das principais características do futebol do Guardiola. No Barcelona é facilidade com que recuperavam a bola no último terço do terreno era assombrosa. O tiki taka está muito longe de ser só posso enfadonha.

    Artigo bem escrito, mas não gostei da forma como "minimizas" o futebol de posse. É muito mais que passes para o lado.

    Leminski

    • Diogo JR
      Posted Abril 16, 2015 at 9:55 pm

      Subscrevo Leminski. Quem acha que o "tiki-taka" é só jogar para o lado anda a ver o futebol todo trocado. O Barcelona do Guardiola recuperava imensas bolas à saída da grande área adversária, a maneira como eles pressionavam era fenomenal, não deixavam o adversário sair em contra ataque, nem o deixavam trocar a bola, por isso é que eles trucidavam tudo e todos, inclusive o Real Madrid dos excelentes executantes.

      Outra coisa que não concordo a 100% neste artigo é atribuir o grande trabalho de Guardiola aos executantes que ele tinha, se bem se lembram Guardiola chegou ao Barcelona e começou logo por dispensar craques como Ronaldinho, Deco e Eto'o, excelente executantes mas que, segundo ele, e bem, não serviriam para o modelo de jogo que ele queria. Guardiola para além de treinador, ele é também selecionador, pois seleciona os jogadores que quer para o seu modelo de jogo, ele escolhe os que, em princípio, irão encaixar na equipa, e não como a maioria que escolhe um jogador por ser bom, para depois montar uma equipa à volta dele. Equipas como a do Guardiola funcionam mesmo quando 2 ou 3 jogadores não estão bem, outras equipas falham quando "o" jogador não está bem

    • Xaimito
      Posted Abril 16, 2015 at 8:26 pm

      Concordo em tudo. E na minha opinião o Porto não recorre só ao jogo de posse. Eles alternam também com bolas longas para jackson, e sabem ler quando aproveitar uma transição rápida com o tello por ex. No fundo acho que o treinador utiliza a posse de bola como sistema base, e tenta que os seus jogadores tirem partido ao mesmo tempo as suas habilidades. Brahimi nas suas fintas, alex Sandro e Danilo nas suas subidas, jackson a receber bolas altas. Cada jogador parece ter liberdade no que faz melhor. Mas nunca esquecendo o sistema táctico do treinador. Andam a melhorar muito a capacidade de decisão

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